Verso de Eduard de Eclpse




No 1 capitulo tentamos captar a essencia do qua  Edward Cullen, seu
sentimento de culpa, seus medos, sua rivalidade com Jacob...esperamos
que gostem!

Sun
and
moon

Capitulo 1

futuro


Todos sabiam como eu odiava o 2 grau, suportava com muito esforo o
barulho e a movimentao dos alunos adolescentes e cheios de hormnios,
me sentia entediado a no ser pela presena de Bella, Charlie no
permitia sua sada aps os horrios da escola principalmente comigo.
Afinal foi por minha causa que ela fugiu de casa e foi para a Itlia. 
volta para Forks no foi to difcil assim, mesmo com os olhares
curiosos caindo sobre ns eu suportaria tudo por ela. Os alunos da
escola secundarista pareciam ver um fantasma, Mike Newton me olhava como
se quisesse me fulminar, alias no s olhava pensava tambm. Desde que
voltamos tenho pensado em Aro e nos Volturi, a idia de transform-la em
um ser sem alma doeria em meu corao se eu tivesse um. Eu no queria
roubar sua vida, sua essncia, retirar seu calor e deixar de ver seu
rosto ficar vermelho cada vez que eu a olhava. Eu no queria perde-la,
definitivamente no queria. Eu sabia que mesmo fugindo mais cedo ou mais
tarde eles nos encontrariam, pensei em lev-la para a ilha Esme e passar
o resto dos seus dias l ao meu lado. Era errado eu sabia desej-la
tanto, por sua vida em perigo a todo o momento, mais o sentimento era
mais forte do que eu, mais forte do que qualquer outro que eu j havia
sentido. Ouvia o pensamento dos alunos desinteressadamente, porm o
nico pensamento que eu queria ler...eu no conseguia e isso era
realmente frustrante. Mesmo conseguindo decifrar seus pensamentos pelo
seu rosto, ainda sim a parte que permanecia obscura me intrigava
tornando-a ainda mais tentadora. As tardes demoravam a passar quando no
estava com Bella, s distraes com meus irmos eram muito divertidas e
todos se surpreendiam com meu excelente humor - Deixou o mau-humor atrs
da porta? - brincava Emmett, meu olhar o fulminava a cada brincadeira e
a cada piada, porm l no fundo eu gostava do bom humor do meu irmo,
agora eu o entendia conversar com ele era como conversar com uma
criana, os jogos de xadrez com Alice eram muito rpidos jogvamos
dezenas de partidas em apenas alguns minutos e nos divertamos muito.
Com Rosalie era difcil conversar minha irm loira tinha uma grande
dificuldade em compartilhar de algum momento que no fosse consigo mesma
e com seu espelho, confesso que uma vez pensei em colocar cola em seu
cabelo mais acabei desistindo se quisesse ver meu carro inteiro e casa
ainda no lugar, Jasper era mais srio, nos treinvamos um tempo durante
minhas tardes vazias tambm, isso ajudava o tempo a passar mais
depressa.  Meus pais ainda pareciam um pouco preocupados, eu tentava no
ler suas mentes para dar-lhes um pouco de privacidade. Esme acreditava
que transformar Bella seria a melhor forma de poup-la do que todos
acreditavam estar por vir. Para mim estava tudo bem agora que Bella
estava comigo.  Estacionei o carro na frente da casa dela, a chuva caia
fortemente, decidi esperar um pouco no carro antes de bater na porta,
ouvia as vozes dentro da casa, Charlie dizia que iria liber-la do
castigo se ela fosse procurar Jacob Black, o vira-latas que queria
roub-la de mim, ainda sim devia muito a ele, ele a manteve viva. Parei
para ouvir a resposta de Bela quando ouvi Charlie perguntar - voc no
sente nem um pouco de saudades dele? - sua voz tinha um tom severo.
-Sim, eu sinto saudades dele - havia tristeza na voz dela ao responder,
e em meu corao podia constatar que ela sentia algo por aquele
Cachorro, eu podia sentir isso no tom das suas palavras, eu era o
culpado pelo seu sofrimento. Uma raiva imensa subiu a minha cabea
quando imaginei o tempo que eles passaram juntos depois que parti,
aquele foi o maior erro que eu cometi em um sculo de vida. Seria normal
se ela tivesse reconstrudo sua vida e no me aceitasse de volta, melhor
com o vira-lata que com Mike Newton pensei tentando imaginar a cena e
logo descartei a idia, cachorros muito crescidos eram perigosos, muito
perigosos. Em relao a Mike no gostava da forma como ele pensava nela,
com cobia, desejo...no o culpava eu tambm a desejava, havia no
entanto uma diferena entre ns ele era humano eu no.  A conversa
continuou l dentro e eu me concentrei para ouvir o que se passava na
casa - Com Jacob existe um conflito - ela disse - Eu quero dizer um
conflito sobre a coisa da amizade. A amizade no parece ser o suficiente
para Jake - as ltimas palavras me fizeram rosnar de raiva, aquele
cachorro pulguento iria ver da prxima vez que eu o encontrasse.  - Ser
que Edward no esta afim de um pouco de competio saudvel? - perguntou
irnico.  - No tem competio - o tom de voz dela era nervoso.  - Voc
est machucando os sentimentos de Jake evitando-o desse jeito, ele iria
preferir ser seu amigo a nada - aquelas foram as ultimas palavras que
escutei. Esperei um pouco ate a conversa mudar de rumo, no queria saber
que ela sentia falta dele, aquilo...doa. Aumentei o volume do som e
tentei ignorar a conversa que estava acontecendo l dentro, estava
impossvel, ouvi cada palavra dita por Charlie enquanto ele exigia que
Bella procurasse seus amigos e tambm Jacob Black, dessa parte a nica
que eu concordava era que ela deveria ter mais amigos, assim ela tiraria
a idia fixa de se transformar num monstro. Como eu!  -Ento... - ouvi
ele falar e antes que pudesse terminar a frase mesmo em seus pensamentos
eu estava de p diante da porta - quais so os planos de Edward pra o
futuro? - diante do silncio de Bella decidi que aquela era  hora de
interferir e salv-la do interrogatrio de Charlie. Bati trs vezes de
leve na porta, porm alto o suficiente para que ela pudesse ouvir.  -
Oh...- ouvi Bella murmurar.  - Ento? - Charlie perguntou mais uma vez
enquanto eu ouvia os passos de Bella vindo em direo a porta e
respondendo as minhas batidas.  - J vou! - ao abrir a porta ela olhou
demoradamente meu rosto e abrindo um leve sorriso, parecia examinar cada
detalhe de mim, eu gostava da forma como ela me olhava, aproveitei para
respirar fundo e sentir seu cheiro mais uma vez, meus cabelos ainda
estavam um pouco molhados pela chuva, seus olhos percorrendo meu rosto e
parando dentro dos meus, olhei fundo nos dela, aqueles olhos castanhos
me hipnotizavam de tal forma que parecia ser ela a predadora e no eu.
Seu olhar enviou uma corrente eltrica pelo meu corpo e naquele momento
meu desejo era beij-la com fora, mais eu precisava me controlar se
quisesse que o Chefe Swan mantivesse sua palavra e a retirasse do
castigo. Ela inclinou sua mo e eu a toquei, seu toque quente na minha
mo fria era como um choque trmico - Oi. - ela sorriu dessa vez de
forma mais vibrante, toquei o seu rosto com as costas da minha mo.  -
Como foi sua tarde? Perguntei.  - Lenta. - ela respondeu rapidamente.  -
A minha tambm - eu queria completar a frase mais diante do olhar severo
de Charlie eu apenas o fiz mentalmente - sem voc ela no tem a menor
graa. Continuei puxando as mos dela para meu rosto, fechei os olhos
para sentir seu cheiro doce e tentador. Mantive os olhos fechados me
deliciando com aquele momento que mais pareceu uma eternidade, mesmo
passando todas as noites ao lado dela, vendo-a dormir, sussurrar o meu
nome a cada noite s fazia o meu amor crescer mais, nunca pude imaginar
que um nome to comum pudesse ter tanto poder se dito pelos lbios de
algum que se ama e eu a amava. Mantive meus olhos fechados ate ouvir
Charlie se aproximar - Boa noite Charlie - cumprimentei-o - trouxe
outras inscries - disse mostrando os papeis a ela e ao mesmo tempo
respondendo aos pensamentos dele que se perguntava o que eu estava
fazendo l mais uma vez.  Bella gemeu baixinho, pela sua cara no gostou
muito do programa que tnhamos para aquela tarde, eu queria dar a ela a
oportunidade de ver muitas coisas humanas antes de se enterrar viva e
passar o resto da eternidade repetindo o colegial.  - Ainda haviam
prazos de inscries abertos, e alguns lugares afim de fazer excees.-
ri da expresso dela, como se quisesse dizer que meu dinheiro podia
comprar tudo. Seguimos para a cozinhas com Charlie em nossos
calcanhares. Ela limpava a mesa retirando a loua suja e colocando-as na
pia enquanto eu estendia os papis sobre a mesma.  Olhei para a sua mo
enquanto ela retirava da mesa O morro dos ventos uivantes, eu ia
perguntar porque ela estava lendo aquele livro novamente mais Charlie
nos interrompeu antes que eu pudesse perguntar.  - Falando em inscries
para a faculdade, Edward, Bella e eu estvamos falando sobre o ano que
vem. Voc j decidiu onde vai estudar? - Charlie perguntou sem
cerimnia, eu podia ver pelos pensamentos dele que ele no me queria
ali, ento como tcnicamente eu no sabia dessa informao me mantive
calmo e formal. Sorri para ele da forma mais amigvel possvel  - Ainda
no. Eu recebi algumas cartas de aceitao, mas eu ainda estou pensando
as minhas opes.- respondi solenemente  - Onde voc foi aceito? -
Charlie insistiu  - Syracuse... Harvard... Dartmouth... e eu acabei de
ser aceito na faculdade do Sudeste do Alaska hoje.- virei cabea
disfaradamente pra o lado pra poder piscar para Bella.  - Harvard?
Dartmouth? Bem, isso  muito... isso  interessante. , mas a
Universidade do Alaska... voc realmente est considerando isso quando
pode ir para a Ivy League? Quer dizer, o seu pai iria querer que...  -
Carlisle sempre est de acordo com qualquer escolha que eu fizer -a
conversa estava tomando um rumo inesperado o que ele estava pensando era
de verdade? Como poderia passar pela cabea dele que eu fosse deixar
Bella para trs?  - Hmph.  - Adivinhe, Edward? - Bella interrompeu meu
devaneio.  - O que, Bella? - ela apontou para o envelope em cima do
balco  - Eu acabei de receber a minha carta de aceitao da
Universidade do Alaska!  - Parabns que coincidncia.- voltei minha
cabea pra ela, ainda deu tempo de ouvir Charlie resmungando atrs de
mim seu pensamento no acreditava em coincidncia, ele at se esforava
para ser cordial comigo, mais sempre lembrava da ameaa de Bella em ir
embora caso ele no me aceitasse.  - Eu vou assistir o jogo, Bella. Nove
e meia.  - Pai? Lembra o que ns discutimos sobre a minha liberdade...?
- Certo. Ok, dez e meia. Voc ainda tem o toque de recolher nas noites
de aula.  - Bella no est mais de castigo? - perguntei como se no
soubesse de nada, no consegui esconder uma felicidade contida nas
minhas palavras  - Condicionalmente o que voc tem com isso?- Ele disse
seco  - S  bom saber Alice est louca pra arranjar uma parceira de
compras, e eu tenho certeza de que Bella adoraria ver as luzes da
cidade.  - No! - Charlie alterou o tom da sua voz, notei preocupao em
sua mente e tentei vasculhar para descobrir quando percebi que a matria
que ele havia lido no jornal estava fresca na sua memria.  - Pai! Qual
 o problema?  - Eu no quero que voc v a Seattle agora.  - Huh?  - Eu
te disse sobre a histria no jornal, tem alguma espcie de gangue
fazendo uma matana em Seattle e eu quero que voc mantenha a distncia,
ok? - eu ouvia Bella insistir mais meus olhos agora buscavam outra
coisa, o jornal que ele havia lido, queria ter certeza das informaes
para planejar o que fazer, embora Charlie no soubesse no instante em
que pensou eu percebi que quem estava fazendo aquilo era algum da minha
espcie, um vampiro.  - Pai, existe uma chance maior de eu ser atingida
por um raio do que eu passar um dia em Seattle e...  - No, est tudo
bem, Charlie - interrompi Bella nesse instante, sabia que ela iria
insistir, por isso conversaria com ela depois - Eu no me referia a
Seattle. - continuei sem olhar para ela - Eu estava pensando em
Portland, na verdade. Eu tambm no levaria Bella a Seattle.  claro que
no. - esta era uma das poucas certezas que eu tinha, jamais levaria
Bella para Seattle agora, no enquanto havia um vampiro a solta, meus
pensamentos estavam focados no jornal quando Charlie apenas respondeu -
tudo bem - e saiu, dei a volta e fui direto para a mesa da cozinha - o
que...-ela comeou a falar mais lhe pedi que esperasse, aquele era um
assunto que merecia muita ateno. Empurrei as inscries para ela
enquanto lia o jornal, sua expresso incrdula quase me fez rir, segurei
o riso - Eu acho que voc pode reutilizar os seus ensaios nessa. As
mesmas perguntas. - mantive meu olhar fixo tentando decifrar as palavras
naquelas linhas, quanto mais eu lia mais tinha certeza de era um vampiro
recm nascido que estava fazendo aquilo, mais de onde ele havia
surgido?Quem o deixou solto? Percebi a impacincia dela enquanto
preenchia os papeis - Bella?  - Fala srio, Edward. Dartmouth? Ela jogou
as inscries para o lado impaciente.  - Eu pensei que voc gostaria de
New Hampshire h muitas coisas pra eu fazer durante a noite, e as
florestas esto convenientemente localizadas para os praticantes vidos
de caminhadas. Bastante vida selvagem. - Sorri pra ela tentando em vo
convenc-la de que era o melhor - Eu deixo voc pagar, se isso te deixa
feliz. Se voc quiser, eu posso custear o seu interesse.  - Como se eu
fosse conseguir entrar sem um enorme suborno. Ou isso foi parte do
emprstimo? Uma nova ala dos Cullen para a biblioteca? Ugh! Por que 
que estamos tendo essa discusso de novo?  - Ser que d pra voc
responder a inscries, por favor, Bella? Se inscrever no vai te
machucar.- eu iria tentar ate o fim se fosse necessrio queria que Ela
percebesse o erro que estava prestes a cometer se deixasse de aproveitar
ao menos um semestre na faculdade.  - Quer saber? Eu no acho que vai.-
antes que ela pudesse pegar os papeis e jog-los no lixo, eu sabia que
essa era a inteno dela. Num instante antes que percebesse peguei os
papis e os escondi, todo passo no levou nem meio segundo.  - O que
voc est fazendo? - perguntou indignada  - Eu sei assinar o seu nome
melhor que voc. Voc j escreveu os ensaios. - respondi em tom de
brincadeira deixando-a ainda mais brava, seu rosto ficou rubro e suas
bochechas coradas.  - Voc est indo longe demais com isso, sabe eu no
preciso me inscrever pra nada. Eu j fui aceita no Alaska. Eu quase j
posso pagar pelo primeiro ms de estudos. Ele  um libi to bom quanto
qualquer outro. No h necessidade de jogar fora um bolo de dinheiro,
no importa de quem ele seja. - ela sussurrou com um tom severo em sua
voz.  - Bella...- tentei argumentar mais fui interrompido pelos seus
argumentos, por que eu no podia ler seus pensamentos para que tivesse
uma resposta pronta antes que ela me pegasse desprevenido?  - No
comece. Eu concordo que eu tenha que passar por essas fases por Charlie,
mas ns dois sabemos que eu no estarei em condies de estudar no
prximo outono. Ficar perto de pessoas.  - Eu pensei que o tempo ainda
no estivesse decidido voc pode gostar de um semestre ou dois na
faculdade. Ainda existem muitas experincias humanas que voc nunca
teve.- parecia que eu estava tentando convencer uma porta, Bella tinha a
cabea mais dura que uma pedra, eu no conseguia entender esse desejo
insano de se entregar a eternidade com tanta pressa, ser que ela no
acreditava que eu a amaria por toda sua vida e que quando ela se fosse
eu daria um jeito de partir tambm?  - Eu irei viv-las depois.  -
Depois elas no sero experincias humanas. Voc no ter uma segunda
chance para a humanidade, Bella.-  to bom senti-la quente, e v-la
corar quando a elogio, no queria, na realidade eu no podia fazer isso
com ela .  - Voc precisa ser razovel com o tempo, Edward.  muito
perigoso brincar com ele.  - No h perigo ainda - eu sabia de todos os
perigos que os cercavam, Victoria, os Volturi eu sabia que podamos dar
um jeito e adiar o que precisasse ser adiado, mesmo com aquela reunio
em que foi decidido pela maioria que Carlisle a transformaria aps a
formatura. Seus olhos demonstravam medo, terror pelo que estava por vir,
seus olhos me diziam o que ela estava pensando e com certeza era Charlie
que ela queria poupar quando pensava no perigo.  -Bella, no tem pressa.
Eu no vou deixar ningum te machucar. Voc pode usar de todo o tempo
que precisar.  - Eu quero me apressar - ela sussurrou para que Charlie
no ouvisse da sala onde ainda estava assistindo ao jogo - Eu quero ser
um monstro tambm.  - Voc no faz idia do que est dizendo. - coloquei
o jornal amassado em cima da mesa e finalmente lhe apontei com o dedo o
que me preocupava minutos antes.  CRESCE O NDICE DE MORTE, POLCIA TEME
ATIVIDADE DE GANGUE  - O que isso tem a ver com alguma coisa?- ela
realmente parecia inocente  - Monstros no so uma piada, Bella.-
respondi impaciente, ela acreditava que ser como eu seria o suficiente,
mais na verdade ela no entendia ainda que teria que se afastar de
todos, saber que partiram e no ter lgrimas pra chorar, eu ainda no
sabia como ela reagiria como recm nascida, eu no suportaria v-la
sofrer por perder seu pai, sua me e seus amigos.  - Um... vampiro est
fazendo isso? - ela parecia horrorizada.  - Voc ficaria surpresa,
Bella, por saber o quo frequentemente a minha espcie est envolvida
nessas horrorosas manchetes humanas.  fcil reconhecer, quando voc
sabe o que procurar. A informao aqui indica que h um vampiro recm
nascido em Seattle. Sedento por sangue, selvagem, fora de controle. Do
jeito que todos ns somos.- tentei ser convincente, mesmo ao meu lado
ela corria constante perigo. Bella no sentia medo do perigo ao que
parecia, eu deveria agradecer ate certo ponto porque se no fosse isso
ela teria se afastado de mim, e como eu estaria agora sem ela? - Ns
estivemos monitorando a situao por algumas semanas. Todos os sinais
esto a, os desaparecimentos improvveis, os cadveres mal dispostos, a
falta de outras provas... Sim, algum ainda novo. E ningum parece estar
se responsabilizando pelo nefito...Bem, no  problema nosso. Ns nem
prestaramos ateno nessa situao se no fosse to prximo de casa.
Como eu disse, isso acontece o tempo inteiro. A existncia de monstros
resulta em conseqncias monstruosas.- nem mesmo os fortes argumentos
que usei pareciam surtir efeito, ela era irredutvel e eu a amava por
isso, foi sua teimosia que me impediu de cometer o erro de magoar minha
famlia, foi sua teimosia que a manteve perto de mim todo esse tempo e
eu s tinha a agradecer por isso. Ainda sim eu no queria que ela
passasse por uma transformao agora, muitos momentos seriam perdidos.
- No ser o mesmo pra mim voc no vai me deixar ser assim. Vamos morar
na Antrtida.- ela era realmente incrvel.  - Pingins. Adorvel.-
tentei sorrir mais tudo que consegui dar foi um sorriso torto. Ela
tambm sorriu com vontade e jogou o jornal fora.  - Alaska, ento, como
o planejado. S que um lugar muito mais remoto que Juneau, algum lugar
com ursos pardos.- ela brincou  - Melhor l tem ursos polares tambm.
Muito furiosos. E os lobos ficam muito grandes.- parei quando a vi ficar
boquiaberta - Qual  o problema? -perguntei antes de raciocinar no que
havia dito. - Oh. Esquea dos lobos ento, se a idia te ofende -
lembrei que ela ainda sentia algo por Jacob e me permiti pensar que
talvez fosse engraado ver Emmett derrubando aquele vira-lata, claro
porque sendo eu a derrub-lo ela talvez me odiasse, um sorriso
sarcstico passou pelo meu rosto to rpido que ela nem pode perceber,
talvez eu lembrasse disso no futuro e realizasse o meu desejo.  - Ele
era o meu melhor amigo, Edward  claro que a idia me ofende.- ela
parecia magoada  - Por favor, perdoe a minha falta de considerao eu
no deveria ter sugerido isso. - eu disse ainda tentando segurar o meu
sorriso interno.  - No se preocupe com isso - ela olhava para baixo,
havia tristeza em seu olhar. Permanecemos em silencio, mais eu no podia
deixar pra l minha gafe eu sabia que a havia magoado de verdade.  -
Desculpe. Mesmo.- falei serio dessa vez embora doesse v-la sofrendo por
ele daquele jeito, mais eu fui o causador disso tudo deveria arcar com
as conseqncias e esperar ate que tudo passasse.  - Eu sei. Eu sei que
no  a mesma coisa. Eu no devia ter reagido daquele jeito.  s
que...bem, eu j estava pensando em Jacob antes de voc chegar. - Ela
parecia hesitante em falar dos seus sentimentos em relao a Jacob, eu
no conseguia conter os meus tambm era difcil ter que priv-la da
presena dele mais lobisomens eram perigosos e eu no podia deixar que
nada nem ningum machucasse minha Bella. - Charlie disse que Jake est
passando por dificuldades. Ele est machucado agora, e...  minha culpa.
- Voc no fez nada errado, Bella.- o culpado por isso tudo sou
eu...pensei  - Eu preciso melhorar as coisas, Edward. Eu devo isso a
ele. E, alm do mais,  uma das condies de Charlie... 
 - Voc sabe que est fora de questo voc ficar perto de um lobisomem
desprotegida, Bella. E se algum de ns passasse as barreiras das terras
deles, estaria quebrando o acordo. Voc quer que ns comecemos uma
guerra?- tentei apelar para o bom censo dela, com a sorte que ela tinha
era bem provvel que casse um meteoro em La Push ou que os lobisomens
se reunissem para um churrasco e a servissem como prato principal.  - 
claro que no!  - Ento no h nenhum sentido em levar essa discusso
adiante. - precisava de um motivo para encerrar esse assunto quando vi o
livro que estava l antes de eu chegar quela era uma boa desculpa para
que ela deixasse aquilo tudo de lado. Sorri instantaneamente quando
achei um - Eu fico feliz que Charlie tenha deixado voc sair, voc est
precisando tristemente fazer uma visita a uma livraria. Eu no posso
acreditar que voc est lendo O morro dos ventos uivantes de novo. Voc
j no sabe ele de cor?  - Nem todos ns temos memria fotogrfica.- ela
foi curta em suas palavras, seu rosto ainda demonstrava ressentimento.
- Com memria fotogrfica ou no, eu no entendo por que voc gosta
disso. Os personagens so s pessoas que arrunam a vida uns dos outros.
Eu no consigo entender como Heathcliff e Cathy acabaram sendo
comparados a casais como Romeu e Julieta ou Elizabeth Bennett e Sr.
Darcy. Essa no  uma histria de amor,  uma histria de dio.  - Voc
tem srios problemas com os clssicos.  - Talvez seja porque eu no fico
impressionado com antiguidades- apesar de eu mesmo ser uma...pensei e
sorri por ter conseguido o meu objetivo - No entanto, honestamente, por
que  que voc l isso de novo e de novo? Por que isso  apelativo pra
voc? - segurei seu rosto com as duas mos.  - Eu no tenho certeza 
alguma coisa relacionada  inevitabilidade. Como nada consegue mant-los
separados, nem o egosmo dela, nem o mau dele, e no fim, nem mesmo a
morte...-como eu e voc eu pensei mais no consegui transmitir as
palavras para ela. Sorri tentando ainda mant-la distrada - Eu ainda
preferiria se um deles tivesse uma qualidade que os redimisse.  - Eu
acho que  disso que eu estou falando o amor deles  a nica qualidade
que os redime.  - Eu espero que voc tenha mais senso que isso, se
apaixonar por algum to... maligno.  -  um pouco tarde pra me
preocupar com a pessoa pela qual eu vou me apaixonar, mas mesmo sem o
aviso, eu pareo ter me sado muito bem.- segurei o sorriso para no
cair na gargalhada na frente dela.  - Eu me alegro que voc pense isso.
- Bem, eu espero que voc seja esperto o suficiente pra ficar longe de
algum to egosta. A fonte de todo o problema na verdade  Catherine,
no Heathcliff.  - Eu vou ficar de olho - assegurei  - Eu preciso ver
Jacob.  - No.- eu ainda no acreditava que ela no havia esquecido essa
idia.  - No  assim to perigoso, eu costumava passar o tempo inteiro
em La Push com eles e nada nunca aconteceu.  - Lobisomens so instveis.
s vezes as pessoas que esto por perto acabam se machucando. s vezes,
elas morrem.- ser que ela no entendia que se acontecesse algo eu
mataria o vira lata e morreria tambm? Ela finalmente estava sem voz,
talvez tivessem acabadas as desculpas para encontr-lo e eu finalmente
poderia ficar em paz.  - Voc no os conhece - ela disse baixinho por
fim  - Eu os conheo melhor do que voc pensa Bella. Eu estava l da
ltima vez.  - Da ltima vez?  - Ns comeamos a cruzar caminhos com os
lobisomens h cerca de setenta anos... Ns havamos acabado de chegar em
Hoquiam. Isso foi antes de Alice e Jasper estarem conosco. Ns ramos um
nmero maior que eles, mas isso no impediria que a coisa se tornasse
uma briga se no fosse por Carlisle. Ele conseguiu convencer Ephraim
Black de que coexistir era possvel, e eventualmente ns fizemos a
trgua.- ela pareceu surpresa - Ns pensamos que a linhagem havia
morrido com Ephraim. Pensamos que a gentica que permite a mutao
estava perdida...A sua m sorte parece ficar mais forte a cada dia. Ser
que voc se d conta de que sua tendncia insacivel a todas as coisas
letais foi forte o suficiente pra recuperar um bando de caninos mutantes
em extino? Se ns pudssemos colocar a sua m sorte em uma garrafa,
ns teramos uma arma de destruio em massa em nossas mos.  - Mas no
fui eu quem os trouxe de volta. Voc no sabe?  - Sabe do que?  - A
minha m sorte no tem nada a ver com isso. Os lobisomens voltaram
porque os vampiros voltaram.- o que ela estava dizendo agora? A volta
dos vampiros? Era isso que ele queria que ela pensasse? Que eu era
perigoso pra ela? Bem de fato eu era, mais no para ela. Os Black sabiam
que ns ramos vegetarianos e que no machucaramos os humanos ento por
qu...? ela continuou interrompendo meu devaneio.  - Jacob me disse que
a sua famlia estar aqui fez as coisas se movimentarem. Eu pensei que
voc j sabia...- como eu poderia saber, ela falava daquele assunto com
tanta simplicidade, ser que ela no sabia o que poderia acontecer caso
houvesse uma quebra na trgua?  -  isso que eles pensam?- perguntei
secamente.  - Edward, olhe para os fatos. H setenta anos atrs voc
veio pra c e os lobisomens apareceram tambm. Voc voltou agora e os
lobisomens apareceram de novo. Voc acha que  coincidncia?  - Carlisle
ficar interessado nessa teoria.  - Teoria? - Ela perguntou descrente.
- Interessante, mas no exatamente relevante a situao continua a
mesma.- me mantive serio, ou pelo menos tentei, colocar Bella contra a
parede no fazia parte dos meus planos, mais eu no podia deixar que ela
corresse riscos perto dos lobos de La Push, nenhum de ns poderia estar
l para defende-la caso algo acontecesse, meus punhos se fecharam com a
simples idia de que eles poderiam feri-la, no precisava acreditar que
ela realmente sentia falta de Jacob, no era possvel, os lobisomens
fediam...alm daquele que em especial me deixava irritado, eu sentiria
um enorme prazer em arrancar a cabea dele, Alice diria "com cimes",
mais eu sabia que no eram cimes, e sim precauo. Eu estava prevenindo
Bella no permitindo que ela fizesse mais nenhuma besteira. Ela no
entendia que se acontecesse algo eu quebraria a trgua matando quem quer
que lhe fizesse mal. Ela levantou-se devagar e rodeou a mesa, parecia
uma fada, abri meus braos e deixei-a sentar no meu colo, olhava para
minhas mos como se quisesse encontrar as palavras certas para falar.
Parecia realmente preocupada e triste...meus olhos a fitaram esperando
que sua boca se abrisse, seus lbios cor de rosa e sua pele corada me
deixavam sedento. Mais agora j no fazia diferena minha sede havia
diminudo quando pensei que a havia perdido.  - Por favor, me oua por
um minuto. Isso  muito mais do que um gesto de caridade com um amigo
antigo. Jacob est sofrendo eu no posso no tentar ajud-lo, eu no
posso desistir dele agora, quando ele precisa de mim. S porque ele no
 humano o tempo inteiro... Bem, ele estava l por mim quando eu
estava... - ela pareceu editar as palavras, como eu odiava no poder ler
seus pensamentos. Meus braos se fecharam ao seu redor com fora, no
muita para machuc-la, seus olhos fitavam o cho, aquilo estava me
deixando louco, ser que ela queria me matar no me dizendo o que
pensava exatamente e sem edies? - Se Jacob no tivesse me ajudado...
Eu no tenho certeza do que voc encontraria ao voltar pra casa. Eu
tenho que tentar melhorar as coisas. Eu devo-lhe mais que isso, Edward.
Fechei meus olhos tentando esconder minha dor, lembrar que a deixei a
merc daqueles lobos e que quase a perdi era muito doloroso, no tinha
um corao batendo em meu peito mais com certeza se o tivesse, estaria
em pedaos, sofrendo por tudo que a fiz passar.  - Eu nunca vou me
perdoar por ter te deixado, nem se eu viver cem mil anos - ela tocou meu
rosto com suas mos quentes fazendo com que uma corrente eltrica
passasse pelo meu corpo. 
 - Voc s estava tentando fazer a coisa certa, e eu tenho certeza de
que teria funcionado com algum menos louco que eu. Alm do mais, voc
est aqui agora. Essa  a parte que importa.  - Se eu no tivesse ido
embora, voc no estaria tendo que arriscar sua vida pra confortar um
cachorro.- seus olhos se estreitaram, percebi que havia sido grosseiro,
no queria mais aquela conversa, no que dependesse de mim Bella no iria
encontrar Jacob Black - Eu no sei como frasear isso apropriadamente vai
soar cruel, eu acho. Mas eu j cheguei perto de te perder no passado. Eu
sei como me sinto s de pensar nisso. Eu no vou tolerar nada perigoso.
- sei que estava sendo egosta novamente, apesar de tambm saber que o
meu egosmo a afastaria do perigo, lobisomens eram perigosos, e Bella
precisava ficar longe deles. Sabia que ela ignorava qualquer perigo, sua
cabea devia ter algum tipo de problema, no era possvel que ter um
namorado vampiro e um melhor amigo lobisomem no a deixassem no mnimo
preocupada.  - Voc precisa confiar em mim nisso. Eu vou ficar bem.  -
Por favor, Bella - sussurrei to baixo que nem sei se ela pode ouvir.  -
Por favor, o qu? - sua voz era uma suplica.  - Por favor, por mim. Faa
um esforo consciente pra se manter em segurana. Eu farei tudo o que
puder, mas eu apreciaria um pouco de ajuda. - agora eu suplicava para
que ela entendesse como era importante pra mim mant-la segura  - Eu vou
trabalhar nisso.  - Voc realmente tem alguma idia do quanto 
importante pra mim? Algum conceito do quanto eu te amo? - apertei meus
braos um pouco mais ao seu redor, como se ela pudesse fugir a qualquer
momento, colocando sua cabea debaixo do meu queixo enquanto ela o
beijava com seus lbios quentes. Bella realmente no tinha noo de
perigo.  - Eu sei o quanto eu amo voc - ouvir aquelas palavras vindas
da sua boca era como se anjos do cu me dessem as boas vindas.  - Voc
est comparando uma pequena rvore a uma floresta inteira - fui
enftico.  - Impossvel. - beijei sua cabea tentando encerrar o
assunto.  - Nada de lobisomens.  - Eu no vou seguir isso. Eu tenho que
ver Jacob.  - Ento eu vou ter que te impedir.  - Ns veremos isso ele
ainda  meu amigo.   incrvel como as mulheres, mesmos as que amamos,
conseguiam ser to teimosas. Se Bella acreditava mesmo que iria deix-la
ir ao encontro daquele cachorro pulguento em La Push ela estava muito
enganada, no fundo eu sabia que ela havia entendido tudo, que talvez
demorasse um pouco mais ela saberia que estava certo. Dessa vez eu no
iria deix-la, no iria permitir que nada acontecesse no importava o
que me custasse.  Notas finais: Aps ler eperamos que comentem e possam
nos dizer aquilo que pode ou deve ser mudado! Como Edward se tornaria
to mais charmoso se asumisse os seus ciumes no ? lindo, romantico,
imortal, rico e ciumento...ai, ai. Nesse capitulo tentamos captar um
pouco mais dos ciumes e do humor de Edward, espero que gostem. Capitulo
2 - A viagem.  Bella parecia feliz aquela manh enquanto caminhvamos de
mos dadas entre uma aula e outra, os olhos curiosos dos alunos nos
seguiam enquanto passvamos pelos corredores, "o esquisito voltou"
pensava um aluno do 2 ano, "o que ser que ele viu nela?" outra aluna
pensava com desprezo, como se qualquer mulher pudesse ser comparada a
Bella, minha Bella. O pronome era possessivo e eu sabia, mais diante das
circunstancias sabendo que eu no a deixaria novamente eu seria dela e
ela minha, a menos que ela me pedisse pra partir, mesmo assim ela ainda
seria minha.  "Minha amada!"  Ela sorria, assim como os outros
estudantes, talvez porque as aulas estivessem acabando, a escola
secundria de Forks respirava formatura. "mais uma vez" pensei, j havia
perdido as contas de quantas vezes eu e meus irmos j havamos feito
aquilo, quantas vezes j havamos nos mudado.  Se no fosse por Bella eu
j teria entrado no meu velho estado de inrcia, de vez em quando ainda
me pegava parado como se estivesse morto, de fato eu estava, porm no
podia deixar que os outros percebessem quem eu era. O disfarce seria
descoberto.  Naquela noite enquanto ela dormia e sussurrava meu nome,
parei pra pensar no que a minha vida se transformou depois que a
conheci, parecia que a vida havia voltado a mim, quase podia sentir meu
corao bater todos os dias ao me despedir e ir para casa trocar minhas
roupas sentia uma vontade incontrolvel de no me afastar, finalmente
parecia que tinha sado do purgatrio e Bella era a responsvel.  Ao
menos agora estranhamente as pessoas se aproximavam de ns, os
intocveis e estranhos Cullens, os amigos de Bella pelo menos nos
tratavam como se fossemos pessoas normais, em qualquer escola que
estudvamos ningum ousou sentar do nosso lado, nem ao menos prximo.
Aquela era a primeira vez que nos aproximvamos tanto dos humanos. Tudo
estava mudado.  Ela parecia estranha como se estivesse preocupada com
algo, talvez ainda estivesse pensando no vira-lata, meus dentes cerraram
travados uns nos outros diante daquele pensamento, eu preferia no tocar
no assunto, no queria lembr-la de nada ligado aos seus amigos
Quileutes. Sentamos numa mesa onde j se encontravam ngela, Ben e Alice
que j nos olhava com um sorriso no rosto, engraado como ela se
encaixava bem em qualquer lugar, com aquelas pessoas, vasculhei os
pensamentos dos presentes e curiosamente Alice e ngela combinavam em
sua opinies no que dizia respeito  forma como Bella se vestia "Nossa,
Bella precisa de algum que a ajude a vestir-se com urgncia" segurei o
riso, em minha opinio aquela camiseta fina que se ajustava
perfeitamente ao seu corpo a deixava mais bonita embora Alice a
repreendesse em seus pensamentos, Bella percebeu e corou. A forma como
ela se vestia no importava, eu a amava ainda assim.  - Voc j enviou
seus convites? - ngela se dirigiu a ela enquanto sentvamos.  - No faz
sentido, de verdade. Rene sabe quando eu me formo. Quem mais h?  - E
voc, Alice? - na cabecinha flutuante de Alice j estava tudo planejado,
a festa, os convidados at as comidas, mais eu no estragaria sua
surpresa, no mesmo. - tudo perfeito - ela respondeu prontamente.  -
Sorte sua - enquanto ngela falava deixei minha mente vagar pelas outras
mentes da escola, Alice conseguia ser irritante me mandando imagens
mentais de como a festa seria bonita, ela havia me feito prometer que
no contaria nada sobre a festa para Bella, Alice tem uma forma de
convencimento muito boa.  - Eu posso ajud-la se voc no se importar
com a minha letra horrvel.- Ouvi Bella oferecer sua ajuda  a ngela,
sorri aliviado com seu novo passatempo ao menos este no envolvia motos
em alta velocidade nem muito menos lobisomens. Ela parecia feliz com sua
liberdade, fez planos para ir  casa de sua amiga vibrando por Charlie
t-la deixado em liberdade condicional - Na verdade, eu prefiro ir  sua
casa se estiver tudo bem, estou cansada da minha. Charlie me liberou
noite passada. 
 - Srio? - ngela estava feliz, pude ver pelos seus pensamentos que a
sua amizade por Bella continuava verdadeira, com ela eu no precisava me
preocupar - Pensei que voc tinha dito que estava de castigo pelo resto
da vida.  - Estou mais surpresa que voc. Eu tinha certeza que iria pelo
menos ter terminado o ensino mdio antes de ele me deixar livre.  - Bem,
isso  timo, Bella! Ns temos que sair para comemorar. - Alice entrou
na conversa, Ben continuava entretido com o seu gibi nem ouvia a
conversa.  - Voc tem idia de como isso  bom? - ngela tambm estava
feliz com a liberdade de Bella  - O que deveramos fazer? - Alice
colocou a mo no queixo como se estivesse pensando "compras, vou lev-la
as compras, ela precisa mesmo mudar o visual. Se Bella vai ser uma
Cullen ela precisar de roupas novas...uau!" o grito mental de Alice foi
to alto que quase me fez pular da cadeira a qual eu estava.  - O que
quer que voc esteja pensando, Alice, eu duvido que esteja livre para
isso.- Bella parecia adivinhar os pensamentos da minha irm.  - Livre 
livre, certo? - ela era impossvel, era bem provvel que no decorrer da
discusso Alice ganhasse com seus argumentos.  - Tenho certeza que eu
ainda tenho limites, como o continente estado-unidense, por exemplo. Ns
rimos para o desespero de Bella diante da empolgao de Alice.  - Ento
o que ns vamos fazer hoje  noite? - Alice continuou insistindo.  -
Nada. Olhe, vamos dar uns dois dias para ter certeza de que ele no
estava brincando.  uma noite de escola, de qualquer forma.- Bella ainda
tentou se esquivar.  - Ns vamos comemorar esse final de semana, ento.
- O entusiasmo de Alice era impossvel de reprimir.  - Claro - pela face
de Bella pude notar que ela havia sido vencida pelo cansao. Comeamos a
discutir uma forma de diverso ngela e Alice estavam muito empolgadas e
com muitas idias que sei bem Bella no aprovaria, compras, dana...essa
ltima definitivamente eu sei que ela no aceitaria.  Enquanto
discutamos sobre o que fazer, pude notar que Bella estava distante, seu
rosto parecia de dor, algo parecia incomod-la. A mesma feio de pouco
antes voltava ao seu rosto. Ser que ela estava pensando em Jacob? De
repente algo me chamou ateno aquela imagem acertou em cheio a minha
mente, era por demais perturbadora para passar em branco.  - Alice?
Alice! - ngela chamou sacudindo suas mos como que tivesse percebido a
ausncia de Alice daquela sala. Bella a olhou como quem j conhecia
aquele estado de catatonia, seu rosto preocupado denunciava que ela iria
me perguntar mais tarde o que havia acontecido, percebi seu corao
disparar e seu sangue correr mais forte pulsando na sua veia, seus olhos
buscavam os meus enquanto ela provavelmente imaginava o que Alice estava
vendo, eu precisava disfarar o mximo possvel, sorri naturalmente
disfarando minha preocupao, era um perito em mentira e teria que
inventar uma desculpa para que Bella no percebesse nada, todos na mesa
mantinham seus olhares fixos em Alice, chutei sua perna por debaixo da
mesa despertando-a do seu transe. No podia deixar que pela sua
expresso Bella descobrisse o que ela havia visto - J  hora de dormir,
Alice? - brinquei tentando amenizar a situao.  - Desculpem, eu estava
sonhando acordada, acho.  - Sonhar acordada  melhor do que encarar mais
duas horas de aula. - Ben disse, vasculhei o seu pensamento e percebi
que ela havia acreditado na nossa encenao de ultima hora, sabamos
disfarar, a nica a qual no conseguimos enganar foi Bella ela
permanecia concentrada em ns, sabia que estvamos mentindo. Precisaria
ser melhor que isso para engan-la tambm. "como vamos evitar isso
Edward?" Alice pensou enquanto eu tentava encontrar uma sada "voc vai
contar para Bella? Edward o que voc vai fazer?"  Tentei me distrair com
a conversa que circulava na mesa, a ateno se voltava para a liberdade
de Bella, peguei uma pequena mecha dos seus cabelos e mantive-me
entretido precisava mant-la ocupada, at que eu criasse uma situao
para tir-la de casa no final de semana, precisvamos sair, precisava de
tempo.  Eu percebia a cada instante nos olhos de Bella que ela queria
perguntar sobre a viso de Alice, no podia ficar sozinho com ela,
precisa de distraes. Juntei-me a Ben para falarmos sobre as aulas de
ingls, falamos sobre o trabalho que o professor havia passado e que eu
j havia feito, depois da aula iniciei uma conversa com Mike Newton,
embora seus pensamentos em relao  Bella me desse vontade de arrancar
sua cabea me mantive formal, porm amigvel.  Seguimos para o
estacionamento e na hora de ir embora percebemos que Newton estava tendo
problemas com seu carro. -... mas eu s repus a bateria. - Newton dizia
sem entender a sbita morte do motor do seu carro.  - Talvez sejam os
cabos - tentei ser gentil, embora tenha ficado claro que o tom era meio
forado  - Talvez. Eu realmente no sei nada sobre carros eu preciso que
algum d uma olhada, mas eu no posso deixar isso para Dowling.- "eu
heim, imagina que vou querer a ajuda do Cullen" Newton pensou.  - Eu sei
algumas coisas, eu posso dar uma olhada, se voc quiser s me permita
deixar Alice e Bella em casa.- percebi que todos tinham parado para
ouvir minha conversa com Newton, Alice tentava descobrir de onde eu
tinha tirado essa gentileza e pelo olhar de Bella e sua boca aberta eu
diria que ela tambm.  - H... obrigado mas eu tenho que ir trabalhar.-
ele gaguejou. - Talvez uma outra hora.  - Absolutamente.- sorri.  - At
mais. - Newton entrou no carro rapidamente sacudindo a cabea num sinal
negativo "que loucura, Cullen esta querendo me ajudar? Ser que esta
querendo me matar?", sorri para seus pensamentos, no seria uma m idia
enfim.  - O que foi aquilo? - Bella me perguntou ainda parecendo chocada
pela minha atitude, enquanto Alice esperava dentro do carro. Assim que
entramos ela comeou a falar, ela falava mais do que qualquer ouvido
agentasse ouvir, esperava que isso a distrasse.  - S sendo
prestativo.- respondi num meio sorriso. - Voc realmente no  to bom
mecnico, Edward. Talvez voc devesse fazer Rosalie dar uma olhada nisso
esta noite, apenas de modo que voc parea bom se Mike decidir deixar
voc ajudar, sabe. No que no fosse ser divertido ver a cara dele se
Rosalie descobrisse como ajudar. Mas desde que supe-se que Rosalie
esteja do outro lado do pas fazendo faculdade, eu acho que essa no  a
melhor idia. Ruim demais. Embora eu suponha que, para o carro do Mike,
voc sirva. S dentro dos tunings mais finos de um bom carro esportivo
italiano voc est fora do seu departamento. E falando da Itlia e de
carros esportivos que eu roubei l, voc ainda me deve um Porshe
amarelo. Eu no sei se eu quero esperar pelo Natal...  Ela no parecia
ouvir o que Alice falava, estava sria, compenetrada estava formulando
as perguntas que iria me fazer eu podia sentir. Tentei manter meu olhar
de indiferena, tinha que pensar em algo para quando estivssemos
sozinhos.  Deixei Alice em casa antes de lav-la "Pense bem no que vai
fazer Edward, isso  muito importante", tentei parecer tranquilo - Vejo
voc depois. - me despendi de Alice aps nossa conversa mental, ns
ramos muito bons nisso.  Chegamos a casa dela ainda em silncio,
esperava que ela fosse me encher de perguntas to logo estivssemos a
ss, talvez estivesse errado e tenha lido seu rosto erroneamente - A
carga de dever de casa pode esperar por esta noite.- sorri torto.  - Mmm
- ela concordou prontamente.  - Voc acha que eu possa entrar de novo?-
no sabia o que estava fazendo, podia t-la deixado e ter ido sem
esperar suas perguntas mais ficar longe de Bella estava fora de
cogitao, queria estar com ela, perto dela.  - Charlie no se alterou
quando voc me buscou na escola.-embora ela dissesse isso de uma forma
segura, podia perceber a duvida em seus olhos, ela foi para o quarto e
eu a segui, conhecia muito bem aquele caminho. Sentei na cama e tentei
relaxar para que ela no percebesse meu nervosismo, ela parecia tensa
tambm, na certa procurava um jeito de me questionar sobre a viso de
Alice. Tentei parecer indiferente, como se realmente nada estivesse
acontecendo.  Ela arrumou suas coisas calmamente, depois ligou o
computador que mais parecia uma pea de museu, aquilo deveria estar
entre as peas mais antigas da era digital, segurei um sorriso. Ela
parecia cada vez mais nervosa enquanto esperava seu computador ligar,
seus dedo batiam nervosamente na mesa, levantei-me rpido demais para
que ela percebesse que eu j estava ao seu lado segurando suas mos
intranqilas - Ns estamos um pouco impacientes hoje? - sussurrei no seu
ouvido. No percebi quando comecei a beij-la, seus lbios eram quentes
e convidativos, meu corpo queimando no s pelo seu cheiro como tambm
pelo seu toque. Bella entregou-se aos meus carinhos e eu aos dela,
coloquei meus dedos entre seus cabelos macios e cheirosos, segurando seu
rosto enquanto seus braos entrelaavam meu pescoo, desci minhas mos
ate suas costas pressionando seu corpo contra o meu.
 Percebi um leve tremor do seu corpo e me dei conta de quo arriscadas
poderiam ser aquelas manobras, lutando contra minha vontade de mant-la
prxima a mim tentei me afastar em vo, ela me puxou de volta para perto
se encaixando perfeitamente ao meu corpo, seus lbios rosados
continuaram a me tocar avidamente, sua lngua tocava meus lbios e seu
gosto doce junto ao seu cheiro me fizeram voltara realidade. Enquanto me
afastava delicadamente percebi que Bella tentava me manter perto, seu
esforo era em vo visto que minha fora era infinitamente superior a
dela, eu precisava manter o controle se no eu poderia mat-la. Ser que
ela realmente no percebia que eu poderia coloc-la em perigo? Percebi
seu olhar de frustrao, aquela era realmente toda sua fora? Sorri
maliciosamente, eu queria continuar em frente, imagens passavam pela
minha mente como um filme. Como seria t-la em meus braos? Eu no
podia, no podia coloc-la em risco, no podia perd-la, precisava me
controlar.  - Ah, Bela. - por que voc  to tentadora? Pensei.  - Eu
diria que sinto muito, mas eu no sinto.- ela falou olhando nos meus
olhos.  - E eu deveria sentir muito por voc no sentir muito, mas eu
no sinto. Talvez eu devesse sentar na cama.- precisava manter um pouco
de distncia, manter o controle. Fazer isso era difcil quando podia
sentir seu cheiro to prximo a mim.  - Se voc acha que isso ...
necessrio.- ela respondeu olhando para baixo, dei um meio sorriso e
percebi que ela voltava para o computador. Fiquei imaginando o que ela
estaria pensando, no era difcil imaginar pela forma como seu corpo se
movimentava, mais ler seus pensamentos seria a maneira mais deliciosa de
descobrir.  - Diz a Rene que eu estou mandando um oi.  - Com certeza.
Percebi que estava respondendo o e-mail de Rene, aproximei-me
silenciosamente e li algumas linhas que continham perguntas sobre Jacob.
 "Jacob est bem, eu acho. Eu no o vejo muito; ele passa a maior parte
do tempo com o seu bando de amigos l em La Push ultimamente. Edward
manda lembranas".  Estava pronto para perguntar sobre isso quando
percebi em cima da prateleira um empoeirado amontoado de coisas,
pareciam os presentes do seu ultimo aniversario, instantaneamente
encontrei a desculpa que precisava para tir-la de casa nos prximos
dias. A caixa ainda estava intacta  - Porque voc fez isso? - tentei
parecer chocado com a situao embora soubesse que aquilo no fizesse
diferena.  - Ele no queria sair do painel.- sua voz soou culpada.  - E
voc sentiu necessidade de tortur-lo? - usei um tom mais cmico que
trgico...  - Voc sabe como eu sou com ferramentas. Nenhuma dor foi
infligida intencionalmente.  - Voc o matou.- agora ela parecia
sentir-se realmente culpada.  - Oh, bem.  - Magoaria os sentimentos
deles se eles vissem isso e eu acho que foi bom voc ter ficado
confinada em casa. Eu vou ter que colocar outro no lugar antes que eles
reparem.  - Obrigada, mas eu no preciso de um som chique.  - No  para
o seu bem que eu vou rep-lo.- acho que soei convincente porque ela no
revidou mais com respostas avessas a qualquer presente que lhe fosse
dado - Voc no fez muito bom uso dos seus presentes de aniversrio do
ano passado - disse pegando as passagens e mostrando para ela, aquela
era a desculpa perfeita para que pudssemos sair de Forks - Voc se d
conta de que elas esto prestes a expirar? - perguntei descrente.  -
No. Eu havia esquecido todos eles, na verdade. - seu tom era sincero.
- Bem, ns ainda temos um pouco de tempo. Voc foi liberada... e ns no
temos planos para esse fim de semana, j que voc se recusa a ir ao
baile comigo. Por que no celebrar a sua liberdade desse jeito?- sorri
de leve.  - Indo para a Flrida? - ela questionou meio assustada com a
possibilidade.  - Voc disse alguma coisa sobre o E.U continental ser
permitido. Bem? Ns vamos ver Rene ou no? - perguntei.  - Charlie
nunca vai permitir.  - Charlie no pode te impedir de visitar a sua me.
Ela ainda tem a sua custdia primria.  - Ningum tem minha custdia. Eu
sou uma adulta.  - Exatamente.- sorri triunfante, mais no acreditava
que Bella tivesse coragem de falar com Charlie realmente, ento eu teria
que interferir. Percebia que ela tinha vontade, sabia que sentia
saudades de Rene, falava da me nos sonhos, sabia que estava
preocupada.  - Esse fim de semana no.  - Por que no? - perguntei
incrdulo.  - Eu no quero brigar com Charlie. No to pouco tempo
depois de ele ter me perdoado.  - Eu acho que esse fim de semana 
perfeito - eu realmente teria que interferir, decididamente eu precisava
fazer isso.  - Outra hora.  - Voc no  a nica que esteve presa nessa
casa, sabe?- de fato eu estava usando aquele argumento para que ela
ousasse enfrentar Charlie e nos pudssemos viajar, mesmo sabendo que na
Flrida o sol brilhava a maior parte do tempo eu no deixaria de ir com
ela, um dia sem sua presena seria uma eternidade, e de eternidade eu
entendia.  - Voc pode ir onde voc quiser  - O mundo exterior no
possui nenhum interesse pra mim sem voc.- diante do olhar impaciente
dela continuei - Eu estou falando srio.  - Vamos ver o mundo exterior
lentamente, t certo? Por exemplo, ns podamos comear com um filme em
Port Angeles...  - Esquea. Ns falaremos sobre isso mais tarde.- j
tinha todo meu plano traado eu mesmo iria interferir.  - No h mais
nada para falar.- Bella era incrivelmente teimosa mais mesmo assim eu a
amava. Deixei parecer que tinha desistido, era hora de por meu plano em
pratica. - Ok, ento, novo assunto - sabia que esse momento chegaria
cedo ou tarde e agora j sabia o que fazer - O que Alice viu durante o
almoo?  - Ela viu Jasper em um lugar estranho, algum lugar ao sul, ela
acha, perto da sua antiga... famlia. Mas ele no tem nenhuma inteno
consciente de ir embora. Isso a deixou preocupada.  - Oh.- aquela
resposta dizia que ela havia acreditado na minha mentira perfeita. -
Porque voc no me disse?  - Eu no me dei conta de que voc havia
percebido em qualquer caso, provavelmente no  nada importante.-
comeamos a fazer o dever e terminei to rpido quanto havia comeado,
enquanto Bella terminava o dever dela imaginei as formas de abordagem
que precisaria para colocar meu plano em prtica, ela iria querer me
matar eu sabia mais era necessrio, por ela e por mim, por ns.  Ajudei
a preparar o jantar de Charlie, no sabia como algum podia comer
aquilo...embora um dia eu tambm tenha comido sem reclamar.  Charlie
chegou em casa cantarolando e sorrindo, vasculhei seu pensamento e
percebi que ele tinha tido uma tarde cheia de vitoria nos jogos de
cartas na delegacia e recebido um convite de Billy para passar o final
de semana em La Push, pescaria e uma festa, isso o deixava feliz. O
cheiro da comida que Bella havia feito tambm foi capaz de aguar seu
apetite, aquele cheiro devia ser bom pra ele, pois seu pensamento estava
voltado para a refeio, tanto que ele no pareceu incomodado por eu
recusar gentilmente o jantar. Girei os calcanhares e fui para a sala,
esperaria o momento certo para colocar tudo que havia planejado em
pratica.  - Isso estava timo, Bells.  - Eu estou feliz que voc gostou.
Como foi o trabalho?  - Meio lento. Bem, mortalmente lento, na verdade.
Mark e eu jogamos carta em boa parte da tarde eu venci, dezenove mos
para sete. E depois eu fiquei no telefone com Billy durante algum
tempo.- enquanto fingia assistir o noticirio, escutava toda conversa e
nenhum pensamento de Charlie parecia denunciar que estivesse mal
humorado ou incomodado pela minha presena.  - Como ele est?  - Bem,
bem. As juntas dele esto o incomodando um pouco.  - Oh. Isso  uma
pena.  - . Ele nos convidou para uma visita esse final de semana. Ele
estava pensando em chamar os Clearwaters e os Uleys tambm. Uma espcie
de festinha...  - Huh - percebi que era hora de voltar a cozinha onde
eles 2 conversavam, enquanto ela colocava os pratos na pia eu ajudava a
sec-los. Ao me ver Charlie  desistiu de continuar a conversa " com esse
garoto aqui ela nunca vai concordar em ir comigo, espere ate ele ir
embora, terei uma conversa seria com Bella, falei que teria que dividir
seu tempo." Antes que ele pudesse fugir do alcance dos meus olhos indo
para a sala ver TV iniciei minha tarefa planejada em cada detalhe.  -
Charlie - chamei calmamente.  - Sim? - ele estava calmo tambm.  - Bella
te contou que os meus pais deram passagens de avio pra ela em seu
ltimo aniversrio, pra que ela pudesse visitar Rene? - ouvi um barulho
alto atrs de mim, olhei pelo canto do olho mais nada tinha acontecido,
alm do prato que caiu na pia espalhando gua por todo lado.  - Bella? -
Charlie perguntou surpreso.  - , eles me deram.  - No, ela nunca
mencionou isso. - ele estava comeando a ficar nervoso, seus pensamentos
trabalhavam de forma a tentar imaginar porque ela no havia lhe contado.
- Hmm - murmurei.  - H uma razo pra voc ter tocado no assunto? - ele
quis saber agora completamente impaciente.  - Elas esto quase
expirando. Eu acho que isso pode machucar os sentimentos de Esme se
Bella no usar o presente dela. No que ela fosse dizer alguma coisa.-
parei a frase no meio esperando a reao que estava por vir. Bella me
encarava com olhar de surpresa e descrena.  - Provavelmente  uma boa
idia voc ir visitar a sua me, Bella. Ela ia adorar. No entanto, eu
estou surpreso que voc no tenha falado nada sobre isso.- ele tentava
controlar suas palavras.  - Eu esqueci.  - Voc esqueceu que algum te
deu passagens de avio?  - Mmm - ela murmurou baixinho.  - Eu percebi
que voc disse que elas estavam prestes e expirar, Edward? - ele
voltou-se para mim novamente - Quantas passagens os seus pais deram pra
ela?  - S uma pra ela... e uma pra mim.- "o qu?" Charlie pensou, "s
duas?", "quem esse garoto ousado pensa que ?". Desviei minha ateno do
pensamento raivoso de Charlie a tempo de ouvir o barulho de outro prato
que Bella deixava cair dessa vez no cho.  - Isso est fora de questo!
- ele gritou com raiva.  - Por que? Voc disse que era uma boa idia ela
ver a me.- tentei perecer inocente, enquanto Bella continuava me
olhando assustada.  - Voc no vai a lugar algum com ele, mocinha!- ele
continuou gritando.  - Eu no sou uma criana, pai. E eu no estou mais
de castigo, lembra? - Bella comeou a ter uma reao.  - Oh sim, est
sim. Comeando agora.  - Por qu?!  - Porque eu disse que sim.  - Eu
preciso te lembrar de que sou legalmente adulta, Charlie?  - Essa  a
minha casa, voc segue as minhas regras!  - Se  isso que voc quer.
Voc quer que eu me mude essa noite? Ou eu posso ter alguns dias para
fazer as malas? - o pensamento de Charlie comeou a ficar confuso
novamente. "ir embora? Fazer as malas?" - Eu vou ficar de castigo sem
reclamar quando eu tiver feito alguma coisa, pai, mas eu no vou pagar
pelos seus preconceitos.- ele estava se acalmando um pouco agora -
Agora, eu sei que voc sabe que eu tenho todos os direitos de ver a
mame nos fins de semana. Voc no pode me dizer honestamente que
estaria contra o plano se eu estivesse indo com Alice ou Angela?  -
Garotas - ele bufou.  - Voc se incomodaria se eu levasse Jacob? - ela
continuou, aquela idia me fez travar os dentes to forte que posso
jurar que Bella havia ouvido pelo seu rosto de arrependimento ao dizer
aquelas palavras. Pensar que a abandonei e que aquele lobo esteve ao seu
lado, podendo machuc-la, mais ate do que eu...pensar nessa
possibilidade me fazia sentir ainda pior. Bella era minha vida agora,
como eu poderia suportar perd-la?  - Sim - ouvi Charlie responder mais
em seu pensamento eu ouvia um sonoro "no, eu no me importaria", aquilo
me fez sentir pior ainda, se ele soubesse o que eu sabia a respeito de
Jacob talvez no concordasse tambm, sempre soube da preferncia que ele
tinha em relao ao Quileute, mais era a mim que ela amava e era comigo
que ela queria ficar - Isso me incomodaria.  - Voc  um pssimo
mentiroso, pai.  - Bella...  - No  como se eu estivesse fugindo pra
Las Vegas pra ser uma garota de show ou algo assim. Eu vou ver a mame.
Ela tem tanta autoridade paterna sobre mim quanto voc. Voc est
implicando alguma coisa sobre a capacidade de mame de cuidar de mim? -
ele estava sem argumentos agora -  melhor voc esperar que eu no
mencione isso pra ela.  -  melhor voc no mencionar, eu no estou
feliz com isso, Bella. - a tempestade havia passado, finalmente Charlie
havia comeado a ceder, claro que mentalmente ele dizia coisas que eu
no ousaria reproduzir, mais estava tudo bem agora.  - No ha nenhum
motivo pra voc ficar chateado.- ela lanou um olhar complacente para
seu pai - Ento o meu dever de casa est feito, o seu jantar est
pronto, os pratos esto lavados, e eu no estou de castigo. Eu vou sair.
Eu vou estar de volta antes das dez e meia.  - Onde voc vai? - Charlie
perguntou confuso e com a raiva voltando a sua esfera mental  - Eu no
tenho certeza, no entanto, eu me manterei num raio de dez milhas. Tudo
bem? - " ainda vou dar um jeito nesse garoto, onde j se viu, querer
viajar com minha filha..."  - Ns vamos sair? - aquilo realmente era uma
surpresa pra mim, como eu no podia ler seus pensamentos, Bella era
sempre uma surpresa pra mim. Ela voltou-se e me olhou com ar de
reprovao. Segurei o riso, ela no sabia como ficava linda quando
estava irritada.  - Sim. Eu acho que gostaria de falar com voc a ss.-
andamos em direo ao meu carro, a noite estava fria e eu no queria que
ela congelasse, aps entramos no carro ela disparou.  - O que foi
aquilo?  - Eu sei que voc quer ver a sua me, Bella, Voc estava
falando sobre ela no sono. Preocupada na verdade.- era o nico argumento
que eu tinha, era a nica verdade tambm.  - Tenho? - Bella parecia no
acreditar.  - Mas claramente voc era covarde demais pra lidar com
Charlie, ento eu intercedi em seu nome.  - Intercedeu? Voc atirou para
os tubares!  - Eu no acho que voc estava em perigo.  - Eu te disse
que no queria brigar com Charlie.  - Ningum disse que voc precisava.-
falei seriamente tentando esconder a satisfao de ter vencido a
discusso.  - Eu no consigo me segurar quando ele fica mando daquele
jeito, os meus instintos naturais de adolescente me dominam.  - Bem,
isso no  culpa minha. - sorri alto, eu realmente estava feliz. Mais em
meus pensamentos tudo que conseguia pensar era na viso de Alice, dentro
de mim algo gritou, precisava agir rpido ou tudo estaria perdido.  -
Essa urgncia de ir para a Flrida tem alguma coisa a ver com a festa na
casa de Billy? - tambm, embora eu no soubesse da festa at Charlie
chegar em casa, Alice no havia previsto nada. Mais a idia de Jacob
Black prximo a Bella me deixava furioso, sempre que eu pensava nisso
tudo que eu sentia era vontade de arrancar sua cabea... 
 - Absolutamente nada. No importaria se voc estivesse aqui ou do outro
lado do mundo, voc ainda no iria. Ento o que voc quer fazer essa
noite? - mudei de assunto afastando a viso dos dois juntos. 
 - Podemos ir  sua casa? J faz tanto tempo que eu no vejo Esme.  -
Ela vai gostar disso. Especialmente quando ela ouvir o que vamos fazer
esse fim de semana.- a noite foi bem divertida, jogamos xadrez eu e
Alice, Bella e Jasper, voltamos antes das dez e meia como ela havia
prometido. Como eu pensava Esme e Carlisle ficaram felizes com a noticia
de que iramos viajar, Alice respirou aliviada.  -  melhor voc no
entrar isso s vai piorar as coisas.  - Os pensamentos dele esto
relativamente calmos - lutei para conter o sorriso, embora no estivesse
conseguindo disfarar muito. A conversa que estava para se seguir
merecia ser ouvida, eu preferia ficar e escutar como Bella se sairia
dessa.  - Eu te vejo mais tarde - beijei-lhe a cabea e no consegui
conter o riso novamente.  - Eu vou voltar quando Charlie estiver
roncando. - segui com o carro at a esquina para que ela pensasse que eu
tinha ido embora, no entanto a distncia era curta o suficiente para que
eu pudesse ouvir toda conversa atravs dos pensamentos de Charlie e ver
cada expresso facial de Bella.  - Voc pode vir aqui, Bella? - Charlie
chamou sereno.  - O que foi, pai? -e ela perguntou desconfiada, sua face
estava corada e sua expresso era hilria.  - Voc se divertiu essa
noite?  - Sim - aquela conversa realmente merecia ser ouvida, Emmett
iria se divertir e dar muitas risadas as custas de Bella.  - O que voc
fez?  - Sa com Alice e Jasper. Edward venceu Alice no xadrez, e depois
eu joguei com Jasper. Ele me enterrou.  - Olha, tem uma coisa que eu
preciso dizer - a TV ficou muda. E tudo ficou em silencio.  - O que 
pai?-a voz de Bella parecia impaciente.  - Eu no sou bom com esse tipo
de coisa. Eu no sei como comear...- Charlie calou-se novamente - Ok,
Bella. O negcio  o seguinte. Voc e Edward parecem ser bastante
srios, e existem coisas com as quais voc precisa ter cuidado...Eu sei
que voc  uma adulta agora, mas voc ainda  jovem, Bella, e existe um
monte de coisas importantes que voc precisa saber quando voc... bem,
quando voc se envolver fisicamente com...  - Oh, por favor, por favor
no! Por favor me diga que voc no est tentando ter uma conversa sobre
sexo comigo, Charlie. - de dentro do carro eu gargalhei, aquilo era
engraado demais pra passar em branco, a expresso de Bella vista pelos
olhos de Charlie era ainda ais engraada.  - Eu sou o seu pai. Eu tenho
responsabilidades. Lembre-se, eu estou to envergonhado quanto voc.  -
Eu no acho que isso seja humanamente possvel. De qualquer forma, a
mame j se encarregou disso a cerca de dez anos atrs. Voc est
atrasado.  - Voc no tinha um namorado h dez anos - "o que levaria
Rene a conversar sobre isso com ela?"  - Eu no acho que as coisas
essenciais tenham mudado tanto assim.  - S me diga que voc dois esto
sendo responsveis - "me diga que sim, por favor, me diga que vocs
ainda no chegaram a esse ponto" Charlie implorava mentalmente. 
 - No se preocupe, pai, no  assim.  - No que eu no confie em voc,
Bella, mas eu sei que voc no quer me contar nada sobre isso, e voc
sabe que eu realmente no quero ouvir. No entanto, eu tentarei ser mente
aberta. Eu sei que os tempos mudaram.  - Talvez os tempos tenham, mas
Edward  muito antiquado. Voc no tem nada com o que se preocupar.-
antiquado? Ela me considerava antiquado? De onde ela tirou isso?  - 
claro que ele  - "graas a Deus que ele ..." no conseguia conter o
riso, ainda bem que no estava perto dela na hora dessa conversa, eu no
iria aguentar.  - Ugh! Eu realmente queria que voc no estivesse me
forando a dizer isso, pai. Realmente. Mas...eu sou...virgem, e eu no
tenho planos imediatos para mudar esse status.  - Posso ir a para a cama
agora? Por favor? - Bella suplicou.  - Em um minuto - ele disse.  - Aw,
por favor, pai? Eu estou implorando.  - A parte embaraosa j passou, eu
prometo - ele estava sendo verdadeiro.  - O que  agora?  - Eu s queria
saber como anda aquela coisa de equilbrio.  - Oh. Bem, eu acho. Eu fiz
planos com Angela hoje. Eu vou ajudar ela com os anncios da formatura.
S ns garotas.  - Isso  bom. E quanto a Jake? - Jacob, aquele nome
sempre me causava repulsa, por que ele tinha que fazer questo que Bella
encontrasse aquele cachorro cheio de pulgas?  - Eu ainda no arranjei
isso, pai.  - Continue tentando, Bella. Eu sei que voc far a coisa
certa. Voc  uma pessoa boa.  - Claro, claro - ela concordou, sua voz
parecia triste.  - Boa noite, Bells.  - Te vejo de manh! - dirigi o
mais rpido que pude de volta pra casa ainda rindo da conversa que tinha
acabado de ouvir. Cheguei em casa rindo e ningum entendia o motivo,
apenas gostavam de me ver de bom humor, pensei que talvez fosse
interessante caar antes de voltar a casa de Bella.  - Vamos l Emmett,
que tal caarmos uns ursos antes da meia noite? - chamei empolgado.  -
Claro! Aposto que o meu ser maior que o seu, embora eu prefira os mais
irritados, gosto da luta antes do jantar. - samos correndo entre as
arvores, indo direto em direo a fronteira do norte. Emmett era o meu
irmo preferido na hora da caa, nos divertamos muito, sempre. Algo
vibrou no meu bolso to logo chegamos ao nosso destino, meu telefone
estava tocando quando peguei- Diga Alice! -atendi.  - Edward, no
consigo mais ver Bella, ela sumiu da minha viso acho que tem a ver com
os lobisomens. No consigo mais v-la Edward. - desliguei o celular com
a certeza de que Emmett tinha ouvido toda conversa, ele entenderia.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele virou-se e bufou - vai
logo, antes que a humana azarada caia nas garras dos lobos.- soltou uma
gargalhada alta, era tpico dele fazer aquelas piadas. Corri o mximo
que pude, cheguei em menos de dois minutos.  - Voc se importa se eu for
ver Jake essa noite?
 Eu no vou demorar.- ouvi ela falar, rosnei por ouvir o nome daquele
cachorro em seus lbios.  - Claro, guria. Sem problema. Pode ficar fora
o quanto quiser.-ouvi Charlie responder.  - Obrigada, pai - abri o cap
da caminhonete to rpida silenciosamente quanto podia, arranquei a
bateria e a esperei, percebi enquanto abria porta e saa de casa na
escurido, ainda bem que minha viso era muito boa, pode perceber quando
chegou no carro e abriu a porta rapidamente, estava to escuro que ela
s me veria se me movimentasse, ela colocou a chave na ignio e girou
algumas vezes - Gah! - ela rosnou baixo.  Ao perceber que no estava
sozinha ela pulou levemente com o susto, olhou para mim como se no
acreditasse que eu realmente estava l.  - Alice ligou. - girei a
bateria em minha mos para que ela visse que eu havia sido responsvel
por aquela morte sbita do seu carro - Ela ficou nervosa quando o seu
futuro desapareceu abruptamente ha cinco minutos atrs -os olhos dela
arregalaram no instante em que falei o nome de Alice, Bella permaneceu
imvel - Porque ela no consegue ver os lobisomens, sabe voc tinha
esquecido isso? Quando voc resolve juntar o seu destino ao deles, voc
desaparece tambm. Voc no podia saber dessa parte, eu me dou conta
disso. Mas ser que voc pode entender que isso pode me deixar um
pouco... ansioso? Alice te viu desaparecer, e ela nem podia me dizer se
voc voltaria pra casa ou no. O seu futuro ficou perdido, assim como o
deles. Ns no temos certeza de porque isso acontece. Alguma defesa
natural com a qual eles nasceram? Isso no parece ser inteiramente
provvel, j que eu no tive nenhum problema em ler a mente deles. Da de
Black, pelo menos. A teoria de Carlisle  de que a vida deles  muito
governada pela transformao.  mais uma reao involuntria do que uma
deciso.  altamente imprevisvel, e isso muda tudo neles. Naquele
instante quando eles se transformam de um para outro, eles nem sequer
existem. O futuro no pode mant-los...- ela escutava minhas palavras
com os olhos ainda arregalados, provavelmente assustada pela minha
sbita apario - Eu vou reconcertar o seu carro a tempo para a escola
amanh, no caso de voc querer ir sozinha - calada ela saiu do carro,
furiosa ela arrancou as chaves da ignio, como eu odiava o fato de no
poder ler seus pensamentos, o que a levaria a La Push uma hora dessas?
Quais seriam seus sentimentos em relao a Jacob Black? - Feche a janela
se voc quiser que eu fique longe essa noite. Eu vou entender - ela
entrou em casa batendo a porta.  - Qual  o problema? - ouvi Charlie
perguntar.  - A caminhonete no quer ligar - a resposta saiu como
farpas.  - Quer que eu d uma olhada?  - No. Eu vou tentar de manh.  -
Quer usar o meu carro? - vi sua expresso pelo pensamento de Charlie.
Ele no parecia preocupado.  - No. Eu estou cansada. Boa noite.- da
floresta em frente a janela do seu quarto esperei ansioso para ver qual
seria o prximo passo. Quando a vi bater a janela com fora, ela no me
queria l aquela noite, o simples fato de que ela no me queria por
perto, ao menos no por enquanto, e fez sentir algo diferente, no era
s o fato de ser perigoso ir ate La Push que me preocupava, ser que
minha famlia estava certa? Seriam aqueles sentimentos cimes? Toda vez
que passava pela minha cabea que ela iria encontrar o cachorro meu
corpo tremia, eu tinha vontade de mat-lo. Olhei para a janela novamente
antes de ir e a vi toda aberta.  Bella estava esperando por mim e eu
iria encontr-la. Notas finais: Aps ler comentem, assim pretendemos
tornar nossa fic mais parecida com aquilo que Edward  realmente. Este
capitulo demorou (embora pequeno), porque tive um bloqueio
criativo...rsrs. Falando srio, temos muito trabalho e criar as vezes
no agrada a todos...esperamos que gostem desse novo confronto entre
Jacob e Edward. Capitulo 3 - Lembranas.  A viagem ate Jaksonville
pareceu mais longa que o necessrio, Bella parecia impaciente tambm. O
pior era o que estava por vir, longas horas em casa esperando que o sol
desa para que eu possa colocar meu rosto na rua...virei os olhos para
cima e para baixo esperando que aquilo passasse logo. Apesar de pequena
Forks era muito mais nublada e receptiva a ns vampiros. Olhei para
Bella e a observei com cuidado estava pensativa e calada. - Voc estava
muito quieta. O avio te deixou enjoada?  - No, eu estou bem - ela
pareceu sincera.  - Voc est triste por ir embora? - indaguei.  - Mais
aliviada do que triste, eu acho desnecessrio pedir que ele mantivesse
os olhos na estrada. Rene  muito mais... perceptiva do que Charlie de
algumas maneiras.  - A sua me tem uma mente muito interessante. Quase
infantil, mas muito intuitiva. Ela v as coisas diferente das outras
pessoas - o mais interessante, no entanto era o fato de Rene expressar
o que realmente sentia, a me de Bella gostava de mim e como todos
sentia-se fascinada pela nossa beleza. " ele  muito bonito" pensava,
"Minha filha parece muito apegada a ele, preciso conversar a ss com
Bella." Entretanto seus pensamentos tambm estavam preocupados com os
jogos que seu marido Phil teria nesse final de semana.  Eu sabia que
Rene queria estar sozinha com Bella embora eu no gostasse nada da
idia dela andando pela cidade sem minha companhia, ela era uma azarada
nata, onde quer que ela estivesse o perigo a encontrava. Precisava
inventar uma desculpa que coubesse exatamente naquela hora. No queria
interromper aquele momento que eu sabia, era to importante para Bella.
Eu sabia tudo que se passava na cabea de Rene, todas as suas duvidas
em relao a mim, ela ensaiava de todas as formas como faria para tocar
naquele assunto com Bella.  Aquilo me preocupava mais no a ponto de
acreditar que Rene desconfiava de algo, passei aquele tempo sozinho,
imaginando como estariam as duas sozinhas naquela cidade movimentada,
ser que estavam bem? Ser que Bella no tinha cado e se machucado? Por
que demoravam tanto pra voltar? Carlisle tinha razo, eu era
extremamente protetor em relao a ela, mas o que eu podia fazer se ela
era to atrapalhada? Emmett tambm me chamava  ateno em relao 
transformao dela. Ele acreditava que os Volturi viriam logo e que ai
sim estava o perigo.  Ouvi os pensamentos de Rene, pude notar que ela
tambm achava estranha a forma como eu protegia Bella, eu precisava, eu
a amava e dentro da sua mortalidade ela era capaz de me manter alerta a
qualquer que fosse o perigo. Meu telefone vibrou em meu bolso, olhei o
visor e percebi que era Alice - j passou Edward, pode ficar tranquilo
agora.  No caminho de volta a Forks, Bella adormeceu em meu ombro,
acariciei seu cabelo suavemente e beijei-lhe a testa.  - Voc est em
casa, Bela Adormecida. Hora de acordar - parei o carro em frente a casa
de Charlie, l de dentro pude ouvir os pensamentos de euforia e alivio
por termos voltado, mais havia algo mais, no em Charlie e sim no ar. Um
cheiro que eu conhecia bem...olhei ao redor e para a mata que se
estendia atrs da casa rapidamente, tentei ouvir algo e nada, talvez
Alice tivesse razo.  - Quo ruim? - ela parecia preocupada.  - Charlie
no vai ser difcil ele sentiu a sua falta. - respondi ainda tentando
identificar onde o cheiro era mais forte. Peguei a sua mala e a
carreguei para dentro da casa onde Charlie nos esperava na porta - Bem
vinda ao lar, guria! Como foi Jacksonville?  - mido. E com insetos.  -
Ento Rene no te convenceu a ir para a universidade da Flrida?  - Ela
tentou. Mas eu prefiro beber gua a inal-la. - ele no queria deixar
transparecer mais estava feliz com o retorno de Bella para casa ele
tinha medo que ela decidisse morar com Rene novamente, ele era duro,
no queria parecer feliz por me ver tambm. - Voc se divertiu?  - Sim,
Rene foi muito hospitaleira. - respondi, naquele momento eu ainda
estava sentindo o cheiro que conhecia bem  - Isso ... hum, bom. Fico
feliz que vocs se divertiram. - ele se virou abraando Bella.  -
Impressionante - ouvi ela cochichar, segurei o sorriso e Charlie tambm.
- Eu realmente senti sua falta, Bells. A comida aqui  uma droga quando
voc no est.  - Eu vou cuidar disso - ela soltou-se do abrao dele
indo em direo a cozinha.  - Voc poderia ligar para Jacob antes? Ele
esteve me enchendo a casa cinco minutos desde as seis horas dessa manh.
Eu prometi que te faria ligar pra ele antes mesmo de desfazer as malas.-
aquelas palavras me atingiram como um raio, o que aquele lobo queria com
Bella? Percebi a insegurana em seu olhar, tentei conter meu impulso de
tirar satisfaes com aquele vira-latas  - Jacob quer falar comigo? -
ela disse ainda insegura.  - Muito, eu diria. Ele no quis me dizer
sobre o que era, s disse que era importante.- o telefone tocou, naquele
instante senti todo meu corpo enrijecer.  -  ele de novo, eu aposto o
meu prximo salrio - Charlie murmurou.  - Eu atendo. - ela seguiu para
a cozinha enquanto eu a seguia, precisava manter o controle sobre minhas
emoes, no iria estragar tudo com Charlie por causa de Jacob. - Al? -
ela atendeu, no precisei forar meus ouvidos para ouvir o que ele
falava do outro lado da linha.  - Voc est de volta - ele disse
caloroso demais, por que eu no conseguia ler os pensamentos de Bella?
Seu olhar vagou pela cozinha como se estivesse lembrando-se de algo.
Ser que ela se lembrava dos momentos que passou com ele? Fechei os
punhos para no demonstrar o que estava sentindo, por que ele havia
ligado? Ser que tinha ligao com aquele cheiro? Bella pigarreou
desconcertada.  - Sim - ela respondeu.  - Porque voc no me ligou? -
ele questionou, quem ele pensava que era?  - Porque eu estava em casa h
exatamente quatro segundos e a sua ligao interrompeu Charlie que
estava dizendo que voc ligou.- Ela explicou.  - Oh. Desculpe.  - Claro.
Agora, porque voc est assediando Charlie?  - Eu preciso falar com
voc.  - , eu descobri essa parte sozinha. V em frente.- a conversa
estava tomando um rumo desconhecido. Ele parecia pensar na prxima
pergunta.  - Voc vai para a escola amanh?  -  claro que vou. Porque
no iria?  - Eu no sei. S curioso.  - Ento sobre o que voc queria
falar, Jake?  - Na verdade nada, eu acho. Eu... eu queria ouvir a sua
voz.- aquela revelao me fez ranger os dentes baixinho. Prendi o
rosnado de raiva na garganta.  - , eu sei. Eu estou to feliz por voc
ter ligado. Eu... - esperei o termino da frase, ela parecia editar as
palavras mais uma vez, droga...aquilo me matava. No poder ler seus
pensamentos saber o que ela pensava ou sentia.  - Eu tenho que ir.  - O
que?  - Eu falo com voc em breve, ta legal?  - Mas Jake...- ouvi o
click do outro lado da linha, tentei parecer o mais natural possvel
embora minha vontade fosse de matar o vira latas arrancando membro por
membro como se faz com um vampiro.  - Isso foi curto - ela disse.  -
Est tudo bem? - perguntei agindo naturalmente como se aquela conversa
houvesse passado despercebida por meus ouvidos.  - Eu no sei. Eu me
pergunto o que foi isso. - ela parecia confusa.  - A sua suposio
provavelmente  melhor do que a minha - segurei um sorriso  - Mmm. - o
olhar preocupado da semana anterior havia voltado exatamente depois da
conversa com Jacob Black, me inclinei sobre o balco fitando-a, tentando
decifrar suas preocupaes. E acho que estava certo quando intui que se
tratava do lobo. Seu silencio me atormentava, seu rosto mudava de
expresso a cada segundo como se ela estivesse montando um quebra
cabeas mental, o que ela estava tentando decifrar? Qual o motivo de
tanta preocupao? De repente ela congelou e o pacote de hambrguer que
estava em suas mos caiu, peguei rapidamente antes que casse e sujasse
tudo, atirei-o no balco segurando-a pela cintura com a outra - Qual  o
problema? - ela sacudia a cabea com uma expresso confusa, levou algum
tempo para que me respondesse me deixando angustiado - Bella? - chamei-a
de volta.  - Eu acho... eu acho que ele estava checando. Checando pra
ter certeza...De que eu sou humana, eu quero dizer.- ento eu estava
certo, Bella estava pensando no vira-lata, rosnei inconscientemente pela
lembrana. - Ns teremos que ir embora antes. Para que o acordo no seja
quebrado. Ns no seremos mais capazes de voltar.- segurei-a com fora,
minha vontade era arrancar a qualquer custo aquelas lembranas de sua
memria, mais como poderia faz-lo? Jacob era uma lembrana viva e
presente em sua vida, desde que fui embora nada mais seria como antes e
eu precisava me acostumar com isso, se ela quisesse que eu fosse embora,
eu faria tudo para v-la feliz mesmo que isso valesse a minha
felicidade.  - Eu sei.- travei a mandbula com os meus pensamentos,
estava to concentrado em Bella que no percebi Charlie chegar.  - Ahem
- Bella se afastou de mim num susto, eu ainda tentava conter minha raiva
e minha vontade de matar o lobisomem, inclinei-me novamente para ouvir
os pensamentos de Charlie dessa vez "acho mesmo que deveria mand-lo
para casa, assim Bella poderia fazer o jantar em paz", ao menos seus
pensamentos no eram de animosidade somente fome.  - Se voc no quer
fazer o jantar, eu peo uma pizza.  - No, est tudo bem. Eu j comecei.
- Ok - Charlie se manteve na cozinha enquanto esperava o jantar, seus
pensamentos estavam relativamente tranqilos, ento ao menos por hoje eu
no precisaria me preocupar. Cheguei em casa rapidamente, somente para
trocar de roupa e ver minha famlia.  Os olhos de Alice cintilaram a me
ver chegar, seus pensamentos estavam traquilos, Carlisle estava com Esme
sentados no sof como eternos apaixonados, Roslie pintava as unhas
enquanto Emmett e Jasper tinham ido caar - e ento Edward? - Alice
perguntou - como foi o final de semana dentro de casa em jaksonville?
Espero que tenha se distrado - ela sorriu com a prpria brincadeira.
Abracei-a com fora, ela era minha irm preferida e embora fosse
irritante, eu a amava.  - Fomos bem Alice, e aqui? Algum problema? -
perguntei preocupado.  - No Edward, tudo sob controle. Exceto que quase
a pegamos dessa vez.  - Quase? O que houve dessa vez? Alice preciso que
me conte tudo.- olhei atravs dos seus pensamentos, ela no precisava me
dizer nada, Victoria, a viso de Alice estava certa mais uma vez, ela
havia voltado e havia estado prxima a casa de Bella para certificar-se
de que ela estaria sozinha desprotegida, os lobos captaram seu rastro e
minha famlia tambm, encontrara-se na fronteira entre o territrio
neutro e as terras dos Quileutes. Paul e Emmett? Eles quase se mataram?
Como pode ter acontecido aquelas terras so neutras? - ah! Aqueles
vira-latas vo ver s...  - Calma Edward...- senti a mo suave de
Carlisle no meu ombro - ningum se feriu gravemente - meu pai era mesmo
muito complacente, sua bondade me causava inveja.  - Mais pai...como...-
continuei confuso- no posso contar isso a Bella.  - Nem precisa - Esme
falou, agora j passou isso s a preocuparia.  - Esme tem razo Edward -
Alice interrompeu meus pensamentos - no consigo ver nada que seja
perigoso por enquanto.  - Essa humana vive nos trazendo problemas. -
ouvi a voz agressiva de Roslie - deveria transform-la logo ou deixar
que Victoria a pegue de uma vez assim voc nos poupa de seus problemas,
ou voc  muito egosta para perceber que esta nos colocando em risco.-
rosnei avanando em direo a ela e fui contido pelo meu pai.  - Voc
no sabe o que diz Roslie.  - Sei sim, e sei tambm que se acontecer
algo a ela teremos que nos mudar de novo por sua causa. -  ela estava
furiosa.  - Cale-se Roslie - Carlisle pediu, ela deu as costas e saiu
resmungando coisas que eu sabia que ela tinha razo. Esme me abraou
delicadamente.  - Somos uma famlia meu filho, sua famlia. Nunca
deixaremos nada acontecer a Bella. - seus pensamentos eram sinceros.  -
V Edward - Alice disse segurando minha mo - Bella o espera. Aquela
noite foi uma das mais difceis pra mim, no queria esconder de Bella
que Victoria a estava procurando mais tambm no poderia fazer nada,
deixei-me vagar pelo seu rosto enquanto dormia, naquela noite pude
perceber o quanto Jacob Black era importante pra ela, enquanto
sussurrava meu nome sussurrou o dele tambm "meu Jacob". Rangi os dentes
e rosnei interiormente para no acord-la, no podia faz-la esquecer
mais tambm no queria ouvi-la lembrar, era difcil saber que ele tambm
ocupava um lugar no seu corao.  - Se eu te pedisse pra fazer uma
coisa, voc confiaria em mim? - perguntei no caminho para a escola.
Podia ouvir os pensamentos dele de longe, o que ele estava fazendo aqui?
Pela sua mente eu sabia que iria ter problemas. Segurei o volante com
fora, no iria fazer nada que pudesse assustar Bella, percebi sua
corrente sangunea acelerar, seu corao pulsar mais forte antes da sua
resposta.  - Isso depende - ela disse enquanto estacionava o carro.  -
Eu temia que voc fosse dizer isso.  - O que voc quer que eu faa,
Edward?  - Eu quero que voc fique no carro - desliguei o motor enquanto
lutava contra minha vontade de matar aquele lobo - Eu quero que voc
espere aqui at eu voltar pra te buscar.  - Mas... por qu? - ela
vasculhou o estacionamento parecendo procurar o que me preocupava,
pousou seu olhar na direo onde vinham os pensamentos - Oh. - ela o
olhava com admirao e aquilo cada vez mais me incomodava, precisava
resolver o que quer que fosse logo, antes que ele causasse mais
problemas.  - Voc tirou a concluso errada na noite passada. Ele
perguntou sobre a escola porque ele sabia que eu estaria onde voc
estivesse. Ele estava procurando por um lugar seguro pra conversar
comigo. Um lugar com testemunhas.  - Eu no vou ficar no carro - ela
resmungou alto.  -  claro que no. Bem, vamos acabar logo com isso. -
samos do carro caminhando em direo a Jacob, seus olhos fitavam Bella
para ter certeza se estava segura. Os alunos estranhavam aquela presena
no habitual na escola, todos estavam curiosos para saber o que viria a
seguir, parei mantendo distancia, minha vontade era de quebrar sua
mandbula naquele momento, precisava manter Bella afastada dele a
qualquer custo - Voc podia ter nos ligado.  - Desculpe...Eu no tenho
sanguessugas na minha discagem rpida.- ele respondeu num tom irnico.
- Voc podia ter me encontrado na casa de Bella,  claro.-
 retribui sua provocao - Esse dificilmente  o lugar, Jacob. Podamos
discutir isso depois?  - Claro, claro. Eu vou passar na sua cripta
depois da escola. Qual  o problema com agora? - tentei mostrar a ele
num movimento de olhos quantas testemunhas havia ali, quantas mentes
voltadas num intuito de nos ver brigar pelo amor de Bella, mal sabiam
eles que o real motivo deveria preocupar a todos, havia uma vampira
louca a solta e ela bebia sangue humano - Eu j sei o que voc veio pra
dizer - sussurrei - Mensagem entregue. Nos considere avisados. - ficar
mais um minuto perto dele me fazia ter vontade de mat-lo, ele fedia a
cachorro.  - Avisados? Do que vocs esto falando? - Bella captou minhas
palavras por mais baixas que eu tivesse tentado deix-las.  - Voc no
contou pra ela? O que foi voc estava com medo de que ela escolhesse o
nosso lado? - Jacob parecia feliz em me fazer passar por mentiroso.  -
Por favor deixa pra l, Jacob - tentei manter a calma.  - Por que? -
olhei seus pensamentos, ele no tinha a inteno de recuar, ele havia
ido l no s para conferir como ela estava, mas tambm para contar toda
a verdade. 
 - O que eu no sei? Edward? Jake? - ela estava confusa, tentei fingir
que no havia nada mais aquele dbil estava l, estragando tudo.  - Ele
no te contou que o... irmo mais velho dele cruzou a linha Sbado 
noite?  Paul est totalmente justificado em...- seu tom continuou
irnico.  - Aquela terra no tem donos! - interrompi seus pensamentos
antes que suas palavras sassem.  - No  no!  - Emmett e Paul? O que
aconteceu? Eles estavam brigando? Por qu? Paul se machucou? - Bella
estava apavorada, ela no entendia o que estava acontecendo e eu podia
ouvir isso em suas palavras, ver em seus olhos.  - Ningum brigou.
Ningum se machucou. No fique ansiosa - olhei para ela com carinho.  -
Voc no contou absolutamente nada, contou? Foi por isso que voc a
levou embora? Pra que ela no soubesse que...  - V embora agora. - eu
no conseguia mais conter minha raiva, se ele no fosse embora eu iria
cometer um erro terrvel, matar o lobo e quebrar a trgua. Ao longe
ouvia um amontoado de pensamentos mais um em especial chamou minha
ateno, Newton tambm desejava que eu batesse em Jacob "ele merece
apanhar por causa daquele nosso encontro", se eu no estivesse com tanta
raiva poderia rir pela lembrana de Newton no banheiro do cinema e a
expresso de sarcasmo de Jacob ao v-lo sair debilitado.  - Porque voc
no contou pra ela? - Jacob quebrou o silencio que havia se feito
naquele ambiente. Ouvi Bella tossir, engasgar-se com o prprio ar, ela
tremia como se algum a estivesse se sacudindo, como se estivesse com
frio - Ela voltou por mim - segurei-a com fora e acariciei o seu rosto
com ternura.  - Est tudo bem, est tudo bem. Eu nunca vou deix-la se
aproximar de voc. Est tudo bem. - tentei acalm-la para que seu tremor
passasse - Isso responde a sua pergunta, mongol?  - Voc no acha que
Bella tem o direito de saber?  a vida dela. - seu tom de era de raiva.
- Por que ela devia ser assustada se ela nunca esteve em perigo?  -
Melhor assustada do que enganada. - ele tossiu as palavras num tom
spero, os olhos de Bella procuravam no sei o que, eles comearam a se
encher de lgrimas, elas desciam com fora. Limpei-as com carinho
tentando acalm-la e passar a segurana que ela precisava naquela hora,
maldito lobo, quando eu estivesse a ss com ele...eu iria mat-lo - Voc
realmente acha que machuc-la  melhor do que proteg-la? - perguntei.
- Ela  mais durona do que voc pensa e ela j passou por coisa pior -
aquelas lembranas me atingiram em cheio, eu via Bella parecendo um
zumbi, ela estava deitada na grama onde a deixei na tarde que fui
embora, parecia morta, a preocupao de Charlie, a forma como ela agiu,
a moto, as quedas, os abraos, o carinho com Jacob, o pulo do penhasco e
a quase morte. Aqueles pensamentos eram demais pra mim, todo perigo e
sofrimento que a fiz passar? O que eu tinha feito? No consegui esconder
minha dor, aquilo era como a prpria morte e eu merecia ter morrido na
Itlia. Ele a amava e talvez a merecesse mais do que eu, mais eu iria
lutar por ela e tambm pelo seu amor - Isso  engraado - "ela quase
morreu por voc". Ele concluiu em seu pensamento "ela entrou num buraco
por voc, seu sanguessuga idiota". Olhei para Bella e percebi seus olhos
em mim, tentei segurar meu gemido de dor por tudo que eu a havia feito
passar, eu era um monstro e nunca esqueceria aquelas imagens.  - O que
voc est fazendo com ele? - ela gritou  - No  nada, Bella...Jacob tem
uma boa memria, isso  tudo.- ele continuava mandando imagens para mim
como se fossem choques, ele me mostrava todos os momentos os quais
pareciam que ela estava em outro planeta, as reunies com os lobisomens,
suas idas a La Push.  - Pare com isso! O que quer que voc esteja
fazendo.  - Claro, se voc quer. No entanto,  culpa dele mesmo que ele
no gosta do que eu lembro. -  Ele estava sendo cnico, mais estava
certo.  - O diretor est a caminho para desencorajar badernas no terreno
escolar. Vamos para a aula de Ingls, Bella, pra que voc no se envolva
em problemas.- segurei-a pela mo e fomos saindo, mais os pensamentos
dele continuavam fervendo e me mandando imagens de como se divertiam, eu
nunca havia visto Bella to feliz e sorridente, aquilo me machucava.  -
Ele  super protetor, no ? Um pouco de problema  divertido. Deixa-me
adivinhar, voc no tem permisso pra se divertir, no ? - encarei-o
mostrando os dentes.  - Cala a boca, Jake - ela disse.  - Isso soa como
um no. hey, se um dia voc sentir vontade de ter uma vida novo, voc
podia vir me ver. Eu ainda estou com a sua moto na garagem. - "e pronto
pra te receber de braos abertos" ele pensou.  - Era pra voc ter
vendido aquilo. Voc prometeu a Charlie que venderia.  - , certo. Como
se eu fosse fazer isso. Ela pertence a voc, no a mim. De qualquer
forma, eu vou guard-la at voc voltar. - ele sorriu abertamente numa
tentativa clara de me irritar.  - Jake...- ela implorou - Eu acho que
estava errado antes, sabe, sobre e eu voc no sermos capazes de ser
amigos - suas palavras pareciam sinceras, continuei abraando-a evitando
que chegasse perto daquele cachorro. Ele se aproximou, seus pensamentos
estavam calmos agora, estavam voltados somente para a saudade que sentia
por estarem longe, aqueles pensamentos embora involuntrios, tambm me
causavam dor.  - Eu sinto sua falta todos os dias, Bella. No  a mesma
coisa sem voc.  - Eu sei e eu sinto muito, Jake,  s que eu...-
percebi seus braos se afrouxarem e fechei os meus com mais fora.  - Eu
sei. No importa, certo? Eu acho que eu vou sobreviver ou algo assim.
Quem precisa de amigos? - o sofrimento dele tambm existia mais eu no
podia deixar Bella se aproximar dele novamente, era muito perigoso.  -
Tudo bem, para as salas - o diretor havia chegado antes que pudssemos
sair dal. - Mova-se, Sr. Crowley.  - V para a escola, Jake - ela
sussurrou baixinho numa tentativa intil de afast-lo. - Eu falo srio,
deteno pra todo mundo que ainda estiver aqui quando eu me virar de
novo. Ah, Sr. Cullen. Temos um problema aqui? - ele disse agora virando
em nossa direo.  - Absolutamente no, Sr. Greene. Ns estvamos a
caminho da aula. - tentei parecer calmo.  - Excelente. Eu no pareo
reconhecer o seu amigo.
 Voc  um estudante novo aqui? - ele perguntou virando-se para Jacob.
"quem  esse desordeiro que veio tirar a tranqilidade da nossa escola"
- No - Jacob respondeu prontamente.  "eu j devia imaginar" ele pensou
antes de falar.- Ento eu sugiro que voc se retire da propriedade
escolar imediatamente, meu jovem, antes que eu ligue para a polcia.
"h, h! Seria realmente muito engraado ver a cara dele quando Charlie
chegasse me cumprimentando." Ouvi os pensamentos de Jacob - Sim, senhor
- ele concluiu com uma saudao militar " ele acha que manda em mim",
montou em sua motocicleta e foi embora "nos veremos em breve  Cullen".
"exibido, garoto insolente" - Sr. Cullen, eu espero que voc pea que
seu amigo se retenha de invadir de novo.  - Ele no  meu amigo, Sr.
Greene, mas eu vou passar o aviso.-  respondi solene.  - Eu entendo. Se
voc estiver preocupado com qualquer problema, eu ficaria feliz em...  -
No h nada com o que se preocupar, Sr. Greene. No haver nenhum
problema. - interrompi suas palavras antes que seus pensamentos se
organizassem, queria pensar nas coisas que o lobo me mostrou, eu
precisava me libertar daquelas lembranas mais como eu iria fazer isso?
- Eu espero que isso esteja correto. Bem, ento. Para a aula. Voc
tambm, Srta. Swan.  - Voc se sente bem o suficiente para ir para a
aula?  - Sim - ela sussurrou de forma monossilbica, porm seus olhos me
diziam que ela estava mentindo. Eu sabia que cedo ou tarde ela iria
querer saber de tudo e eu precisava contar a verdade mesmo contra a
minha vontade, no queria que ela ficasse com medo, no havia
necessidade. Chegamos atrasados a aula de ingls, Bella ainda tremia
parecia agitada e confusa, ela arrancou uma folha do seu caderno
escreveu algo com sua letra mais feia do que nunca e jogou pra mim "O
que aconteceu? Conte-me tudo. E para com essa bobagem de me proteger,
por favor."  A contra gosto comecei a escrever no papel numa velocidade
mais rpida que a normal "Alice viu que Victoria estava vindo. Eu te
tirei da cidade meramente por precauo, nunca houve uma chance de que
Victoria chegasse a algum lugar perto de voc. Emmett e Jasper por pouco
no a pegaram, mas Victoria parece ter algum instinto para fuga. Ela
escapou bem por baixo da fronteira Quileute como se ela estivesse vendo
um mapa. No ajudou muito as habilidades de Alice serem inteis com os
Quileute. Para ser honesto, os Quileute podiam ter pego ela tambm, se
ns no tivssemos entrado no caminho. O grande cinza achou que Emmett
tinha ultrapassado a barreira e ficou defensivo.  claro que Rosalie
reagiu a isso, e todos abandonaram a caada pra proteger seus
companheiros. Carlisle e Jasper conseguiram acalmar as coisas antes que
elas sassem do controle. Mas at a, Victoria j tinha escapado. Isso 
tudo."  Eu sabia o que ela estava pensando naquele momento, estava
preocupada, pelos seus olhos eu podia ver. Bella continuava a tremer,
ela apagou tudo que escrevi e reiniciou a conversa por bilhetes "E
quanto a Charlie? Ela podia ter estado atrs dele."  Antes que ela
terminasse de escrever eu j sabia embora no pudesse ler seus
pensamentos que se preocupava com Charlie, ainda antes que eu pudesse
articular ela completou "Voc no pode saber que ela no estava pensando
isso, porque voc no estava aqui. Flrida foi uma m idia." Como podia
uma criatura to quebrvel ser to teimosa?  "Eu no estava disposto a
te mandar sozinha. Com a sua sorte, nem a caixa preta sobreviveria."
Respondi escondendo um sorriso.  "No foi isso o que eu quis dizer. Eu
quis dizer que ns devamos ter ficado aqui juntos. Como se eu no
pudesse voar pelo pas sem fazer o avio cair. Muito engraado." O que
era aquilo? Uma conversa por bilhetes no meio da aula de ingls? "Ento
digamos que a minha m sorte tivesse derrubado o avio. O que exatamente
voc teria feito sobre isso?"  "Porque o avio est caindo?" eu quase
no podia mais conter meu sorriso.  "Os pilotos desmaiaram de bbados."
"Fcil. Eu pilotaria o avio." Agora ela parecia distante dos problemas,
parecia ter esquecido Jacob Black.  "Os dois motores explodiram e
estamos caindo em espiral em direo  morte."  "Eu vou esperar at
estarmos bem perto do cho, te segurar bem apertado, chutar a parede
fora, e pular. Depois ns voltaramos  cena do acidente, e ns
andaramos por a como os dois sobreviventes mais sortudos da histria."
Bella me lanou um olhar confuso - O que? - perguntei.  - Nada - ela
sussurrou. "Voc vai me contar da prxima vez." Eu a olhei com carinho,
seus olhos confusos e perdidos, amedrontados pelo iminente perigo,
Victoria no iria desistir e nos dois sabamos disso, eu no iria
escrever as palavras que ela queria ouvir apenas assenti e fiz um
movimento positivo com a cabea.  - Obrigada. - ela respondeu amassando
o papel e guardando-o para que ningum o visse.  - H alguma coisa que
voc queira dividir a, Sr. Cullen? - o professor Berty perguntou.  - As
minhas anotaes? - mostrei tentando demonstrar inocncia. Ele pegou meu
bloco de anotaes e percebeu que eu havia escrito praticamente tudo que
ele disse na aula "impressionante como o Cullen  organizado, bom
menino, excelente aluno" ele pensou.  Naquela tarde enquanto Bella
estava na aula de calculo pude fugir da minha prxima aula e me refugiar
no meu carro, como pude ser to tolo em deix-la sozinha? As imagens que
Jacob Black havia me mostrado estavam latentes em minha memria,
corroendo minha carne. Eu queria poder voltar atrs e no t-la feito
sofrer daquele jeito. Agora toda escola comentava o ocorrido mais cedo,
os meninos faziam apostas e as meninas invejavam Bella, pobres coitados
no sabiam que estavam cercados de predadores, eu quase sorri com meu
pensamento. Eu iria mudar aquela situao, eu iria me redimir, eu jamais
faria Bella sofrer novamente e isso era uma promessa.  Notas finais:
Espero que gostem, tambm espero poder postar o quanto antes o capitulo
4. Ol pessoas, espero que gostem desse capitulo, pois tentei captar
toda insegurana e medo que Edward sente em relao a Bella. Comentem
para que possamos melhorar cada vez mais nossa fic. Capitulo 4 - Fuga.
Aqueles dias foram muito difceis, Bella exigia ateno constante,
sempre assustada ou preocupada, passava a maior parte do tempo ao seu
lado e mesmo quando ela ia dormir ficava no seu quarto vendo muito pouco
a minha famlia. Sabia que era difcil para ela passar por tudo isso e
me sentia muito pior por saber que o culpado era eu, por que precisei
ceder? Por que me apaixonei por ela? Estava escrito, Alice previu, Bella
era minha herona. A cada dia que passava Bella ficava mais certa de se
tornar uma de ns, Carlisle seria responsvel pela sua transformao,
ela era relutante quanto a minha proposta, quanto ao fato de querer eu
mesmo transform-la, s depois que e casasse comigo.
 A formatura estava prxima, faltavam poucos dias para se consumar nossa
sada do segundo grau, aquele purgatrio repleto de pensamentos fteis.
Finalmente me veria livre de Jessica Stanley e Mike Newton duas figuras
que me fizeram abominar mais ainda aqueles anos finais.  A cada dia via
Bella questionar o quo sanguinria era Victria, seus olhos castanhos
agora eram s preocupao - como vamos par-la? - ela perguntava.  - Ns
somos sete, Bella. E com Alice ao nosso lado, eu no acho que Victoria
v nos pegar fora de guarda. Eu acho que  importante, pelo bem de
Charlie, que ns continuemos com o plano original. - Carlisle dizia
pacientemente.  - Ns nunca permitiremos que nada acontea com voc,
querida. Voc sabe disso. Por favor, no fique ansiosa.- minha me
amorosa Esme estava ao seu lado dando-lhe segurana e um leve beijo na
testa. Roslie como sempre mantinha-se calada pensando s em si mesma
enquanto Jasper usava seu dom para nos manter todos calmos, isso era bom
naquele momento o qual todos estavam audivelmente ao menos para mim,
consumidos pela preocupao embora as palavras fossem de conforto, todos
sabiam o quanto Bella era vulnervel.  - Eu estou feliz por Edward no
ter te matado. Tudo  muito mais divertido com voc por perto. - Emmett
quebrou o tom de seriedade da sala, ele sempre trazia alegria a nosso
circulo familiar.  - Eu estou ofendida. Voc no est honestamente
preocupada com isso, est? - Alice perguntou fazendo uma careta..."mais
ela esta certa voc sabe Edward"  - Se no  nada importante, ento
porque Edward me arrastou para a Flrida? - ela indagou.  - Voc no
reparou ainda, Bella, que Edward tem uma pequena tendncia a ser
exagerado? - Alice completou sorrindo forosamente, ela no teve nenhuma
viso isso  verdade, porem no precisvamos das vises de Alice para
saber que Bella corria um risco constante enquanto no pegssemos
Victria.  - Por que no me transformar logo ento? Assim poupamos tanto
trabalho.- Bella questionou, todos se viraram para ouvir minha resposta.
- Isso  entre voc e Carlisle.  claro, voc sabe que eu estou desejoso
de fazer com que seja entre voc e eu a qualquer hora que voc desejar.
Voc sabe a minha condio. - tentei sorrir convincentemente, ns no
estvamos conseguindo fingir muito na ultima semana, meu excesso de
cuidado, a constante feio inquieta, eu sabia que o casamento era a
ultima coisa que ela queria, sabia que isso a faria mudar de idia ou
talvez esperar um pouco mais.  Estar longe dela era muito difcil, mesmo
com Alice visualizando cada passo que ela dava era difcil, as brechas
que poderiam ser abertas...- V caar Edward, sei que est com fome seus
olhos esto pretos.- ela insistiu.  - No posso te deixar sozinha Bella,
por favor, entenda.  - Voc precisa Edward  necessrio como ira me
proteger se estiver com fome?  - Talvez seja bom, fico de mau humor
quando estou com fome, posso sugar seu sangue se quiser - sorri pela
careta que ela fez.- talvez voc tenha razo, eu acho mesmo que preciso
caar.- passei a mo nos cabelos.  - Eu sei que precisa, v com seus
irmos eles sero timos companheiros. V se divertir - ela me disse
agora num tom despreocupado - Traga alguns lees da montanha para mim.
Se ela soubesse como era ruim sua ausncia, o quanto me consumia pensar
nela e sentir que no estava perto, talvez transform-la no fosse uma
m idia enfim. Era impresso minha ou via em seu olhar que ela tambm
no gostava de se despedir?  Levei-a para casa numa tentativa intil de
permanecer ao seu lado, minha sede era imensa, se eu ficasse poderia ser
muito perigoso para ela, esperei que dormisse, v-la dormir me fazia
pensar em como fui tolo deixando-a pra trs numa tentativa intil de
protege-la. De trs coisas eu tinha certeza Victoria queria mat-la, os
Volturi poderiam chegar a qualquer momento e por fim Jacob Black era
muito perigoso e eu no podia deixar que Bella se machucasse nunca.
Depois que ela pegou no sono levantei-me rapidamente sem fazer barulho.
Emmett e Jasper j me esperavam eufricos pela caada, tive a idia de
avis-la da minha sada com um bilhete deixado ao seu lado "Eu volto
logo pra que voc no precise sentir a minha falta. Tome conta do meu
corao eu deixei ele com voc". Antes de sair olhei para trs para ter
certeza de que a veria s e salva na prxima vez que nos encontrassemos.
O dia de caa com meus irmos podia ser to engraado quanto entediante,
sorri enquanto Emmett lutava com seu almoo e dessa vez o urso poderia
ganhar se no fosse a pele dura do meu irmo, enquanto Jasper fazia da
caa um treinamento com tticas de guerra sempre tentando prever os
passos do adversrio e quanto a mim? Bem eu preferia atingir o ponto
certo, os lees eram rpidos e ferozes tornando a caa um pouco mais
tentadora. Apostamos corrida at a fronteira e como sempre eu
considerava isso injusto e at desnecessrio, pois eles sabiam que eu
sempre ganharia sempre fui mais rpido. Confesso que ver a cara de
Emmett enquanto estou na sua frente  bem engraada, ele odeia perder.
Como Alice estava tomando conta de Bella impedindo-a de fazer besteira,
como ir procurar aquele lobo pulguento, eu me sentia mais seguro... "no
porque estava com cimes, no mesmo" pensei, sim porque ela precisava
estar segura. Decifrando meus pensamentos Jasper conseguiu captar meus
sentimentos - cimes Edward? - ele abafou o sorriso.  - No, apenas
precauo, no gosto de deix-la sozinha. - respondi secamente.  -
Maninho ta com cimes da humana? - Emmett zombou, aquela altura era
difcil permanecer srio ou zangado, precisava dizer a algum como me
sentia, era muito difcil faz-lo visto que nunca precisei realmente.  -
Esse sentimento  normal Edward, tambm sinto cimes da Alice. - Jasper
tentou me confortar.  - No so cimes... difcil dizer o que...mais me
sinto com muita raiva daquele cachorro... ela pensa nele com tanta
freqncia, embora eu no possa ler seus pensamento eu sei. Esse
sentimento de impotncia...sei o que eles fizeram juntos aquele dbil me
mostrou em seus pensamentos vividos o quanto ela estava feliz, como ela
o via e sorria, como ela o olhava...com tanta afeio. O quanto ele est
apaixonado, como ele pode abra-la de um jeito que eu no posso, ao
menos no sem congel-la...sinto-me incapaz de proteg-la dele. -
desabafei, Jasper me olhava com cautela seus pensamentos tentavam se
encaixar como se estivesse procurando um argumento ainda no encontrado.
- No tem problema Edward, se voc quiser desmembro ele pra voc. -
Emmett disse soltando uma gargalhada.  - Reconfortante, seria bem capaz
de Bella dizer que pedi a voc que o fizesse, levaria um tempo para
convenc-la do contrrio mais no seria uma m idia. - sorri diante da
imagem do lobo estraalhado a minha gente.  - Isso no levaria a lugar
nenhum - Jasper interrompeu meu devaneio. - Bella no o amaria mais com
essa atitude, enquanto ele falava Emmett continuava sorrindo
descontroladamente.  - Eu sei que desde que ele me mostrou aquelas
imagens, eu no consigo mais ficar tranquilo, sinto como se eu
precisasse compens-la de alguma maneira...no sei se vocs me entendem
mais so os nicos com quem posso contar...me ajudem a entender o que eu
estou sentindo...por que sinto que vou me quebrar em pedaos toda vez
que lembro o quanto fui tolo e o quanto Bella sente por aquele lobo.  -
meus irmos se entreolharam e ficaram srios.  - Voc precisa entender
que o que sente  cime Edward. No precisa admitir pra ns, admita para
voc. - Jasper concluiu serio - o fato de voc se sentir to incomodado
e inseguro em relao aos sentimentos de Bella, so cimes. Percebo isso
em seus sentimentos.  - Voc nunca vai me deixar esquecer isso no 
Emmett?  - Talvez eu me compadea, mais acho muito difcil. Edward com
cimes...- ele continuava gargalhando.  Naquele momento me dei conta de
eles estavam certos todo tempo, toda minha preocupao e medo de
perd-la tinha um nome difcil de aceitar mais que existia e era to
profundo quanto meu amor...era difcil aceita-lo porque nunca o havia
sentido nem ao menos o conhecia era sim cime de Bella e de Jacob Black.
Aquele dia tinha sido bom enfim, consegui junto com meus irmos
identificar os que eu sentia de verdade, s no sabia como lhe dar com
isso ainda - ento o que vai fazer sobre isso Edward? - Jasper quis
saber.  - Ainda no sei, estou confuso e preciso pensar um pouco. - o
telefone vibrou no meu bolso, atendi no primeiro toque ao ver que era
Alice.  - Bella sumiu Edward, no consigo v-la. Ela foi pra La Push,
ela provavelmente est com os lobisomens agora, tentei segui-la quando
vi seu plano mais no cheguei a tempo eu a perdi na fronteira. - nem
precisei transmitir a mensagem aos meus irmos eles j tinham ouvido
toda conversa que no durou nem meio minuto.  - Obrigado Alice -
Levantei com os olhos fixos no nada, tentando imaginar porque Bella
faria isso, porque ela tinha ido a La Push enquanto eu estava fora. -
Edward. - ouvi Jasper chamar tentando controlar a esfera ao nosso redor
e os meus sentimentos - Edward - ele chamou novamente. - voc quer
voltar pra casa? -perguntou.  - O mais rpido possvel, por favor. -
respondi ainda confuso com a informao que Alice tinha me dado.
Corremos o mais rpido possvel e como eu era mais rpido cheguei
primeiro em casa, encontrei Alice sentada no degrau mais alto da varanda
a minha espera, previu minha chegada eu pude ver em seus pensamentos,
"desculpe Edward eu no pude fazer nada, eu estava caando to perto,
ela simplesmente sumiu.  como se fosse uma deciso tomada no ultimo
minuto, quando cheguei ela estava cruzando a fronteira de La Push" ela
pensou to rpido que nem deu tempo colocar seus pensamentos em
palavras. "Ela corria como se estivesse fugindo de algo, fugindo de
ns", Alice tinha pesar em sua mente.  - Eu vou ate l, vou busc-la.  -
Voc no pode. - ouvi Carlisle atrs de mim - ira quebrar a trgua. Ns
no podemos ir a La Push Edward, filho...- ele suplicou - tenha calma,
nada ir acontecer acredite. Bella est segura.  - Como acreditar pai,
lobisomens so instveis, e se um deles atac-la eu...no quero nem
pensar no que faria com ele - travei os dentes.  - De quem voc esta
falando Edward? - Alice perguntou - quem voc acha que poderia machucar
Bella? - rosnei diante da memria de Jacob que sempre voltava a minha
mente.  - Vou matar aquele lobo...- rosnei.  - Do que voc est falando
filho? - Esme quis saber - vai matar quem? - perguntou preocupada.  - S
estou pensando alto me. - no queria preocup-la.  - Bella vai ficar
bem filho, sabe Edward nunca te vi to bem como depois que conheceu
Bella, no adianta arranc-la a fora de La Push e quebrando uma trgua
que j dura dcadas por causa dos seus cimes.- Carlisle aproximou-se
novamente.  - O que?...vocs vo falar nisso novamente? Emmett...voc
no podia ficar calado - falei buscando de onde a risada mental estava
vindo. Roslie estava indignada com aquela nova situao, alm de no
admitir que algum no a achava a mulher mais linda do mundo ela tambm
acreditava que esse sentimento recm descoberto iria nos causar
problemas, enquanto ela se mantivesse calada estaria tudo bem, seus
pensamentos no me agradavam. - pai isso no tem nada a ver com cimes,
estou preocupado com a segurana de Bella.  - Edward, meu filho...fique
calmo daqui a pouco Bella estar de volta s e salva. - olhei para meu
pai tentando buscar algo que me impedisse de ir a La Push busc-la, ele
s temia por mim, por meus sentimentos, Carlisle sempre era verdadeiro
em suas palavras e em seu corao.  - Deixe-o ir Carlisle, assim os
lobisomens quebram a trgua, ns nos matamos e aos lobos tambm depois o
que sobrar a gente junta e se muda,  isso que esse egosta quer nos
matar. - Roslie finalmente disse o que pensava - primeiro nos faz
correr atrs de uma vampira louca porque ele matou seu parceiro e agora
quer que lutemos conta os lobisomens porque sua humana est em um
suposto perigo. Quando voc vai parar de nos expor tanto Edward?  - Eu
nunca lhe pedi que entrasse na minha briga Roslie. - fechei os punhos,
eu sabia que uma briga com ela me colocaria contra o meu irmo, podia
ver os pensamentos de Emmett se preparando para defend-la. - Bella  um
problema meu.  - Bella  um problema nosso - Carlisle corrigiu - ela 
sua parceira, ela  um membro de nossa famlia agora.  - E isso  justo?
Colocar ns todos em risco? E se eu no quiser lutar por ela?  - Voc
tem todo direito Rosie e ns entenderemos - Carlisle disse pacientemente
- ns ainda te amaremos da mesma maneira. - percebi seus pensamentos se
acalmarem com as palavras do meu pai, ela se calou e ouviu o que
tnhamos pra falar sem expressar mais nenhuma vontade de ser agressiva
novamente. -e quanto a voc filho, tenha pacincia logo Bella estar de
volta.  - Eu irei esper-la na fronteira.  - Tem certeza? No quer que
Alice v junto?  -No precisa Carlisle. Ele no ira fazer nada, posso
prever isso - Alice respondeu, embora tivesse vontade de ir comigo ela
sabia que eu precisava ficar sozinho e pensar em tudo que havia
descoberto sobre mim mesmo naquela tarde, aquilo foi bastante para um
dia mais o suficiente para entender porque me sentia to vulnervel a
presena de Bella. "Tem certeza Edward?" Alice perguntou mentalmente,
olhei para cima e para baixo, eu e Alice tnhamos sinais ocultos para
nos entendermos que ningum conhecia. Esse era um deles, fui para a
garagem e peguei o meu carro, entrei e corri o mais rpido que pude ate
a fronteira de La Push. Passei algum tempo lutando contra a vontade de
invadir a aldeia Quileute e arrancar Bella de l, mais tudo que eu
conseguia pensar era no meu pai e em como isso o prejudicaria e o
magoaria - Droga! - falei em voz alta, por mais que a amasse no podia
quebrar a confiana que Carlisle tinha em mim. Aquele sentimento to
presente que me tornava e ainda torna incapaz de me afastar, no era s
o meu amor que me mantinha perto havia outro sentimento que eu
desconhecia e no podia deixar que me dominasse, minha vida sem Bella
era como um deserto escuro e sem brilho, "meu meteoro" pensei, ela era
um sol repleto do calor que eu no tinha mais. Por ela eu morreria e
mataria tambm, por ela eu seria capaz de ir ate La Push e exterminar
aquele bando de lobos Quileutes s para que no se ferisse, o devaneio
insano s acabou quando cheguei a fronteira e estacionei o meu Volvo no
meio do mato no acostamento na fronteira da reserva. Agora era s
esperar para ver quando bella iria chegar, enquanto isso estaria s com
os meus pensamentos, sem meus irmos ou meus pais tentando decifr-los a
cada respirao, ramos s eu, a mata e a estrada.  Ouvia os carros
passando e sempre me via na expectativa de que ela estava se aproximando
"por que eu no posso ouvir seus pensamentos?" pensei. Ouvi o ronco de
um motor velho, devia ser ela aquele som era incapaz de no ser
reconhecido, aquela carcaa que Bella teimava em chamar de carro estava
se aproximando. Dessa vez eu sabia que era ela. Agora sim eu poderia
descansar com a certeza de que ela estaria a salvo bem ao meu lado.
Notas finais: Antes de postar esse capitulo passei para uma amiga que
nem sequer leu a saga Crepusculo, bem ela me disse que vocs seriam bons
juzes naquilo que se refere a nossa estria.  Por favor comentem para
que eu saiba se estou indo pelo caminho certo. Sem seus comentarios no
saberemos se estamos agradando ou no. Capitulo 5 - A conversa.  Ela
passou sem perceber que eu a aguardava dentre as rvores, estava
aparentemente bem e sem arranhes, segui seu carro logo aps sua
passagem. Mesmo com o barulho do seu motor pude ouvir seu corao
acelerar e um murmrio baixinho - Aw, droga - ela realmente teria que
falar sobre isso.  Eu podia ver pelo seu espelho retrovisor que estava
preocupada, ela dirigia como se estivesse fugindo de uma longa
reclamao, ser que ela no percebia que esteve a tarde toda exposta
aos mais diversos tipos de perigo? Ser que no pensou que Alice iria me
contar? Por que eu no podia ler seus pensamentos para saber o que ela
conversou com Jacob Black?  Ela seguiu direto para a casa de ngela numa
tentativa intil de fugir de uma conversa, parou o carro na calada e
desceu sem olhar pra trs, dessa vez no iria perd-la de vista. Passei
adiante para que ela se sentisse segura ao conversar com ngela, eu
sabia que isso era trapaa mais eu precisava saber o que havia
acontecido naquela tarde. Parei um pouco mais a frente, longe da vista
de todos porm perto o suficiente para ouvir a conversa que elas teriam,
Bella no confiava em ningum alm de ngela cedo ou tarde ela tocaria
no assunto, pelo menos eu esperava.  Ouvi quando ela bateu na porta
levemente, ouvi os pensamentos de Ben prximo a porta surpreso ao abrir
dar de cara com Bella, ele realmente no acreditou que ela iria, porm
ficou feliz por v-la e se livrar de uma tarde preenchendo convites de
formatura com ngela. - Hey, Bella!  - Oi, Ben. Er, Angela est aqui? -
eu a ouvi perguntar com receio.  - Claro.  - Bella!- ouvi a voz de
ngela feliz pela presena de dela em sua casa pelo que pude captar em
seus pensamentos. Ainda bem que era com ngela que ela estava, ver Bella
pelos pensamentos de ngela era mais fcil e menos irritante que pelo
pensamento de Jessica, ngela era verdadeira.  - Austin est aqui - ouvi
Ben dizer louco para deixar que as duas fizessem todo preenchimento dos
convites dela sozinhas. - Eu te vejo mais tarde J sinto sua falta.- ele
sentiria sim, mais no estava nada pesaroso de ir para o cinema com seu
amigo que havia acabado de chegar. - Tchau, Ang! Te amo! - era difcil
ver como eles podiam se divertir tanto dentro da sua humanidade, dos
seus corpos frgeis. Talvez fosse isso que Bella precisasse um humano,
embora no houvessem opes que eu aprovasse em Forks, acho que em
nenhum outro lugar do planeta tambm.  - Obrigada por fazer isso, Bella
do fundo do meu corao. Voc no est apenas salvando as minhas mos de
danos permanentes, voc tambm me poupou de duas longas horas de um
filme chato e com artes-marcias de m qualidade.  - Feliz por servir -
" impresso minha ou Bella est preocupada com algo? No sei se
pergunto talvez eu possa ajudar, talvez eu parea intrometida...no
melhor deixar pra l".  - Onde est a sua famlia? - ela perguntou
visivelmente sem interesse.  - Os meus pais levaram os gmeos para uma
festa de aniversrio em Port. Angeles. Eu no posso acreditar que voc
realmente vai me ajudar com isso. Ben est fingindo que tem tendinite. -
ngela amava Ben e muito e sabia que ele no gostaria daquele programa
que ate ela mesma considerava chato, por isso no insistiu que ele
ficasse.  - Eu no me importo nem um pouco - atravs da mente de ngela
eu podia ver como Bella estava desconfortvel com algo, peguei o
telefone e liguei para Esme, eu sabia que ela adoraria fazer compras
para casa, pedi que fosse at Port. Angeles e comprasse tudo que um
quarto de um humano normal precisava ter, uma cama, lenis,
travesseiros. Eu provavelmente teria que caar novamente e no deixaria
Bella sem algum fazendo companhia e Alice era a pessoa mais adequada
para ocupar esse posto. Alice sim a deixaria cansada. - Oh! Eu pensei
que voc estivesse exagerando...- a expresso surpresa de Bella me fez
sorrir. Acho que elas teriam muito trabalho pela frente e no que eu
conhecia minha me tudo estaria pronto at o final da semana.  - Eu
queria. Voc tem certeza que quer fazer isso?  - Me faa trabalhar. Eu
tenho o dia inteiro.- "que espcie de amiga eu sou? No posso ver Bella
assim to aflita e no fazer nada"  - O que Edward vai fazer essa noite?
- Angela perguntou finalmente, era impresso minha ou Bella ficou mais
nervosa aps a pergunta de ngela?  - Emmett est em casa para o fim de
semana. Eles deviam estar caminhando.-  definitivamente ela estava
nervosa  - Voc diz isso como se no tivesse certeza. Voc tem sorte que
Edward tem os irmos pra fazer as caminhadas e os acampamentos. Eu no
sei o que eu faria se Ben no tivesse Austin para essa coisa de garotos.
- , o ar livre no  pra mim. E no tem jeito de eu ser capaz de
acompanhar.  - Eu tambm prefiro ficar em casa.- ngela sorriu, o mais
engraado era que seus pensamentos estavam voltados para a pilha de
envelopes amontoados, em nenhum momento ela perguntou coisas no intuito
de fazer fofoca ou coisas do tipo. - Tem algo errado? Voc parece...
ansiosa.  -  assim to bvio?  - Na verdade no.- "na verdade tem sim
mais como posso dizer isso sem deix-la mais preocupada?" - Voc no
precisa falar disso a no ser que queira. Eu vou escutar se voc achar
que eu posso ajudar.- "Bella parece confusa, ser que me intrometi
demais? Ai droga, no quero parecer uma fofoqueira. Sei l! Acho que ela
nunca mais vai querer vir aqui..." - Eu vou cuidar dos meu prprios
assuntos.  - No! Voc est certa. Eu estou ansiosa. ...  Edward.- aos
olhos de ngela, Bella parecia no s preocupada ela parecia estar
sofrendo tambm.  - O que h de errado? - "vamos bella diga o que  de
errado", ao menos assim sem saber que estava sendo ouvida ela no
precisaria editar seus pensamentos e eu poderia saber de verdade como
realmente se sentia.  - Oh, ele est com raiva de mim.- de onde ela
tirou essa idia, eu no estava com raiva dela e sim daquele lobo
maldito.  - Isso  difcil de imaginar. Do que ele est com raiva?  -
Voc se lembra de Jacob Black? - rosnei a simples meno do nome dele.
- Ah - ngela estava surpresa.  - .  - Ele est com cimes.- de onde
todos haviam visto que eu estava com cimes, o qu...?  - No, no com
cimes...Edward pensa que Jacob ... uma m influncia, eu acho. Meio...
perigoso. Voc sabe em quantos problemas eu me met h uns meses
atrs... no entanto, isso  ridculo.- Bella  realmente sem noo, ser
que ela no sabe o  que um lobo raivoso  capaz de fazer? Ser que eu
terei que explicar de novo? - O que? - Ela perguntou.  - Bella, eu v
como Jacob Black olha pra voc. Eu apostaria que o problema de verdade 
cime. - Ao ouvir o nome daquele co sarnento serrei os punhos de raiva,
o que ele pensava que iria roubar Bella de mim?  - No  assim com
Jacob.  - Pra voc, talvez, mas pra Jacob...- Ao menos ngela  capaz de
me entender, mesmo sem saber ela estava dizendo a Bella exatamente o que
eu queria falar.  -Jacob sabe como eu me sinto. Eu disse tudo a ele.  -
Edward  apenas um humano, Bella. Ele vai reagir como qualquer outro
garoto. - Se ngela fosse capaz de pensar o quanto perigoso eu posso
ser, talvez ela mudasse de idia mais em uma coisa ela estava certa,
ainda havia algo de humano em mim e esse lado no gostava de ver Bella
com Jacob. - Ele vai superar isso.  - Eu espero que sim. Jacob est
passando por um perodo meio difcil. Ele precisa de mim.- Ele iria
precisar se eu o partisse ao meio. '' hum, at que no  m idia''
pensei com um sorriso vindo ao meu rosto.  - Voc e Jacob so muito
prximos, no so? - Muito mais do que eu gostaria.  - Como famlia.  -
E Edward no gosta dele... Isso deve ser difcil. Eu me pergunto como
Ben lidaria com isso? - No sei como Ben reagiria, mas eu sinto vontade
de esquartej-lo.  - Provavelmente como qualquer outro garoto.
-Provavelmente.  Nesse ponto percebi que era hora de passar em casa para
informar a todos que eu no havia iniciado uma guerra, deixar o carro e
esperar Bella em seu quarto, precisvamos ter uma conversa. Como ela
podia ter fugido assim?  No entende que me importo com a sua segurana?
Com a sorte que ela tem ela poderia servir de pra raio em uma
tempestade inesperada.  Quando cheguei em casa havia uma reunio a minha
espera com muitas interrogaes em mente " encontrou Bella, Edward?"
antes que pudessem expressar suas dvidas, respondi rapidamente - no
invadi La Push se  o que querem saber...- Que pena - Emmett disse -
estava louco por uma briga.  - No tem graa Emmett - Jasper interrompeu
- se Edward entrasse no territrio dos lobos desencadearia uma guerra.
- O que vocs esto falando? - precisava ser rpido e voltar para a casa
de Bella queria estar l quando ela chegasse mesmo com toda demora era
bem capaz de eu chegar antes dela. Aquela pick up era uma pea de museu
e s ela no era capaz de ver isso.  - Filho - Carlisle me chamou -
precisa aprender a lhe dar com os seus sentimentos, no  errado o que
sente s precisa aprender a conviver com isso.  - Pai, eu preciso de um
tempo para aprender e entender o que acontece comigo...isso ainda 
muito novo pra mim, nunca amei ningum antes de Bella.  - Eu sei meu
filho, acompanhei voc por todo esse tempo, mesmo quando voc foi embora
e depois voltou.  - Muito obrigado por me entender...- me despedi da
minha famlia e voltei correndo para a casa de Bella e como havia
previsto nem sinal dela. Escalei a parede que dava na janela do seu
quarto silenciosamente e esperei pacientemente pela sua chegada. Ao
longe ouvi o ronco do motor do seu carro se meu corao batesse iria
estar acelerado nessa hora, v-la, toc-la, t-la perto de mim. O caro
parou n frente  casa, ouvi seus passos na varanda, a porta se abriu e
fechou. - Bella? - Charlie chamou.  - Oi, pai.- ela respondeu ansiosa,
parecia esperar por algo.  - Ento, como foi o seu dia?  - Bom eles no
precisaram de mim no trabalho, ento eu fui at La Push.  - Como est
Jacob? - o nome dele sempre me fazia sentir raiva, rosnei baixinho para
que ningum ouvisse percebendo assim minha presena.  - Bem.  - Voc foi
 casa dos Weber?  - Sim. Ns endereamos todos os anncios dela.  -
Isso  legal!
 Eu estou feliz que voc tenha passado tempo com os seus amigos hoje.- o
pensamento de Charlie estava despreocupado "ao menos hoje ela no esteve
com aquele moleque o Cullen" ele pensou.  - Eu tambm.- ouvi passos na
sala vindo em direo a escada - Eu vou estudar  - Te vejo mais tarde -
os passos foram vagarosos, se pudesse ler seus pensamentos suspeitaria
que ela j estava ciente da minha presena. Finalmente ela alcanou a
porta, abriu-a cuidadosamente e virou-se para me fitar parado na parede
ao lado da janela do seu quarto. O silncio permaneceu por um tempo at
que ela o quebrou - Oi - ela disse. Segurei minhas emoes e respirei
fundo, ela cheirava como aqueles cachorros. - Er... ento, eu ainda
estou viva - um rosnado inconsciente surgiu da minha garganta, tentei
parecer indiferente, porm naquele momento eu tinha vontade de ir atrs
daquele mongol e transform-lo em picadinho de cachorro. - Nenhum dano
causado.  Dei um passo  frente e fechei meus olhos tentando imaginar o
que dizer, aquilo era muito mais difcil do que eu pensava, levei minha
mo direita ate o meu rosto segurando a base do meu nariz. -
Bella...Voc tem alguma idia do quanto eu estive perto de cruzar a
linha hoje? De quebrar o acordo e ir atrs de voc? Voc sabe o que isso
teria significado? - falei num murmrio quase inaudvel.  - Voc no
pode!
 Edward, eles no vo usar nenhuma desculpa para uma briga. Eles
adorariam isso. Voc no pode quebrar as regras nunca! - ela falou
preocupada.  - Talvez eles no sejam os nicos que gostariam de uma
luta.  - No comece vocs fizeram o acordo, obedea ele.  - Se ele
tivesse machucado voc...- me aproximei um pouco mais  - Chega! No h
nada com o que se preocupar. Jacob no  perigoso.- por que ela o
defendia tanto? O que mais havia em sua mente que no conseguia ler em
seu olhar?  - Bella. Voc no  exatamente a melhor juza do que  ou
no perigoso.  - Eu sei que eu no preciso me preocupar com Jake. E nem
voc. - fechei as mos com fora, endureci a mandbula e travei os
dentes, meu corpo enrijeceu. Mantive-me onde estava, minha cabea rodava
com suas palavras, sua posio de defesa em relao a Jacob, ela me
olhava em desafio, era certo que no iria ceder. Ela aproximou-se
delicadamente, desajeitada e linda passou os braos ao meu redor me
tocando com sua pele macia. O calor do seu corpo era o que eu precisava
para ter certeza de quem eu era, minha razo estava perdida longe dela,
eu a amava e tudo que eu mais queria era poder toc-la sem faz-la
tremer pelo meu corpo frio.  Eu no podia ceder aos seus encantos, no
naquele momento o qual ela havia fugido to repentinamente, mantive-me
na minha posio, onde aparentemente podia manter controle sobre os meus
sentimentos.  - Eu sinto muito por ter te deixado ansioso - ela
sussurrou com seu hlito doce. A sua presena me fazia ignorar toda
raiva que por ventura pudesse sentir, suspirei prendendo logo em seguida
minha respirao, no gostava de faz-lo mais visto que bela cheirava
como aqueles cachorros eu precisava. Segurei sua cintura frgil
trazendo-a para mais perto de mim  - Ansioso  uma indicao bem
incompleta, esse dia foi bem longo.- falei duro.  - No era pra voc
saber sobre isso. Eu pensei que voc passaria mais tempo caando  -
Quando Alice te viu desaparecer, eu voltei - ela me olhava preocupada.
- Voc no devia ter feito isso. Agora voc vai ter que ir de novo. -ela
fez uma careta mais preocupada dessa vez.  - Eu posso esperar.- na
verdade eu no podia, mais tambm no podia deix-la solta por ai para
que fosse se encontrar com aquele mongol.  - Isso  ridculo. Quer
dizer, eu sabia que ela no podia me ver com Jacob, mas voc devia saber
que...- como eu poderia saber?  - Mas eu no sabia. E voc no pode
esperar que eu...  - Oh, sim, eu posso - ela me interrompeu - Isso 
exatamente o que eu espero.  - Isso no vai acontecer de novo.- falei
firme  - Exatamente! Porque voc no vai ser exagerado da prxima vez.
- Porque voc no vai outra vez.  - Eu entendo quando voc precisa ir
embora, mesmo que eu no goste...  - Isso no  o mesmo. Eu no estou
arriscando a minha vida.  - E nem eu.  - Lobisomens constituem um risco.
- Eu discordo.  - Eu no estou negociando isso, Bella.- fechei as mos
em sua costas, quanta preocupao? Quanta dor? Quantos problemas essa
situao ainda poderia me causar?  - Nem eu... Isso se trata realmente
da minha segurana? Ela me perguntou olhando nos meus olhos.  - O que
voc quer dizer? - ser que ela tambm acreditava que eu estava com
cimes?  - Voc no est... Eu quero dizer, voc sabe que no precisa
sentir cime, certo?  - Eu sei? - eu no sabia realmente, eu no fazia
idia do que aquele sentimento significava, eu no sabia que junto ao
amor haveria tambm aquele sentimento de posse, de insegurana.  - Fale
srio.  - Facilmente, no h nada remotamente engraado nisso.  - Ou...
isso  mais alguma coisa? Uma daquelas bobagens sobre vampiros e
lobisomens serem inimigos? Ou isso  s cheio de testosterona...- o
que...ela estava falando?  - Isso  s sobre voc. Tudo com o que eu me
importo  que voc esteja em segurana.-suspirei, era incrvel como ela
acreditou to rapidamente que eu no a amava e podia no acreditar que
eu realmente me preocupava com sua segurana.  - Tudo bem. Eu acredito
nisso. Mas eu quero que voc saiba de uma coisa, quando se trata dessa
bobagem de inimigos, eu estou fora. Eu sou um pas neutro. Eu sou a
Sua. Eu me recuso a participar de disputas territoriais entre
criaturas msticas. Jacob  da famlia. Voc ... bem, voc no 
exatamente o amor da minha vida, porque eu espero te amar por muito mais
tempo que isso. O amor da minha existncia. Eu no me importo com quem 
o lobisomem e que  o vampiro. Se Angela virar uma bruxa, ela pode se
juntar a festa tambm.- fechei os olhos e respirei fundo para no sorrir
- Sua - ela finalizou.  - Bella...- eu no conseguia mais suportar
aquele cheiro.  - O que foi agora?  - Bem... no se ofenda, mas voc
est cheirando como um cachorro - eu disse dando um meio sorriso.-
preciso organizar algumas coisas, terei que caar novamente, espero que
no fuja dessa vez. Estarei de volta logo.  - E com quem voc vai? - ela
perguntou curiosa.  - Jasper, Emmett e Carlisle.- respondi.  - Quando
vocs pretendem ir?  - Sexta  noite.- como no chegamos a nenhum ponto
sobre sua fuga tive uma idia enquanto voltava para casa.  - Eu Edward?
Tem certeza? No ficou chateado da ultima vez? - Alice perguntou
surpresa.  - Voc no teve culpa Alice, Bella tem uma grande capacidade
para se meter em encrencas sozinha.- respondi inseguro.  - No se culpe
meu irmo, Bella sabe que voc a ama.  - Ser Alice? Ela defende tanto
aquele lobo...se eu o encontrasse transformado seria bem capaz de
mat-lo e dizer que foi por engano.  - Edward! - ela exclamou com um
sorriso malicioso, imaginando mil formas de como eu poderia faz-lo e
mandando as imagens para mim, sorrimos juntos.
 - Quero participar do massacre tambm. - Emmett gritou. Ambos seguramos
o sorriso e fizemos de conta que no ouvimos. - Lembra daquele presente
que te prometi na Itlia? - ela fez que sim com a cabea - esta l em
baixo na garagem mais voc j sabe. Sei que previu,  todo seu mais
Alice...por favor, no tire os olhos dela.  - Edward isso  suborno, vi
voc me dando o carro de presente de Natal, mais...eu aceito assim
mesmo. Quando ela pensa que vocs vo?  - Sexta  noite.- sorri contente
por ela ter aceitado.  - Posso ver que Bella no ir gostar nada disso
Edward. Ela ira reagir mal, vejo tambm...  - Eu sei o que voc v Alice
ns estremos aqui antes de sbado, ele no ter a chance de v-la
enqanto eu souber dos seus planos antes que aconteam. - era difcil
manter segredo numa casa cheia de vampiros com uma boa audio, nada era
capaz de passar sob sigilo absoluto, nem os pensamentos visto que eu
posso l-los a uma longa distncia, naquele momento a viso de alice j
era do conhecimento de todos.  - Ah! Eu daria tudo pra ver a cara da
humana baixinha...- Emmett gritou de longe - vai l maninho e se ela
fugir a gente caa o lobo...  - Shhh! cala a boca Emmett - Roslie
ordenou - no de idias ele j  louco o suficiente sozinho...- ela
resmungou  - Edward, veja bem o que vai fazer - Carlisle pensou no seu
escritrio no andar de cima, a nica que no se manifestou foi minha
me, ela estava muito ocupada imaginando como meu quarto ficaria com uma
cama dentro dele. Nesse sentido Esme era mais aplicada que Alice ela j
tinha encomendado tudo e tudo estaria pronto antes da nossa partida.  A
semana passou sem que nenhum de ns desse sinal de que os planos haviam
mudado, nos iramos caar na sexta, ento quando deixei Bella em casa na
quarta aps a escola disse que voltaria a noite na hora que Charlie j
estivesse roncando. Passamos aquela noite conversando como todas as
outras era difcil controlar minha vontade de estar com ela, sentir seu
calor, seus lbios, seu cheiro. Era como uma droga percorrendo meu
corpo, correntes eltricas passavam pela minha pele me deixando cada vez
mais confuso. Precisava me controlar, vi seus olhos se fecharem e seus
sonhos chegarem enquanto ela comeava a murmurar palavras confusas para
depois falar meu nome "Edward", era como se cada vez que ela dissesse
meu nome em seus sonhos estivesse me dando uma demonstrao do seu amor,
ela comeou a falar coisas, "por favor, Edward".  "Por favor, o que
Bella?" eu precisava saber. "Meu Jacob" ela sussurrou, ela estava
sonhado comigo e com ele novamente? Levantei-me lentamente e sentei na
cadeira prxima a sua cama, coloquei o rosto entre as mos e mantive
assim por um tempo, as imagens que ele havia me mostrado ainda estavam
latentes em minha memria me fazendo sofrer, deveriam estar na dela
tambm. Levantei lentamente e me aproximei da sua cama, abaixei perto da
cabeceira e aproximei meus lbios do seu ouvido, disse baixinho antes de
sair - eu te amo Isabella Swan.  - Eu tambm te amo Edward Cullen. -
naquele momento enquanto os primeiros raios do sol despontavam no
horizonte, sai pela janela do quarto dela e corri pela floresta ate
chegar a minha casa onde meus irmos e meu pai me aguardavam.
 Era hora de ir caar.  Notas finais:  Ol pessoas o quinto capitulo 
pequeno mais garanto que  para que possam ser postados mais rapido.
Volto a pedir que comentem para que possamos saber se estamos agradando
ou no.  ESTE CAPITULO QUASE NO SAI...(RSRS), EDWARD PRECISA LUTAR
CONTRA OS SEUS IMPULSOS E SEUS CIUMES PARA NO IR ATRAS DE BELLA EM LA
PUSH, ESPERO QUE GOSTEM DESSE CAPITULO TO SUADO...AH COMENTEM PARA QUE
POSSAMOS CONTINUAR AGRADANDO A TODOS...BJS! Capitulo 6 - A caada.
Corremos pela floresta at a fronteira norte do estado da Califrnia,
era impossvel no rir das trapalhadas de Emmett, caar para ele no era
somente uma forma de se alimentar era tambm uma brincadeira de criana.
Carlisle era o mais concentrado no que dizia respeito  alimentao,
fora o fato de que ele nunca havia provado o sangue humano, meu pai era
impecvel ao alimentar-se com um cervo da floresta. Poderia parecer uma
caminhada qualquer se no fossem os rastros de animais mortos que
deixvamos para trs, cervos, lees ursos, todos os animais que
certamente no estavam em risco de extino. Ouvi a mensagem que ela
deixou no meu celular - Voc est com problemas. Problemas enormes.
Ursos pardos raivosos no sero nada perto do que est te esperando em
casa.- realmente foi uma boa idia deixar o celular desligado, sorri com
a mensagem. At parece que uma Bella to frgil seria responsvel pelo
extermnio de um vampiro to letal.  Eu sabia que quando voltasse ela
estaria furiosa, mais o que eu podia fazer? Alice previu seus panos para
sbado a noite...- aquele cachorro - rosnei baixinho, no baixo o
suficiente para os vampiros com ouvidos super sensveis perto de
mim...tentei conter as imagens que vinham a tona em minha memria
novamente - ele me paga - murmurei.  - Filho! - ouvi Carlisle me chamar
- o que voc tem? - ele indagou.  - Aquelas memrias no se apagam da
minha mente pai, como eu queria matar aquele lobo - respondi num
sussurro levando as mos at a cabea - por que Bella no  capaz de
entender que estar ao lado dele constitui em perigo constante...lobos
so instveis...- continuei.  - Ela ficar bem filho, Alice esta com
ela...  - Tivemos que adiantar nossa partida porque ela ligou pra
ele...ah como eu queria poder ler seus pensamentos e saber o que ela
sente realmente.  - J te disse maninho, se quiser arrancamos a cabea
do lobo...- Emmett gargalhou - eles no so preo pra ns.  - Cale-se
Emmett - Jasper ordenou - no d idias que possam nos prejudicar...no
v que Edward esta passando por um momento difcil?  - Momento de
ciuminho...- ele riu novamente, devo admitir naquele momento o humor de
Emmett estava me ajudando, embora em outros tempos ns tivssemos
chegado a uma quebra de brao - fale srio mano, voc  mais do que
ele...e  a voc que Bella ama. Tambm no acredito que com o belo
presente que voc deu a Alice ela v perder sua humana por ai...  -
Suborno eu diria...e eu agradeo- Jasper disse agora rindo tambm.  -
Que carro heim, podemos at apostar uma corrida por ai? - Emmett bateu
no ombro de Jasper e no meu.  - Um belo suborno - Carlisle entrou na
brincadeira. Rimos todos juntos, entre os intervalos que tnhamos para
as distraes, estar com eles definitivamente era muito mais confortvel
do que eu imaginava, ao menos agora que encontrei meu amor. Antes me
sentia deslocado, em outras palavras, mal humorado por ouvir conversas
que considerava piegas, doces demais.  Meu telefone vibrou, a
preocupao tomou conta de mim novamente. O que seria dessa vez? Olhei o
visor e vi o nome de Alice...ou ela tinha tido uma viso ou Bella...-
al - atendi apreensivo.  - Bella fugiu de novo Edward! - parei um
instante tentando assimilar a informao, percebi trs pares de olhos
fixos em mim.  - Como fugiu Alice? Como? - minha voz saiu pesada.  -
Aquele lobo sarnento - Alice rosnou entre dentes - ele apareceu do nada,
de surpresa e como no posso prever o que ele planeja...dessa vez nem
tenho certeza de que Bella o esperava, ela subiu na moto e foi com
ele...no consegui det-la. Desculpe!  - De moto?...O que ela...? Eu vou
voltar! Vou busc-la em La Push!  - No Edward. - ouvi meu pai dizer -
Voc precisa aprender a controlar seus sentimentos e ns vamos ajud-lo
filho. No adianta tentar deter Bella cada vez que vier caar.  - Ento
eu no venho mais - afirmei.  - Ento voc tambm constituir num perigo
constante para Bella. Voc  um vampiro Edward, voc precisa de sangue.
- O que eu fao pai? - perguntei confuso, Jasper parecia perceber meu
estado de confuso, raiva, medo, dio, desejo de vingana, amor,
insegurana...cimes, podia perceber que ele estava manipulando a
atmosfera ao nosso redor para que eu controlasse meus sentimentos, pude
perceber nos pensamentos do meu pai apreenso, ele teve medo por um
instante que eu realmente fosse a La Push e quebrasse a trgua eu no
podia fazer isso com ele, Carlisle era importante pra mim, eu no podia
mago-lo. Todos estavam certos, aquele sentimento no passava de cime.
Eu precisava me conter mesmo que estivesse com muita vontade de matar
aquele cachorro.  - Vamos nos alimentar ento, manteremos os planos e s
retornaremos a Forks a noite, acredito que Bella j estar em casa. -
meus irmos me olharam em aprovao a minha nova deciso "muito bem
Edward" Carlisle dirigiu seu pensamento a mim, ele estava feliz e muito
orgulhoso pelo meu autocontrole embora eu no soubesse se o merecia ou
no.  Nesse momento me perguntei que deveria estar mais bravo com quem?
Eu a fiz de refm de Alice, o que vendo pelos olhos de algum que no
fossem os dela mesma era doloroso, compras, roupas, captei seus
pensamentos antes de vir caar Alice sabia ser irritante embora fosse
to pequena.  Tentei me concentrar o mximo possvel, caar sabendo que
Bella estava cercada por aquela matilha de lobos gigantes era difcil,
mais eu precisava. Era necessrio.  Engraado como o dia passava
arrastado quando no estava com ela, era muito difcil me afastar. Era
doloroso deix-la, com a insistncia de Black em procur-la comecei a
cogitar a idia da transformao, sendo ela uma vampira nunca mais ele
se aproximaria, nunca mais ele a tocaria...talvez esperar que ela
aceitasse um pedido de casamento fosse desnecessrio visto que se eu o
fizesse Jacob Black estaria para sempre em seu passado...para sempre
perdido como um pensamento muito distante, no entanto, havia a trgua
que deveria ser respeitada...por Bella, pelo meu pai.  Ns preparvamos
para voltar quando decidi que iria superar qualquer que fosse o
problema, meu telefone vibrou novamente, atendi ao primeiro toque j
ciente de que era Alice...minha irm era definitivamente irritante -
Bella est voltando Edward, posso ver que ela est bem embora...- ela
fez uma breve pausa "embora o que?" eu pensei - ela esteja vindo de
moto.  - Qu? Alice me explique isso direito.  - Posso v-la voltando de
moto...sozinha...voc no vai tomar meu carro, eu no tive culpa.  -
Claro que no Alice, o carro foi um presente...de moto? Bella realmente
perdeu a noo de perigo...isso  influencia daquele mongol...tenho
certeza.- Rosnei alto.  - Vou esper-la na garagem, ela j deve estar
chegando s liguei para que no precise se preocupar mais. Tudo passou
agora.  - Er...Obrigada Alice. - agradeci coando a cabea.  - O que?
Voc no quer me matar? Eu a deixei fugir e voc no vai nem brigar? -
ela provocou.  - No, eu no vou brigar. Alis vou lhe dar um beijo
quando chegar em casa - brinquei, eu sabia que precisaria mudar de
ttica se quisesse Bella segura toda vez que eu precisasse sair para me
alimentar mais qual seria? Eu teria que pensar.  - Fico feliz que o seu
humor tenha voltado - ela parecia mais empolgada do outro lado da linha
ao se despedir - tchau at a noite ento.  - Tchau! Ah Alice, por favor,
mantenha Bella ai essa noite, s pra eu poder ter certeza...voc
sabe...- virei para fitar as trs pessoas paradas estticas atrs de mim
- o que foi? - mais eles sabiam que no precisavam responder por que eu
j havia visto em seus pensamentos, a surpresa por uma mudana repentina
de comportamento. Ao menos eu estava tentando manter os meus pensamentos
de carnificina longe de todos, no queria mais preocup-los.  - Sei sim
Edward! No se preocupe, eu sei como fazer isso. - ela desligou com sua
voz melodiosa, eu at podia imaginar o que Alice iria fazer. Algum tipo
de chantagem onde Bella se sentisse to culpada que ficaria pra me
esperar. Sorri com o pensamento, eu precisava controlar meus impulsos e
para isso eu precisava controlar meus sentimentos.  - Estou orgulhoso de
voc filho - Carlisle disse colocando a mo em meu ombro.  - Obrigado
pai - agradeci olhando em seus olhos extremamente bondosos e gentis.  -
Vamos ento meus filhos...- ele chamou - chegaremos em casa mais rpido
se formos agora. - comeamos a correr, tentava controlar meu impulso
para no correr mais rpido que os outros, queria chegar logo ver Bella,
encontr-la...beij-la...sentir seu corpo quente e ver seu rosto corar.
Senti um pulso eltrico passar pelo meu corpo, definitivamente eu
precisava me controlar.  Chegamos de madrugada, a vantagem na nossa
famlia  que no acordaramos ningum, vi a moto vermelha parada na
garagem, ela realmente precisava se colocar em risco assim? Rosnei
baixinho visualizando sua imagem sentada naquela moto sem proteo
alguma, definitivamente ela precisaria de adereos de segurana, pois eu
sabia que ela no desistiria daquela pea perigosa que estava ali na
minha frente "podia lev-la para longe e jog-la em algum rio profundo"
pensei, logo depois desisti estaria obvio que fui eu. Decidi ento qual
seria minha ttica para que ela no fugisse mais, eu precisava v-la.
Alice esperava ansiosamente a chegada de Jasper...seus olhos brilharam
quando o viu chegar, ela veio danando at ele abraando-o. Jasper
sempre ficava mais leve ao lado de Alice, ela tinha o dom de acalma-lo.
Percebi os pensamentos de Rosalie desde que cheguei, ela remoia seus
sentimentos passados havia contado a Bella tudo aquilo que por muito
tempo no falava, os seus sentimentos por mim e os meus por ela...ela
falou de Denalli tambm? - preciso ver Bella - murmurei, sabia que
estava dormindo ouvi a sua respirao tranqila. O olhar de aprovao da
minha famlia me deu foras para continuar a subir as escadas, eu no
sabia se era controlado o suficiente para encontr-la dormindo e me
manter distante. Parei na porta do quarto e a vi no sof encolhida como
uma concha. Entrei silenciosamente, podia ouvir as risadas de Emmett no
andar de baixo "duvido que ele tenha coragem" ele sorria, o que ele
estava pensando? Aquilo poderia mat-la.  Carreguei-a vagarosamente e a
coloquei na cama, demorou um pouco at que ela finalmente se movesse
espreguiando-se na cama, ela rolou preguiosamente talvez eu devesse
t-la deixado no sof, no era minha inteno acord-la, mais v-la
dormir, sussurrar meu nome era tudo que eu precisava depois daquele dia
to difcil. Ela abriu os olhos vagarosamente parecendo estar com sono -
Desculpe, eu no queria te acordar.- ela estava to perto de mim que
senti uma vibrao pelo meu corpo, poderia dizer era meu corao
acelerando se ele ainda batesse quando ela tocou minha mo com a sua
removendo o pequeno espao que ainda se fazia presente entre ns,
coloquei meus braos ao redor do seu corpo quente e cheiroso. Ainda
sonolenta ela beijou meu pescoo com seus lbios urgentes passando pela
minha garganta, meu queixo chegando por fim a minha boca sedenta dos
seus beijos, no conseguia raciocinar muito bem perto dela, parecia que
uma nuvem nublava minha viso no lugar onde Bella estivesse ela era meu
mundo, minha vida. Retribu seu beijo delicadamente, no queria correr o
risco de machuc-la, foi o pensamento de Emmett no andar de baixo que me
fez lembrar que tnhamos que conversar sobre sua fuga e sobre a priso
domiciliar a qual eu a infringi. Uma risada veio a minha mente quando
lembrei que estava esperando por uma briga enorme "um urso pardo
raivoso" ela havia dito, no consegui conter o riso e deixei a
gargalhada sair - Eu estava todo preocupado por causa da briga que ia
envergonhar os ursos pardos, e  isso que eu ganho? Eu devia te deixar
furiosa mais vezes.  - Me d um minuto pra ajeitar isso - ela disse num
tom macio.  - Eu espero o quanto voc quiser - sussurrei prximo a sua
boca, enterrando as mos em seus cabelos macios, percebi seu corao
acelerar parecendo que ia saltar do peito e sua respirao ficar
disforme.  - Talvez de manh.- ela disse num s flego.  - O que voc
preferir.- concordei  - Bem vindo ao lar eu estou feliz por voc ter
voltado.  - Isso  uma coisa muito boa.  - Mmm - ela me segurou pelo
pescoo, ter bella ali, longe dos ouvidos de Charlie era tentador mesmo
no escuro eu conseguia ver suas formas, desenhei o seu brao at a linha
do cotovelo com os dedos, passei pelas suas costela, cintura, quadris,
pernas e joelhos. Segurei seu tornozelo e passei a sua perna pela minha
cintura e a trouxe para mais perto de mim.  Senti sua respirao ofegar,
ficar pausada de repente. Coloquei minhas mos em suas costas e
acariciei lentamente, sua pulsao aumentou, o fluxo do seu sangue ficou
acelerado, passei meus lbios pelo seu pescoo na altura da sua
garganta, percebi seu corpo superaquecer. Meus pensamentos estavam
completamente nublados, eu precisava manter o controle com Bella, ainda
podia ouvir os pensamentos de Emmett no andar de baixo e ainda no podia
acreditar que ele esperava mais de mim...isso no, s se Bella aceitasse
o meu pedido de casamento - No  pra trazer a ira prematuramente mas
ser que voc pode me dizer o que h nessa cama a que voc se ope? -
puxei-a para cima de mim antes mesmo que ela pudesse responder, segurei
seu rosto trazendo-a para mais perto, seus lbios perto dos meus eram
uma tentao que precisava ser vencida, eu no queria venc-la mais
precisava...era perigoso mant-la to prxima a mim daquela maneira,
beijei seu pescoo novamente e senti sua respirao acelerar novamente,
ela no estava com medo e eu sabia mais eu estava, tinha medo de
machuc-la. - A cama? - perguntei novamente esperando sua resposta - Eu
acho ela legal.  -  desnecessria - ela respondeu sem flego, beijei
seus lbios quentes mais uma vez. Se eu pudesse sentir o corao batendo
diria que estaria assim como o dela completamente descompassado,
acelerado pela intensidade do que eu sentia. Rolei para o lado deitando
por cima dela controlando meu peso para no esmag-la, que sensao era
aquela que eu desconhecia? Sentia como se meu corpo estivesse
esquentando, embora soubesse que essa possibilidade era nula.  Ouvi seu
corao rpido, acelerado...sorri baixinho com as suas reaes - Isso 
debatvel, isso ia ser difcil no sof.- passei minha lngua em seus
lbios quentes, uma corrente eltrica passou pelo meu corpo. Senti que
iria perder o controle, respirei fundo e segurei minhas emoes, percebi
que se no parasse naquele momento as coisas poderiam ir por caminhos os
quais no poderamos retornar depois, eu poderia machuc-la ou at mesmo
mat-la.  - Voc mudou de idia? - ela perguntou ofegante, quase sem ar.
Seu corao acelerado mais parecia que ia saltar do seu peito a qualquer
momento, respirei novamente controlando a entrada do ar e parei rolando
de volta para o seu lado.  - No seja ridcula, Bella eu s estava
tentando ilustrar os benefcios de uma cama da qual voc no parece
gostar. No se deixe levar.- "eu tambm no posso me deixar levar"
pensei  - Tarde demais eu gosto da cama. - sorri com sua mudana
repentina de idia.  - Bom, eu tambm gosto. - continuei rindo.  - Mas
eu ainda acho que  desnecessrio. Se ns no vamos nos deixar levar,
qual  o ponto?  - Pela centsima vez, Bella,  perigoso demais.-
respondi numa splica para que ela entendesse o perigo que corria se
levssemos isso adiante  - Eu gosto de perigo - eu sabia disso, ela era
a pessoa mais autodestrutiva que eu conhecia, essa palavra a definia
bem. 
 - Eu sei - e era isso que mais me deixava com medo, sua sede pelo
perigo. Onde quer que ela estivesse o perigo estava tambm.
 - Eu vou te dizer o que  perigoso eu vou entrar em combusto
espontnea um dia desses, e voc no vai poder culpar ningum alm de si
mesmo.- me afastei lentamente, mesmo sabendo que os casos eram raros com
a sorte de Bella era bem capaz de acontecer com ela.  - O que voc est
fazendo? - ela me puxou pra perto  - Te protegendo da combusto. Se isso
for demais pra voc...- dei um meio sorriso.  - Eu posso aguentar.  - Eu
lamento por ter te dado a impresso errada eu no queria te deixar
infeliz. Aquilo no foi legal.  - Na verdade, foi muito, muito legal.  -
Voc no est cansada? Eu devia te deixar dormir.  - No, eu no estou.
Eu no me importo se voc me der  impresso errada de novo.  - Essa
provavelmente  uma m idia. Voc no  a nica que se deixa levar.  -
Sou sim - se ela soubesse como preciso me controlar ao seu lado...talvez
no acreditasse em suas palavras.  - Voc no tem idia, Bella. E tambm
no ajuda muito que voc esteja to determinada a quebrar o meu
autocontrole. - sorri alto.  - Eu no vou me desculpar por isso.  -
Posso eu pedir desculpa? - continuei gargalhando.  - Pelo qu?  - Voc
estava com raiva de mim, lembra?  - Oh, isso.- ela definitivamente havia
esquecido.  - Eu lamento. Eu estava errado.  muito mais fcil pensar
nas perspectivas com clareza quando voc est segura aqui eu fico um
pouco frentico quando eu tento te deixar. Eu no acho que vou to longe
de novo. No vale a pena.- abracei-a com um pouco mais de fora.  - Voc
no achou nenhum leo da montanha?  - Sim, na verdade eu achei. Mas
ainda no vale a ansiedade. Eu sinto muito por ter feito Alice te fazer
de refm. Isso foi uma m idia.  - Sim - ela respondeu prontamente  -
Eu no vou fazer de novo.  - T certo, mas festas do pijama tm suas
vantagens...Voc pode me fazer de refm sempre que quiser.- ela beijou
meu ombro  - Mmm. Eu posso me aproveitar disso.  - Ento  minha vez
agora?  - Sua vez? - fingi surpresa.  - De pedir desculpas.  - Pelo que
voc vai pedir desculpas? - agora eu realmente estava confuso.  - Voc
no est com raiva de mim? - ela perguntou com o olhar obscuro.  - No.
- tentei parecer natural ao perceber sobre o que ela estava falando  -
Voc no viu Alice quando chegou em casa? - ela perguntou  - Sim, Por
qu?  - Voc vai pegar o Porsche dela de volta?  -  claro que no. Foi
um presente.- tentei parecer despreocupado pelo rumo que aquela conversa
estava tomando.  - Voc no quer saber o que eu fiz? - Bella estava
confusa pela minha aparente falta de preocupao.  - Eu sempre estou
interessado no que voc faz, mas voc no tem que me contar a menos que
voc queira.- eu queria saber, precisava saber porm no podia deixar
que ela percebesse minha urgncia. Pensei dando de ombros.  - Mas eu
estive em La Push.  - Eu sei.- e odeio o fato de que esteve com aqueles
cachorros to prximos mas...  - E eu faltei  escola.  - Eu tambm.- me
perguntei se fui casual o suficiente, j que com ela minhas mentiras to
bem elaboradas vez por outra iam por gua abaixo.  - De onde foi que
veio toda essa tolerncia? - ela parecia assustada.  - Eu decidi que
voc estava certa. O meu problema antes era mais com... o meu
preconceito com os lobisomens do que por outra coisa. Eu vou tentar ser
mais razovel e confiar no seu julgamento. Se voc diz que  seguro,
ento eu acredito em voc.- respirei fundo tentando eu mesmo acreditar
nas minhas palavras, quem sabe assim fosse mais fcil aprender a
controlar minhas emoes.  - Uau. - foi tudo que ela disse.  - E... o
mais importante... eu no estou a fim de deixar isso construir uma ponte
entre ns. Ento...Voc fez planos pra ir  La Push em breve? - respirei
fundo novamente imaginando como seriam seus passeios com Jacob
Black...no gostava de imaginar que ele estava to prximo...s de
imaginar eu sentia vontade de aniquil-lo do planeta. Percebi que ela
enrijeceu com a minha pergunta, parecia estar pensando no que falar - S
pra que eu possa fazer os meus prprios planos eu no quero que voc
sinta que precisa se apressar s porque eu estou sentado por aqui te
esperando.- pra ser sincero eu preferia que nem fosse at l.  - No, eu
no tenho planos pra voltar.  - Oh. Voc no tem que fazer isso por mim.
- Eu no acho que sou mais bem vinda - ela murmurou  - Voc atropelou o
gato de algum? - na verdade com aquela moto preferia que tivesse
passado por cima daquele mongol, ela sim poderia dizer que foi um
acidente sem causar uma guerra de criaturas mitolgicas.  - No, eu
pensei que Jacob tivesse se dado conta... Eu no pensei que isso fosse
surpreend-lo. ele no estava esperando... que fosse ser to cedo.-
percebi um pouco de receio em sua voz ao me contar aquela conversa que
ela teve com Jacob.  - Ah - eu preferia no expressar minha opinio com
palavras.  - Ele disse que preferiria me ver morta - abracei-a por um
momento tentando conter a fria que me tomou naquele momento. At
poderia permitir que ela o visitasse mais...como ele ousava mago-la.
Segurei o sentimento de fria domando-o com tamanha fora que nem eu
mesmo poderia imaginar que tinha. Tentei parecer gentil quando a
consolei - Eu lamento muito. - mais no fundo eu queria encontr-lo a ss
para mostrar quem sairia morto daquela estria.  - Eu pensei que voc
ficaria feliz - ela sussurrou.  - Feliz por uma coisa que machucou voc?
Eu acho que no, Bella.- Ah se ela soubesse como me aliviou saber que
no voltaria a La Push to cedo... "no fiquei feliz" pensei "fiquei
aliviado afinal ele a magoou". Eu no conseguia disfarar, no entanto o
desconforto que aquelas palavras me causaram  - Qual  o problema? - ela
perguntou  - No  nada.- no percebi que tinha deixado transparecer
meus sentimentos.  - Voc pode me dizer.  - Isso pode te deixar com
raiva.  - Eu ainda quero saber.- ela insistiu.  - Eu literalmente bem
que podia mat-lo por dizer isso pra voc. Eu quero mat-lo.  - Eu acho
que  uma coisa boa que voc tenha tanto autocontrole. - ela sorriu
desconcertada  - Eu podia escorregar - "e quebrar a confiana que meu
pai depositava em mim seguindo os conselhos de Emmett"  - Se voc vai
ter um lapso de controle, eu posso pensar em um lugar melhor pra isso. -
Ela tentou me beijar mais eu precisava manter o controle naquela
situao.  - Ser que eu preciso ser sempre o responsvel?  - No. Me
deixa ficar no controle da responsabilidade por alguns minutos... ou
horas - vi seu sorriso no escuro do quarto.  - Boa noite, Bella.  -
Espere, Havia algo mais sobre o que eu queria te perguntar.  - O que ?
- como eu gostaria que sua mente no fosse uma incgnita pra mim, assim
estaria preparado para suas perguntas e suas duvidas muitas vezes
difceis de serem respondidas.  - Eu estava falando com Rosalie na noite
passada...  - Sim. Ela estava pensando nisso quando eu entrei. Ela te
deu muitas coisas pra levar em considerao, no foi? - provavelmente
ela quer saber sobre o que senti quando Rosalie foi transformada, o que
ser que passava por aquela cabecinha inventiva agora?  - Ela me contou
um pouco... sobre a poca que a sua famlia viveu em Denali. - "Denali?
O que isso tem a ver com nossa conversa?"  - Sim? - tentei manter meu
tom frio.  - Ela mencionou algumas coisas sobre um monte de fmeas
vampiras... e voc. No se preocupe ela me disse que voc no...
demonstrou nenhuma preferncia. Mas eu s estava me perguntando, sabe,
se alguma delas demonstrou. - ela pausou diante do meu silencio -
Demonstrou preferncia por voc, eu quero dizer. Qual delas? -ela pausou
novamente enquanto eu permanecia em silencio buscando uma resposta.- Ou
havia mais de uma? - ela tentava em vo manter-se calma, mostrar-se
segura. - Alice vai me dizer - ela disse - Eu vou perguntar a ela agora.
- Est tarde - abracei-a novamente com fora sem conseguir conter minha
ansiedade do jeito que Alice era, talvez fosse bem provvel que ela
falasse sobre o interesse de Tnia - Alm do mais, eu acho que Alice
saiu...  -  ruim - ela disse num tom meio aflito -  realmente ruim,
no ? - seu corao comeou a saltitar tanto que poderia ter um colapso
a qualquer momento.  - Se acalme, Bella voc est sendo absurda.-
tranqilizei-a.  - Estou? Ento porque voc no me diz? - sua voz era
nervosa.  - Porque no h nada pra dizer. Voc est colocando isso fora
de proporo.  - Qual delas? - ela insistiu.  - Tnia expressou um pouco
de interesse. Eu a deixei saber, de uma maneira muito corts,
cavalheiresca, que eu no retornava o interesse. Fim da histria. -
tentei ser convincente.  - Me diga uma coisa, como Tnia se parece?  -
Exatamente como o resto de ns, pele branca, olhos dourados. - onde ela
estava querendo chegar? De repente me dei conta de que Bella tambm
estava com cimes...segurei um sorriso, no escuro acho que ela no
percebeu.  - E,  claro, extraordinariamente linda.  - Eu acho, para os
olhos humanos. No entanto, quer saber?  - O que? - ela no conseguiu
disfarar sua insegurana, ser que ela ainda no havia percebido que
antes ou depois dela no haveria ningum? 
 Levei meu rosto ate perto do dela e sussurrei em seu ouvido - Eu
prefiro as morenas.  - Ela  loira. No  de estranhar.- sua voz soou
com desdm.  - Loira morango, absolutamente no faz o meu tipo.- sorri
novamente sem que ela percebesse, aproximei-me da sua bochecha e passei
os meus lbios delicadamente. Eu sabia que a conversa havia sido
encerrada ali.  - Eu acho que est tudo bem, ento.  - Hmm...Voc 
adorvel quando est com cimes.  surpreendentemente agradvel. - seus
olhos estavam cansados - Est tarde durma minha Bella. Tenha sonhos
felizes. Voc  a nica que j tocou meu corao. Ele ser sempre seu.
Durma meu nico amor. - disse baixinho no seu ouvido aproximando-a do
meu peito e acariciando seus cabelos, comecei a cantar sua cano de
ninar para que pudesse dormir um sono tranquilo, se ela fosse capaz de
entender a proporo dos meus sentimentos jamais precisaria sentir
cimes de Tnia ou de qualquer outra mulher "ah Bella!" pensei.  Ao
longe captei os pensamentos de Alice "vai ficar tudo bem Edward",
naquele momento percebi que onde quer que ela fosse ou com quem quer que
estivesse, seu amor era meu e mesmo estando distantes ningum nunca
seria capaz de nos separar, nem mesmo Jacob Black. Pelo menos eu queria
acreditar nisso... Notas finais: Ol amados...espero que apos lerem esse
capitulo comentem para que saibamos se no estamos fugindo do conteudo e
da escrita original da SM, criticas tambm so bem vindas...boa leitura.
Ol pessoas, espero que gostem do capitulo 7, este deu um pouco mais de
trabalho ...quase no sai...muito trabalho pra mim tb...espero que
gostem de mais ums conversa amistosa entre Edward e Jacob...pra que Team
vcs torcem? mandem seus comentarios com a resposta...bjs Capitulo 7 - A
trgua.  A noite foi longa Bella havia dormido bem, aparentemente. No
falou meu nome e nem o de Jacob, ela colocou seus braos em meu tronco
se aconchegando em mim como se quisesse proteo. Perto da beleza dela a
noite era nada, sentia seu sangue correndo e me perguntava como seria se
eu estivesse vivo? Se eu fosse um humano novamente? Se eu pudesse sentir
seu calor? Como deveria ser poder beij-la com o calor que ela desejava
sem machuc-la com a minha fora?  Sentia muita dor e tanto
arrependimento por t-la abandonado, o vira latas me fez ver bem como
ela estava se refazendo sem mim, como ele podia abra-la e transmitir
seu calor...respirei profundamente sugando seu aroma que percorria o ar
do meu quarto, seu perfume doce, seu aroma de flor..."como pude ser to
tolo?" me puni mentalmente, aquelas imagens no me deixavam em nenhum
momento...eu precisava proteger Bella de Victria, dos Volturi, dos
lobos e de tudo que pudesse coloc-la em risco.  Junto com a manh veio
 vontade de no deix-la ir embora, ficar sem ela uma hora que fosse
era sufocante. Alice a deixaria em casa e poucas horas depois eu
apareceria fingindo ter chegado de viagem, segurar minha vontade de
estar l to logo Alice a deixasse era muito grande...a intensidade do
meu sentimento dificilmente seria entendida por um humano, talvez por
isso as pessoas demonstrassem e seu pensamento no entender esse
sentimento to intenso que ns vampiros sentamos, apenas um poderia ser
capaz de am-la como eu e definitivamente no gostava de pensar nele -
voc precisa me deixar ir Edward, Charlie pode desconfiar se voc
aparecer comigo eu no quero ter que explicar que o meu namorado voltou
a tempo para a festa do pijama, ele no entenderia. 
 - Mais Bella, eu no posso te deixar sozinha - falei baixinho na falsa
iluso de que os outros no me ouviriam.  - No Edward, meu pai iria me
fazer te mandar pro Alaska antes mesmo do baile de formatura. - ela fez
careta.  - Ela tem razo Edward - Alice interrompeu - Charlie vai achar
estranho.  "No se preocupe Edward" Carlisle pensou "Bella ficar bem
por uma manh" ele dirigiu seu olhar pra mim esperando compreenso.  Me
despedi de Bella enquanto Alice a levava pra casa no meu carro, essa
idia surgiu para que Charlie tivesse certeza de que eu realmente estava
fora. Tentei me distrair com meus irmos enquanto o tempo passava
montono e devagar. Tentava encontrar uma maneira de manter Bella a
salvo e ao mesmo tempo humana por isso pedi a Alice que tentasse ver no
futuro, algo que pudesse ser to perigoso quanto Victria ou os Volturi,
nada...aquele silncio, aquela falta de sinais que pudessem indicar
perigo me deixava sempre alerta, Emmett e eu corremos pelas redondezas
tentando encontrar algo...pegadas um cheiro, algo que mostrasse que
Victria havia estado por perto...nada. Era isso o que mais me
preocupava sua falta de qualquer coisa que pudesse indicar sua presena.
Ns sabamos que ela estava por perto ou talvez fosse somente o perigo
eminente que nos colocasse em guarda.  Emmett e eu corremos pela
floresta de Forks por mais de uma hora quando constatamos que ningum
havia passado por l...-Melhor voltarmos Edward, no h nada aqui -
Emmett disse, voltamos to rpido como samos, encontramos todos em
alerta como se esperando pelo pior. Ate mesmo Carlisle estava preocupado
com a situao.  - Vou encontrar Bella Carlisle, no posso deix-la
sozinha com Victria solta por ai.  - V Edward! Diante desse silencio
ns no devemos mesmo arriscar! - entrei no carro e fui para casa de
Bella o mais rpido possvel. Aquela manh demorou de passar como se o
tempo quisesse me castigar.  Parei carro na frente da casa dela quando
algo me chamou a ateno, um cheiro que eu no conseguia identificar a
quem pertencia, no era um lobo com certeza. Aquele cheiro pertencia a
um...vampiro...Ouvi os pensamentos tranqilos de Charlie dentro de casa,
o cheiro de Bella tambm estava no ar...eles estavam bem ento o que?
Quem era? A quem pertencia aquele cheiro? Andei impaciente ate a porta e
toquei a campainha tentando controlar minha ansiedade, ouvi os passos
tranqilos dela ouvi Charlie avisar - A porta - "deve ser aquele moleque
que no desgruda da minha filha" ele pensou.  - No fique tenso, pai.-
ela disse num tom de brincadeira enquanto eu ouvia seus passos vindo em
direo a porta, "como no ficar tenso se ele no se afasta nunca"
Charlie pensou, mais naquele momento no eram os pensamentos de Charlie
que me preocupavam e sim aquele cheiro no ar, aquele cheiro que eu no
sabia a quem pertencia. Bella abriu a porta com seu sorriso mais bonito
no rosto, parecia mesmo feliz em me ver, eu no podia relaxar enquanto
no descobrisse se ela estava a salvo. L dentro o cheiro estava ainda
mais forte, rosnei com o forte aroma que estava no ar, se no foi um de
ns que esteve l e nem Victria de quem seria aquele cheiro? Seria dos
Volturi?  Me coloquei em posio de defesa a quem quer que quisesse
machucar Bella - Edward? O que...- percebi que ela iria dizer algo,
coloquei meus dedos sobre os seus lbios selando-os para que no me
desconcentrasse, olhei ao redor para ter certeza de que Charlie no
estava no campo de viso.  - Me d dois segundos! No se mova.- falei
baixo para que Charlie no ouvisse.- corri o mais rpido que pude para
no deix-la sozinha mais tempo. Subi as escadas e segui em direo
aonde o cheiro era mais forte...no quarto de Bella. Procurei por
pensamentos audveis e tudo que percebia eram os de Charlie, por via das
duvidas chequei o banheiro, os quartos e a cozinha antes de voltar em
menos de dois segundos. Me aproximei dela segurando-a pela cintura e a
levei ate a cozinha onde ningum poderia nos ouvir naquele momento no
me importei com os pensamentos de Charlie e sim com a segurana de Bella
- Algum esteve aqui - eu sussurrei  - Eu juro que nenhum lobisomem -
ela se defendeu  - No um deles - continuei olhando para todos os cantos
como se pudssemos ser atacados a qualquer momento. O cheiro estava em
toda atmosfera.  - Victoria? - ela perguntou confusa  - No  um cheiro
que eu reconheo.  - Um dos Volturi - o sangue comeava a fugir do seu
rosto  - Provavelmente.  - Quando?  -  por isso que eu acho que foi um
deles, no foi a muito tempo, cedo hoje de manh enquanto Charlie estava
dormindo. E quem quer que tenha sido no tocou nele, ento deve ter sido
por outro propsito.  - Procurando por mim.- Bella estava assustada, eu
precisava tir-la dal de qualquer jeito mant-la segura, mais eu sabia
que ela no iria se Charlie estivesse em perigo. Estava to concentrado
em resolver esse problema que no ouvi Charlie se aproximar, estava
parado ainda pensando na soluo quando o ouvi perguntar - Sobre o que
vocs dois esto cochichando? - olhei para Bella com sua expresso de
terror enquanto ela o olhava assustada pela nova revelao - Vocs dois
esto brigando... bem, no me deixem interromper. - ele carregava uma
tigela de pipoca enquanto se dirigia a cozinha "o que ser que est
acontecendo? Ser que minha filha finalmente descobriu que Jacob seria
melhor namorado que esse garoto metido? Bem que eu gostaria que Bella
deixasse ele para que ele visse como  bom ser deixado pra trs..." os
pensamentos de Charlie comeavam a me incomodar visto que ele ainda
tinha imagens mentais vividas de quando fui embora de Forks, ver Bella
sofrer mesmo que como uma mera lembrana era doloroso demais. Mesmo sem
perceber os pensamentos dele me machucaram muito precisava tirar Bella
dali o quanto antes, era perigoso naquele momento permanecer naquela
casa.  - Vamos - falei sem humor, at quando eu teria que conviver com
aquelas memrias que me atormentavam, alm daquele cheiro que estava no
ar, em quantos perigos eu a coloquei por egosmo?  - Mas Charlie! - ela
perguntou com sua voz trmula, ela tinha razo era perigoso deixar
Charlie sozinho. Quem quer que tenha estado na casa dela no o incomodou
provavelmente porque ele estava dormindo, caso voltasse e o encontrasse
acordado poderia ser perigoso. Peguei meu telefone e liguei pra Emmett.
- Emmett, preciso que venha pra casa de Bella nesse momento.  - Por que
Edward? O que houve? - ele perguntou.  - Algum esteve aqui...  - Quem?
Quem estava ai? - Emmett parecia empolgado, provavelmente pela
possibilidade de uma boa luta.  - Eu no sei ainda, mais no  um cheiro
que eu conheo ento vou tirar Bella daqui venha com Jasper para
vasculhar a floresta novamente e para ficar de olho em Charlie, ele
tambm pode estar em perigo, venham agora Emmett, depois explico melhor.
- Tudo bem - ele respondeu - estamos indo - concluiu encerrando a
ligao que no durou nem cinco segundos, sei que Bella no entenderia o
teor da conversa, nossas palavras eram rpidas demais para seus ouvidos
humanos acompanharem.  - Emmett e Jasper esto a caminho eles vo
vasculhar a floresta. Charlie est bem. - puxei-a para fora da casa no
caminho para a porta encontramos Charlie ainda sorrindo com seus
pensamentos esperanosos at que me encontrou saindo com Bella "o que
aconteceu? Pensei que tinham terminado! Eu os vi brigando na
cozinha...achei que finalmente me veria livre desse moleque", os
pensamentos de Charlie me aborreciam mais eu no o culpava, eu havia
sido culpado por tudo. Levei-a para o carro, precisava tir-la dali.  -
O que ns vamos fazer? - ela perguntou no caminho para minha casa.  -
Ns vamos falar com Alice - disse seco, no conseguia imaginar Bella em
perigo.  - Voc acha que talvez ela tenha visto alguma coisa?  - Talvez.
- me perguntava por que Alice no havia previsto o visitante na casa de
Bella, como um vampiro poderia ter passado despercebido pela viso de
Alice? Quando chegamos em casa minha famlia j nos aguardava, todos
preocupados em igual proporo. - O que aconteceu - perguntei indo at
Alice com os punhos fechados contendo minha ira, sabia que se Bella
estivesse l um pouco antes, talvez eu estivesse caando quem quer que
fosse que estivesse estado l pela eternidade se fosse necessrio e
depois que o houvesse arrancado seus membros e incendiado seu corpo
provavelmente eu morreria tambm.  - Eu no fao idia. Eu no vi nada.
- ela continuou com os braos cruzados na frente do peito  - Como isso 
possvel? - medi minhas palavras que saram duras como ao.  - Edward -
Bella me chamou baixo.  - No  uma cincia exata, Edward.- Carlisle
chamou em vo tentando interromper meu acesso de fria.  - Ele estava no
quarto dela, Alice. Ele podia ainda estar l, esperando por ela.  - Eu
teria visto isso. - Alice respondeu pacientemente.  - Mesmo? Voc tem
certeza? - joguei minhas mos pra cima tentando conter meu desespero.  -
Voc j me tem observando as decises dos Volturi, observando a volta de
Victoria, observando cada passo de Bella. Voc quer acrescentar mais
alguma coisa? Eu tenho que observar Charlie, ou o quarto de Bella, ou a
casa, ou a rua inteira tambm? Edward, se eu fizer muita coisa, as
coisas vo comear a sair do meu controle. - "no posso fazer mais nada
Edward, estou sobrecarregada"  - Parece que elas j esto - eu estava
irritado sem dar importncia aos seus pensamentos  - Ela nunca esteve em
perigo. No havia nada pra ver.- Alice rebateu.  - Se voc estava
vigiando a Itlia, porque voc no os viu mandar...  - Eu no acho que
sejam eles, eu teria visto isso.  - Quem mais teria deixado Charlie
vivo? - disse severamente, quase esquecendo a presena dos outros na
sala, seus pensamentos estavam mudos pra mim eu s tinha certeza de que
ao colocar a vida de Bella em perigo, quem quer que fosse que estava em
seu quarto naquele dia iria se ver comigo.  - Eu no sei - Alice disse.
- Ajudou. - eu disse ainda a encarando.  - Pare com isso, Edward - Bella
falou novamente num sussurro, virei-me para ela e vi o medo estampado no
seu rosto, me vi em seus olhos e a imagem que vi foi a de um monstro,
aquele que eu no queria ser tentei conter o meu impulso de predador
mortal. Por um segundo pensei naquele ser refletido nos olhos castanhos
de Bella e tentei relaxar, aos poucos fui voltando a mim e pode
finalmente relaxar...Alice no era culpada, ningum alm de mim mesmo
tinha culpa pelo que estava acontecendo naquele momento.- Voc est
certa, Bella. Desculpe-me - virei para Alice. - Me perdoe Alice. Eu no
devia estar descontando em voc. Isso foi indesculpvel.  - Eu entendo,
eu tambm no estou feliz com isso. - Alice afirmou.  - Tudo bem, vamos
ver isso logicamente. Quais so as possibilidades? - tentei ficar o mais
calmo possvel, precisava da cabea fria para analisar os fatos
corretamente, precisava pensar.  Esme estava que sentada no sof de
frente para Alice relaxou quando percebeu que eu havia me acalmado,
Roslie ainda olhava pela janela pensando no que ela faria se algo
parecido acontecesse a Emmett ela gostava de Bella, porm nunca iria
admitir isso. Alice relaxou sentada no sof enquanto buscava uma
resposta para o fato de estar cega ao ultimo acontecimento e Carlisle
tentava encontrar uma resposta silenciosa para tudo mais, seus passos
silenciosos em direo a Alice e seu olhar gentil, pareciam me
recriminar pela minha atitude, mais no meu pai era muito bondoso para
faz-lo apenas advertindo mentalmente "Edward, Alice j faz tudo que
pode...voc no pode cobr-la por tudo de errado que acontece a Bella.
Agora vejamos quem seria capaz de chegar to perto e ao mesmo tempo
driblar a viso de Alice...quem tem conhecimento suficiente para
ceg-la..." ele disse mentalmente "quem  capaz de conhecer to bem
nosso ponto fraco...o seu ponto fraco..." ele concluiu - Victoria? - ele
perguntou em voz alta, ao mesmo tempo em que eu segurava as mos de
Bella e Esme a abraava sentada no sof.  - No. Eu no conhecia o
cheiro. Ele devia ser dos Volturi, algum que eu nunca
conheci...-respondi incerto.  - Aro ainda no pediu a ningum pra
procurar por ela. Eu vou ver isso. Eu estou esperando por isso.  - Voc
est esperando por uma ordem oficial. - perguntei incrdulo.  - Voc
acha que algum est agindo por conta prpria? Por qu? - Alice
perguntou.  - Idia de Caius. - respondi.  - Ou de Jane...Os dois tm
recursos para mandar um rosto desconhecido...- Alice concluiu.  - E a
motivao. - meus msculos ficaram tensos com a lembrana do que Jane
fez comigo em Volterra, toda cena voltou a minha mente.  - No entanto,
isso no faz sentido - Esme sussurrou acariciando os cabelos de Bella
enquanto ela ainda permanecia assustada com as novas descobertas.  - Mas
ento qual  a inteno? - Carlisle perguntou.  - Checar pra ver se eu
ainda sou humana? - Bella falou preocupada.  - Possvel - Carlisle
disse.  Foi quando Roslie suspirou e virou para a cozinha que me dei
conta de que Emmett e Jasper haviam voltado, eles entraram rapidamente
se posicionando ao lado um do outro.  - Foi embora h tempo, horas atrs
a trilha ia para o Leste, e depois para o Sul, e desaparecia ao lado da
estrada. Um carro o estava esperando. - Emmett disse, na verdade ele
esperava encontrar o visitante, ele estava louco por uma luta.  - Que
falta de sorte se ele tivesse ido para o oeste... bem, seria bom para
aqueles cachorros se fazerem teis.- no gostava da idia daqueles lobos
no meu caminho, mais no que dizia respeito a Bella eu no me preocuparia
se eles o pegassem. Percebi que ela ficou incomodada pelo simples fato
de eu citar os lobos, do que ela tinha medo? Alm de Victoria qual seria
o seu medo? Cada vez que eu citava o nome de Jacob percebia que Bella
tinha uma reao, como se a qualquer momento quisesse fugir para La Push
e buscar conforto nos seus braos.  - Nenhum de ns o reconheceu. Mas
aqui...- Jasper disse olhando para Carlisle, nenhum dos meus irmo me
considerava culpado ou egosta por t-los colocado naquela briga que na
verdade no era deles, ele entregou a Carlisle uma folha de samambaia
amassada, meu pai cheirou - Talvez voc conhea o cheiro.  - No! No 
familiar. No  algum que eu j tenha conhecido.  - Talvez ns
estejamos olhando para isso da forma errada. Talvez seja uma
coincidncia...Eu no estou dizendo que  uma coincidncia que um
estranho tenha escolhida a casa de Bella pra fazer uma visita ao acaso.
Eu quis dizer que talvez algum esteja s curioso. O nosso cheiro est
nela inteira. Ser que ele estava se perguntando o que havia nos levado
l?  - Porque ele no viria aqui, ento? Se ele estava curioso? - Emmett
questionou.  - Voc viria o resto de ns no  to direto. A nossa
famlia  muito grande, ele ou ela pode ter estado assustado. Mas
Charlie no foi ferido. Esse no precisa ser um inimigo. S curioso.
Como James e Victoria haviam estado curiosos, no comeo? - Esme seguiu
com seu raciocnio, tentei acreditar em suas palavras, precisvamos
tentar encontrar respostas onde s haviam perguntas, ouvi os pensamentos
confusos dos meus irmos, uns acreditavam que era Victoria outros nos
Volturi, eu no sabia o que pensar estava tudo muito confuso, era tudo
muito estranho. Olhava Bella sentada entre os braos da minha me, seus
olhos angustiados refletiam o desespero que ela estava sentindo naquele
momento, quanto mais tentvamos encontrar uma sada entravamos por ruas
mais escuras na soluo desse dilema.  - Eu no acho. O senso de horrio
foi perfeito demais... O visitante foi cuidadoso demais pra no
estabelecer contato. Quase como se ele ou ela soubesse que eu podia
ver...- Alice estava pensativa.  - Ele podia ter outras razes pra no
fazer contato - Esme falou.  -  realmente importante quem ele ? S a
chance de que algum estava procurando por mim... isso j no  razo
suficiente? Ns no devamos esperar at a formatura. - A voz de Bella
saiu trmula.  - No, Bella, isso no  to ruim. Se voc realmente
estiver em perigo, ns vamos saber.- tentei acalm-la  - Pense em
Charlie pense em como iria machuc-lo se voc desaparecesse. - Carlisle
argumentou.  - Eu estou pensando em Charlie!  com ele que eu estou
preocupada! E se o meu convidado estivesse com sede ontem? Enquanto eu
estiver ao lado de Charlie, ele  um alvo tambm. Se alguma coisa
acontecesse com ele, isso seria minha culpa!  - Dificilmente, Bella nada
vai acontecer com Charlie. Ns s teremos que ser mais cuidadosos.- Esme
disse afagando seus cabelos.  - Mais cuidadosos? - ela questionou.  -
Tudo vai ficar bem, Bella - Alice respondeu enquanto eu segurava sua mo
quente entre as minhas frias, o calor do seu corpo me acalmava sempre.
Nos despedimos da minha famlia, eu precisava lev-la pra casa, Charlie
no podia suspeitar que algo estava acontecendo. Embora preocupados ns
no podamos deixar que Bella percebesse que estvamos, j que no
tnhamos idia de quem havia entrado na sua casa e por qu.  Bella foi
em silencio at em casa, seus gestos denunciavam seu nervosismo, eu no
iria deix-la sozinha nem um minuto - Voc no estar sozinha por um
segundo sempre haver algum l. Emmett, Alice, Jasper...  - Isso 
ridculo. Eles vo ficar to chateados, que eles mesmos tero que me
matar, s pra ter algo pra fazer.  - Hilrio Bella. - fiz uma careta sem
humor. Percebi os pensamentos de Charlie, ele ainda acreditava que
estvamos brigados, ele realmente me queria longe de Bella, deixei-a em
casa e pedi licena a Charlie, me desculpei por no jantar mais uma vez.
O mais engraado  que ele nunca se perguntou por que eu sempre recusava
mesmo que gentilmente as refeies. 
 Rodei por toda floresta que se estendia atrs da casa de Bella, corri
bem prximo para ter a certeza de que ningum passaria por mim...tentei
em vo buscar qualquer cheiro que no fossem das arvores. L dentro
percebia o pensamento de Charlie tranquilo, voltado apenas para seu
estomago faminto e para a ligao que Jacob havia feito, eu sabia que
ele esperaria minha volta para tocar no assunto, naquela altura do meu
namoro com Bella parecia que Charlie nunca iria me perdoar, pelo menos
no havia nenhum sinal em seu pensamento consciente, a idia do lobo
ligando para Bella me deixou irritado, mais diante da situao eu no
iria demonstrar nada que pudesse deix-la ainda mais preocupada do que
ela j estava. Senti a brisa me tocar trazendo qualquer aroma que fosse
diferente...nada. Decidi que j era hora e voltar, enfrentar a ironia de
Charlie no seria fcil mais era necessrio, liguei para Emmett e pedi
que ficasse observando as redondezas da casa de Bella, enquanto me
despedia formalmente de Charlie e voltasse aps ele estar roncando -
estou indo Edward - Emmett disse sem demora.  To logo voltei Charlie
anunciou a ligao do lobo - Jacob ligou de novo - tentei no me deixar
levar pela evidente provocao.  - Isso  um fato?  - No seja
petulante, Bella. Ele parecia bem pra baixo. - ele disse fazendo uma
careta  - Jacob est te pagando pra ser R.P, ou voc  voluntrio? - ela
brigou, de repente seu rosto se suavizou, ela parecia preocupada
novamente o simples fato de tocar no nome do cachorro devia ter trazido
suas lembranas, aquilo me machucava e embora tentasse parecer forte por
dentro ainda no havia me recuperado por tudo que fiz Bella passar.
Ouvi um pensamento do lado de fora "j estou aqui Edward, pode deixar
comigo!" Emmett anunciou, naquela hora vi que era hora de me despedir
para a felicidade de Charlie "finalmente esse garoto vai deixar minha
filha um pouco, quem dera ele no voltasse mais", respirei fundo e
tentei mais uma vez entender Charlie, ele sabia de tudo que Bella havia
passado depois que parti, quem me dera poder voltar atrs, eu no teria
ido e ela no teria se aproximado daquele lobo.  Sai da casa e entrei no
carro como se estivesse me arrastando, era uma pena que Charlie tivesse
to boa memria quanto Jacob, das sombras das rvores vi uma figura
grande como um urso acenando pra mim, e dando um sinal positivo para que
eu pudesse ir - volto o mais rpido possvel - disse num tom alto o
suficiente para que ele pudesse ouvir, seus ouvidos sensveis de vampiro
facilitavam nossa comunicao. Ele sabia que no precisava falar, eu
podia ouvir seus pensamentos e estava ciente de que quem quer que
aparecesse l estaria em apuros, Emmett queria luta e os da nossa raa
eram bons rivais.  Cheguei em casa Alice me esperava nos degraus da
varanda -me desculpe por no ter visto Edward - ela estava com os
cotovelos no joelho e as mos pressionando a testa como se quisesse que
algo entrasse l, Jasper estava sentado ao seu lado tentando
confort-la.  - No foi culpa sua Alice, todos ns sabemos que as vises
podem mudar - justifiquei.  - Vou me concentrar mais, mais no vejo os
Volturi enviando ningum, estou quase certa de que no foram eles.  -
Tambm no acredito que tenham sido eles...- respondi reticente. Na
verdade nunca havia acreditado e por no saber quem estava tentando
alcanar Bella  que eu no poderia deix-la sozinha nem um instante
sequer, mesmo que para isso eu precisasse ficar de guarda todo tempo.  -
Ah Edward! Vejo voc indo ao encontro de Jacob Black, depois disso seu
futuro some para mim, tome cuidado. No sei ainda se podemos confiar
neles, mesmo que no tenham feito mal a Bella no significa que no
faro a ns. - ela disse preocupada.  - Obrigado pelo aviso Alice. -
agradeci - agora preciso ir, Bella esta me esperando. - Jasper
permaneceu calado todo tempo me mandando pensamentos de calma e
tranquilidade, corri o mais rpido que pude de volta a casa de Bella,
Emmett estava do lado de fora rondando a casa quando cheguei - e ai
maninho...- ele me saudou sorrindo - ningum na rea, nem cheiro nem
sinal de quem quer que seja por aqui.  - Obrigado Emmett, acho que Rosie
nunca vai me perdoar por estar colocando voc nessa briga.  - Briga 
comigo mesmo! Ela sabe que eu no deixaria voc sozinho...- ele
gargalhou - eu no perderia essa briga por nada.  - Eu sei - sorri com
ele.  - Bem agora vou indo, se precisar me chame venho num segundo. -
ele se despediu gargalhando e correndo por entre as rvores. Entrei no
quarto de Bella ela j me esperava sentada na sua cama, seus olhos
cansados e seu rosto exausto no escondiam tudo o que ela estava
passando.  Sentei ao seu lado, ela se aconchegou em meu peito frio,
acariciei seus cabelos no intuito de faz-la dormir, comecei a sussurrar
a cano que havia feito pra ela aos poucos pude ver seus olhos se
fecharem at que finalmente ela pegou no sono. Naquela noite ela no
parecia ter sonhado, no falou meu nome e nem o de Jacob, ao menos por
hoje ela pareceu ter esquecido os problemas.  Mantive-me ao seu lado eu
a cobri com um edredom para que no congelasse com meu corpo frio,
abracei-a com cuidado e fiquei ao seu lado at o momento em que o sol
comeou a despontar no horizonte anunciando o incio de um novo dia.  A
aurora se fazia presente mais uma vez quando ouvi os pensamentos de
Charlie despertando, ele estava prestes a sair para pescar com o
Deputado Mark, levantei-me calmamente quando percebi sua inteno de vir
ao quarto de Bella ver se ela estava bem. Ele abriu a porta devagar e
olhou ao redor "dorme como um anjo" pensou "no vou acord-la", saiu na
ponta dos ps e fechou a porta sem se dar conta de que eu estava
escondido do lado de fora da janela na soleira esperando-o sair para
voltar ao meu lugar.  Bella acordou bem disposta naquela manh, fiz caf
com ovos e bacon. Ela ficou surpresa com o que viu me dirigindo um olhar
de aprovao, fiquei feliz por v-la sorrir. Aps comer ela ficou um
pouco parada, seus pensamentos estavam distantes, eu odiava no poder
l-los. De repente ela parou - Eu vou tirar Jacob do gancho - ela disse
num impulso.  - Eu sabia que voc ia perdo-lo. Guardar rancores no 
um dos seus muitos talentos. - eu disse sorrindo torto depois de me
recuperar da sua sbita mudana de opinio. Alm do mais Alice j havia
me avisado sobre o fato e eu j tinha um plano em mente. Agucei minha
audio para ouvir a conversa sem que ela percebesse.  - Al? - ele
atendeu feliz como se j soubesse quem era.  - Jacob? - ela disse feliz.
- Bella! Oh, Bella, eu sinto muito! Eu juro que no quis dizer aquilo.
Eu s estava sendo estpido. Eu estava com raiva, mas isso no 
desculpa. Foi  coisa mais estpida que eu j disse em toda a minha vida
e eu sinto muito. No fique com raiva de mim, por favor? Por favor. Eu
ofereo servido eterna, tudo o que voc tem que fazer  me perdoar.  -
Eu no estou com raiva. Voc est perdoado. - ela parecia sincera.  -
Obrigado eu no consigo acreditar que fui to idiota. - ele sempre era
idiota, s no tinha se dado conta disso ainda.  - No se preocupe com
isso, eu j estou acostumada. - ela sorriu sem jeito  - Venha aqui me
ver eu quero acertar as coisas com voc. - desviei o olhar quando ela se
virou pra mim, no queria que ela percebesse que eu ainda no gostava de
v-la conversando com aquele lobo dbil.  - Como? - ela fez uma careta
para o seu pedido.  - Qualquer coisa que voc quiser. Mergulho do
penhasco - ele sorriu do outro lado da linha.  - Oh, a est uma idia
brilhante.  - Eu te manteria segura no importa o que voc queira fazer.
- ela me olhou novamente esperando algo pelo que pude ver no seu olhar,
mergulho no penhasco...eu iria mergulh-lo debaixo da terra depois que
tivesse arrancado sua cabea.  - Agora no.  - Ele no est muito feliz
comigo, est? - ah agora ele estava chegando ao ponto. Eu realmente no
estava.  - Esse no  o problema. H... bem, h outro problema que  um
pouco mais preocupante do que um lobisomem adolescente com mal humor...
- sua voz ficou nervosa.  - O que h de errado? - ele perguntou.  -
Humm...- ela vacilou, nesse momento pedi o telefone estendendo a mo,
ela me olhou desconfiada, nesses momentos eu me aborrecia por no poder
ler sua mente e ter a certeza do que ela estava querendo me dizer
silenciosamente.  - Bella? - Jacob perguntou.  - Voc se importa em
falar com Edward? Ele quer falar com voc.- ela disse apreensiva.  -
Tudo bem - ele disse num tom srio. - Isso vai ser interessante. - Um
pouco preocupada ela me passou o aparelho.  - Ol, Jacob - eu o saudei
tentando me manter calmo.  Aps um breve silencio ele respondeu - ol
sugador de sangue.  - Algum esteve aqui, no  um cheiro que eu
conheo. O seu bando encontrou algo novo?  - No, por qu? O que est
acontecendo sanguessuga? Qual  o problema?  - Aqui est o ponto
crucial, Jacob. Eu no vou deixar Bella sair da minha vista at que eu
tenha cuidado disso. No  nada pessoal...  - Do que voc est falando?
Voc sabe que o lugar mais seguro para Bella estar  aqui em La Push ao
nosso lado, aqui poderemos proteg-la de qualquer coisa, por que voc
est perguntando se encontramos um rastro novo? O que est acontecendo
voc vai me contar ou vai ficar nesse jogo de ler pensamentos? O leitor
de mentes  voc no eu...ns podemos tentar uma trgua para nos
encontrarmos sugador de sangue, afinal nos dois queremos o bem de Bella.
- ele afirmou nu tom raivoso.  - Voc pode estar certo, essa  uma
sugesto interessante. Ns estamos bastante interessados em renegociar.
Se Sam for malevel.  - Vou falar com ele eu mesmo, Bella  minha
prioridade tambm. Ns teremos que nos encontrar redefinir a fronteira
se for o caso - aquela revelao que no era nova pra mim me fez
congelar. S esperava que Bella no tivesse percebido.  - Obrigado -
respondi.  - Bella ter que vir junto, para termos certeza de que ficar
tudo bem e que vocs cumpriro o acordo. Voc ira traz-la?  - Eu havia
planejado ir sozinho, na verdade e deixa-la com os outros.  - Ou voc
trs Bella ou nada feito sugador de sangue.  - Eu vou tentar considerar
isso objetivamente. To objetivamente quanto eu for capaz.  - Pensei que
talvez eu pudesse ir at ai para captar o cheiro do visitante ilustre. -
Jacob disse.  - Essa no  uma idia muito ruim. Quando?...  - Daqui a
dez minutos estarei a. Algum problema pra voc leitor de mente? - ele
perguntou irnico.  - No, isso est bem. Eu gostaria de ter uma chance
de seguir a trilha pessoalmente, do mesmo jeito. Dez minutos...  - Voc
ter que sair da - ele afirmou novamente.  - Certamente. - finalizamos
a conversa, segurei o fone em direo ao rosto pasmo de Bella - Bella? -
ela pegou o telefone ainda confusa pela nossa conversa, ao menos havia
sido proveitosa aquela ligao. Havia conseguido uma trgua com os lobos
e poderamos seguir o rastro daquele vampiro maldito.  - O que foi tudo
isso? - ela perguntou perplexa ao lobo do outro lado da linha.  - Uma
trgua, eu acho. Ei, me faa um favor tente convencer o seu sugador de
sangue que o lugar mais seguro pra voc ficar, especialmente quando ele
vai embora,  na reserva. Ns seremos capazes de lidar com qualquer
coisa.  - Era isso que voc estava tentando dizer pra ele?  - Sim. Faz
sentido. Charlie provavelmente tambm vai ficar melhor aqui. Tanto
quanto for possvel.  - Coloque Billy na histria. O que mais? - ela
perguntou sem saber que eu estava ouvindo sua conversa, s vezes eu at
me sentia culpado por fazer isso, mais em se tratando daquele lobo todo
cuidado era pouco.  - S re-arrumando algumas fronteiras, pra que
possamos pegar qualquer um que se aproxime de Forks. Eu no tenho
certeza de que Sam vai aceitar isso, mas at que ele aparea, eu vou
manter um olho nas coisas.  - O que voc quer dizer com 'manter um olho
nas coisas'?  - Significa que se voc vir um lobo correndo ao redor da
sua casa, no atire nele.  -  claro que no. Voc realmente no deva
fazer nada... arriscado, porm.  - No seja estpida. Eu posso tomar
conta de mim mesmo.  - Eu tambm tentei convenc-lo a te deixar nos
visitar. Ele tem preconceitos, ento no deixe ele te convencer com
aquela bobagem de segurana. Ele sabe to bem quanto eu que voc ficar
segura aqui.  - Eu manterei isso em mente.  - Te vejo daqui a pouco -
Jacob disse.  - Voc vai vir aqui?  - . Eu vou sentir o cheiro do seu
visitante pra que ns possamos rastre-lo quando ele voltar.  - Jake, eu
realmente no gosto da idia de voc caando...  - Oh, por favor, Bella
- ouvi ele sorrir e desligar o telefone.  Aquela nova situao me fazia
pensar em quanto perto de Bella Jacob Black estaria, mais naquele
momento eu no podia questionar sua ajuda, como ele havia dito ela era
nossa prioridade naquele momento. Eu teria que considerar suas visitas a
La Push e por fim teria que aprender a conviver com os meus sentimentos,
eu s no sabia se seria capaz de resistir  tentao de mat-lo, mais
eu teria que faz-lo. Por Bella e por ns.  Notas finais: Nesse capitulo
gostaria de add uns agradecimentos especiais: Patty vc revisa todos os
capitulos, no faz idia de como isso me ajuda...me deixa ainda mais
motivada. Mychelle day seus comentrios so muito legais e espero poder
contar com vc sempre. Ah! se quiser procurar pelo meu nome vai l em
membros. Ellah sua fic  linda, e vc menina tem muito talento. Fico
feliz por fazer parte dos seus favoritos...vc tambm est entre os meus.
Quero agradecer a todos os outros que no citei aqui e que lem essa fic
que  feita com muito carinho..agradeo os coments e o carinho de
vcs...muito obrigada e muitos bjos a todas!!!! Anterior Nesse capitulo
Edward descobre o quanto  igual a Jacob em sentimentos...qual ser sua
surpresa ao perceber que ao invs de ser um perigo para Bella ele na
verdade representa um perigo para o prprio Edward. Capitulo 8 - A
revelao.  Bella parecia desconfiada, mais aquele lobo ia ter uma
lio. Se ele pensava que iria chegar aqui e toc-la como sempre fazia
ele estava muito enganado, porm um lobo e um vampiro no podiam ocupar
o mesmo lugar num espao ainda mais um to pequeno como a casa de Bella,
naquele momento ele seria til eu precisava que identificasse quem havia
estado l, quem havia colocado a vida dela em perigo. Naquele momento eu
precisava de Jacob Black, por mais que isso fosse desconfortvel e
doloroso.  Segui em direo a porta, Bella me olhava ainda confusa com
aquele ltimo acontecimento - No  que eu sinta algum antagonismo
pessoal em relao a ele, Bella,  s que  mais fcil pra ns dois eu
no estarei longe. Voc estar segura.  - Eu no estou preocupada com
isso. - seu tom era sincero, eu sabia que ela no ficava amedrontada com
um possvel ataque de um lobo descontrolado e se estivesse no seria
Bella. Uma idia me veio  mente enquanto eu a deixava para que Jacob
pudesse entrar e ocupar aquele lugar ao seu lado que eu j considerava
meu, aproximei-me devagar segurando-a pela cintura e puxei-a para mais
perto de mim, sorri torto olhando para ela enquanto seus olhos tentavam
decifrar a minha atitude, cheirei seus cabelos macios e me permiti
sentir aquele aroma de morangos...seu shampoo preferido, percebi seu
corao acelerar e sua respirao ofegar, dei um leve sopro no topo da
sua cabea espalhando meu cheiro por todo seu cabelo - Eu volto logo -
eu a soltei me afastando, no consegui conter a gargalhada enquanto ia
embora, imaginava qual seria a reao do co sarnento quando fosse se
aproximar e percebesse o meu cheiro.  - O que  to engraado? - ela
ainda perguntou confusa "s uma surpresinha" pensei sem expressar meus
pensamentos em palavras, continuei sorrindo quando fui em direo a
floresta para esperar que ele fosse embora. S assim eu poderia voltar.
Do meio das rvores observei sua chegada e pude relaxar, embora soubesse
que um lobo raivoso era perigoso tambm sabia que nenhum vampiro em s
conscincia chegaria perto daquela casa naquele momento, vi quando ele
bateu na porta e quando de l de dentro ela gritou que entrasse como ela
sabia que ele havia chegado? Que ligao eles tinham? Ver Bella pelos
olhos de Jacob no era ruim afinal, embora seus pensamentos fossem
irritantes eu no o culpava eu mesmo no conseguia conter os meus s
vezes. Tocar Bella como ele podia, me causava inveja, ele poderia
transmitir calor e eu a mataria se no congelada seria com minha fora.
Seus olhos vasculhavam a casa e observava cada detalhe "o cheiro daquele
sanguessuga est em todo lugar" ele pensou torcendo o nariz. Sorri pelo
seu pensamento...seus olhos encontraram Bella na pia com os pratos
tentando organiz-los desajeitadamente, percorreram a cozinha antes de
esboar sua primeiras palavras - Voc devia mesmo deixar a porta
destrancada desse jeito? - ela se assustou ao ouvir sua voz - Oh,
desculpe. - ele desculpou-se ao ver que Bella havia se molhado toda com
a gua e o sabo.  - Eu no estou preocupada com ningum que seria
detido por uma porta - ela disse enquanto se enxugava. Jacob a olhava
com luxria, com carinho, com respeito e com amor...ver Bella pelos
olhos dele era como v-la pelos meus prprios olhos. Os sentimentos que
ele trazia consigo eram como os meus, podia identific-los to
facilmente, a nica diferena eram as propores o meu era mais pleno,
minha raa amava de forma mais...verdadeira, mais ampla. Os sentimentos
nos tomavam de forma mais completa como se fossem uma parte de nosso
corpo. 
 - Bem lembrado - ele respondeu colocando a mo sobre o cabelo
desconcertado pela observao dela.  -  realmente impossvel usar
roupas, Jake? - ela disse quando virou-se e o viu n da cintura pra
cima, eu tambm achava desnecessria aquela exibio toda, mais naquele
momento por mais incrvel que parecesse o lobo no teve a inteno de se
mostrar - Eu quero dizer, eu sei que voc no fica mais com frio, mas
mesmo assim.  -  mais fcil - ele passou novamente a mo no cabelo.  -
O que  mais fcil? - ela perguntou com as mos na cintura olhando-o
fixamente aguardando uma resposta convincente, aquela era Bella capaz de
retirar qualquer verdade de qualquer homem que casse nos seus encantos.
- J  incmodo suficiente carregar um par de shorts comigo, imagina uma
roupa completa. O que eu pareo, uma mula de carga? - ele sorriu.  - Do
que voc est falando, Jacob? - ela perguntou aparentemente sem
entender.  - As minhas roupas no desaparecem simplesmente quando eu me
transformo, eu tenho que carreg-las comigo enquanto eu corro. Perdoe-me
por esconder a luz do meu fardo.- me dei conta de que os pensamentos
dele eram mais fceis de se ler que os de Mike Newton, as vezes as
fantasias de Newton me faziam segurar meus instintos mais assassinos
para no arrancar sua cabea. O lobo embora fosse meu inimigo natural
era tambm meu rival, eu no iria solidarizar com quem queria me roubar
o bem mais precioso e seus sentimentos embora muito parecidos com os
meus nos diferenciasse em espcie e eu no iria perder Bella pra Jacob
Black, isso eu no iria fazer nunca.  - Eu no tinha pensado nisso - ela
disse num murmrio.  - Isso  mais do que apenas uma tendncia de moda,
 muito ruim carregar jeans na boca. - ele mostrou uma tira presa em seu
tornozelo. Um pensamento prepotente passou pela sua cabea enquanto
Bella o observava calada - O meu seminu te incomoda? - Ele perguntou  -
No. - ela falou se virando de costas voltando-se para a pilha de pratos
conhecendo-a bem podia ver que estava escondendo algo, ele tambm "acho
que ainda tenho uma chance" ele pensou "Bella se sente atrada? Uau."  -
Lobo idiota - resmunguei alto o suficiente para que pudesse extravasar
minha raiva...o meu...cime...  - Bem, eu acho que devia comear a
trabalhar eu no quero que ele tenha nenhuma desculpa pra dizer que h
desleixo do meu lado. - finalmente ele ia comear a sua tarefa, sair de
perto dela, parar de olh-la com tanta cobia.  - Jacob, no  seu
trabalho...  - Eu estou trabalhando como voluntrio aqui. Agora, onde o
cheiro do intruso  mais forte?  - Meu quarto, eu acho.- "vampiro
maldito, se eu o encontro... Aquele outro sanguessuga idiota, achar que
aqui ela est mais segura que em La Push onde meu bando pode
proteg-la...espero que esteja ouvindo isso Cullen...se acontecer algo a
culpa  sua por ser to teimoso...do que voc tem medo? De Bella me amar
mais do que ama voc?" - ele pensou nervoso...seus pensamentos tinham
uma carga extra de dio.  - Eu volto em um minuto. - observei seus
passos na escada procurando em cada canto do quarto de Bella "arg! Fedor
de sanguessuga...o fedor daquele sugador metido  pior que o do outro
que esteve aqui...me pergunto quanto tempo ele tem passado aqui? No h
mais nada pra sentir nesse momento, vou falar com o bando para
vasculharmos a rea mais uma vez esse vampiro maldito pode voltar a
qualquer momento"  Aquele lobo ridculo me tirava do srio, ao menos
naquele momento eu sabia que Bella estava segura, precisava
correr...pensar um pouco no que todos aqueles pensamentos representavam
pra mim. Como em meus mais ntimos sentimentos podia imaginar que o lobo
imundo sentia como eu? A proximidade deles era castigante...eu sabia do
amor de Bella, mais tambm sabia que ela poderia sentir o calor dele,
seu corao pulsante...tudo que ele poderia dar e eu no tinha, uma
famlia humana...bem, no to humana mais ainda sim aceitvel..talvez eu
nem devesse ter voltado...eu devesse ter permanecido em qualquer lugar
longe dela...no...no aqueles pensamentos no podia estar passando pela
minha cabea novamente. Aquilo era fruto do meu cime, da minha mania de
querer proteg-la dele...no dele lobo...sim dele Jacob o humano...era
ele que eu temia, era ele quem eu precisava manter longe.  Senti o ar
puro entrar pelo meu nariz, eu no precisava respirar mais ainda sim eu
o fazia para que uma parte de mim se sentisse viva. No conseguia pensar
em Bella sendo como eu, fria e sem corao...talvez os seus sentimentos
mudassem, talvez no conseguisse conter sua fome... coloquei as mos nos
cabelos deixando-os ainda mais bagunados, nada mais importava eu a
amava e aquele sentimento me tomava por completo podia at dizer que era
maior que eu,olhei para o cu entre as rvores o som dos animais havia
sumido, todos fugiam de mim...menos Bella ela no acreditava que eu
fosse um monstro, ela sim sabia o que havia dentro de mim tinha que
voltar, o que passou pela minha cabea para que deixasse Jacob Black to
perto dela sem que eu pudesse vasculhar em sua mente....qualquer coisa
que denunciasse sua inteno.  Corri de volta o mais rpido que eu
conseguia as arvores passavam to rpido que nem conseguiria identificar
sua espcie se seu cheiro no as denunciasse, ao longe ouvi um
pensamento de dor, identifiquei os pensamentos ao ver quem estava neles
e os sentimentos que me  apunhalavam como dezenas de facas. Logo depois
do pensamento ouvi uma voz abafada...eu j estava perto o suficiente
para perceber de quem era aquela voz - OW! Droga! Ai! - Jacob gritou. O
que esse lobo demente estava fazendo? Segurando a faca pela lmina? Ou
ele havia feito algo e Bella estava se defendendo com aquela faca? Eu ia
descobrir rosnei alto o suficiente para que ele soubesse que eu o estava
escutando, que estava atento.  - Oh, no, Jake! Oh, droga! Aqui, feche
com isso aqui! - ele a olhou preocupado, percebi pelos seus pensamentos
hostis que ele sabia da minha presena.  - No  nada, Bella, no se
preocupe com isso.  - No se preocupe?! Voc fatiou a sua mo! - os
olhos dela refletiam preocupao e Jacob sentia-se vitorioso por essa
demonstrao.  - Bella - ele disse se aproximando preocupado, eu a via
da mesma maneira, seu rosto estava mudando como se estivesse passando
mal, meu primeiro intuito foi entrar correndo e carreg-la nos braos,
segurei meu impulso ao lembrar que o lobo dbil ainda estava l. Um
confronto naquele instante era desnecessrio, os pensamentos dele no
eram to preocupantes naquele momento. Seus pensamentos voltados para
como ela estava se sentindo me deixou ainda mais angustiado...ele a
olhava com o calor da paixo enquanto eu malmente podia toc-la. Ele
tinha memrias vividas dos seus momentos...memrias que eu queria poder
ver pela perspectiva de Bella... queria poder ler sua mente e ver at
onde ela sentia... estar no escuro e ao mesmo tempo to apaixonado por
algum podia ser to doloroso... levei as mos at os cabelos depois
mantive-as no rosto... se tivesse lgrimas naquele momento eu teria
chorado tamanha era a angstia a qual estava vivendo... no saber se
algum dia talvez ela se cansasse da minha frieza e quisesse o calor de
Jacob Black, por mais que eu o odiasse eu sabia que seria uma boa
escolha... ele poderia proteg-la de tudo sei que daria sua vida por
ela, ele a amava.  - O qu? - ela o olhava como se estivesse enjoada.  -
Voc est com cara de quem vai desmaiar, e voc vai arrancar o seu
lbio. Pare com isso. Relaxe. Respire. Eu estou bem. - ele afirmou  -
Vamos l. Eu vou te levar para o pronto socorro - ela tentou em vo
convenc-lo, naquele momento Jacob riu por dentro...Bella no sabia o
quanto rpido os lobisomens podiam se recuperar  - No  necessrio -
"como  teimosa" ele pensou  - Espere, deixe eu dar uma olhada. - ela
insistiu.  - Voc tem algum diploma de medicina do qual nunca me contou?
- ele continuou  - S me d uma chance de decidir se eu vou ou no dar
um piti pra te levar pro hospital.  - Por favor, um piti no!  - Se voc
no me deixar ver a sua mo, um piti est garantido.  - T bom. - ele
venceu-se pelo cansao.  - Mas... voc estava sangrando... tanto. - ela
olhou dentro dos olhos dele, Jacob parecia conhecer to bem sua alma...
ele a entendia simplesmente por olh-la... onde ele tinha certeza, eu
tinha muitas dvidas.  - Eu saro rpido.- ele se gabou.  - Eu que o diga
- ela o olhou com admirao.  - Lobisomem, lembra? - ele continuou
olhando-a fixamente segurando o seu olhar... Bella parecia
to...confusa? Ela tinha realmente algum sentimento por ele como ele
pensava?  - Certo - ela disse se desvencilhando dos olhos dele, parecia
envergonhada... Jacob riu da expresso dela. Aquela sensao de perda
voltou a mim, naquele momento me dei conta de que Bella era meu sol e eu
era a lua, vivendo a sua sombra esperando urgentemente pelo seu nascer
para que pudesse me iluminar e me dar vida, calor, amor. O sangue que
corria nas suas veias e seu corao pulsante eram responsveis pela
felicidade que eu sentia hoje...saber que a amava independente do
retorno que ela pudesse me dar era o suficiente para que algo mudasse
dentro de mim.  Bella apareceu como a alvorada iluminando todo o mundo
que me cercava, por isso fui capaz de partir, por medo de perder aquilo
que de mais belo pude conseguir...coloc-la em perigo era tudo o que eu
no queria mesmo sabendo que ao me aproximar eu o faria , no pude ficar
longe...no poderia me manter ainda que quisesse.  Naquele momento eu
no poderia mais fingir que considerava Jacob Black perigoso, ele estava
certo no que dizia respeito  segurana de Bella e mesmo que fosse
contra a minha vontade ela estaria melhor perto do seu bando. Era duro
admitir mais era verdade, o lobo havia me convencido de que permitir que
Bella estivesse ao seu lado era melhor que deix-la em casa a merc
daqueles que queriam seu sangue.  Sim, eu iria permitir que meu sol se
pusesse no horizonte se fosse para o seu bem para mant-la segura longe
de todo mal e se isso me custasse seu amor, eu entenderia e respeitaria
sua vontade. Essa era a melhor maneira de demonstrar o quanto eu a
amava, permitindo que meu dia voltasse a ser noite mesmo que por um
instante, pois a sua presena ao meu lado era como se um eclipse se
formasse todos os dias nesse encontro do sol com a lua, tornando aquilo
que eu conhecia como a montona eternidade numa vivida esperana de que
eu tinha alma e poderia finalmente me sentir vivo. Notas finais: Ol
meus queridos...gostaria de agradescer a todos vocs os comentrios, o
carinho e o incentivo...peo que continuem comentando para que possamos
saber se devemos ou no continuar escrevendo...se estamos ou no
agradando. A ajuda de vcs  muitissssimo importatnte para que
continuemos seguindo a mesma linha da autora. Desculpem a demora e pelo
capitulo to pequeno mais garanto que o prximo ser maior, tenho tido
muito trabalho e muitas cobranas...rsrs. Decidi postar logo pq assim
vcs podem opinar e me dizer se esse  o Edward que vcs esperam ou no.
Ah! continuem dizendo para que Team vcs torcem: o Team Edward ou o Team
Jacob? Obrigada pelas criticas e pelo incentivo...muitos beijos! Espero
que ao ler esse capitulo no se decepcionem comigo...confesso est cada
dia mais difcil dar continuidade a esta fic pois os pensamentos de
Edward so trabalhosos e seus confrontos com Jake exigem muita dedicao
para que no saia da linha que todos ns adoramos que  a linha da SM,
mesmo assim escreve-lo  maravilhoso os confrontos precisam ter uma cara
de rivalidade e ser engraados ao mesmo tempo, espero poder cumprir
todas as etapas com a ajuda de vcs, bom ento peo um pouco de pacincia
caso o cap 10 demore um pouco mais de sair t? conto com o carinho de
vcs...muitos bjos e boa leitura. Capitulo 9 - La Push.  Antes que ele
pudesse perguntar eu j sabia o que estava pensando...ao longe sabia das
intenes de Jacob Black, porm Bella era adulta o suficiente para tomar
suas prprias decises a agora eu compreendia isso, no iria adiantar
tentar det-la ela sempre daria um jeito de fugir para La Push, afinal
tinha conhecimento e sabia que eu no podia quebrar as regras.  - Como 
ter um lobisomem como melhor amigo? - ele perguntou - Isso te assusta? -
ele perguntou enquanto ela soltava um riso alto e nervoso.  - No.
Quando o lobisomem est sendo legal...  o mximo. - no sei como
naquela cabea doente aquele lobo estpido acreditava que qualquer coisa
que Bella dissesse significava retribuio aos seus sentimentos, ela j
havia dito que me amava ser que ele no podia simplesmente aceitar? No
intuito de abra-la tal qual ele estava tendo logo, logo teria uma
surpresa, cachorro idiota no sabia o que eu havia preparado pra ele,
nada to cruel como desmembr-lo ou quebrar sua mandbula mais seria
muito engraado ver sua reao, essa eu no perderia por nada. -
Obrigado, Bella - ele a puxou para perto de si fechando os braos ao seu
redor "que fedor de sanguessuga" ele pensou - Ugh - ele disse. - O seu
cabelo est fedendo mais que o seu quarto.- como eu queria poder ler a
mente de Bella para poder ver a cara daquele dbil. Estava to ligado no
pensamento do cachorro vira lata que nem percebi quando comeou a cair
uma leve chuva.  - Desculpe - ela sussurrou "por que ela pediu
desculpas? Ele mereceu isso..." pensei  - Um dos muitos riscos de se
socializar com vampiros faz voc cheirar mal. Um risco menor, em
comparao.  - Eu s cheiro mal pra voc, Jake. - ela fez uma careta,
rosnei do lado de fora me fazendo ouvir "est nervoso sugador de sangue?
Pense no que  melhor para Bella e no s em voc...sugador metido!"  -
Te vejo por a, Bells.- "se acontecer algo com ela por sua causa quebro
a trgua e te mato, nem que para isso eu precise ir at a sua cripta
abrir seu caixo sanguessuga..."  - Voc vai embora?  - Ele est
esperando que eu v. Eu posso ouv-lo l fora. - "com medo de mim..."  -
Oh.  - Eu vou por trs. Espere um pouco, ei, voc acha que pode ir at
La Push hoje  noite? Ns vamos fazer uma festa de fogueira. Emily
estar l, e voc podia conhecer Kim... E eu sei que Quil quer ver voc.
Ele est bem irritado porque voc descobriu o que ele fez.  - , Jake,
eu no sei. Entenda, as coisas esto um pouco tensas agora...  - Vamos,
voc acha que algum vai conseguir passar por cima, por cima de ns
seis? -  "s eu seria capaz de dar conta daquele vampiro idiota...e
proteger Bella seria hum...muito bom..." rosnei novamente e dessa vez
deixei que o som sasse em um tom muito mais alto para que ele
percebesse que eu estava ouvindo e no gostava de seus pensamentos. "t
com medo de que sanguessuga? Que ela deixe voc pra ficar comigo? Isso
no seria nada demais, seria apenas a coisa mais sensata a se fazer...se
ela tivesse juzo voc nem chegaria mais perto...nem preciso te lembrar
porque sei que voc pode ver minha cabea seu leitor de mente doente"  -
Eu vou pedir - ela falou.  - Agora ele  seu carcereiro tambm? Sabe, eu
v essa histria no jornal semana passada sobre relacionamentos
adolescentes controladores, abusivos e...  - T legal! - ela o
interrompeu. - Hora de o lobisomem dar o fora! - ela falou alto demais
- Tchau, Bells. Tenha certeza de que pediu permisso. - "vamos ver se
voc tem coragem para deix-la ir leitor de mentes"  Segui em direo a
porta quando deixei de ouvir seus pensamentos, isso significava que ele
estava longe o suficiente para que eu no o encontrasse mais na casa de
Bella. Passei pela caixa do correio e vi um envelope endereado a Bella,
uma carta da universidade de Dartmouth, peguei o envelope e o levei pra
dentro estava ansioso para ver a sua reao. Abri a porta devagar e me
aproximei silenciosamente, mais uma vez o lobo tinha razo, Bella era
to despreocupada com sua segurana ou seria porque ela sabia que eu
estaria sempre por perto? O cheiro que ele deixou no ar era realmente
insuportvel "maldito vira latas" pensei. Aproximei-me sorrateiramente
fingindo no saber o que havia acontecido cheguei mais perto quando ela
se virou para me olhar, fingi surpresa - Vocs dois brigaram? -
perguntei.  - Edward! - ela me abraou se jogando em cima de mim.  - Oi,
a. Voc est tentando me distrair? Est funcionando. - sorri, Bella
sabia como tirar minha ateno para o que quer fosse que no estivesse
relacionado a sua segurana.  - No, eu no briguei com Jacob. Muito.
Por qu? - ela perguntou inocente.  - Eu s estava me perguntando por
que voc o esfaqueou? No que eu me oponha.- "na verdade ele merecia
muito mais que apenas um corte na mo" pensei.  - Droga! Eu pensei que
tivesse limpado tudo - ela correu para limpar tudo, Jacob tinha razo em
outra coisa ela deveria ter algum tipo de distrbio por limpeza - Eu no
o esfaqueei, ele esqueceu que estava com a faca na mo.  - No  nem de
perto to engraado quanto o jeito que eu imaginei. - "na verdade
engraado seria se eu mesmo o tivesse machucado" gargalhei alto com meu
prprio pensamento.  - Seja bonzinho. - diante da expresso de suplica
dela retirei o envelope que continha a carta da universidade e joguei
sobre o balco da cozinha.  - Voc recebeu correspondncia.  - Alguma
coisa boa?  - Eu acho que sim. - ela pegou o papel olhando cada detalhe
do envelope, como se no acreditasse no que estava vendo  - Dartmouth?
Isso  uma piada?  - Eu tenho certeza que  uma aceitao.  exatamente
igual ao meu.  - Belo consolo, Edward, o que voc fez?  - Eu mandei a
sua inscrio, s isso.  - Eu posso at no ser material pra Dartmouth,
mas eu no sou estpida o suficiente pra  acreditar nisso.  - Dartmouth
parece pensar que voc  material pra Dartmouth.  - Isso  muito
generoso da parte deles - ela suspirou e ficou calada por alguns
segundos provavelmente editando os pensamentos - No entanto, aceita ou
no, esse ainda  o menor problema com a instituio. Eu no posso
pagar, e eu no vou deixar voc gastar o dinheiro de outro carro esporte
s para fingir que eu vou pra Dartmouth ano que vem.  - Eu no preciso
de outros carros esporte. E voc no precisa fingir nada s um ano de
faculdade no vai te matar. Talvez voc at gostasse. Pense nisso,
Bella. Imagine o quanto Rene e Charlie ficariam excitados... -
sussurrei prximo a ela.  Por um instante pareceu que algo do que eu
havia dito tinha entrado na sua cabecinha dura, ela estava to ansiosa
por se tornar uma de ns que mal percebia o que a estava esperando, a
forma como o veneno agiria no sangue, a queimao que ele causava, a
sede incessante, no poder estar perto de Charlie e Rene... tudo aquilo
parecia no ser o suficiente para que ela desistisse.  - Edward. Eu j
estou preocupada em sobreviver at a formatura, imagine at o prximo
inverno ou vero.  - Ningum vai te machucar. Voc tem todo o tempo do
mundo. - acariciei seu rosto som meu polegar.  - Eu vou enviar o extrato
da minha conta para o Alaska amanh. Esse  o nico libi que eu
preciso. Isso  longe o suficiente pra que Charlie no espere que eu
venha visit-lo at o Natal pelo menos. At l eu tenho certeza que
consigo pensar em uma desculpa. Sabe esse segredo todo e essa coisa de
decepo  um pouco chata. - ela olhou sem expresso, falando num
murmrio.  - Fica mais fcil. Depois de alguma dcadas, todos que voc
conhece tero morrido. Problema resolvido. - eu respondi frio, diante da
reao de retrao dela tentei conter minhas palavras - Desculpe, isso
foi duro.  - Mas ainda  a verdade. - seus olhos pousaram sobre o
envelope aberto sobre o balco.  - Se eu resolver isso, o que quer que
seja com o que estamos lidando, voc por favor consideraria esperar? -
supliquei  - No. - ela deu uma resposta rpida e monossilbica.  -
Sempre to teimosa. - afirmei.  - Sim.- ela rebateu, nesse momento a
lavadora parou com um estrondo que mais parecia um canho de guerra -
Pedao de lixo estpido - ela parecia nervosa retirando a toalha daquele
objeto barulhento  - Isso me lembra...ser que d pra voc perguntar a
Alice o que ela fez com as coisas que ela limpou no meu quarto? Eu no
consegu encontrar em lugar nenhum. - ela disse enquanto religava a
maquina.  - Alice limpou o seu quarto? - aquilo me parecia pouco
provvel, no havia visto na mente de Alice nada que denunciasse essa
atitude.  - , eu acho que era isso que ela estava fazendo. Quando ela
veio pegar os meus pijamas e o meu travesseiro e essas coisas pra me
fazer de refm. Ela pegou tudo que estava jogado, as minhas camisas,
minhas meias e eu no sei onde ela os colocou. - o que ela estava
dizendo? Eu tinha praticamente certeza de que Alice no havia organizado
seu quarto, no sem ter feito algum comentrio ou ter deixado escapar na
sua mente flutuante alguma imagem que fosse, ser que...parei
endurecendo todos os msculos, acho at que ela percebeu meu
retesamento, pois seu rosto ficou um pouco mais branco.  - Quando voc
reparou que as suas coisas estavam faltando? - perguntei ainda
pensativo, tentava decifrar o que estava acontecendo.  - Quando eu
voltei da falsa festa do pijama. Por qu?  - Eu no acho que Alice pegou
nada. Nem as suas roupas, nem o seu travesseiro. Essas coisas so coisas
que voc havia usado... e tocado... e dormido? - conclui em voz alta.  -
Sim. O que , Edward? - agora ela parecia mais preocupada.  - Coisas com
o seu cheiro.- olhei nos olhos dela por algum tempo, o medo estampava
seu rosto nublando seus lindos olhos castanhos.  - Oh! O meu visitante -
ela murmurou.  - Ele estava juntando pistas... provas. Pra provar que
ele havia te encontrado?  - Por que? - ela perguntou num murmrio.  - Eu
no sei. Mas, Bella, eu juro que eu vou descobrir. Eu vou. - eu a trouxe
para mais perto.  - Eu sei que vai - ela se encostou colocando suas mos
quentes no meu peito frio, naquele momento seu toque de fogo fez uma
corrente eltrica percorrer meu corpo, ningum iria tirar Bella de mim.
No meu bolso o celular vibrou, pequei-o ao primeiro toque, ao olhar o
visor percebi que era Carlisle - Exatamente a pessoa com quem eu
precisava falar - olhei para ela antes de atender o telefone - Carlisle,
eu...  - Edward voc olhou o jornal de hoje? - ele disse do outro lado
da linha. - precisamos resolver o quanto antes essa situao filho.  -
Eu vou checar isso. Oua pai, alguma coisas pessoais de Bella
desapareceram depois da visita do vampiro desconhecido, acho que ele as
levou para provar que a encontrou.  - Pode ser filho, mais no poderemos
supor nada at estarmos a par da situao. No adianta tentarmos
adivinhar sem estarmos certos do que realmente est acontecendo Emmett
ira at Seattle tentar investigar as coisas, ver se descobre algo voc
ir com ele?  - Talvez eu v... Talvez no. No deixe Emmett ir sozinho,
voc sabe como ele fica. Pea a Alice que fique de olho nas coisas. Ns
vamos descobrir isso depois. - olhei para Bella que estava com os olhos
fixos em mim, provavelmente esperando uma resposta que at aquele
momento eu no tinha.  - At mais filho...- Carlisle se despediu,
desliguei o telefone ainda preocupado com a idia de Emmett ir sozinho a
Seattle procurar esse vampiro recm nascido, eu o conhecia bem, sabia
que ele confrontaria qualquer um que entrasse em seu caminho, no podia
deixar isso acontecer.  - Onde est o jornal? - perguntei.  - Um, eu no
tenho certeza. Por qu? - Bella estava impaciente.  - Eu preciso ver uma
coisa. Charlie j o jogou fora?  - Talvez... - antes que ela pudesse
terminar a frase eu j havia sado e voltado com o jornal ainda mido
nas mos. Coloquei-o sobre o balco procurando a reportagem sobre a qual
Carlisle se referiu A manchete do Seattle Times dizia: "Epidemia de
Assassinatos Continua - Polcia No Tem Novas Pistas. - Carlisle estava
certo... sim... muito espirradinho. Jovem e enlouquecido? Ou procurando
a morte? - aquilo no era coisa de algum que soubesse o que estava
fazendo, ela se aproximou de mim para olhar sobre meu ombro, seu cheiro
doce e suave ainda me deixavam embriagado, porm agora no me causava
sede. Eu gostava de respirar e sentir o aroma floral que sua pele
exalava, mais aquela no era hora para perder a razo...mesmo sem sentir
Bella me tentava a todo instante. Talvez fosse aquele o momento de
permitir mesmo que a contra gosto que ela fosse visitar os lobos em La
Push, ao menos l eu saberia que ela estava segura, Jacob Black tinha
uma qualidade que eu devia admitir, ele era teimoso e faria de tudo para
protege-la qualquer que fosse o perigo e seu bando o seguiria.  - Est
ficando pior - ela falou por fim.  - Completamente fora de controle.
Isso no pode ser trabalho de apenas um vampiro recm nascido. O que
esta acontecendo?  como se eles nunca tivessem ouvido falar dos
Volturi. O que  impossvel, eu acho. Ningum explicou as regras pra
eles... ento quem os est criando?  - Os Volturi? - ela tremeu.  - Esse
 exatamente o tipo de coisa que eles rotineiramente exterminam,
imortais que ameaam nos expor. Eles limparam uma baguna exatamente
igual a essa ha alguns anos em Atlanta, e aquilo no tinha sido nem de
perto to ruim. Eles vo interferir em breve, muito em breve, a no ser
que ns encontremos uma forma de acalmar a situao. Eu realmente
preferiria que eles no viessem a Seattle por enquanto. Enquanto eles
estiverem to perto... eles podem decidir dar uma olhada em voc. - no
podia deixar que ela percebesse meu medo, minha insegurana...se os
Volturi viessem at Seattle, eles poderiam querer sim visitar Forks e
encontr-la ainda humana. No podia permitir que aquilo acontecesse.  -
O que ns podemos fazer?  - Ns precisamos saber mais antes de decidir
isso. Talvez, se ns conseguirmos falar com esses jovens, explicar as
regras, isso se resolva pacificamente.- tentei mentir mais dessa vez sei
que no fui convincente, respirei fundo tentando esconder meus desespero
o que quer que fosse que estivesse acontecendo estava se aproximando de
ns, estava se aproximando de Bella - Ns vamos esperar at que Alice
tenha alguma idia do que est acontecendo... Ns no queremos nos meter
at que seja absolutamente necessrio. Afinal, no  nossa
responsabilidade. Mas  bom que tenhamos Jasper... Se ns estamos
lidando com recm nascidos, ele vai ajudar.  - Jasper? Por qu? - ela
perguntou confusa.  - Jasper  uma espcie de expert em vampiros recm
nascidos. - sorri de leve..."ele sim saberia como lhe dar com aquela
situao" pensei.  - O que voc quer dizer, um expert?  - Voc vai ter
que perguntar a ele, a histria dele est envolvida.  - Que confuso -
ela murmurou.  -  isso que parece, no ? Como se isso estivesse nos
atingindo por todos os lados ultimamente. Voc j pensou que a sua vida
podia ser mais fcil se voc no estivesse apaixonada por mim? -
perguntei frio.  - Talvez. Porm, no seria exatamente uma vida.  - Pra
mim - ela no tinha noo de como sua presena abalava minhas estruturas
to bem construdas durante dcadas de existncia - E agora, eu acho que
voc tem alguma coisa pra perguntar pra mim?  - Tenho? - ela perguntou
surpresa  - Ou talvez no - sorri diante de sua inocncia, ela realmente
acreditou que eu no sabia das intenes do cachorro sarnento? - Eu
estava com a impresso de que voc havia me prometido que pediria
permisso pra ir a algum tipo de festa de lobisomens hoje  noite.  -
Ouvindo escondido de novo?  - S um pouquinho, no final.- menti  - Bem,
eu no ia te pedir do mesmo jeito. Eu entendi que voc j tem bastante
coisas pra se  estressar.  - Voc gostaria de ir? - segurei o queixo
dela com minhas mos frias levantando-o para que eu pudesse ver seus
olhos castanhos que eu tanto amava.  - No  nada demais. No se
preocupe. - ela disse sem jeito.  - Voc no tem que me pedir permisso,
Bella. Eu no sou o seu pai, graas aos cus por isso. No entanto,
talvez voc devesse pedir a Charlie. - sussurrei.  - Mas voc sabe que
Charlie vai dizer sim.  - Eu tenho um pouco mais de intuio sobre a
resposta dele do que outras pessoas teriam,  verdade.- ela pareceu
pensar por um instante, cada vez que ela montava um quebra cabeas
mental eu ficava tentando imaginar o que estava se passando, seu rosto
tinha expresses que eu no conseguia identificar, parecia mais uma luta
interna colocando em combate o que ela queria e o que achava certo, mais
naquele momento seria mais seguro deix-la ir, precisava me unir a minha
famlia para tomarmos providencias no que dizia respeito aos recm
nascidos  - Bella - eu chamei. - Eu disse que ia ser razovel e confiar
no seu julgamento. Eu falei srio. Eu confio nos lobisomens, ento eu
no vou me preocupar com eles.  - Uau - foi tudo que ela conseguiu
dizer.  - E Jacob est certo, sobre uma coisa, pelo menos, um bando de
lobisomens deve ser o suficiente pra proteger at voc por uma noite.  -
Voc tem certeza?  -  claro. S... Eu espero que voc no se importe em
tomar algumas precaues? Me deixando te levar at a linha da fronteira,
pra comear. E tambm levando um celular, pra que eu saiba quando ir te
buscar.  - Isso soa... muito razovel.  - Excelente.- sorri vitorioso
quando terminamos a conversa, ela pegou o telefone para ligar para Jacob
informando que iria a festa em La Push.  - Al! - Ele atendeu no
primeiro toque.  - Jake tenho uma novidade - ela disse eufrica - hoje 
noite irei a festa em La Push.  - Srio - ele vibrou.- o sanguessuga
permitiu que voc viesse? Finalmente ele acordou e saiu da tumba para
perceber que voc estar mais segura aqui com o bando.  - Jake no abuse
da sorte.- ela o repreendeu.  - Que sorte Bella, Quil ir ficar feliz
quando souber que voc vir.  - Jake, Edward s tem uma condio - ela
avisou.  - Qual  voc vem voando nas asas do morceguinho? - ele
ironizou.  - Falo serio Jake, no brinque com coisas srias...ele vai me
levar at a fronteira - ela avisou.  -Tudo bem...desde que ele no
chegue perto e nem ultrapasse a linha ns honraremos a trgua.- ele
respondeu srio.  - Nos veremos l ento, l pelas seis.  -
At...hamm...Bella... diga ao seu leitor de mente que essa foi a atitude
mais correta que ele poderia ter tomado.  - Ele sabe...est ouvindo
nossa conversa, at mais Jake.  - At mais. - o telefone foi desligado e
Bella olhou pra mim cheia de receios.  - Agora s falta Charlie. - ela
abaixou a cabea pensativa - voc tem certeza de que est tudo bem?  -
Tenho sim, pode acreditar que embora eu queira mat-lo pela brincadeira
confio no seu julgamento.- como j era previsto Charlie no se ops.  -
Seu namorado permitiu? - ele perguntou como eu j havia antecipado,
todos acreditavam naquela viso de que eu no permitia nada, mais tambm
ningum conhecia a histria por trs de tudo, meu medo no se tratava s
de insegurana. Eu temia tambm pela vida de Bella.  Conhecendo a
vontade que ela tinha de andar de moto providenciei alguns equipamentos
de segurana caso ela decidisse colocar sua vida em risco junto aquele
lobo maldito...eu no gostava da idia mais teria que me costumar se a
quisesse segura, de qualquer forma no sei como ela reagiria quando
visse que eu tambm poderia ser uma companhia, comprei uma pra que
pudssemos fazer uma parceria. Ela me disse que queria vende-la, mais eu
sabia que ela gostava daquela moto, no a condenava eu tambm gostava da
velocidade. Tudo que eu no gostava era o fato de ela andar com Jacob
Black e no comigo...eu tambm podia ser divertido...s vezes. At meus
irmos j admitiam que meu humor havia mudado desde que conheci Bella.
Confesso que fiquei frustrado quando percebi sua idia de vender a moto,
na verdade tinha planos para ns dois. - O que  isso? - ela perguntou
surpresa.  - Nada - falei baixo "o que? Ela no havia gostado da
surpresa?".  - Isso no parece ser nada. - ela foi enftica.  - Bem, eu
no sabia se voc ia perdoar o seu amigo, e nem ele a voc, e eu me
perguntei se voc ia querer andar na sua moto mesmo assim. Parecia ser
algo que voc gostava de fazer. Eu pensei que eu podia ir com voc, se
voc quisesse. - dei de ombros, ela olhava para aquele objeto com
admirao, o que ser que vinha a sua mente quando a via? Ser que lhe
trazia lembranas do tempo em que estava com ele em La Push.  - Eu no
seria capaz de te acompanhar - ela murmurou trouxe-a pra perto de mim
enquanto colocava minha mo abaixo do seu queixo levantando seu rosto
tentando fora-la a sorrir, Bella era meu sol... - Eu vou acompanhar
voc, Bella.  - Isso no seria muito divertido pra voc.  -  claro que
seria, se estivssemos juntos.  - Edward, se voc pensasse que eu estava
indo rpido demais ou perdendo o controle da moto ou algo assim, o que
voc faria? - ela mordeu o lbio inferior, na verdade no imaginei que
isso pudesse acontecer, afinal sempre acreditava que comigo ela estaria
segura e pela primeira vez me peguei enganado pelo meu excesso de
confiana. Bella estava certa se ela por acaso casse, eu certamente
iria encontrar um jeito, pois seu sangue derramado ainda podia ser muito
tentador e querendo ou no eu era um predador e seu sangue era muito
atrativo para mim.  Tentei sorrir com esforo, preferi me calar sabia
que no encontraria uma resposta que a convencesse. - Isso  uma coisa
que voc faz com Jacob. Agora eu entendo.  -  s que, bem, eu no o
quero to triste, sabe. Eu podia tentar, eu acho...- ela disse olhando
para minha moto que estava estacionada na garagem.  - No se preocupe
com isso vi Jasper a admirando. Talvez seja hora dele descobrir um novo
jeito de viajar. Afinal, agora Alice tem o Porsche dela. - sorri de
verdade dessa vez.  - Edward, eu...- ela estava desconcertada.  - Eu
disse pra no se preocupar. Mas voc faria uma coisa por mim? -
beijei-lhe os lbios suavemente, ela no precisava se desculpar, eu a
amava demais para permitir que se sentisse culpada pela minha atitude
precipitada.  - Qualquer coisa que voc precise - ela respondeu
rapidamente "que bom" pensei, "ufa! Conhecendo-a to em achei que ela
iria relutar em aceitar ao menos esse presente, lobo irresponsvel
poderia ter providenciado isso antes" soltei o rosto dela e me dirigi
at onde havia guardado seus objetos de segurana, peguei o capacete
vermelho e uma jaqueta de couro preta.  - Por favor? -
 pedi.  - Eu vou parecer estpida.  - No, voc vai parecer esperta.
Esperta o suficiente pra no se machucar. - coloquei a jaqueta e o
capacete em seus braos segurando seu rosto com as duas mos. - Existem
coisas entre minhas mos agora sem as quais eu no posso viver. Voc
podia cuidar delas.  - Tudo bem, t certo. Qual  a outra coisa? -
peguei de volta a vestimenta que havia colocado em seus braos.  -  uma
jaqueta de montaria. Eu sei que estradas molhadas so bem
desconfortveis, no que eu mesmo pudesse saber.- segurei-a aberta para
que ela pudesse colocar seus braos para dentro, eu precisava ver como
ficaria antes que ele a visse fechei o zper e
 sorri levemente com aquela viso...ela estava...muito charmosa. Ela
jogou os cabelos para trs prendendo-os para que pudesse colocar o
capacete.  - Seja honesto, quo odiosa eu estou? - dei alguns passos pra
trs para visualizar melhor a maneira como ela estava vestida - Ruim
assim, hein? - ela questionou.  - No, no, Bella. Na verdade... Voc
est... sexy.  - Certo. - ela gargalhou nervosa.  - Muito sexy, na
verdade.  - Voc s est dizendo isso pra que eu use. Mas est tudo bem.
Voc est certo,  mais inteligente. - minha Bella sempre menosprezando
sua beleza...  - Voc  boba. Eu acho que isso  parte do seu charme. No
entanto, eu tenho que admitir, esse capacete tem suas desvantagens. -
coloquei um brao ao redor dela num abrao e com a outra mo retirei o
capacete para que pudesse beij-la como eu tanto gostava de fazer, seu
beijo quente e mido, vido demais para dentes to afiados como os meus.
Lev-la ate La Push era como lutar contra mim mesmo, mais naquele
momento eu precisava mant-la segura, no podia deix-la sozinha sabendo
que um vampiro recm nascido estava querendo seu sangue.  - Sabe do que
isso me lembra? - ela indagou -  igual a quando eu era criana e Rene
me  deixava com Charlie pra passar o vero. Eu me sinto como se tivesse
sete anos.- sorri pela lembrana dela...Bella era realmente incrvel,
que perigo Rene e Charlie poderiam representar... agora era diferente
uma guerra entre seres mitolgicos lutando para atrair sua ateno a
qualquer custo, Jacob e eu, um lobisomem e um vampiro prontos para
quebrar uma trgua de dcadas por causa do seu amor e sua cabea
imaginava um mundo onde ainda era uma criana brincando com seus pais,
era por isso que a amava sua inocncia realmente me fazia am-la ainda
mais.  Ao longe um pensamento chamou minha ateno "ser que o
sanguessuga mudou de idia e retirou a autorizao de liberdade
condicional?" ele pensava...ento o lobo havia chegado e j estava la
esperando...fizemos a curva na estrada que iria parar em La Push, perto
da tribo Quileute, eu precisava manter distancia um passo a mais e eu
estaria na fronteira demarcada, dali no poderia passar "pensei que
tinha mudado de idia leitor de mentes" ele provocou, ele estava ali to
perto por que eu no podia quebrar sua mandbula? Estacionei a uma
distancia segura, no queria que os lobos inventassem uma desculpa para
quebrar a trgua. - Me ligue quando voc quiser voltar pra casa. E eu
estarei aqui.  - Eu no vou demorar - ela respondeu rpido demais, sai
do carro para tirar seus objetos do fundo do porta malas, sua moto, seu
capacete e sua jaqueta... "para que tanta coisa?" o pensamento de Jacob
Black definitivamente estavam me irritando tentei manter a calma,
entreguei tudo a ela para que ao menos longe de mim eu pudesse ficar
tranqilo quanto a sua segurana...os lobos podiam protege-la de um
vampiro mais no do prprio Jacob e sua sandices. - Voc pegou tudo? -
perguntei.  - Sem problema - ela respondeu olhando pra mim com um leve
sorriso no rosto, "no sei pra que tanta parafernlia, do que esta com
medo heim Cullen? De que Bella prefira ficar aqui em La Push comigo e
nunca mais volte por voc?", olhei dentro dos olhos dela, eu no estava
como medo mais no custava nada lhe ar uma demonstrao de que ele
estava enganado...puxei-a para perto de mim passando meus braos ao seu
redor levantando-a um pouco do cho e beijei-lhe com entusiasmo, um
beijo longo que deixasse transparecer todo meu amor... "leitor de mente
cretino" ele gritou em sua mente " ainda no acabou voc ganhou essa
mais eu terei a revanche" ele desafiou. Segurei o sorriso para que Bella
no percebesse o quanto havia deixado o vira latas com raiva - Tchau! Eu
realmente gostei da jaqueta.  Naquele momento eu soube que ele lutaria
pelo amor de Bella em qualquer que fosse o territrio, no iria perd-la
para Black...isso no.  - O que  isso tudo? - ele perguntou.. "faltou a
bolha" ele pensou num tom provocativo  - Eu achei que eu devia colocar
isso de volta onde ela pertence - ela disse enquanto ele abria um
sorriso se aproximando para abra-la. A essa altura j estava dentro do
meu carro partindo para Forks...deixei meu sol para trs mesmo que por
um breve instante, naquela noite iria planejar com Carlisle, Emmett e
jasper quando iramos a Seattle procurar o recm nascido que esteve na
casa de bella...quem quer que fosse ele iria se ver comigo custasse o
preo que fosse... por Bella eu daria at a minha vida. Notas finais:
Obrigada a todas as garotras lindas que leram e comentaram...so muitos
nomes para serem citados ento...Valeuuu...Obrigada!! Continuem
comentando para que a gente possa saber se estamos agradando...ainda
quero escrever muito se for para agradar todos que amam a saga
Crepusculo...muitos bjos! Ol pessoal, voltamos com mais um capitulo de
nossa fic... esperamos que gostem, pois nos esforamos bastante para
agrada-las mais uma vez... continuem comentando... Boa leitura. Capitulo
10 - A terceira esposa.  No momento em que a deixei na fronteira da
reserva de La Push imaginei como a encontraria na sua volta, os
pensamentos de Jacob eram bem claros no que dizia respeito aos seus
sentimentos por Bella. Eu sabia que ele tentaria de tudo para
conquist-la, para tir-la de mim. Mais naquele momento eu precisava
deixar minha mente livre precisava voltar o mais rpido possvel para
casa, junto com a minha famlia iramos decidir o que fazer com o
vampiro recm nascido que estava atacando em Seattle.  - No consigo ver
nada Edward por mais que eu tente quem mandou esse recm nascido sabe
das minha limitaes.. - Alice disse inconsolvel.  - Precisamos saber
quem o mandou para que possamos agir depressa antes que os Volturi
resolvam vir para c. - Carlisle falou - ns sabemos que no foram eles
porque Alice no v nenhuma movimentao, a no ser que tenham feito e
descoberto uma maneira de camuflar suas intenes... eles sabem que
Edward estava relutante em transform-la. Talvez tenham criado um recm
nascido para poder agir indiretamente. - tremi com as palavras do meu
pai.  - Mais se os Volturi fizeram isso eles quebraram suas prprias
leis, expondo nossa espcie assim... - resmunguei.  - Depois que esse
recm nascido fizesse o trabalho eles poderiam descart-lo. - Esme
concluiu.  Aquela hiptese era plausvel, Aro era muito inteligente e
certamente no teria dificuldade em burlar as vises de Alice, ele a
conhecia muito bem - mais e se no forem eles? - Roslie questionou -
meu irmo tolo fez inimigos por causa da humana - ela finalizou a frase.
-  - Emmett concordou - a gente sabe que Victria mandou Laurent para
c enquanto estvamos fora, quem garante que no foi ela quem criou esse
vampiro.  - E porque ela mandaria algum to novo? - Jasper falou pela
primeira vez.  - Provavelmente para que ningum reconhecesse seu cheiro.
- Carlisle respondeu.  - Como posso pensar que Bella est segura diante
de tantas possibilidades de morte...como vou conseguir caar sabendo que
ela est em perigo... - falei entre dentes.  - Vamos ter que agir por
turnos. - Carlisle se pronunciou.  - Ah timo, agora vamos virar babs
da humana - Roslie resmungou.  - Bella  parte de nossa famlia Rosie -
Emmett interferiu - gosto da humana, ela me faz rir. Alm do mais que
outra oportunidade teramos de entrar numa briga pra valer...- ele
gargalhou.  - Muito engraado Emmett, agora voc vai me dizer que gosta
de ser bab ? - ela disse cruzando os braos na frente do corpo.  -
Gosto de uma boa luta, se eu pegar esse recm nascido vou coloc-lo pra
dormir. - ele continuou sorrindo.  - E se fizermos um pacto com os lobos
da reserva Quileute? - Carlisle sugeriu.  -  uma idia razovel. -
assenti. - embora no confie em Jacob Black.  - Eu tambm no confio no
vira latas - Alice concordou comigo.  - No  hora para brigarmos contra
os lobisomens, devemos nos unir eles sero timos aliados. - Carlisle
nos repreendeu - lembrem-se trata-se da segurana de Bella, seu cime
no cabe nesse momento filho. - Emmett gargalhou alto, lancei-lhe um
olhar fulminante mais ele continuou a sorrir, no se importando com o
que eu poderia fazer. A mente de Emmett era como a mente de uma criana,
a diverso era a sua prioridade.  - Tem razo pai... - concordei,
naquele momento ele tinha razo. Jacob era perigoso, mais l no fundo eu
sabia que no faria mal algum a Bella, tinha que concordar com Carlisle
no que dizia respeito a ela, os lobos seriam timos aliados.  Alice no
conseguia prever o que estava acontecendo em La Push e aquilo me deixava
inquieto, fui para o lado de fora da casa para onde podia respirar ar
puro, embora no houvesse a necessidade de respirar eu o fazia por
habito, me fazia chegar mais perto da poca em que fui um humano, mais
perto de Bella. Respirei fundo novamente e soltei o ar, senti o cheiro
familiar da minha irm pequena e irritante, porm minha melhor amiga -
fique tranquilo Edward, tudo ficar bem. - ela tentou me tranquilizar.
- No sei Alice, estamos no escuro. Nem ao menos sabemos quem criou esse
vampiro. - minha mandibula enrrigeceu.  - Eu sei Edward - "tudo o que
vejo  Bella como uma de ns no final" ela concluiu em seus pensamentos.
No conseguia ver Bella como um ser sem alma, sem corao aquele futuro
poderia ser mudado e eu sabia disso... no sabia como ela seria enquanto
fosse uma recm nascida e infringir aquele sofrimento a ela era demais
para mim, no conseguiria suportar v-la queimando pelo veneno que
precisa se espalhar pelo corpo. - no sei se conseguirei um dia me
perdoar por t-la feito sofrer - me puni.  - Ela j o perdoou meu irmo.
- Mais eu no consigo, vejo como ele a olha, sei dos seus
pensamentos...ele ir lutar pelo amor dela.  - Mais  voc que Bella ama
Edward.  - No me sinto to seguro tendo em vista que eu a deixei e
ainda coloquei sua vida em risco trazendo os Volturi at ela, tudo isso
porque no fui forte. - levei a mo at meus cabelos bagunando-os ainda
mais.  - Voc foi muito altrusta abrindo mo do seu amor para que ela
tivesse a oportunidade de ser feliz com algum que fosse humano, eu te
respeito por isso.  - Muitos no vem dessa forma.  - Sua famlia te
conhece e conhece seus motivos, Bella tambm sabe...eles falam porque
no conhecem sua essncia.  - Essncia de vampiro...- rimos juntos. -
falo srio Alice, Bella  minha vida e nunca vou me perdoar se acontecer
alguma coisa com ela. - o telefone vibrou no meu bolso.  -  o lobo -
ela disse - antes que pergunte sei porque vejo seu futuro sumindo em
poucos minutos. - atendi no segundo toque.  - Sanguessuga? - ele disse.
- Por que Bella no ligou? - perguntei srio.  - Porque ela dormiu, s
estou ligando para dizer que pode vir busc-la. - ele tambm foi seco.
- Voc tem certeza que ela est bem?  - Eu estou ligando no estou? Acho
que voc  mais perigoso pra ela que eu leitor de mente. - at que ponto
ele estaria certo? Me perguntei.  - Estarei l o mais rpido possvel.
- Calma Cullen, irei lev-la em segurana. - e desligou, antes que eu
pudesse dizer alguma coisa Alice me mandou ir, afinal ela sabia como eu
estava me sentindo e l no fundo eu sabia que agora meu sol voltaria a
brilhar porque Bella estava voltando para mim.  Em poucos minutos eu
estava na fronteira Quileute aguardando o nascer do dia, pelo menos para
mim...ainda eram meia noite mais a presena de Bella era fundamental em
todos os meus momentos. Desci do carro para esperar, parecia que o vira
latas estava fazendo com que eu esperasse de propsito, s para me ver
sofrer.  No foi difcil identificar a aproximao do carro do cachorro,
naquela hora da noite no era difcil escutar a respirao uniforme de
algum que parecia estar dormindo, vendo pelos pensamentos de Jacob que
se aproximava percebi que era Bella.  Nunca pensei que fosse to difcil
ler o pensamento de algum, ver que o cachorro sarnento tinha fantasia
relacionadas a Bella, no era como Mike Newton aquelas fantasias me
davam nojo as de Jacob no, era algo mais verdadeiro...mais sincero, eu
sabia que ele no a magoaria. O carro parou a uma distancia segura do
meu, agucei meu ouvido para ouvir a conversa dentro do carro - Vamos,
Bells estamos aqui. - ele disse baixinho, a viso dele era quase to boa
quanto a minha... ns vampiros enxergvamos to bem a noite quanto
durante o dia.  - Oh, droga! Que horas so? Droga, onde est aquele
telefone estpido? - ela esbravejou enquanto ele sorria da confuso
dela.  - Fcil. Ainda no  nem meia noite. E eu j liguei pra ele por
voc. Olhe, ele est esperando al. - ele se dirigiu a mim sem nenhum
pensamento hostil.  - Meia noite? - o corao dela acelerou, seria s
pelas horas que seu corao havia disparado?  - Aqui - ele disse.  -
Voc ligou pra Edward por mim? - ela perguntou confusa.  - Eu achei que
se bancasse o bonzinho, eu teria mais tempo com voc. - ele sorriu
novamente  - Obrigada Jake, mesmo, obrigada. E obrigada por me convidar
essa noite. Aquilo foi... Uau. Aquilo foi algo mais. - do que ela estava
falando? O que significava algo mais? Vasculhei a mente de Jacob e nem
sinal de que houvesse acontecido algo entre eles.  - E voc nem sequer
ficou acordada pra me ver engolir uma vaca. No. Eu estou feliz por voc
ter gostado. Foi... legal pra mim. Ter voc aqui. - "embora eu ainda no
tenha conseguido conquistar o seu amor" ele pensou - , ele no  to
paciente, ? V em frente. Mas volte logo, t legal? - "e voc cuide
dela agora sugador"  - Claro, Jake - ela saiu do carro.  - Durma bem,
Bells. No se preocupe com nada, eu vou estar te observando essa noite.
- No, Jake. Descance um pouco, eu vou estar bem.  - Claro, claro -
"mais tarde estarei la para assegurar que ela estar bem leitor de
mentes, espero que esteja me ouvindo". Como poderia no ouvi-lo sua
mente gritava em minha cabea como um alto falante.  - Boa noite, Jake.
Obrigada.  - Boa noite, Bella - ele se despediu, segui para pega-la na
linha da fronteira onde eu no causaria uma guerra, lgico que os lobos
iriam procurar um motivo se eu colocasse um p dentro das suas terras.
- Bella - disse aliviado abraando-a vendo que estava perfeita e
intacta, o alivio percorreu todo meu corpo e o toque do meu com o dela
fez com que uma corrente eltrica percorresse meu corpo.  - Oi. Desculpa
por eu ter me atrasado. Eu ca no sono e...  - Eu sei. Jacob explicou. -
andamos na direo do carro quando a vi caindo ao meu lado e segurei-a
firmemente - Voc est cansada? Eu podia te carregar.  - Eu estou bem.
- Voc te levar pra casa e te colocar na cama. Voc se divertiu? -
perguntei.  - Sim, foi incrvel, Edward. Eu queria que voc tivesse
vindo. Eu nem posso explicar. O pai de Jake nos contou algumas histrias
e elas eram como... como magia. - ela disse empolgada e sonolenta.  -
Voc vai ter que me contar. Depois que voc dormir.  - Eu no vou contar
direito - ela bocejou, sorri por ver que Bella havia retornado bem
pensando no quanto azarada ela era poderia cair uma tempestade e um raio
acerta-la mesmo estando entre toda tribo Quileute, gargalhei com esse
pensamento enquanto colocava o cinto de segurana deixando-a segura
Deixei-a na porta de casa para encenar uma despedida, eu iria levar meu
carro para casa e voltaria quando Charlie j estivesse dormindo, Jacob
estava do lado de fora quando Bella entrou "estou aqui para assegurar
que Bella ficar segura at que voc volte sanguessuga", acenei com a
cabea assentindo, ele sabia que mesmo no escuro eu o veria. Esme tambm
se fazia presente "estou aqui filho, fique tranquilo."  Alice me
aguardava na porta da garagem com uma pergunta insistente na mente - sim
Alice - respondi antes que suas palavras sassem - Bella chegou bem,
preciso retornar o mais rpido possvel, minha me e o cachorro Quileute
esto assegurando que ela esteja segura at que eu volte com um osso
para agrad-lo. - corri o mais rpido que pude, as folhas passavam pelo
meu rosto e as arvores pareciam falar...senti um odor forte de cachorro
molhado, percebi que estava perto da casa de Bella... o vento soprava na
minha direo trazendo um cheiro forte e tentador a cada passo que eu
dava me aproximando mais. Aquele cheiro me fazia bem, anulava o fedor
que Jacob Black exalava, Bella deveria estar com sua janela aberta a
minha espera. Ao perceber minha presena ele se afastou "agora que voc
finalmente tirou seu sono de beleza j posso ir e deixa-la aos seus
cuidados, mais estaremos de olho".  Ignorei o pensamento de Jacob e me
dirigi a Esme feliz por saber que ela tambm amava Bella - Obrigada por
cuidar dela para mim - agradeci a Esme pelo seu sacrifcio.  - Ns
tambm amamos Bella meu filho, faremos de tudo para mant-la a salvo.
Agora que j est aqui eu voltarei para casa. - despedi-me dela com um
beijo na testa...Esme era o ser mais amvel que eu havia conhecido.
Escalei a janela rpida e silenciosamente, pensamentos confusos
indicavam que Charlie havia acabado de pegar no sono. Saltei pela janela
caindo de p no seu quarto - Jacob est l fora? - ela perguntou, seria
verdade? Ela estava preocupada com o lobo pulguento? Segurei-a entre os
meus braos mesmo sabendo que o frio do meu corpo faria com que ela
congelasse, ela tremeu.  - Sim... em algum lugar. E Esme est indo pra
casa.  - Est to frio e molhado. Isso  bobagem.  - S est frio pra
voc, Bella. - levei-a ate a cama onde a cobri com um edredom, logo ela
adormeceu. Peguei sua copia velha e gasta do morro dos ventos uivantes,
no sei o que tanto a atraia naquele livro...eu francamente nunca fui
muito f do Heathcliff.  Bella teve um sonho perturbado, naquela noite
ela falou meu nome novamente e o de Jacob tambm "a terceira esposa" ela
sussurrou... tentei entender o que significavam aquelas palavras. Ser
que tinha a ver com a historia que ela havia me contado no retorno para
casa? Continuei lendo e uma parte em especial do livro me chamou a
ateno.. E a voc v a distino entre os nossos sentimentos: se ele
estivesse no meu lugar e eu no dele, apesar de eu odi-lo com um dio
que esfolou a minha vida, eu jamais teria erguido a mo contra ele. Voc
pode no acreditar, se assim o desejar! Eu jamais o teria banido da
sociedade dela enquanto ela desejasse a dele. No momento em que a
considerao dela tivesse cessado, eu teria arrancado o corao dele
fora, e bebido seu sangue! Mas, at l - se voc no me acredita, no me
conhece - at l, eu teria morrido a poucos centmetros antes de tocar
um fio sequer da cabea dele! ... se eu pudesse e soubesse que no
morreria de nsia aps beber sangue de Jacob eu j o teria feito, mesmo
sendo agradecido a ele por mant-la viva para mim, seus sentimentos eram
como uma ameaa, pois ele poderia tira-la de mim a qualquer momento.
Bella me abraou com fora, perecia que estava tendo um pesadelo - Eu te
acordei? - perguntei, derrubando sem querer o livro idoso no cho.  -
No! Eu tive um pesadelo.  - Voc no quer me contar sobre ele? -
abracei-a com um pouco mais de fora.  - Cansada demais. Talvez de
manh, se eu lembrar.  - De manh - falei vendo-a ainda sonolenta.  - O
que voc estava lendo? - ela perguntou confusa.  - O Morro dos Ventos
Uivantes - disse sorrindo torto.  - Eu pensei que voc no gostasse
desse livro. - ela fez careta  - Voc me fez mudar de idia. Alm do
mais... quanto mais tempo eu passo com voc, mais emoes humanas se
tornam compreensveis pra mim. Eu estou descobrindo que sinto simpatia
por Heathcliff de maneiras que eu no julgava possveis antes.  - Mmm -
ela fechava os olhos ainda com sono.  - E suas emoes se confundem com
as minhas. - sussurrei numa altura inaudvel aos ouvidos humanos.  De
manh agora completamente acordada podamos conversar sobre sua ida a La
Push - voc esteve inquieta enquanto dormia, teve um pesadelo?  - Lembro
de fragmentos, mais no do sonho completo - ela respondeu confusa - s
me lembro de acordar e ver voc ao meu lado - puxei-a para mais perto de
mim e beijei seus lbios quentes e atrativos... seu corao acelerou e
sua pulsao ficou mais forte, o sangue correndo pelo seu corpo me faria
enlouquecer, mais a sua experincia de quase morte havia me curado.
Despedi-me por um tempo quando o pensamento do lado de fora me chamou
indicando que j era hora de ir para casa, eu precisava trocar de roupa
para dar a impresso de que estava chegando e no saindo. - Edward -
Emmett me gritou quase me deixando louco - pode ir maninho eu cuido da
azarada... comigo aqui nenhum vampiro louco chegar perto dela, mesmo
que ela atraia todos os vampiros do continente at aqui com esse
satlite em sua cabea que atrai o perigo onde quer que ele esteja... -
sorri abafado para que ela no percebesse que meus irmos j estavam
apostando na sua transformao.  Desci pela mesma janela que entrei, l
fora com o sorriso maroto estampado no rosto meu irmo urso que fingia
se esconder dentre as rvores. Fui para casa imaginado como seria aquele
dia... apesar de saber o quanto eu a queria, tambm temia pela sua
segurana... Bella era tudo para mim e ningum iria mudar isso. Notas
finais: Gostaria de deixar aqui as atts para todos porem no poderia pq
vcs so muitos... temos no entanto observado que os numeros vo
aumentando e agradescemos a todas vcs pelo carinho e pela dedicao...
vcs so maraviiilhooosaaas. deixo um beijo especial para Michelle day,
Danipires, Ellah e Katherine Barlow que so figuras maravolhosas e que
tive o privilegio de conhecer... obrigada Patty pela sua ajuda na hora
de elaborar os capitulos , vc  uma critica nata. obrigada pelos
comentarios e por tudo que vcs tem dito... espero que continuem
comentando para que possamos saber por onde ir... muitos bjos!  Capitulo
11 - A surpresa.  Os pensamentos de Bella eram para mim um mistrio, eu
conseguia ver cada detalhe do que se passava na cabea de cada pessoa
que conheci ou que cruzou meu caminho nessa minha longa e tediosa vida.
Tentar decifrar seus gestos era cada vez mais difcil, ela estava mais
ansiosa nos ltimos dias depois da sua ida a La Push, era muito
frustrante no saber o que fazer para agrad-la. Naquela noite ela teve
sonhos agitados, murmurou coisas incompreensveis, at mesmo pra mim.
Enquanto ela dormia eu tinha tempo suficiente para perceber que o
cachorro nos observava do lado de fora, seu fedor era impossvel de
passar despercebido "menos mal" pensei "ao menos temos um co ou melhor
vira-latas de guarda" sorri baixinho para no acord-la, o que mais me
incomodava eram os pensamentos de Jacob ele teimava em fantasiar com
Bella, se eu pudesse quebrar sua mandbula sem faz-la sofrer de certo
j teria feito. Sentado na cadeira ao p da sua cama eu a observava
enquanto dormia, era sempre to encantadora a forma como ela se encolhia
e falava meu nome "Edward" ela sussurrava toda noite, esperava esse
momento a todo instante... se ela tivesse a mnima noo do que eu
sentia realmente, talvez ela no precisasse se sacrificar para se tornar
algum como eu, pois estaria a seu lado por toda sua vida humana e
depois que ela partisse eu daria um jeito de ir encontr-la onde quer
que ela estivesse, eu a amava. "Sanguessuga imbecil" um pensamento
gritou em minha cabea, cheguei at a janela e vi o lobo escondido entre
as rvores, o dia estava amanhecendo o crepsculo quela hora da manha
era to bonito, desde que conheci Bella aprendi a ver a beleza das
coisas "estou indo...por enquanto" ele continuou " espero que no cause
mais nenhum dano a todos ns" Ela acordou linda como sempre, levantou da
cama cambaleando. Preparei o caf quando ouvi Charlie sair logo cedo,
tentei esquecer os pensamentos insistentes de Jacob Black e seus sonhos
com Bella, o leve raio de sol entrando pela janela do quarto bateu em
seu rosto enquanto ela me mostrava um breve sorriso.- Bom dia - ela
disse baixinho. Bella parecia distante naquele dia quando Alice quebrou
o silncio com mais um grunhido alto e estridente - Eu tinha previsto...
- ela disse, bati forte com o cotovelo nas suas costelas... eu devia ter
lido em seus pensamentos que ela iria contar, mais Alice sabia muito bem
como evitar que eu lesse sua mente, ela usava dos mais diversos
artifcios para fugir de mim, eu havia dito para contar embora ela no
quisesse, a festa seria mais uma surpresa visto que Bella no suportava
danar. - T - ela rosnou. - Edward est me fazendo fazer isso. Mas eu
prev que seria mais difcil se eu surpreendesse voc.- ela completou
diante do olhar confuso de Bella. - Em Ingls? - ela perguntou no
caminho para o carro. - No seja um beb sobre isso. Nada de acessos de
raiva. - o tom da voz de Alice dessa vez era brincalho. - Ento voc,
quer dizer, ns, vamos ter uma festa de formatura? - ela perguntou
incrdula. - No  nada grande. Nada com o que se preocupar. Mas eu v
que voc ia enlouquecer se eu tentasse fazer uma festa surpresa e Edward
disse que eu tinha que te contar. Mas no  nada. Prometo. - ela previu
meus movimentos antes que eu o fizesse fugindo das minhas mos que iam
em direo ao seu cabelo miraculosamente penteado. - Existe alguma
necessidade de discusso? - Bella suspirou fazendo careta. -
Absolutamente no. - Est bem, Alice. Eu estarei l. E eu vou odiar cada
minuto dela. Prometo. - Esse  o esprito! Alis, eu adorei o meu
presente. No precisava. - Alice, eu no dei! - Oh, eu sei disso. Mas
voc vai. - Incrvel como  que algum to pequeno pode ser to
irritante? - tambm brinquei. -  um talento. - ela respondeu sorrindo,
a baixinha irritante era minha melhor amiga e aquela que mais me
incentivou para que eu aceitasse o meu amor e pudesse estar ao lado de
Bella mesmo indo contra a vontade de alguns membros da minha famlia. -
Ser que voc no podia ter esperado umas semanas pra me contar sobre
isso? Agora eu vou ficar estressada com isso por muito mais tempo.- ela
perguntou num tom que mais parecia desespero levando as mos ate a
cintura batendo o p no cho. - Bella, voc sabe que dia  hoje? - Alice
respondeu com outra pergunta e um grande sorriso estampado no rosto. -
Segunda? - ela respondeu de maneira atrevida. - Sim.  Segunda... dia
quatro. - Alice respondeu mostrando o pster que anunciava que a
formatura seria dali a uma semana "uma semana para que voc vire um ser
sem alma como eu" pensei. - Dia quatro? De Junho? Voc tem certeza? -
no consegui identificar sua expresso daquela vez, o que se passava na
sua cabecinha avoada. Olhei rapidamente para Alice, rpido demais para
que ela pudesse perceber... ficamos em silncio esperando por alguma
reao. - No pode ser! Como foi que isso aconteceu? - ela conseguiu
dizer em meio a sua evidente confuso mental. "Acho que Bella est
confusa Edward" Alice pensou, "acho que ela ainda no est preparada"
ela continuou. Eu tinha que concordar com Alice e ao mesmo tempo minha
cabea trabalhava no intuito de poder tirar a idia de transformao da
cabea dela... Alice entendia minhas atitudes e no me julgava, ela
tambm acreditava na oportunidade de que eu estava tentando dar a Bella
para que ela vivesse uma vida norma como humana, no sabamos como ela
seria quando fosse uma recm nascida e aquilo me deixava preocupado. No
queria v-la sofrer mesmo que as lgrimas no cassem mais dos seus
olhos e seu corao no batesse, eu ainda a amaria em igual proporo eu
s no sabia se ela tambm me amaria. Segurei a porta do carro aberta
enquanto ela parecia resolver um problema muito difcil, eu me sentia
intil naquele momento, no podia ler sua mente e nem ao menos saber de
qualquer outra maneira o que ela estava pensando, qual seria o real
motivo da sua preocupao? Rene? Charlie? Jacob? Como eu iria
descobrir? "voc precisa contar Edward" Alice dirigiu seu pensamento a
mim enquanto tagarelava insistentemente mesmo sabendo que ningum a
estava ouvindo "como ela conseguia tagarelar de duas formas diferentes?"
me perguntei mentalmente. A chuva caa insistentemente do lado de fora
do carro exigindo um pouco mais de ateno na estrada. "Conte-lhe sobre
Jasper" Alice sugeriu mentalmente, o que ela estava dizendo dessa vez?
Onde ela queria chegar? Contar sobre Jasper? Talvez ela estivesse certa
e eu devesse mostrar a Bella como um recm nascido pode ser perigoso...
lancei um olhar de aprovao para ela enquanto a deixava na porta de
casa e me dirigindo at a casa de Charlie para tentar mais uma vez
convencer Bella de que no havia nada de potico em ser um vampiro, caso
eu no conseguisse j to prximo ao baile ai sim iria seguir o conselho
de Alice. Chegamos cedo e ainda no havia nenhum sinal de Charlie, sai
do carro e abri a porta para que ela me acompanhasse, diante do seu
estgio avanado de desligamento da realidade segurei-a pelo brao e a
levei para dentro de casa antes que pudesse se molhar, levei-a at o
sof calmamente respeitando sua ausncia naquele momento, ela sentou sem
reclamar olhando para a janela... no que ela estava pensando afinal?
Tanto tempo em silncio e sem questionamentos no era do seu feitio, sua
expresso denunciava ansiedade e por vezes medo... medo do qu? De se
tornar uma vampira? De no saber como ser sua reao? Aquele silncio
estendido estava me deixando louco... levei a mo aos cabelos esperando
que ela sasse do seu transe e me dissesse de uma vez o que estava
acontecendo... engraado como o tempo passa devagar quando esperamos por
algo, lembro-me de quando fui ao Brasil atrs de Victoria, a lembrana e
a saudade pareciam fazer com que os dias tivesse quarenta e oito
horas... a ausncia dela era quase to castigante como aquele silncio
acompanhado pelas expresses indecifrveis dela. Eu no aguentava mais
esperar que ela voltasse  realidade, se demorasse mais alguns segundos
com certeza eu ficaria louco resolvi quebrar o silncio daquele momento
que mais pareceu uma eternidade, segurei seu rosto com as duas mos
forando-a a olhar para mim, olhei dentro dos seus olhos e disse
finalmente - Ser que voc poderia, por favor, me dizer o que voc est
pensando? Antes que eu fique louco? - supliquei enquanto ela ainda
parecia editar suas palavras - Seus lbios esto brancos. Fale, Bella. -
pedi novamente Ela respirou fundo como se estivesse buscando o ar que
lhe faltasse - A data me pegou fora de guarda - ela sussurrou. - Isso 
tudo.- continuei calado, no podia ser s isso. At que ponto ela
estaria preocupada para deixar que isso ficasse evidente para mim? - Eu
no tenho certeza... do que dizer  Charlie... o que dizer... como
dizer... - as palavras saram cortadas. - Isso no  por causa da festa?
- fingi surpresa para no deix-la mais preocupada. - No. Mas obrigada
por me lembrar. - ela fez uma careta. - Voc no est pronta - eu disse
no conseguindo mais esconder que na verdade eu sabia o que a
preocupava, era a transformao e no a festa. - Eu estou! Eu tenho que
estar. - ela disse rapidamente obviamente mentindo - Voc no tem que
estar nada. - rebati eu podia ver que ela estava to amedrontada com a
idia que mal conseguia coorden-las direito. - Victoria, Jane, Caius,
quem quer que fosse que estava no meu quarto...! - ela tentou
inutilmente justificar. - Muito mais razes pra esperar. - falei. - Isso
no faz sentido, Edward! - Bella. Nenhum de ns teve a escolha. Voc viu
o que isso fez... com Rosalie, especialmente. Ns todos lutamos,
tentando reconciliar a ns mesmos por uma coisa sobre a qual nunca
tivemos controle. No ser assim pra voc. Voc vai ter uma escolha. -
forcei-a a olhar diretamente para mim. - Eu j fiz a minha escolha. -
ela rebateu tambm. - Voc no vai passar por isso porque tem uma espada
erguida sobre a sua cabea. Ns vamos tomar conta dos problemas, e eu
vou tomar conta de voc - prometi. - Quando no estivermos passando por
isso, no houver nada forando a sua deciso, ai voc pode decidir se
unir a mim, se voc ainda quiser. Mas no porque voc est com medo.
Voc no ser forada a isso. - apelei para o seu bom senso sem sucesso.
 - Carlisle prometeu! - ela afirmou obviamente amedrontada - Depois da
formatura.
 - No at que voc esteja pronta! E definitivamente no enquanto voc
se sentir ameaada. - assegurei olhando em seus olhos, ela no
rebateu... certamente sua mente to cheia de problemas no iria
encontrar algum argumento que batesse os meus. - ento - disse beijando
sua testa - Nada com o que se preocupar. - sorri torto. - Nada alm da
destruio iminente. - ela tentou sorrir - Confie em mim. - continuei
fitando-a esperando para ver qual seria sua prxima resposta - Eu
confio. - ela disse tentando se desvencilhar - Posso te perguntar uma
coisa? - ela pareceu relaxar. - Qualquer coisa. - respondi ainda
segurando seu rosto entre as minhas mos, ela pareceu pensar na pergunta
enquanto mordia o lbio inferior, mal sabia o efeito que aquele simples
gesto causava em mim, uma corrente eltrica percorria toda vez que ela
me olhava daquele jeito tentador. - O que eu vou dar  Alice como
presente de formatura? - sorri deixando a preocupao ir embora, parecia
que ela finalmente tinha voltado ao seu normal, embora no tenha
conseguido convenc-la a mudar de idia, deixei minhas mos carem em
cima das dela segurando-as com carinho. - Parecia que voc ia dar a ns
dois ingressos para um show. - respondi imaginando se ela realmente
havia esquecido suas preocupaes. - Isso mesmo! O show em Tacoma. Eu v
o anncio em um jornal na semana passada, e pensei que seria uma coisa
que voc gostaria, j que voc disse que o CD era bom. -  uma tima
idia. Obrigado. - Eu espero que j no esteja lotado. -  o pensamento
que conta. Eu bem sei. - sorri agora largamente. - Tem outra coisa que
voc est querendo perguntar - li no seu rosto. - Voc  bom. - Eu tenho
bastante prtica em ler o seu rosto. - "embora algumas vezes ele fique
to enigmtico quanto sua mente" pensei - Me pergunte. - Voc no quer
que eu seja vampira. - ela se aconchegou em meu peito. - No, eu no
quero. - afirmei veementemente - Isso no  uma pergunta. - Bem... eu
estava me preocupando com... porque voc se sente assim. - Se
preocupando? - ela continuou escondendo o rosto. - Voc pode me dizer
por qu? Toda a verdade, sem poupar meus sentimentos? - Se eu vou
responder a sua pergunta, voc vai me explicar a sua pergunta? - ela fez
um sinal negativo com a cabea ainda enterrada em meu peito - Voc podia
fazer coisa muito melhor, Bella. - suspirei - Eu sei que voc acredita
que eu tenho uma alma, mas eu no estou inteiramente convencido nesse
aspecto, e isso te arrisca... Pra que eu permita isso, deixar que voc
se torne o que eu sou s pra que eu nunca tenha que te perder,  o ato
mais egosta que eu posso imaginar. Eu quero isso mais do que qualquer
outra coisa, por mim mesmo. Mas pra voc, eu quero to mais. Permitir
isso, parece um crime.  a coisa mais egosta que eu jamais terei que
fazer, mesmo se eu viver pra sempre. Se houvesse uma forma de eu me
transformar em humano pra voc, no importa qual fosse o preo, eu
pagaria. - Ento... no  porque voc est com medo de... no gostar
tanto de mim quando eu for diferente, quando eu no for mais macia e
quente e quando no tiver o mesmo cheiro? Voc realmente me quer, no
importa no que eu me transforme? - um sorriso leva apareceu no seu
rosto... como ela poderia pensar que no a amaria? O quanto tola ela
ainda poderia ser? - Voc estava preocupada que eu no fosse gostar de
voc? - sorri - Bella, pra uma pessoa to intuitiva, voc consegue ser
to obtusa! - gargalhei. - Eu no acho que voc se d conta do quo mais
fcil isso ser pra mim, Bella quando eu no tiver mais que me
concentrar o tempo todo em te matar. Certamente, havero coisas das
quais eu sentirei falta. Isso pra comear... - olhei profundamente nos
seus olhos e alisei seu rosto com meu dedo polegar, respirei fundo
controlando meu impulso para no beij-la naquele momento, respirei
novamente quando vi o rubor no seu rosto... sorri - E o som do seu
corao - continuei enquanto seu rosto ficava ainda mais vermelho
aumentando minha vontade de mant-la humana, no poderia haver nada no
mundo que fosse mais importante para mim do que as batidas do seu
corao -  o som mais significante no mundo. Eu estou to conectado a
ele agora, que eu juro que poderia identific-lo  milhas de distncia.
Mas nenhuma dessas coisas importa. Isso... Voc.  isso que eu vou
guardar. Voc sempre ser a minha Bella, s que voc s ser um pouco
mais durvel. - peguei seu rosto com as duas mos novamente, virando-a
para que me olhasse de frente - Agora, voc vai responder uma pergunta
pra mim? A verdade, sem poupar os meus sentimentos? - perguntei. - 
claro - ela respondeu prontamente. Procurei as palavras certas para no
despertar nenhuma reao brusca - Voc no quer ser minha esposa.-
esperei sua reao que no poderia ter sido mais engraada, seu corao
e seu pulso comearam a acelerar enquanto sua presso sanguinea
aumentava, seu rosto ficou branco como a neve... segurei o sorriso
enquanto esperava pela sua resposta depois da sua reao to inesperada.
- Isso no  uma pergunta? - ela disse depois que conseguiu respirar.
 Soltei seu rosto devagar para pegar sua mo delicada, ela estava suada,
desenhei o formato dos seus dedos e depois os cruzei com os meus. - Eu
estava me preocupando com porque voc sente desse jeito. - Isso tambm
no  uma pergunta - ela murmurou. - Por favor, Bella? - pedi - A
verdade? - ela perguntou. -  claro. Eu posso aguentar, seja l o que
for. - na verdade eu no sabia se podia, no sabia se a resposta dela
iria me agradar mais precisava arriscar, precisava saber como ela se
sentia... e como no podia ler sua mente teria que me contentar com suas
palavras editadas. - Voc vai rir de mim. - Rir? Eu no posso imaginar
isso. - fingi estar em choque. - Voc vai ver - de repente seu corao
comeou a acelerar novamente e seu rosto ficou vermelho de vergonha. -
t, tudo bem. Eu tenho certeza que isso tudo vai soar como uma grande
piada pra voc, mas realmente!  to... to... embaraoso! - ela se
aconchegou novamente em meu peito escondendo seu rubor. - Eu no estou
te entendendo. - fingi seriedade, quando ela levantou o rosto e me fitou
procurando o que responder. - Eu no sou aquela garota, Edward. Aquela
que se casa logo quando sai da escola como se fosse uma garota de
interior que se apaixonou pelo namorado! Voc sabe o que as pessoas
iriam dizer? Voc sabe que sculo  esse? As pessoas no se casam aos
dezoito anos! No as pessoas inteligentes, no as pessoas responsveis,
no as pessoas maduras! Eu no ia ser aquela garota!  Essa no sou eu...
- ela desabafou. - Isso  tudo? - "eu realmente no podia acreditar no
que ela havia acabado de dizer... queria ser vampira e no podia se
casar aos dezoito?" pensei. - J no  o suficiente? - No  porque voc
estava mais ansiosa... com a imoralidade em si do que apenas por mim? -
aquela discusso realmente no nos levaria a lugar nenhum naquele
momento - Edward! E aqui... eu sempre... pensei que... voc fosse... to
mais... inteligente que eu! - ela disse sfrega, abracei-a com carinho.-
Edward no h necessidade de viver pra sempre sem voc. Eu no ia querer
um dia sem voc. - Bem, isso  um alvio - respondi realmente
aliviado... - Ainda assim... isso no muda nada. - No entanto,  bom
entender. E eu compreendo a sua perspectiva, Bella, eu realmente
compreendo. Mas eu gostaria muito se voc considerasse a minha. -
trouxe-a para mais perto de mim - Entenda, Bella, eu era aquele garoto.
No meu mundo, eu j era um homem. Eu no estava procurando por amor,
no, eu estava ansioso demais por ser soldado pra me preocupar com isso;
eu no pensava em nada alm do ideal de glria de guerra que eles
estavam vendendo para os cadetes na poca, mas se eu tivesse
descoberto... - parei para ver se ela estava entendendo onde eu queria
chegar - Eu ia dizer: se eu tivesse encontrado algum, mas isso no
basta. Se eu tivesse encontrado voc, no h dvida na minha cabea
sobre o que eu teria feito. Eu era aquele garoto, que teria, assim que
eu tivesse descoberto que era por voc que eu estava procurando, ficaria
de joelhos e seguraria a sua mo. Eu iria querer voc pela eternidade,
mesmo se essa palavras no tivesse as mesmas conotaes. - sorri
enquanto ela me olhava em estado de choque - Respire, Bella - pedi
lembrando-a de que ainda no era um ser sem vida como eu - Voc pode ver
o meu lado, Bella, um pouquinho? - conclui enquanto ela puxava o ar. Ela
parou um pouco, ficou em silencio me matando de curiosidade, logo depois
sacudiu a cabea como se estivesse espantando um pensamento ruim. - O
negcio  Edward casamento e eternidade no so conceitos mutuamente
exclusivos ou mutuamente inclusivos. E j que estamos vivendo no meu
mundo no momento, ns devamos seguir o tempo, se voc entende o que eu
quero dizer. - Mas por outro lado em breve voc estar deixando o tempo
completamente pra trs. Ento porque esses costumes transitrios de
cultura local deveriam afetar tanto essa deciso? - Quando em Roma? - eu
sorri interrompendo seu raciocnio. - Voc no tem que dizer sim ou no
hoje, Bella.  bom entender ambos os lados, no entanto, voc no acha? -
Ento a sua condio...? - Ainda est em efeito. Entendo o seu ponto,
Bella, mas se voc quer que eu mesmo te mude... - e se ela no aceitasse
talvez eu ganhasse um pouco mais de tempo. - Dum, dum, dah-dum - Bella
era realmente inacreditvel... naquele dia decidi que no tocaria mais
no mesmo assunto e quando Charlie chegou me despedi dela... pelo menos
at que Charlie estivesse roncando. Quando nos despedamos na porta ouvi
os pensamentos de um dos lobos Quileutes... ao menos no era Jacob
Black... era Seth um dos seus amigo avisando que eu no precisava me
preocupar porque eles estavam atentos... um pouco mais adiante distante
do lobo estava minha me sempre to fraternal e delicada "estou aqui meu
filho... fique tranquilo". Cheguei em casa a tempo de ver meu pai passar
correndo como um vulto entre as rvores, captei seu pensamento que
indicava que ele estava indo fazer companhia a Esme. Meus irmos estavam
reunidos na sala quando entrei... todos parados - parece que esto
mortos - brinquei... a nica que no sorriu foi Roslie, como sempre. -
E ai maninho estvamos aqui fazendo uma aposta. - Emmett falou sorrindo
enquanto Jasper escondia o sorriso colocando a mo na frente da boca...
captei os pensamentos deles e percebi que meus irmos estavam apostando
para ver o quanto desastrada Bella seria como vampira e quantas vezes
ela iria cair? - Isso  mesmo srio? Vocs esto apostando para ver
quantas vezes ela ir cair? - perguntei sem humor. -  isso ai Edward,
falei pra eles que voc no iria gostar... - Alice retrucou. - Com a
sorte que ela tem  bem provvel que a gente tenha que desmatar toda
floresta para ela no se bater nas rvores enquanto corre... - ele disse
gargalhando. - Emmett? - repreendi olhando para Alice que deu de
ombros... - J no sei mais o que dizer para eles pararem Edward. - ela
se defendeu, segurei o riso... eu sabia que eles estavam certos,
desastrada como era Bella podia at se bater numa rvore mesmo, s que
sendo uma vampira recm nascida com sua fora a rvore ainda poderia
cair sobre ela... contive o sorriso, no pela rvore caindo sobre ela eu
nunca deixaria que isso acontecesse mais sim pelo desastre ambiental que
isso tudo causaria, Jasper captou meu humor e completou a piada de
Emmett. -  meu irmo, precisamos nos certificar de que iremos morar num
lugar livre de tudo que impea um acidente ambiental... no vamos querer
ser presos e processados por desmatar uma floresta tropical... -
gargalhamos todos juntos... devia confessar que a cena seria engraada.
- A propsito Emmett me lembre de pedir a Bella que te desafiar pra uma
boa luta enquanto for recm nascida... - falei num tom de brincadeira. -
Eu vou estar pronto. - ele fez uma posio de luta -  isso ai maninho,
bom humor  tudo e faz muito bem... desencana desse problemas Bella j 
crescidinha. - Ela  uma pessoa sem noo. - respondi - mais ser muito
mais forte do que voc... - Do jeito que a humana  desastrada, mesmo
quando ela for uma de ns terei minhas vantagens... "Se j esto
brincando com a possibilidade de transformao, por qu no fazer logo e
nos poupar de todos esse problemas?" captei o pensamento de Roslie -
tudo o que eu queria agora  que Bella estivesse livre de todos esse
problemas, assim ningum precisaria se envolver nesse assunto - falei
ficando serio de repente, nenhum dos meus irmos entendeu minha sbita
mudana de humor - pela primeira vez em dcadas de existncia vazia e
solitria sinto como se estivesse vivo e posso sentir como se o meu
corao batesse, como se o ar estivesse entrando e saindo dos meus
pulmes. - Ns sabemos disso Edward e  por isso que estamos com voc -
Alice se aproximou colocando a mo em meu ombro - e ns tambm amamos
Bella, ela j pertence a nossa famlia - ela finalizou. -  maninho
agora ns podemos pensar em como ser minha luta depois que ela for uma
de ns. - Emmett ainda brincou, mais aquela altura Charlie j devia
estar dormindo e eu precisava voltar para a casa dela, precisava estar
ao lado dela. Notas finais: Hj tenho muitos agradescimentos a fazer...
primeiro minha amiga coruja e minha conselheira Patty Araujo devo dizer
vc  d++++ . Depois vem minhas atts aquelas leitoras mais assiduas em
especial Michele Day, danepires, Pretinha, entre outras que esto sempre
presentes mais so muitas para pouco espao... hj estou mais feliz pq
ganhei mais duas scias para um contop que vamos escrever Ellah e
katherine Barlow duas das melhores escritoras desse site... vcs so
lindas e talentosas e como eu j disse tem futuro e eu espero poder
v-las em Salvador. Bom espero mesmo que vcs gostem do capitulo,pois
ele foi suado e espremido pra que saisse ainda essa semana.
 Leiam e comente para que saibamos se vcs gostaram de verdade... gente
poodem criticar se scharem que no est bom a gente pode fazer
mudanas....MUITOS BJOS!  Capitulo 12 - A histria.  A noite passou
rpido e sem muitas novidades, naquele dia ela no falou meu nome... e
nem o Jacob Black aquele lobo maldito que teimava em estar no meu
caminho. Tudo o que eu queria era poder apag-lo da vida dela, afinal
ele era o nico alm de mim que ela citava em seus sonhos "meu Jacob"
ela murmurava enquanto dormia.  No sei quanto tempo fiquei observando
seu sono, nem mesmo sei como consegui me desligar dos pensamentos
furiosos do lobo sarnento que nos observava do lado de fora da casa,
mesmo acordado foi como se naquele dia eu estivesse dormindo... imaginar
Bella como um ser sem alma como eu era doloroso demais, consegui ouvir
os passos de Charlie e seus pensamentos ainda confusos no comeo da
manh, precisava tirar da cabea tonta de Bella a necessidade doentia de
se tornar uma vampira. Na verdade nunca entendi o que se passava na sua
cabea no s por no conseguir ler a sua mente, tambm por causa de sua
necessidade patolgica de se meter em confuso, a busca pelo perigo e
por tudo que pudesse lhe fazer algum mal.  Bella era um ser confuso,
muitas vezes as suas expresses denunciavam seus sentimentos mais
ultimamente estava difcil decifr-los, a maneira como ela olhava e
falava do lobo defendendo-o era difcil e muitas vezes doloroso. Eu
sabia que tinha que me acostumar afinal eu a tinha deixado e agora
pagava o preo pela minha tolice, um alto preo.  Tudo o que me
importava naquele momento era a segurana dela e no me importava como
ou de que maneira eu iria faz-lo, ao menos sabia que poderia contar com
o amor desenfreado e juvenil de Jacob Black e seu bando de lobinhos
saltitantes, quase sorri com o meu pensamento naquele momento me senti
como Emmett que  capaz de brincar em toda ou qualquer situao.
Brincadeiras a parte eu s queria poder faz-la ver que as emoes
humanas desapareceriam no instante da sua transformao.  Com aquela
certeza de que o co de guarda estava do lado de fora assegurando que
Bella estaria bem at que eu voltasse da minha casa desci pela janela do
quarto, eu precisava trocar de roupa caso quisesse permanecer vivo, com
a minha irm pequena e irritante cuidando do nosso guarda-roupa e a sua
necessidade doentia de que andssemos sempre com uma roupa nova. O dia
j estava amanhecendo quando finalmente cheguei em casa e encontrei
minha famlia toda reunida na sala, ao me ver entrar eles me olharam
preocupados, pelos pensamentos pude perceber que Alice havia tido uma
viso mais nada que indicasse algo sobre os recm nascidos e Seattle,
ela continuava tentando em vo encontrar uma resposta para a sua
cegueira, entretanto no conseguia os vampiros novatos deviam ter
acessoria de algum que conhecia o dom de Alice to bem quanto ns.  -
Filho que bom que voc est aqui - Carlisle me disse expressando sua
sinceridade, os pensamentos do meu pai eram sempre verdadeiros e
condizentes com as suas palavras. Jasper como sempre estava preocupado
com Alice, ele sofria com ela cada vez que minha irm se sentia
impotente em relao as suas vises. Emmett e Roslie tinham ido caar e
estariam fora nas prximas horas, me sentia culpado por ter colocado
minha famlia numa guerra que no era deles, mais todos ns
acreditvamos que se os Volturi viessem to perto de Forks certamente
eles gostariam de nos visitar e isso poderia nos causar muitos
problemas.  - Pensei em trazer Bella para que voc possa contar sua
histria a ela Jasper- disse finalmente.  - Mais por que voc faria
isso? - ele perguntou confuso.  - Para tentar tirar daquela cabeinha
tola que a idia de tornar-se uma de ns no  nada potico- respondi -
mais s posso fazer isso se voc estiver de acordo.  - Voc acredita
realmente que isso far diferena? - ele questionou.  - Edward eu posso
ver que nada disso far com que Bella mude de idia - Alice nos
interrompeu.  - Mesmo assim eu quero tentar, se Jasper aceitar  claro!
- Sem problemas traga Bella aqui e eu direi tudo que ela precisa saber
sobre ser uma recm nascida. - Tentei encontrar respostas para as vises
borradas de Alice em vo, melhor seria manter Bella segura, mesmo com os
quileutes l para assegurar que estaria bem eu preferia estar perto
afinal estar com ela era a melhor coisa dos meus dias.  Voltei para a
casa de bella e a encontrei parada olhando algo que segurava em suas
mos, ela estava de costas mais parecia estar bastante concentrada -
Bella? - ela respirou fundo e virou-se para me olhar seu rosto
demonstrava medo, horror "ser que a assustei?" me perguntei enquanto me
aproximava numa velocidade muito grande, no havia ningum l, nem mesmo
charlie por isso eu no precisava fingir, e mais ainda por isso eu a
amava, com bella eu podia ser eu mesmo, entretanto naquele momento acho
que a assustei... "droga porque eu no podia ler sua mente?" - Eu
assustei voc? Eu lamento. Eu no bat...- disse segurando sua mo.  -
No, no - ela disse num flego - Voc j viu isso? - ela mostrou o
jornal, eu j imaginava quais seriam as noticias do dia e
definitivamente concordava com meu pai, ns teramos que fazer algo para
acabar com aquele recm nascido de Seattle se quisssemos que os Volturi
ficassem longe de Forks.  - Eu ainda no v as notcias de hoje. Mas eu
sabia que estava piorando. Ns vamos ter que  fazer alguma coisa...
rapidamente. - percebi desaprovao em seus olhos, no entanto ns
precisvamos agir.  - O que Alice diz?  - Esse  o problema! Ela no
consegue ver nada... - gesticulei sem humor - apesar de j termos
decidido um milho de vezes que ns vamos investigar. Ela est comeando
a perder a confiana. Ela sente como se estivesse perdendo muito esses
dias, que alguma coisa est errada. Talvez as vises dela estejam
desaparecendo.  - Isso pode acontecer?  - Quem sabe? Ningum nunca fez
um estudo... mas eu realmente duvido. Essas coisas tendem a intensificar
com o tempo. Olhe pra Aro e Jane.  - Ento o que h de errado?  -
Profecias auto-realizveis, eu acho. Ns continuamos esperando que Alice
veja alguma coisa pra que possamos ir... e ela no v nada porque ns
no iremos at que ela veja alguma coisa. Ento ela no pode nos ver l.
Talvez ns tenhamos que fazer isso s cegas.  - No.  - Voc tem um
forte desejo de assistir aula hoje? Ns s estamos a dois dias das
provas finais; eles no vo nos ensinar nada novo.  - Eu posso viver sem
escola por um dia. O que vamos fazer?  - Eu quero falar com Jasper.
Fomos direto para minha casa, quando chegamos meus pais estavam de
frente para a televiso acompanhados por Jasper, eles assistiam o
noticirio que falava sobre a serie de assassinatos, discutiam com
especialistas sobre o que levaria um assassino a atacar assim de maneira
to leviana e disforme, a TV estava to baixa que s consegui ouvir
graas a minha audio de vampiro. Os pensamentos de Alice me pegaram em
cheio, ela estava sentada na escada do mesmo jeito que eu a havia
deixado quando sa ela no estava to confiante quanto ao fato de termos
que agir como os volturi e irmos exterminar alguns vampiros arruaceiros.
Minha irm irritante de repente no estava to irritante assim, alice
estava realmente preocupada. Emmett entrou sala adentro como sempre com
os seus pensamentos tranqilos, sua mente era realmente uma piscina
muito rasa. - Ei, Edward. Faltando aula, Bella? - ele brincou.  - Ns
dois estamos - eu respondi.  - Sim, mas  a primeira vez dela no
colegial. Ela pode perder alguma coisa. - ele gargalhou.  Peguei o
jornal que havia trazido da casa de charlie e o entreguei ao meu pai,
ele saberia o que fazer, carlisle sempre sabia.  - Voc viu que agora
eles esto considerando um serial-killer? - perguntei.  - Eles estavam
com dois especialistas no CNN debatendo essa possibilidade hoje. - meu
pai respondeu.  - Ns no podemos continuar assim.  - Vamos agora -
Emmett disse esmurrando o ar fazendo passos de luta - Eu estou morto de
chateao. - ouvi passos na escada e um pensamento muito peculiar "vamos
todos morrer em Seattle" Rosalie disse por entre dentes, pela maneira
como bela olhou percebi que ela no captou as palavras rpidas demais da
minha irm.  - Ela  to pessimista - Emmett murmurou para si mesmo.  -
Ns vamos ter que ir alguma hora. - eu afirmei concordando com as
palavras de Emmett.  - Eu estou preocupado. Ns nunca nos envolvemos
nesse tipo de coisa antes. No somos Volturi.  - Eu no quero que os
Volturi venham aqui - eu disse. - Isso nos d muito menos tempo de
reao.  - E todos aqueles humanos inocentes em Seattle - Esme murmurou.
- No  certo deix-los morrer desse jeito.  - Eu sei - Carlisle disse.
"Deixe-me contar minha histria para ela Edward" - Oh - o pensamento de
Jasper foram dirigidos a mim. - Eu acho que no tinha pensado nisso. -
na verdade eu estava to preocupado com as novas noticias que no me
lembrei do nosso propsito naquele dia.  "Precisamos desvendar a forma
como os recm nascidos agem, sob o comando de quem, por que eles esto
matando to desenfreadamente, temos que estud-los e depois mat-los"
ele pensou.  - Eu entendo. Voc est certo, tem que ser isso. Bem, isso
muda tudo. Eu acho que  melhor voc explicar aos outros. Qual seria o
propsito disso? - eu via cada pensamento daquela sala, percebia a
confuso de cada um dos presentes.  - Por que ele est vagando? O que
voc est pensando? - Alice perguntou confusa como todos estavam naquela
sala, embora todos j soubessem o que viria a seguir, aquela historia
que todos ns conhecamos to bem.  - Voc est confusa - ele disse
olhando diretamente nos olhos de Bella.  - Ns estamos todos confusos -
Emmett murmurou.  - Vocs tm tempo pra ser pacientes Bella devia
entender isso tambm. Ela  uma de ns agora. Quanto voc sabe sobre
mim, Bella? - Jasper perguntou enquanto Emmett esperava impaciente pelas
prximas palavras de Jasper.  - No muito - ela respondeu.  Jasper olhou
pra mim buscando uma autorizao para comear a contar sua historia
"voc tem certeza de que nunca contou essa historia para ela?" ele
perguntou mentalmente.  - No - respondi a sua pergunta mental - Eu
tenho certeza que voc entende porque eu nunca contei essa histria pra
ela. Mas eu acho que ela precisa saber agora.  Jasper parou de frente
para ela levantando as mangas do suter que vestia enrolando as mangas
para cima, percebi a expresso confusa de Bella, ela no parecia estar
com medo, isso sim seria uma atitude anormal para ela, Alice estava ao
seu lado segurando sua mo. Jasper aproximou-se e mostrou uma das
cicatrizes que tinha em seu corpo passando o dedo por sobre ela.  - Oh!
Jasper, voc tem uma cicatriz exatamente igual a minha. - ela sussurrou
levando a mo at o seu brao e mostrando a sua cicatriz para ele.  - Eu
tenho muitas cicatrizes como as suas Bella. - Jasper sorriu, ele comeou
a subir mais a manga do seu suter, a principio fiquei apreensivo porque
no sabia qual seria o grau daquela impresso para Bella ou o que ela
poderia fazer com sua cabea j to cheia de coisas. Diante da face
assustada e perturbada dela eu imaginei o que estaria pensando, ela
olhava surpresa para todas aquelas marcas que ns todos conhecamos bem.
- Jasper, o que aconteceu com voc?  - A mesma coisa que aconteceu na
sua mo - Jasper murmurou - Repetido mil vezes o nosso veneno  a nica
coisa que deixa cicatriz. - percebi que aquelas lembranas o faziam
sofrer mais ele queria ajudar, fiz meno de ir em sua direo mais seu
pensamento me freou "no se preocupe Edward estamos bem" ele assegurou
"posso captar os sentimentos dela, fique tranquilo esta tudo bem"  - Por
que? - ela perguntou confusa e visivelmente assustada.  - Eu no tive a
mesma... criao que os meus irmos adotivos aqui. O meu comeo foi uma
coisa inteiramente diferente. - A voz dele mudou na ultima frase. -
Antes que eu te conte a minha histria - Jasper disse. - Voc precisa
entender que existem lugares no nosso mundo, Bella, onde o tempo de vida
daqueles que no envelhecem  medida em semanas, e no em sculos.  Como
j era de se esperar a pacincia de Emmett se esgotou e ele voltou a ver
o documentrio sobre os assassinatos em Seattle junto com meu pai. Alice
estava mais prxima a Esme e eu fiquei para auxiliar em algo se fosse
necessrio. - Pra entender realmente o porque, voc tem que olhar para o
mundo por uma perspectiva diferente. Voc tem que imaginar o jeito como
ele parece para os poderosos, os gananciosos... os perpetuamente
sedentos. Entenda, existem lugares no mundo que so mais desejveis para
ns do que outros. Lugares onde ns podemos ter menos restries, e
ainda evitar a deteco. Imagine, por exemplo, um mapa do hemisfrio
oeste. Imagine cada vida humana como um pequeno ponto vermelho. Quanto
mais vermelho, mas facilmente ns, bem, aqueles que vivem desse jeito,
podem se alimentar sem atrair ateno. No que os grupos ao sul liguem
muito se os humanos vo notar ou no. So os Volturi que mantm um olho
nisso. Eles so os nicos que os grupos do sul temem. Se no fossem os
Volturi, o resto de ns seria rapidamente exposto. - ela fez uma careta
quando Jasper citou o nome dos Volturi mais estava atenta a todos os
detalhes daquela historia que mais parecia sada de um filme de terror.
- O Norte , em comparao, muito civilizado. A maioria de ns daqui so
nmades que gostam do dia tanto quanto da noite, que permitem que os
humanos interajam conosco sem levantar suspeitas, anonimato  muito
importante pra todos ns.  um mundo diferente no Sul. Os imortais de l
s saem  noite. Eles passam o dia planejando seu prximo passo,
antecipando seu inimigo. Como houve guerra no Sul, guerra constante por
sculos, sem nenhum momento de trgua. Os grupos de l mal reparam na
existncia dos humanos, a no ser como soldados que notam um rebanho de
vacas no lado de uma pista, comida pra pegar. Eles s se escondem do
conhecimento do rebanho por causa do Volturi.  - Mas pelo qu eles esto
lutando? - ela perguntou.  - Lembra do mapa com os pontos vermelhos? -
ele sorriu levemente, enquanto ela fazia que sim com a cabea. - Eles
lutam pelo controle do maior nmero de pontos vermelhos. Veja, se
ocorresse que uma pessoa, se ele fosse o nico vampiro, digamos no Novo
Mxico, ento, ele poderia se alimentar toda noite, duas vezes, trs
vezes, e ningum nunca repararia. Ele planeja as formas certas pra se
livrar da competio. Outros tiveram a mesma idia. Alguns apareceram
com tticas mais efetivas do que outros. Mas a ttica mais efetiva foi
inventada por um vampiro bastante jovem chamado Benito. Da primeira vez
que qualquer um ouviu falar nele, ele tinha vindo de algum lugar a norte
de Dallas e massacrou dois grupos pequenos que dividiam uma rea perto
de Houston. Duas noites depois, ele pegou um cl muito mais forte de
aliados que controlava Monterrey no norte no Mxico. De novo, ele
venceu.  - Como foi que ele venceu? - ela perguntou novamente com
receio.  - Benito havia criado um exrcito de vampiros recm nascidos.
Ele foi o primeiro a pensar nisso, e, no comeo, ele era impossvel de
parar. Vampiros jovens so muito volteis, selvagens, e quase
impossveis de controlar.  possvel ser razovel com um recm-nascido,
ensin-lo a se controlar, mas dez, quinze juntos so um pesadelo. Eles
vo se virar um contra o outro com tanta facilidade como se fosse um
inimigo para o qual voc aponta. Benito teve que ficar fazendo mais 
medida que eles se destruam, e os grupos que ele derrotava matavam
metade de sua fora antes de perderem a luta. Veja, apesar dos
recm-nascidos serem perigosos, eles ainda so possveis de derrotar se
voc souber o que est fazendo. Eles so incrivelmente poderosos
fisicamente, pelo primeiro ano ou coisa assim, e se eles forem
permitidos a usar a fora pra aguentar, eles podem derrotar um vampiro
mais velho com facilidade. Mas eles so escravos de seus instintos, e
por isso so previsveis. Geralmente, eles no tm nenhuma habilidade
com luta, apenas msculos e ferocidade. E nesse caso, maior nmero. Os
vampiros ao Sul do Mxico se deram conta do que estava vindo pra eles, e
fizeram a nica coisa que podiam pra enfrentar Benito. Eles mesmos
fizeram exrcitos... E o inferno correu solto, e eu estou falando da
forma mais literal que voc possa imaginar. Ns imortais temos as nossas
histrias tambm, e essa guerra em particular nunca ser esquecida. 
claro, tambm no era uma poca muito boa para se ser humano no Mxico.
Quando a contagem dos corpos tomou propores epidmicas, de fato, as
suas histrias culpam as doenas pela baixa na populao, os Volturi
finalmente interviram. A guarda inteira veio junta e acabou com todos os
recm-nascidos na metade de cima da Amrica do Norte. Benito estava
escondido em Puebla, construindo seu exrcito o mais rpido que podia
pra poder tomar o seu prmio, a Cidade do Mxico. Os Volturi comearam
com ele, e depois passaram para o resto. Qualquer um que fosse
encontrado com vampiros recm-nascidos era executado imediatamente, e,
j que todos estavam tentando se proteger de Benito, Mxico ficou
esvaziada de vampiros por algum tempo. Os Volturi ficaram limpando a
casa por quase um ano. Esse  outro captulo da nossa histria que ser
sempre lembrado, apesar de que houveram poucas testemunhas restantes pra
falar de como foi. Eu falei com uma pessoa que uma vez tinha, 
distncia, observado o que aconteceu quando eles visitaram Culiancn. -
aquelas ultimas palavras fizeram Jasper sofrer um pouco mais, porem seu
dom era muito bom ele captou minha preocupao e me tranqilizou
novamente "no se preocupe Edward estou bem" e ganhou flego para
continuar - Isso foi o suficiente pra que a febre de conquista no se
espalhasse pelo Sul. O resto do mundo ficou so. Ns devemos aos Volturi
pelo nosso estilo de vida atual. Mas quando os Volturi voltaram para a
Itlia, os sobreviventes foram rpidos pra apostar em suas posses ao
Sul. No demorou muito tempo pra que os grupos comeassem a disputar
novamente. Havia muito sangue ruim, se voc perdoa a expresso.
Vinganas por todo lado. A idia dos recm-nascidos j estava l, e
alguns no foram capazes de resistir. Porm, os Volturi ainda no haviam
sido esquecidos, e os grupos do sul foram mais cuidadosos dessa vez. Os
recm-nascidos eram escolhidos entre os humanos com mais cuidado, e eram
mais treinados. Eles eram usados circunspectamente, e os humanos
continuaram, em grande parte, sem saber de nada. Os criadores deles no
deram aos Volturi nenhum motivo pra voltar. As guerras foram
reassumidas, mas em uma escala menor. De vez em quando, se algum ia
muito longe, especulaes comeavam a aparecer nos jornais dos humanos,
e os Volturi voltavam pra limpar a cidade. Mas eles deixavam os outros,
os mais cuidadosos, continuarem...  - Foi assim que voc foi
transformado. - Bella finalmente murmurou.  - Sim - ele concordou. -
Quando eu era humano, eu viv em Houston, Texas. Eu estava quase com
dezessete anos quando eu me juntei ao Exrcito Confederado em 1861. Eu
ment pra os recrutadores e disse que tinha vinte anos. Eu era alto o
suficiente pra escapar com a mentira. A minha carreira militar foi
curta, mas muito promissora. As pessoas sempre... gostaram de mim,
escutaram o que eu tinha a dizer. O meu pai dizia que era carisma. 
claro, agora eu sei que provavelmente era algo mais. Mas, qualquer que
fosse a razo, eu fui rapidamente promovido entre as patentes, acima de
homens mais velhos, mais experientes. O Exrcito Confederado era novo e
estava comeando a se organizar, ento, isso tambm promoveu
oportunidades. Na primeira batalha em Galveston, bem, foi mais um
disfarce, na verdade, eu era o Major mais novo do Texas, sem que sequer
soubessem minha verdadeira idade. Eu fiquei com a responsabilidade de
evacuar as mulheres e as crianas da cidade quando os barcos do morteiro
Union atracaram no porto. Eu levei um dia pra prepar-los, e ento eu
parti com o primeiro grupo de civis pra carreg-los at Houston. Eu me
lembro daquela noite muito claramente. Ns chegamos  cidade quando j
estava escuro. Eu s fiquei por tempo suficiente pra ter certeza se o
grupo inteiro estava seguramente situado. Assim que isso foi feito, eu
peguei um cavalo novo pra mim, e voltei pra Galveston. No havia tempo
pra descansar. A apenas um metro fora da cidade, eu encontrei trs
mulheres a p. Eu pensei que elas estavam perdidas e desmontei
imediatamente pra oferecer-lhes meu auxlio. Mas, quando eu consegu ver
o rosto delas na luz difusa da lua, eu fiquei silenciosamente fascinado.
Elas eram, sem dvida, as trs mulheres mais bonitas que eu j havia
visto. Elas tinham uma pele to plida, que eu me lembro de ficar
maravilhado. Mesmo a garota pequena de cabelos pretos, de quem as
feies eram claramente mexicanas, pareciam porcelana  luz da lua. Elas
pareciam jovens, todas elas, ainda jovens o suficiente pra serem
chamadas de garotas. Eu sabia que elas no eram membros perdidos do
nosso grupo. Eu teria me lembrado de vez aquelas trs. 'Ele est sem
voz' disse a garota mais alta com uma voz adorvel, delicada, era como
uma brisa de vento. Ela tinha bastante cabelo, e a pele dela era branca
como neve. A outra era mais loira e mesmo assim, sua pele era igualmente
branca. O rosto dela era como o de um anjo. Ela inclinou na minha
direo com os olhos meio fechados e inalou profundamente. 'Mmm' ela
suspirou. 'Adorvel'. A menor, uma morena pequena, colocou a mo no
brao da outra e falou rapidamente. A voz dela estava muito suave e
musical pra ser rspida, mas isso parecia ser o que ela pretendia. 'Se
concentre Nettie', ela disse. Eu sempre tive uma boa sensao de como as
pessoas se relacionam umas com as outras, e ficou claro imediatamente
que a morena estava no comando das outras. Se elas fossem militares, eu
diria que ela se sobressaa s outras. 'Ele parece ser certo, jovem,
forte, um oficial...' a morena pausou, e eu tentei falar sem sucesso. 'E
tem mais alguma coisa... vocs esto sentindo?' ela perguntou s outras
duas. 'Ele ... coagente'. 'Oh, sim' Nettie concordou rapidamente, se
inclinando na minha direo de novo. 'Pacincia', a morena avisou ela.
'Eu quero ficar com esse'. Nettie fez uma careta, ela pareceu
aborrecida. ' melhor voc fazer isso, Maria', a loira mais alta falou
de novo. 'Se ele  importante pra voc. Eu os mato duas vezes mais do
que os crio'. 'Sim, eu vou fazer isso', Maria concordou. 'Eu realmente
gosto desse. Leve Nettie pra longe, t? Eu no quero ter que proteger as
minhas costas enquanto estou tentando me concentrar'. O meu cabelo
estava arrepiando na minha nuca, apesar no se eu no entender o
significado de nada do que aquelas lindas criaturas estavam falando. Os
meus instintos me diziam que eu estava em perigo, que aquele anjo estava
falando srio quando falou em matar, mas meu julgamento dominou os meus
instintos. Eu nunca fui ensinado a temer mulheres, e sim a proteg-las.
'Vamos caar', Nettie concordou entusiasticamente, pegando a mo da
garota alta. - naquele momento me lembrei de quando Bella chegou a
Forks, de quando entrou na sala de aula e o seu cheiro exalou penetrando
pelo meu nariz despertando em mim os instintos mais selvagens, lembro de
como tentei me controlar e de como a presena do meu pai foi importante,
pois a sua lembrana foi responsvel pelo meu controle... quantas vezes
pensei em matar a todos para beber o seu sangue? Hoje ele me causa
efeitos ainda dolorosos, minha garganta ainda fica seca mais finalmente
j possuo auto controle suficiente para no querer mat-la, voltei do
meu devaneio a tempo de ouvir Jasper contar o resto da sua histria to
macabra - Elas foram embora, elas eram to graciosas! E saram em
direo  cidade. Elas pareciam prestes a levantar vo, de to rpidas
que eram, seus vestidos brancos esvoaavam atrs delas como se fossem
asas. Eu pisquei pasmo, e elas foram embora. Eu me virei pra encarar
Maria, que estava me olhando com curiosidade. Eu nunca havia sido
supersticioso em minha vida. At aquele segundo, eu nunca havia
acreditado em fantasmas e nessas bobagens. De repente, eu no tinha
certeza. 'Qual  o seu nome, soldado?' Maria me perguntou. 'Major Jasper
Withlock, madame', eu gaguejei, incapaz de ser mal educado com a mulher,
mesmo se ela fosse um fantasma. 'Eu realmente espero que voc sobreviva,
Jasper'. Ela disse com uma voz gentil. 'Eu tenho um bom sentimento sobre
voc.' Ela deu um passo mais pra perto, e inclinou a cabea como se ela
fosse me beijar. Eu fiquei congelado no lugar, apesar dos meus instintos
estarem gritando pra que eu corresse. Alguns dias depois eu fui
apresentado  minha nova vida. Os nomes delas eram Maria, Nettie, e
Lucy. Elas no estavam juntas ha muito tempo, Maria havia encontrado as
outras duas, todas as trs eram sobreviventes de batalhas recentemente
perdidas. A parceria delas era de convenincia. Maria queria vingana e
ela queria seus territrios de volta. As outras duas estavam ansiosas
pra aumentar suas... terras de rebanho, eu acho que voc pode dizer.
Elas estavam criando um outro exrcito, iriam ser mais cuidadosas com
isso do que o normal. Foi idia de Maria. Ela queria um exrcito
superior, ento ela escolhia humanos especficos que tivessem potencial.
A ela nos deu muito mais ateno, muito mais treinamento do que outra
pessoa tinha se incomodado em fazer. Ela nos ensinou a lutar, e nos
ensinou a ser invisveis para os humanos. Quando ns fazamos direito,
ns ramos recompensados...  Jasper sentiu que eu estava muito tenso com
aquela historia que eu j conhecia to bem, j a havia vivido em suas
lembranas tantas vezes mais daquela forma, sendo contada a Bella eu me
sentia um monstro. Relaxei um pouco, acredito que devido ao fato dele
ter manipulado a atmosfera ao nosso redor, ento ele continuou. - No
entanto, ela estava com pressa. Maria sabia que a fora massiva dos
recm-nascidos ia diminuindo no perodo de um ano, e ela queria agir
enquanto ramos fortes. Haviam seis de ns quando eu me juntei ao bando
de Maria. Ela fez mais quatro no perodo de uma noite. Ns ramos todos
homens, Maria queria soldados, e isso fez com que fosse um pouco mais
difcil no brigarmos entre ns mesmos. Eu lutei minhas primeiras
batalhas contra os meus prprios camaradas no exrcito. Eu era mais
rpido que os outros, melhor no combate. Maria estava satisfeita comigo,
apesar de ter que continuar repondo aqueles que eu destrua. Eu era
recompensado com frequncia, e isso me deixava mais forte. Maria era uma
boa juza de carter.  Ela decidiu me colocar no comando dos outros,
como se eu estivesse sendo promovido. Isso servia perfeitamente com a
minha natureza. As brigas diminuram dramaticamente, e o nosso nmero
aumentou at que ramos cerca de vinte. Esse era um nmero considervel
levando em considerao os tempos cuidadosos em que vivamos. A minha
habilidade, ainda que indefinida, de controlar a atmosfera emocional ao
meu redor era vitalmente efetiva. Em breve ns comeamos a trabalhar
juntos de uma forma que os vampiros recm-nascidos jamais haviam
cooperado antes.  At Maria, Nettie, e Lucy eram capazes de trabalhar
juntas com mais facilidade. Maria ficou muito apegada a mim, ela comeou
a depender de mim. E de algumas formas eu adorava o cho em que ela
pisava. Eu no fazia idia de que outra vida era possvel. Maria nos
disse que esse era o jeito como as coisas eram e ns acreditamos. Ela
pediu que eu dissesse a ela quando os meus irmos e ela estivssemos
prontos pra lutar, e eu estava ansioso pra me provar. Eu havia juntado
um exrcito de vinte e trs no final, vinte e trs vampiros
inacreditavelmente fortes, organizados e habilidosos como nenhum outro
antes. Maria estava extasiada. Ns nos movemos em direo  Monterrey,
sua antiga casa, e ela no soltou em cima de seus inimigos. Naquela hora
eles s tinham nove recm-nascidos, e um par de vampiros mais velhos
controlando eles. Ns os derrotamos mais facilmente do que Maria podia
acreditar, perdendo apenas quatro no processo.  Eu estava na ponta da
margem de vitria. E ns ramos todos bem treinados. Ns fizemos isso
sem atrair ateno. Naquele primeiro ano, ela estendeu seu controle pra
controlar a maior parte do Texas e do norte do Mxico. Ento os outros
vieram do Sul para enfrent-la.  A luta foi intensa. Muitos comearam a
se preocupar que os Volturi fossem voltar. Dos vinte e trs originais,
eu fui o nico a sobreviver nos primeiros oito meses. Ns tanto perdemos
quanto vencemos. Eventualmente Nettie e Lucy se viraram contra Maria -
mas essa ns vencemos. Maria e eu fomos capazes de segurar Monterrey. As
coisas se acalmaram um pouco, apesar das guerras continuarem. A idia de
conquista estava morrendo; agora a maioria era por vingana e por
terras. Muitos deles haviam perdido seus parceiros, e isso  uma coisa
que a nossa espcie no perdoa. Maria e eu sempre mantnhamos cerca de
doze recm-nascidos prontos. Eles significavam pouco pra ns, eles eram
moeda de troca, eram descartveis. Quando eles no eram mais teis, ns
mesmos nos livrvamos deles. A minha vida continuou o mesmo padro
violento e o ano se passou. Eu j estava de saco cheio de tudo muito
antes das coisas mudarem... Dcadas depois, eu desenvolvi uma amizade
com um recm-nascido que continuou sendo til e sobreviveu aos seus trs
primeiros anos, apesar das chances. O nome dele era Peter. Eu gostava de
Peter; ele era... civilizado, eu acho que essa  a palavra correta. Ele
no gostava de lutar, apesar de ser bom nisso. Ele foi encarregado de
lidar com os recm-nascidos, ser bab deles, pode-se dizer. Era um
trabalho de tempo integral. E a era hora de fazer uma limpeza de novo.
Os recm-nascidos iam perdendo a fora; eles precisavam ser repostos.
Era pra Peter me ajudar com isso. Ns cuidvamos deles individualmente,
entende, um por um... Era sempre uma noite muito longa.  Dessa vez, ele
tentou me convencer de que alguns tinham potencial, mas Maria havia me
dado instrues pra me livrar deles. Eu disse no a ele. Ns estvamos
quase na metade, e eu podia sentir que isso estava exigindo uma grande
carga de Peter. Eu estava decidindo se eu devia ou no mand-lo embora e
acabar com tudo sozinho enquanto eu chamava a prxima vtima. Pra minha
surpresa, ele ficou com raiva de repente, furioso. Eu suportei o que
quer que fosse que o humor dele queria dizer, ele era um bom lutador,
mas no era preo pra mim. O recm-nascido que eu havia chamado era uma
fmea, que havia acabado de completar um ano. O nome dela era Charlotte.
Os sentimentos dele mudaram quando ela apareceu; eles o traram. Ele
gritou pra que ela corresse, e ele mesmo correu atrs dela. Eu podia ter
perseguido eles, mas no persegui. Eu senti... averso a destru-lo.
Maria ficou irritada comigo por isso. Cinco anos depois, Peter voltou
pra me ver. Ele escolheu um bom dia pra aparecer. Ela estava confusa com
o meu humor j deteriorado. Ela nunca sentia uma depresso momentnea, e
eu me perguntei porque eu era diferente. Eu comecei a notar a diferena
nas emoes dela quando ela estava perto de mim - as vezes ela ficava
com medo... e com malcia. Eu estava me preparando pra destruir a minha
nica aliada, a semente da minha existncia, quando Peter retornou.
Peter me contou sobre sua nova vida com Charlotte, me contou sobre
opes que eu nunca sonhei que tivesse. Em cinco anos, eles nunca
tiveram uma briga, apesar deles haverem conhecido muitos outros no
norte. Outros que podiam co-existir sem viverem em um caos constante. Em
uma conversa, ele convenceu. Eu estava pronto pra ir embora, e um pouco
aliviado por no ter que matar Maria. Eu fui companheiro dela por tantos
anos quantos Carlisle e Edward estiveram juntos, e mesmo assim, o lao
entre ns nem de perto era to forte quanto o deles. Quando voc vive
para a luta, para o sangue, os relacionamentos que voc forma so
tenazes e facilmente quebrados. Eu fui embora sem olhar pra trs. Eu
viajei com Peter e Charlotte por alguns anos, tento uma sensao desse
mundo novo, mas pacfico. Mas a depresso no foi embora. Eu no
entendia o que havia de errado comigo, at que Peter comeou a reparar
que eu sempre ficava pior depois de caar. Eu pensei nisso. Em tantos
anos de matana e carnagem, eu havia perdido praticamente toda a minha
humanidade. Eu era inegavelmente um pesadelo, um monstro do tipo mais
odivel. Toda vez que eu encontrava outra vtima humana, eu sentia uma
leve pontada de semelhana com aquela outra vida. Observando os olhos
delas se abrirem impressionados com a minha beleza, eu me lembrava de
Maria e as outras em minha cabea, o que elas haviam parecido pra mim na
ltima noite em que eu fui Jasper Withlock. Era mais forte pra mim, essa
memria emprestada, do que era para os outros, porque eu podia sentir
tudo o que a minha presa estava sentindo. E eu vivia as emoes deles
enquanto os estava matando. Voc j experimentou a forma como eu consigo
manipular as emoes ao meu redor, Bella, mas eu me pergunto se voc se
j imaginou o quanto as emoes de uma sala me afetam. Eu vivo todos os
dias em uma variao de emoes. Pelo primeiro sculo de minha vida, eu
viv num mundo de vingana sangrenta. dio era o meu companheiro
constante. Isso se acalmou um pouco quando eu deixei Maria, mas eu ainda
sentia o horror e o medo da minha presa. Isso comeou a ser demais. A
depresso ficou pior, e eu me afastei de Peter e Charlotte.  Mesmo
civilizados como eles eram, eles no sentiam a mesma averso que eu
comeava a sentir. Eles s queriam paz das lutas. Eu estava cansado de
matar, matar qualquer um, at meros humanos. E mesmo assim eu tinha que
continuar matando. Que escolha eu tinha? Eu tentei matar com menos
frequncia, mas a eu ficava com muita sede e desistia. Depois de um
sculo de gratificao instantnea, eu achava a auto-disciplina...
desafiadora. Eu ainda no havia aperfeioado isso. Eu estava na
Filadlfia. Houve uma tempestade, e eu havia sado durante o dia, coisa
com a qual eu ainda no estava completamente confortvel. Eu sabia que
ficar de p na chuva ia chamar a ateno, ento eu entrei numa
lanchonete meio vazia. Os meus olhos estavam escuros o suficiente pra
ningum reparar neles, apesar disso significar que eu estava com sede, e
isso me preocupou um pouco. Ela estava l, me esperando, naturalmente. -
Ele gargalhou uma vez. - Ela pulou do banco alto no balco assim que eu
entrei e veio andando diretamente em minha direo.  Isso me chocou. Eu
no tinha certeza se ela queria atacar. Essa  a nica interpretao de
comportamento dela que o meu passado tem a oferecer. Mas ela estava
sorrindo. E as emoes que emanavam dela eram uma coisa que eu nunca
havia sentido antes. 'Voc me deixou esperando por muito tempo', ela
disse. - finalmente o pior da historia havia passado, aquele era o ponto
o qual minha irm pequenina e irritante entrava na historia, ela
levantou-se de onde estava e se colocou atrs de Bella  - E voc abaixou
a cabea, como um bom cavalheiro do Sul, e disse 'Eu lamento, madame' -
Ela disse sorrindo.  - Voc levantou a mo, e eu a peguei sem me dar
conta do que estava fazendo. Pela primeira vez em um sculo, eu senti
esperana. -Jasper disse sorrindo enquanto segurava a no de Alice que
deu uma gargalhada.  - Eu estava aliviada. Eu pensei que voc no fosse
aparecer nunca.  - Alice me disse que tinha visto sobre Carlisle e a
famlia dele. Eu mal podia acreditar que uma experincia assim fosse
possvel. Mas Alice me fez otimista. Ento ns fomos encontr-los.  - E
mat-los de susto tambm - eu disse enquanto eles se olhavam
apaixonadamente. - Emmett e eu estvamos fora caando. Jasper aparece,
coberto de marcas de batalhas, acompanhando essa estranha pequena que se
refere a todo mundo pelo nome, sabe tudo sobre eles, e quer saber em que
quarto ela vai ficar. - eu disse brincando com Alice cutucando-a com o
cotovelo em sua cintura, todos rimos. - Quando eu voltei pra casa, todas
as minhas coisas estavam na garagem.  - O seu quarto tinha a melhor
vista. - ns todos rimos novamente.  - Essa  uma histria legal. - ns
nos viramos para olh-la novamente, definitivamente Bella precisava ser
internada num manicmio com uma camisa de fora e ter a chave jogada
fora, como ela podia achar aquela historia "legal" percebi que os
pensamentos de Jasper e o de Alice eram compatveis com o meu.  - Eu
estou falando da ltima parte. O final feliz com Alice.  - Alice fez
toda a diferena esse  um clima que eu gosto.  - Um exrcito - Alice
disse. - Porque voc no me contou?  Dessa vez toda famlia estava
atenta, naquele dia Jazz contou coisas de seu passado desconhecida de
muitos de ns, eu j conhecia por que eu tinha um dom que muitas vezes
gostaria de descartar, no gostava de invadir a privacidade dos outros e
muito menos roubar seus momentos.  - Eu pensei que pudesse estar
interpretando os sinais incorretamente. Por que, qual  o motivo? Por
que algum criaria um exrcito em Seattle? No existe histria l, nada
de vinganas. Uma disputa por um lugar de destaque tambm no faz
sentido. Os nmades passam por l, mas no h ningum pra lutar por
isso. No h ningum pra defender isso.  - Mas eu j v isso antes, e
no existe outra explicao. H um exrcito de vampiros recm nascidos
em Seattle. Pouco menos de vinte, eu acho. A parte difcil  que eles
esto completamente destreinados.  - Quem quer que os tenha criado
deixou eles soltos. Isso s vai piorar, e no vai demorar muito at os
Volturi intervirem. Na verdade, eu estou surpreso por estar demorando
tanto.  - O que podemos fazer? - Carlisle perguntou.  - Se ns queremos
evitar o envolvimento dos Volturi, ns vamos ter que destruir os recm
nascidos, e ns vamos ter que fazer isso em breve. - O rosto de Jasper
estava duro. Agora que ela conhecia a histria dele, talvez pudesse
entender o quanto essa avaliao o perturbava. - Eu posso ensinar vocs
agora. No vai ser fcil na cidade. Os jovens no esto preocupados em
manter segredo, mas ns temos que estar. Isso vai nos deixar limitados
de formas que eles no esto. Talvez possamos atra-los.  - Talvez ns
no tenhamos que fazer isso! J ocorreu a algum que o nico motivo pra
se montar um exrcito nessa rea... somos ns? - Perguntei com uma voz
dura e sem humor.  - A famlia de Tnia tambm est por perto - Esme
justificou.  - Os recm-nascidos no iam querer tomar um Ancoradouro,
Esme. Eu acho que devemos considerar a idia de que ns somos os alvos.
- Eles no esto vindo atrs de ns. Oh... eles no sabem que esto.
Ainda no. - Alice lembrou-se das roupas que foram, roubadas do quarto
de Bella, aquele pensamento me acertou em cheio, o qu? Ela estava
pensando que...  - O que  isso? - perguntei em voz alta algo que estava
gritando em minha mente - O que  isso que voc est lembrando?  -
Vestgios - Alice disse. - Eu no consigo ver uma imagem clara quando eu
tento ver o que est acontecendo, nada concreto. Mas eu estou tendo esse
flashes estranhos. No  o suficiente pra entender o sentido deles. 
como se algum ficasse mudando de idia, movendo de um curso de ao pra
outro to rapidamente que eu nem consigo ter uma boa imagem...  -
Indeciso? - Jasper questionou confuso.  - Eu no sei...  - No 
indeciso! Conhecimento. Algum sabe que voc no consegue ter uma viso
at que uma deciso seja tomada. Algum est se escondendo de ns.
Brincando com os buracos das suas vises.  - Quem saberia disso? - Alice
murmurou.  - Aro sabe tanto sobre voc quanto voc prpria. - eu falei
lembrando quando fomos  Itlia pela ultima vez, as insinuaes dele no
que se referia a Alice e a mim...  - Mas eu teria visto se eles
decidissem vir... - ela explicou.  - A no ser que ele no quisesse
sujar as mos.  - Um favor, algum do Sul... algum que j tenha tido
problemas com as regras. Algum j devia ter sido destrudo e a quem uma
segunda chance foi oferecida, se eles cuidarem desse pequeno
probleminha... isso explicaria a resposta lenta dos Volturi. - Rosalie
falou algo pela primeira vez desde que chegamos em casa. Aquela idia
fazia sentido, afinal os Volturi conheciam vampiros no mundo todo  - Por
que? No h motivo pra os Volturi... - Carlisle perguntou quando eu
interrompi seus pensamentos.  - H sim! Eu estou surpreso por isso ter
vindo to cedo, porque os outros pensamentos eram mais fortes. Na cabea
de Aro, ele me via em um dos seus lados e Alice no outro. O presente e o
futuro, como se fossem um s. O poder da idia o intoxicou. Eu teria
imaginado que ele levaria muito mais tempo pra desistir daquele plano,
ele o queria demais. Mas a havia o pensamento em voc, Carlisle, na
nossa famlia, crescendo e ficando mais forte. A inveja e o medo: voc
tendo... no mais do que o que ele tinha, mas ainda assim, coisas que
ele queria. Ele tentou no pensar nisso, mas no conseguiu esconder
completamente. A idia de eliminar a competio j estava l; alm da
deles, o nosso grupo  o maior que eles j encontraram...  Bella nos
olhava nim mestio de medo e incredilidade, eu no sabia o que
fazer...ningum sabia... mais no podiamos deixar que ela percebesse
nossa insegurana, esse era um pensamento coletivo.  - Eles esto
comprometidos demais com sua misso. Eles jamais quebrariam as regras.
Isso vai contra tudo o que eles trabalharam. - Carlisle contestou a
minha idia.  - Eles vo limpar tudo depois. Uma traio dupla nenhum
prejuzo. - conclui meu pensamento.  - No, Carlisle est certo. Os
Volturi no quebram as regras. Alm do mais,  muito descuidado. Essa
pessoa... essa ameaa, eles no tinham idia do que estavam fazendo. 
um iniciante, eu posso jurar. Eu no posso acreditar que os Volturi
estejam envolvidos. Mas eles vo estar. - Jasper disse concordando com
meu pai, podia ver em seus pensamentos que eles no acreditavam que os
Volturi estivessem envolvidos na criao de novos vampiros, ao menos no
sem lhes ensinar suas regras.  - Vamos l! O que estamos esperando? -
Emmett gritou.  - Ns vamos precisar que voc nos ensine, Jasper - eu e
meu pai nos olhamos - Como destru-los - ele disse por fim a
contragosto, em todas essas dcadas como vampiro nunca vi o meu pai
matar ou agir com violncia contra quem quer que fosse, em seus
pensamentos eu podia perceber o seu sofrimento.  - Ns vamos precisar de
ajuda - Jasper disse. - Voc acha que Tnia e sua famlia esto a
fim...? Outros cinco vampiros maduros fariam uma enorme diferena. E
Kate e Eleazar seriam enormemente vantajosos para o nosso lado. Seria
quase fcil, com a ajuda deles.  - Eu vou perguntar - Carlisle disse
pegando o telefone que Jasper lhe deu naquele momento.  - Precisamos nos
apressar. - Jasper falou.  Meu pai pegou o telefone e ligou para a
famlia de Tnia em Denali, ele estava sofrendo por ter que tomar aquela
deciso, segurei Bella pela mo, no tinha percebido sua expresso
amedrontada at que a vi parada sem dizer nenhuma palavra, aquilo no
devia ter acontecido, no enquanto Bella estivesse conosco. O terror
estampado em seus olhos me fez endurecer.  Meu pai conversava com Tnia,
pedia ajuda - Tnia ns temos um problema, precisamos da ajuda de vocs!
- o ouvi dizer rpido demais para que os ouvidos humanos captassem o som
das suas palavras. No conseguia ouvir Tnia mais podia entender suas
decises pelos pensamentos do meu pai "no poderemos ajudar" ela disse -
mais estamos com problemas, alguns vampiros foram criados no intuito de
acabar com a nossa famlia - ele falou calmamente - "na verdade
Carlisle, desde que Laurent morreu atacados por lobos ai em Forks, Irina
est um tanto abalada" ela respondeu.  - Oh! Ns no havamos nos dado
conta... que Irina se sentia assim. - meu pai disse baixinho.  -
Maldio. Que Laurent seja amaldioado s profundezas do inferno onde
ele pertence.  - Laurent - ouvi Bella dizer mais naquele momento no
podia responder precisava me focar nos pensamentos de Carlisle, captar
as respostas de Tnia.  "Acredito que minha irm no iria gostar muito
da nossa unio nesse momento, ela ainda est sofrendo muito" ela disse -
No h dvida disso - meu pai respondeu quando a voz feminina do outro
lado o interrompeu "Ns poderemos ajudar" ela apusou
 "...se vocs nos permitirem nos vingar desses lobos malditos
exterminando-os de uma vez" ela concluiu - Ns temos um acordo.- meu pai
justificou - Eles no o quebraram e ns tambm no iremos.  "Ento meu
amigo, nada poderemos fazer para ajudar" - Eu lamento ouvir isso... -
Carlisle lamentou.  "Sinto muito no poder ajud-lo diante da sua
negativa em relao aos lobos" ela ainda completou -  claro. - meu pai
respondeu num tom abatido - Teremos que fazer o melhor sozinhos e fechou
o telefone rapidamente. Todos estavam apreensivos com o que Carlisle
iria dizer mais ele s ficou pensativo olhando para o lado de fora
buscando outra soluo.  Meu pai no conseguia odiar ningum mesmo os
amigos que lhe negavam ajuda no seu pior momento, ele ainda os entendia.
- Qual  o problema? - Emmett murmurou se aproximando para que eu
dissesse o que tinha ouvido atravs dos pensamentos do meu pai.  - Irina
esteve mais envolvida com o nosso amigo Laurent do que pensvamos. Ela
est com rancor dos lobos por terem destrudo ele pra salvar Bella. Ela
quer ... - parei de falar para ter certeza de que Bella estaria bem.  -
V em frente - ela ordenou.  - Ela quer vingana. Destruir o bando. Eles
trocariam sua ajuda pela nossa permisso.  - No! - ela murmurou.  - No
se preocupe - eu a acalmei - Carlisle jamais concordaria com isso-
pausei para respirar - E nem eu. Laurent sabia que isso aconteceria e eu
ainda devo aos lobos por aquilo. - "alm do que se algum tem que fazer
Jacob Black sofrer esse algum sou eu"  - Isso no  bom.  uma luta
apertada demais. Ns teramos uma vantagem com habilidades, mas no em
nmero. Ns venceramos, mas a que preo? - Jasper questionou.  Aquela
luta nunca poderia terminar em baixas, no com a minha famlia...
qualquer que fosse o preo eu pagaria mais no iria perde-los, no para
um bando de vampiros recm nascidos,  isso eu no iria permitir,
Carlisle e Esme meus pais to carinhosos e dedicados, Rosalie que mesmo
com seu egosmo eu aprendi a amar "certamente ela jamais saberia disso"
pensei, Jasper e Emmett meus irmos sempre to presentes para qualquer
coisa que eu precisasse e Alice a minha irm to pequena e irritante...
eu iria proteg-los custasse o que custasse, nem que para isso que
precisasse recorrer aos lobos Quileutes, recorrer a Jacob Black. Notas
finais: Ol meus amores...tenho muita gente para dedicar esse capitulo:
Ellah, Mari, MycheleDay, Dannipires, Pretinha, Dayse...vcs so
tantas...rsrs. Agradeo o carinho a paciencia e a tolerancia de vcs pela
demora, peo desculpas...alis perdo pelo tempo sem postar. Acreditem a
ansiedade de vcs  tb a minha...porm estive muito ocupada e o trabalho
nos ultimos 15 dias aumentou substancialmente, entretanto passei o
feriado todinho terminando esse capitulo para que pudesse postar o
quanto antes... agradeo de novo a ateno de vcs e os coments que so
sempre maravilhosos e bem vindos. Por favor comentem para que possamos
saber se vcs esto gostando ou no e se tiverem que criticar faam tb,
pois s assim saberemos se continuamos no caminho certo... Muitos bjos e
amo vcs! Capitulo 13 - Distraes.  Aqueles dias pareciam no terminar
nunca, minha cabea trabalhava no intuito de encontrar uma sada para
todos aqueles conflitos... Alice no conseguia ver quem era responsvel
pela criao dos recm nascidos e isso nos preocupava cada vez mais. Eu
no conseguia entender qual a finalidade daqueles acontecimentos. Os
pensamentos de Jasper eram compatveis com os meus. Emmett como sempre
no se perturbava com nada e a nica preocupao de Roslie era com seus
cabelos "lindos e loiros", meus pais embora tentassem, no conseguiam se
desligar. Carlisle assistia os documentrios a procura de algo que
denunciasse uma sequncia ou ao menos algo que nos indicasse que caminho
seguir.  A nica cabea flutuante naquela sala era a de Alice, na
verdade nesse momento ela estava pensando em como seria a decorao para
o baile de formatura que seria dali a alguns dias. Centenas de idias
absurdas j haviam passado pela sua cabea. Tantas idias sem noo que
eu temia pela sobrevivncia de Bella depois daquela noite. 
 - Precisamos extravasar essa energia toda Edward - Emmett berrou em voz
alta, embora seu pensamento j houvesse chegado antes... - que tal uma
luta pra variar, podemos treinar. - ainda no sabia o tamanho da
teimosia dele, mesmo que j houvesse perdido centenas de vezes ele
realmente no tinha jeito.  - Voc no cansa desse jogo Emmett? - Jasper
perguntou. - eu sempre ganho, ele provocou.  - Vamos apostar alto dessa
vez... uma queda de brao que tal? Assim o espertinho do Edward no tem
como ler nossa mente para prever nossos passos, jogo limpo... ento
vamos? Vocs vo topar? - ele retribuiu a provocao.  - Eu topo -
Jasper levantou indo em direo a Emmett e apertando sua mo - jogo
limpo... vamos Edward? - eu definitivamente no podia ficar longe de
Bella por muito tempo, ela precisava de mim naquele momento - vamos
Edward, voc sabe que com Jacob Black e os outros lobos vigiando a casa
nada ir acontecer. Definitivamente pela intensidade do seu estresse
voc precisa relaxar. - Naquela sala ningum mais que Jasper sabia como
eu estava me sentindo...olhei para todos os olhos indagadores, porm com
suas mentes limpas de pensamentos, que eu sabia que era para no me
pressionar esperando minha resposta.  - Tudo bem vamos - sorri olhando
ao meu redor - uma luta justa... lembrarei de pedir a Bella que o
desafie para uma luta quando ela for uma recm nascida Emmett.  - Bom
saber que a humana baixinha far parte da nossa famlia...
 ainda vale nossa aposta para saber quantos tombos ela ir levar no
primeiro ano certo Jasper?- ele gargalhou dando um soco na mo de Jasper
- agora vamos l. - Definitivamente meu irmo no tinha jeito.  Fomos
para o lado de fora, no podamos ter uma queda de brao na mesa da sala
mesmo sendo muito dcil e gentil Esme nos mataria... primeiro Emmett foi
vencido por Jasper e depois por mim, quando ele exigiu revanche Jasper
acabou sendo derrotado e eu venci novamente... - um a um Jazz - ele
gritou. Na terceira rodada Emmett Venceu contra mim e perdeu contra
Jasper - dois a um ganhei - eu disse para desespero de Emmett, ele
definitivamente no sabia perder e o mais engraado eram suas reaes,
dessa vez ele bateu com a cabea na arvore derrubando-a no cho.  -
Definitivamente sua cabea  mais dura do que eu pensava - brinquei
diante da fria dele.  - Vamos ter revanche. - ele bradou.  - Outro dia
com certeza, agora  hora de colocar o co sarnento pra correr... -
rimos todos juntos. Aps me despedir voltei para casa de Bella, Charlie
j roncava e aquela noite no podia ter sido mais tranquila.  O baile
estava se aproximando e depois de ter passado em casa para trocar de
roupa e buscar meu carro fui buscar Bella em casa na companhia de Alice,
nos intervalos das aulas ela aproveitava para convidar o restante da
escola que ainda no tinha sido convidada. - Voc no pode estar falando
srio! Voc est completamente louca!  - Diga o que voc quiser sobre
mim! A festa ainda vai acontecer. - Alice respondeu sem se importar com
o rosto abismado de Bella. - Oh, se acalme, Bella! No h razo pra no
continuar com isso. Alm do mais, os convites j foram enviados.  -
Mas... o... voc... eu... louca! - ela gaguejou.  - Voc j comprou o
meu presente voc no precisa fazer nada alm de aparecer. - Alice era
irredutvel, quando colocava algo na cabea ela ia ate o fim...  - Com
tudo o que est acontecendo, uma festa dificilmente  apropriada. -
Bella tentou argumentar.  - A formatura  o que est acontecendo, e uma
festa  to apropriada que  quase passe.  - Alice! - ela exclamou
desesperada.  - Existem algumas coisas que precisamos pr em ordem
agora, e isso vai levar algum tempo. Enquanto estivermos aqui sentados
esperando, ns podemos muito bem comemorar as coisas boas. Voc s vai
se formar do colegial, pela primeira vez, uma vez. Voc no vai ser
humana de novo, Bella. Essa  uma chance nica na vida. - eu no gostava
muito da direo que as palavras de Alice estavam tomando, olhei para
ela fulminado-a, no era pela altura da sua voz e sim pelo fato de que
no gostava da idia de pensar em Bella como uma de ns, como um ser sem
alma. Eu gostava de ouvir as batidas do seu corao e o som do sangue
correndo em suas veias.  - Que poucas coisas ns precisamos pr em
ordem? - ela perguntou me trazendo de volta da minha distrao.  -
Jasper acha que poderamos usar um pouco de ajuda. A famlia de Tnia
no  a nica opo que temos. Carlisle est tentando encontrar alguns
velhos amigos, e Jasper est procurando por Peter e Charlotte. Ele est
considerando falar com Maria... - percebi o receio de Alice ao ouvir o
ultimo nome...  - No deve ser to difcil convenc-los a ajudar - ele
disse. - Ningum quer uma visita da Itlia.  - Mas esse amigos, eles no
vo ser... vegetarianos, certo? - ela perguntou confusa.  - No -
respondi sem humor.  - Aqui? Em Forks? - ela indagou visivelmente
amedrontada.  - Eles so amigos - Alice disse acariciando sua mo
gentilmente - Tudo vai ficar bem. No se preocupe. E depois, Jasper ter
que nos dar alguns cursos sobre eliminao de recm-nascidos... - essa
era definitivamente a melhor parte... Emmett tinha razo finalmente
teramos um combate digno de nossa fora... lutar com recm nascidos me
faria extravasar todo sentimento de fria por no ter conseguido livrar
Bella da sede de vingana de Victoria e todas as armadilhas que ela
armou no Brasil...segurei o rosnado.  - Quando vocs vo? - ela
murmurou.  - Uma semana - disse olhando para Alice pelo canto do olho -
Isso deve nos dar tempo suficiente.  - Voc est verde, Bella - Alice
observou, segurei-a firme passando o brao pela sua cintura e puxando-a
para perto de mim.  - Tudo vai ficar bem, Bella. Confie em mim. - ela
ficou calada olhando para o vazio por um instante... de repente ela
suspirou e voltou a si olhando para mim com os olhos vidrados... "ah
como eu queria saber de que forma voc me v!" pensei quando me vi preso
nos olhos dela.  - Voc esto procurando por ajuda - ela disse devagar.
- Sim - Alice respondeu olhando atentamente para as palavras que viriam
a seguir.  - Eu podia ajudar. - "o que?..." pensei junto com Alice,
Bella realmente havia perdido a noo do perigo... como ela pensava que
poderia ajudar? Vampiros recm nascidos so ainda mais fortes que cada
um de ns. Meu corpo ficou rgido e um rosnado baixo escapou do meu
peito.  "Calma Edward" Alice pensou dirigindo para mim - Isso no seria
realmente uma ajuda. - ela respondeu antes que eu pudesse reagir.  -
Porque no? Oito  melhor que sete. H mais tempo do que o suficiente.
- No h tempo suficiente pra fazer com que voc seja uma ajuda, Bella -
Alice discordou  - Voc se lembra de como Jasper descreveu os jovens?
Voc no seria boa em uma luta. Voc no seria capaz de controlar seus
instintos, e isso faria de voc um alvo fcil. E a Edward ia se
machucar tentando proteger voc - Alice cruzou os braos finalizando sua
explanao fazendo com que Bella se desse por vencida pela forma como
ela relaxou em meus braos, com isso pude relaxar tambm, precisava dar
um presente a Alice p t-la convencido melhor do que eu faria...
certamente eu teria medido as palavras para no machuc-la,
definitivamente eu precisava agradecer.  - No porque voc est com
medo. - murmurei no seu ouvido. O pensamento de Alice me chamou a
ateno, nesse momento ela estava prevendo que Rene no viria a festa
de formatura, respirei fundo...  - Oh - Alice disse levando a mo ate a
boca - Eu odeio cancelamentos de ltima hora. Ento isso significa que
apenas sessenta e cinco pessoas iro  festa...  - Sessenta e cinco! -
quase sorri pelo tom desesperado na voz de Bella  - Quem cancelou? -
perguntei fingindo surpresa.  - Rene.  - O qu? - ela perguntou.  - Ela
ia te fazer uma surpresa pela sua formatura, mas alguma coisa deu
errado. Voc vai ter uma mensagem quando chegar em casa.  Quando
chegamos na casa de Charlie ela foi direto at a secretria eletrnica
ouvir a mensagem que Rene havia deixado. Phil ele se bateu com o
pegador e quebrou o osso da coxa no campo de bola; enquanto estava
demonstrando um passe, ele estava inteiramente dependente e no tinha
como ela poder deix-lo.  Ela respirou findo e soltou o ar - Bom, essa 
uma.  - Uma o qu? - - Uma pessoa que eu no preciso me preocupar que
seja assassinada essa semana. - ela disse num tom serio, respirei fundo
e soltei o ar tentando entender o que naquela cabea to obtusa no se
encaixava... serio qualquer hora dessas eu iria perguntar a Rene se
Bella caiu de cabea no cho quando era pequena... azarada do jeito que
era isso era bem capaz de ter acontecido.  - Porque voc e Alice no
levam isso a srio? Isso  srio. - ela afirmou  - Confiana. - sorri
voltando do meu devaneio.  - Maravilhoso -ela pegou o telefone para mais
uma longa conversa com sua me enquanto eu tentava criar tticas de luta
e imaginar como seria lutar contra um exercito de recm nascidos...
brinquei um pouco com seus cabelos e me sentia fascinado pelos seus
olhos senti o xtase daquele pensamento quando ouvi Bella finalmente se
despedir da sua me com a desculpa de que iria estudar para as provas
finais. Aps desligar o telefone ela levantou os ps para me beijar,
tentando controlar meu impulso e lutando contra a corrente eltrica que
passava pelo meu corpo coloquei-a sentada no balco para que no desse
um jeito na coluna, no sei o que a sua mente pensou mais ela se
enroscou em meu pescoo cruzando suas pernas em minha cintura, precisei
lutar contra meus instintos para no machuc-la. Soltei suavemente suas
pernas e desenlacei seus braos definitivamente eu precisava me
controlar. Ela relutou enquanto eu a soltava,sorri da sua expresso...
soltei-me e fiquei ao seu lado colocando o brao em seu ombro... - Eu
sei que voc pensa que eu tenho um tipo de auto-controle perfeito,
inflexvel, mas na verdade esse no  o caso.  - Eu queria - ela
respirou fundo soltando o ar depois de uma pausa. Se ela ao menos
pudesse saber como eu anseio por esse momento... um momento de entrega
onde poderia toc-la sem medo de mat-la.  - Amanh depois da escola -
disse tentando manter meu autocontrole - Eu vou caar com Carlisle, Esme
e Rosalie. S por algumas horas, ns vamos ficar por perto. Alice,
Jasper e Emmett devem ser capazes de te manter segura.  - Ugh!  Eu odeio
ficar com babs.  -  temporrio - prometi.  - Jasper vai ficar
enfadado. Emmett vai fazer piada de mim. - disso at eu tinha certeza.
- Eles vo estar em seu melhor comportamento. - menti.  - Certo - ela
finalmente parecia ter se dado por vencida - Sabe... eu no estive em La
Push desde a fogueira. - ela parou um instante analisando minha reao,
embora no gostasse da idia de v-la perto dos lobos tinha que admitir
que no era uma m idia.- Eu ficaria segura o suficiente l - ela
concluiu.  - Provavelmente voc est certa. - respondi aps alguns
segundos.  - Voc j est com sede? - ela passou os dedos sobre as
sombras embaixo dos meus olhos.  - Na verdade no - percebi sua confuso
e expliquei- Ns queremos estar to fortes quanto for possvel. Ns
provavelmente vamos caar de novo no caminho, procurando por animais
grandes.  - Isso te deixa mais forte?  - Sim! O sangue humano nos torna
mais fortes, mas apenas fracionalmente. Jasper anda pensando em burlar
as regras, mesmo tendo averso  idia, ele  prtico demais, mas ele
no quer nos sugerir. Ele sabe o que Carlisle vai dizer.  - Isso no ia
ajudar? - ela murmurou.  - Isso no importa. No vamos mudar quem somos.
- ela fez uma careta  -  por isso que eles so to fortes,  claro. Os
recm nascidos so cheios de sangue humano, o prprio sangue deles,
reagindo  mudana. Ele permanece nos tecidos e os deixa mais forte. O
corpo deles vai enfraquecendo lentamente, como Jasper disse, e a fora
vai comeando a esvair em cerca de um ano.  - Quo forte eu vou ser?  -
Mais forte que eu. - sorri.  - Mais forte que Emmett?  - Sim. Me faa o
favor de desafiar ele para uma luta de brao. Seria uma boa experincia
pra ele. - gargalhei diante da viso de Emmett sendo derrotado pela
pequena desastrada. Ela desceu graciosamente do balco, me pediu para
que a ajudasse nos estudos para as provas finais o que fiz com muito boa
vontade, afinal estar com ela era tudo que eu precisava para esquecer
quem eu era realmente... perto de Bella eu me sentia humano. Quando ela
pausou e foi ligar para o lobo tentei me manter calmo.  - Al! - ela
quase sussurrou, tentei parecer desinteressado na conversa, no entanto
eu no pude deixar de perceber seu corao acelerar momento em que Jacob
atendeu do outro lado da linha, eu queria no sentir tanta insegurana
no que dizia respeito aos sentimento de Bella, porm como no conseguia
ler seus pensamentos isso era praticamente impossvel. Agucei minha
audio para ouvir o que ele falava do outro lado da linha me aproximei
suavemente pegando uma mecha do cabelo dela, assim estando mais perto eu
poderia ouvir melhor... a conversa de Bella com Rene era cheia de
questionamentos sobre a seriedade do nosso relacionamento em relao a
Jacob meu sentimento era muito mais complexo.  - Al! - ele respondeu.
- Jacob? Sou eu ...Bella - ela disse pausadamente, dbil como ele era
acredito que quando eles conversavam ela realmente deveria soletrar para
ele.  - Oh! Bella - ele gritou do outro lado da linha - que bom que voc
ligou...estava morrendo de saudades - ele completou a frase. - lobo
maldito segurei minha vontade de rosnar devido aquela situao.  - Ah!
Ol... - ela gaguejou desconsertada pela minha presena - Edward ira
caar com a famlia dele... pensei que talvez eu pudesse passar o dia
com vocs ai em La Push.  - Claro... venha quando quiser, s me diga uma
coisa quando o sanguessuga pretende sair para caar?  - Amanh depois da
escola...  - Seria muito mai legal se voc viesse mais cedo assim
teramos mais tempo para nos divertir... Seth j est com saudades de
voc e... - ele pausou - eu tambm... - respirei fundo com as ultimas
palavras.  - Est bem ento... eu irei - ela respondeu me olhando
confusa.  - Legal! - ele disse aparentemente sorrindo, era uma pena que
no podia ler seus pensamentos do outro lado da linha e se pudesse
estava certo de que minha vontade de quebrar sua mandbula s
aumentaria. Para minha sorte os lobos no eram to difceis de matar
como ns vampiros.  - Eu te levarei at a fronteira de La Push Bella -
eu disse assim que ela desligou o telefone - antes mesmo que ela pudesse
protestar eu conclui - fao questo...  Naquela noite os lobos no
vieram fazer sua ronda, Jasper e Emmett estavam de guarda do lado de
fora enquanto eu observava Bella dormir e lutar contra os seus sonhos...
aquela foi uma noite bem agitada para ela... do lado de fora quase
consegui sorrir com a mente de Emmett, ele se perguntava a todo instante
como seria uma luta com Bella depois de transformada... e  lgico em
todas elas ele ganhava, Jasper travava sua batalha interior contra a
sede do sangue humano.  No outro dia depois das provas enquanto saiamos
da escola pude conversar um pouco com Bella antes de deix-la na
fronteira Quileute - Como voc acha que se saiu nas provas? - perguntei.
- Histria foi fcil, mas eu no sei sobre Clculo. Parecia que estava
fazendo um pouco de sentido, ento isso provavelmente significa que eu
reprovei.  - Eu tenho certeza que voc se saiu bem. Ou, se voc estiver
realmente preocupada, eu podia subornar o Sr. Varner para ele te dar um
Dez.  - Er, obrigada, mas no.- ela respondeu levantando as mos
enquanto eu sorria para seu andar desajeitado.  Caminhamos at o carro
quando um pensamento inconfundvel gritou na minha cabea "Hoje eu direi
que eu a amo, preciso criar coragem para revelar meus sentimentos" Jacob
Black. Parei para escutar seus pensamento a uma distancia segura entre
ns com aqueles pensamentos certamente eu iria arrancar a cabea dele
"leitor de mentes idiota" ele continuou "Darei a Bella as opes, tambm
tenho o direito de lutar pelo seu a mor e no ser um sugador de sangue
imbecil que ira me impedir" aquilo j estava sendo demais para minha
cabea o que ele estava querendo? Que eu quebrasse a trgua e o matasse?
Definitivamente isso poderia ser divertido "hoje eu direi...e ela ter
as opes" eu estava concentrado nos pensamentos absurdos dele quando
Bella me chamou a ateno com uma pergunta - O que h de errado? -
naquele momento diante das fantasias do co sarnento pensei em desistir
da caa e ficar com ela o resto do dia, mais eu no podia eu precisava
estar alimentado para quando precisssemos ir a Seattle.  - Nada. -
respondi seco balanando a cabea, aquela altura certamente ele j havia
nos visto e j sabia que eu conseguia ouvir seus pensamentos quando os
dirigiu a mim de maneira direta "pode ir sugador de sangue eu cuidarei
dela direitinho...Ah! s saiba aceitar se ela preferir ficar comigo em
La Push e no na sua casa com a sua famlia de sanguessugas...talvez ela
prefira uma cama quente a um caixo" sua risada mental me causou
fria...segurei meus impulsos para responder ao questionamento de Bella.
- Voc est escutando Jacob, no est? - ela perguntou j afirmando.  -
No  muito fcil ignorar uma pessoa quando ela est gritando. -
respondi seco  - Oh! O que ele est gritando? - ela murmurou.  - Eu
estou absolutamente certo de que ele mesmo vai mencionar - as palavras
saram junto com um protesto. O lobo comeou a buzinar para chamar a
ateno de Bella embora soubesse que ela j o havia visto "vamos l
sugador" ele continuou provocando "est com medo de que?" ele
questionou.  - Isso  falta de educao - disse com um forte rosnado  -
Esse  Jacob - ela respirou fundo e soltou o ar com fora - eu vou agora
Edward - ela me olhou como se esperasse minha aprovao.  - Voc pode ir
- eu disse - vou aproveitar o tempo que restou para deixar o carro em
casa e encontrar minha famlia, nos despedimos e ainda pude ouvir o
grito de vitoria do lobo antes mesmo que Bella pudesse entrar no seu
carro "At mais sanguessuga".  Definitivamente aqueles pensamentos me
atingiram... mais se o lobo queria lutar contra mim pelo amor de Bella
ele iria ver... eu lutaria com todas as minha foras pelo amor dela e se
ainda assim Bella preferisse estar com ele eu respeitaria "espere pra
ver lobo" eu pensei "essa luta eu vou ganhar e voc vai perder" pensei
enquanto entrava no meu Volvo e dirigia de volta para casa onde poderia
encontrar minha famlia, era hora de caar.  Capitulo 14 - O beijo.
Corri o mais rpido que podia para encontrar minha famlia, na minha
cabea s conseguia visualizar o que o lobo havia me mostrado, seu
passado ao lado de Bella quando eu cometi o erro infeliz de deix-la
sozinha em Forks. Aquelas imagens me perseguiam como um castigo que eu
havia merecido, ele queria lutar pelo amor da mulher da minha vida ento
assim seria, eu tambm estava disposto a lutar.  Cheguei em casa quando
todos se preparavam para sair, Jasper percebeu meu nvel avanado de
fria - o que houve Edward? - ele perguntou, os olhos indagadores de
Alice e Roslie se voltaram para mim.  - Tenho vontade de matar aquele
lobo - respondi num rosnado alto demais, percebi a aproximao de
Carlisle e Esme ao mesmo tempo em que Emmett entrava pela porta da
cozinha com um largo sorriso no rosto.  - Ouvi algum falar que quer
matar o lobo? Eu t dentro... - ele se aproximou.  - No v que a coisa
 sria? Pela primeira vez no notei hostilidade nos pensamentos de
Roslie, pela primeira vez ela respeitava o meu sofrimento.- quanto
tempo pretende passar se lamentando? - ela me perguntou de maneira
gentil...observei seus pensamentos para identificar a real inteno por
trs daquelas palavras e ainda no havia nada. - mate-o logo, estaria
fazendo um favor a todos ns, assim no precisaramos sentir o seu fedor
enquanto servimos de bab para a humana. - ela completou sem mgoa
aparente.  - Edward, no percebe que aquele maldito vira latas s quer
te provocar? - Alice afirmou com uma pergunta.  -  maninho mais um
motivo para ns colocarmos os lobos para correr - Emmett voltou a
sorrir. Eu nunca havia me sentido to exposto, nunca havia falado to
abertamente com a minha famlia sobre os meus sentimentos e embora
soubesse que eles me amavam eu pretendia dar um fim aquela historia, no
gostava de me sentir um fraco. Alice me observava de longe, ela sabia
exatamente o que eu queria "voc sabe que no consigo v-la quando est
com ele Edward!" ela respondeu mentalmente. Mantive-me sentado no sof
enquanto os outros estavam preocupados com o que estava por vir, naquele
momento o meu problema era o menor de todos ns deveramos nos preocupar
somente com os recm nascidos de Seattle.  Eu sabia que teria que vencer
minha guerra interior e que para isso seria necessria muita pacincia,
coisa que aquele cachorro sarnento j havia me tirado fazia tempo "por
que eu no posso simplesmente mat-lo?" Jasper mais uma vez captou meu
sentimento de vingana... sim, era o que eu queria um instante a ss com
Jacob Black sem trgua para ser quebrada, uma luta de homem para homem
s nos dois sem famlia, lobos ou Bella, sem o risco de mago-la,
certamente eu j o teria matado pelo seus simples pensamentos... se
declarar... onde ele j havia ouvido tamanha idiotice? Somente um mongol
como ele poderia acreditar que Bella me deixaria para ficar com ele...
mais... e se ele estivesse certo? Ser que eu desistiria to facilmente
dela assim? Ser que ela mudaria de idia e iria querer ficar com ele?
Minha cabea era um turbilho de idias e pensamentos desconexos, "calma
Edward, tudo vai ficar bem" nem mesmo o dom de Jasper conseguia me
deixar menos raivoso... - eu quero mat-lo - rosnei - vocs iro caar
eu vou ficar e vou buscar Bella. - disse levantando abruptamente do sof
onde at o momento eu estava sentado - no posso permitir que aquele
cachorro vira latas encoste suas patas nela. - o rosnado veio forte de
dentro do meu peito.  - Filho! - meu pai se aproximou - precisamos estar
fortes para lutar contra esses vampiros, precisamos nos alimentar.
Edward ns temos que caar, voc precisa ir conosco, voc precisa deixar
que Bella decida sozinha o seu futuro, voc no quis transform-la -
olhei para Carlisle com o olhar confuso "Desculpe filho voc sabe que
ela tem o direito de decidir" ele pensou olhando nos meus olhos.  -
Ento tambm usarei as armas que tenho, eu no jogarei limpo... no
dessa vez.  - S espero que voc no se arrependa de qualquer atitude,
Edward voc no tem que ser igual a ningum. - ele me advertiu.  - Eu s
no quero... perde-la... pai! - disse numa suplica.  - Voc no vai! -
Alice assegurou. - eu j previ isso e voc sabe.  - Suas vises mudam
baseadas nas decises que so tomadas Alice, e se Bella mudar de idia?
- questionei.  - Voc sabe o que tem que fazer - as imagens apareceram
em sua mente como um filme... ela me mostrava Bella num futuro ao meu
lado onde eu a havia transformado.  - No Alice! - eu neguei a sua viso
- eu no vou transform-la, no posso fazer com ela seja um ser sem alma
como eu. Por mais que a ame no posso roubar sua alma.  - No h o que
fazer Edward, em qualquer deciso que voc tomar o futuro ser esse.
"Se o futuro no mudara ento significava que eu tinha mais chances que
o lobo" pensei, meu dialogo interno me fez acreditar que tinha mais
chances que o co sarnento. - vamos caar! - eu disse enfim, Emmett
abriu um grande sorriso.  - Eh... vamos!  Corremos at as fronteira ao
norte de Forks, no pretendamos ir to longe - Jasper - Emmett gritou -
eu aposto uma semana sem convid-lo para uma quebra de brao como a
humana nanica ir morder menos humanos que voc!  - Com o gnio dela e a
sua sorte aposto que ela ser recordista... ela ter mais humanos em sua
lista do que eu no seu primeiro ano. - Jasper rebateu a provocao - ela
 instvel, ser difcil control-la.  - Eu concordo com o Jasper -
Roslie disse. - Bella tem mesmo uma personalidade difcil de ser
controlada, no v como ela  capaz de manter presos a ela o Edward e o
Tot. - ela concluiu com um pouco de cimes denunciados em suas
palavras.  - D para vocs pararem? - pedi sem pacincia - quem disse
que ela precisa tomar sangue humano? Falo srio Emmett vou pedir que
Bella te desafie para uma luta e ser um prazer v-lo engolir cada
palavra.  - Cad seu humor maninho? Deixou em casa? Como voc pode ficar
contra mim Rosie? - ele brincou definitivamente Emmett era impossvel...
se dssemos uma chance ele no parava mais. - vamos nos alimentar bem
Edward, temos um lobo para nocautear. - ele deu socos no ar, dessa vez
quase sorri com as suas palavras, imaginando a cena a qual eu iria
quebrar a mandbula e depois arrancar a cabea daquele dbil... - vamos
l Edward, vamos nos divertir um pouco voc est muito tenso... que tal
uma boa luta para aliviar as tenses? - ele perguntou brincalho. Embora
eu estivesse com vontade de matar algum no era exatamente Emmett que
estava em meus planos mais talvez fosse bom treinar um pouquinho com meu
irmo urso antes de finalizar com um lobo Quileute idiota.  - Se  o que
voc quer realmente vamos l. - ele era totalmente previsvel em seus
golpes, pelo menos para mim que podia ler sua mente e saber todo o que
ele podia fazer... no instante em que comecei a esquivar ele protestou.
- Ah isso no vale... voc esta lendo minha mente...isso no  justo
vai... - ele levantou as mos jogando-as no ar.  - Como posso no olhar
sua mente se voc praticamente grita na minha cabea... - sorri cruzando
os braos na frente do meu peito. Os outros que estavam de p olhando
nossa conversa tambm riram - melhor nos concentrarmos em nos alimentar,
precisamos voltar logo para Forks.  - Sabemos o quanto est preocupado
com Bella Edward, mais no deixe que isso o tire do seu foco. Temos que
descobrir quem est criando os recm nascidos em Seattle. - Jasper me
advertiu.  - Eu sei isto tambm est na minha cabea, eu tambm no
quero os Volturi em Forks.  - Continuo tentando ver algo mais minha
viso continua nublada, continuam sendo como flashes onde nada se
encaixa. - Alice argumentou.  - Continuo acreditando que no so os
Volturi quem esto envolvidos nisto, eles no quebrariam sua regras.
Nada se encaixa realmente. - Carlisle disse pensativo. - entretanto
precisamos estar fortes caso seja necessrio um confronto. - Vi pesar na
mente do meu pai ele era um ser pacifico. V-lo envolvido numa matana
em massa era penoso porque eu, mais que ningum conhecia sua historia,
seu passado to limpo que ningum entendia como um vampiro conseguiu por
tanto tempo se manter sem o sangue humano. Ele tentava no me preocupar
com seus pensamentos doloridos mais ele sabia que eu os estava vendo
"no se preocupe comigo filho" ele me respondeu mentalmente ao perceber
meus olhos em sua direo, eu sabia que para Carlisle era mais difcil
que para qualquer um de ns, Emmett e Jasper tiveram sua fase de beber
sangue humano, o passado de Alice era desconhecido at James aparecer e
revelar tudo naquele maldito atentado contra a vida de Bella. Quanto a
mim... bem eu j tive minha fase negra tambm, onde me julgava um
justiceiro e devo admitir que foi a pior fase da minha vida... a procura
de quem eu era me fiz de justiceiro sugando o sangue daqueles que eu
julgava no merecerem estar vivos. Desde que voltei para a casa de
Carlisle ele nunca questionou minhas atitudes, ele era meu pai desde
quando eu me lembrava e eu o amava. 
 Quando se tinha a eternidade pela frente os dias pareciam se arrastar,
ainda mais quando eu estava longe de Bella, caar naquele dia no estava
sendo to bom para mim quanto deveria... ao lado da minha famlia de
repente j no estava to divertido ou confortvel se Bella no
estivesse comigo. Peguei um leo e dois cervos machos adultos eles
proporcionavam alguma diverso mesmo que passageira, ainda sim nada se
comparava ao sangue humano, embora ele j no fosse to tentador com o
passar do tempo.  Emmett se divertia como uma criana enquanto lutava
com mais um urso furioso, primeiro ele o tentava e depois lutava para
como ele mesmo dizia "tornar o alimento mais saboroso" nunca entendi
muito bem a finalidade de todos aqueles pensamentos, porm o que dizer
se aquilo o divertia? Um pensamento em especial me chamou a ateno,
Alice estava mais uma vez vidrada numa viso borrada dos recm nascidos
em Seattle. Parei de beber o sangue do cervo e me virei para focalizar
no que ela estava pensando... algo parecido com a blusa vermelha de
Bella que havia sido roubada, passos descoordenados de luta, brigas,
alvoroo e mais nada que fizesse sentido. Definitivamente era hora de
voltar para Forks.  - J esta na hora de voltarmos - Carlisle disse
segurando a cintura de Esme.  - Precisamos ir mesmo... j esta quase na
hora de buscar Bella na fronteira Quileute - respondi quando j
estvamos todos agrupados. Ningum queria pensar nada que me fizesse
lembrar dos acontecimentos daquele dia mais cedo... Alice cantarolava o
hino da Turquia de trs para frente, Roslie como sempre imaginava como
seu cabelo havia ficado depois que voltssemos a Forks e que roupa
usaria depois que se trocasse, Emmett procurava um programa divertido
para logo mais a noite quando todos deveriam estar dormindo... o mais
incomodado era Jasper...como sempre preocupado em manter o controle para
no ir correndo atrs do primeiro humano que cruzasse o seu caminho. Meu
pai continuava sofrendo pelos vampiros que mataramos enquanto Esme se
preocupava com todos ns e o que poderia nos acontecer caso
precisssemos caar os recm nascidos s cegas sei que ela no
suportaria se algo acontecesse a um dos seus filhos ou a Carlisle.
Apostamos uma boa corrida at em casa, eu ganhei mais uma vez, afinal
sempre fui o mais veloz entre todos ns.  - J est indo buscar a humana
desastrada? - Emmett brincou -  mesmo bom com a sorte dela  bem capaz
que chova e um raio a atinja mesmo estando dentro da casinha do
cachorro... - ele gargalhou. Os outros seguraram o sorriso mais pude
ouvir a gargalhada mental de cada um deles.  - Lembrarei do seu
comentrio quando Bella for uma de ns. - Pelos pensamentos do lobo
naquele dia pela tarde eu j podia imaginar que ele havia se declarado
meus pensamentos se tornaram confusos novamente - preciso ir buscar
Bella - me despedi da minha famlia. Antes que eu pudesse chegar at a
porta pude perceber o pensamento do meu pai dirigido a mim "voc no
precisa ter medo, no precisa ser algum que voc no  para convenc-la
a ficar. Bella te ama filho e isso  o que importa" fiz um sinal
positivo com a cabea. Eu sabia que ele tinha entendido.  Eu j estava a
caminho da reserva quando meu celular vibrou em meu bolso. Atendi ao
primeiro toque identificando logo quem era - Bella? - "ainda bem que
estava viva" pensei - Voc esqueceu o telefone... eu lamento, Jacob te
levou pra casa? - respirei aliviado.  - Sim - ela bradou - Voc pode vir
me pegar, por favor? - ela no parecia to amigvel.  - Eu estou a
caminho. Qual  o problema? - perguntei confuso.  - Eu quero que
Carlisle d uma olhada na minha mo. Eu acho que est quebrada. - ser
que eu no podia deix-la sozinha por uma tarde que Bella se machucava?
- O que aconteceu? - perguntei j imaginando o que teria causado tal
acidente.  - Eu dei um soco em Jacob - ela respondeu sarcstica.  - Bom
- afirmei - Apesar de eu lamentar que voc tenha se machucado. -
certamente a minha vontade era de fazer algo parecido com ele tambm,
no com um soco apenas. O que eu queria mesmo era poder arrancar sua
cabea.  - Eu queria machuc-lo, eu no fiz nenhum estrago sequer. - ela
respondeu pesarosa. Estava com receio de perguntar o que afinal de
contas a havia deixado to furiosa, a resposta poderia desencadear numa
guerra, eu definitivamente acabaria com a trgua matando aquele vira
lata cheio de pulgas.  - Eu posso arrumar isso - as imagens passaram na
minha mente colocando um sorriso em meus lbios.  - Eu estava esperando
que voc dissesse isso.  - Essa no parece ser voc, o que ele fez? - a
pergunta saiu mesmo que eu no quisesse t-la feito.  - Ele me beijou -
naquele momento se eu tivesse um corao ele iria explodir de tanto
dio, quem ele pensava que era, eu iria definitivamente mat-lo arrancar
sua cabea e seus membros, depois que o fizesse sofrer bastante eu iria
queimar seu corpo assim como fazemos com os da minha espcie. S para
ter certeza de que aquelas patas sujas de lama jamais tocariam em Bella
novamente. Acelerei o carro o mais rpido que pude, essa era a vantagem
de ter um motor potente, ouvi vozes ao fundo algo me sugeria que ele
ainda estava por perto o que me causou mais desejo de chegar, assim eu
poderia resolver essa questo o quanto antes.  - Talvez seja melhor voc
ir embora, Jake - ouvi Charlie dizer, ento ele realmente estava l.  -
Eu acho que vou ficar por aqui, se voc no se importar. - ele respondeu
alto o suficiente para que eu pudesse ouvir, ele conhecia a nossa
sensibilidade auditiva.  - O funeral  seu - ainda ouvi Charlie dizer.
- O cachorro ainda est a? - perguntei sem precisar que ela
respondesse, pois a sua voz por trs da ligao e o seu fedor j estavam
entrando pelas minhas narinas quando virei a esquina da casa dela.  -
Sim. - ela respondeu seca.  - Eu estou na esquina - disse desligando o
telefone, agora era hora de acertar as contas com Jacob Black.  Parei na
frente da casa de Bella freando meu carro de forma brusca, no era meu
costume fazer isso mais com o dio que me dominava eu tinha certeza que
naquele momento isso pouco importava. Antes mesmo que pudesse sair do
carro lembrei das ultimas palavras de Carlisle me lembrando de que eu
no era um monstro. Pausei por alguns segundos antes de me dirigir at a
porta - Como est a sua mo? - ouvi Charlie perguntar.  - Est inchando.
- pelos pensamentos dele eu podia ver que Bella estava sentindo dor e
aquilo eu no podia perdoar.  - Talvez voc devesse escolher gente do
seu tamanho - Charlie afirmou.  - Talvez - ouvi seus passos suaves
caminhando ate a porta antes mesmo que eu pudesse bater.  "Como ele
chegou aqui to rpido?" Charlie se perguntou ainda sentado no sof
"finalmente o sanguessuga chegou, estou esperando para ver o que voc
vai fazer leitor de mente" Jacob dirigiu seu pensamento a mim.  -
Deixe-me ver - sussurrei pegando sua mo para examin-la ignorando-o,
todo esse tempo com Carlisle me serviram para aprender muita coisa sobre
a medicina, com isso eu podia identificar exatamente que alguns ossos da
mo dela realmente estavam quebrados. - Voc estava certa quanto a estar
quebrada. Eu estou orgulhoso de voc. Voc teve ter colocado um tanto de
fora nisso aqui. - continuei sem dar importncia a provocao mental
daquele dbil.  - Toda a que eu tinha - ela pausou respirando fundo e
soltando o ar rapidamente - Aparentemente, no o suficiente. - segurei
sua mo com cuidado e beijei-a com delicadeza  - Eu vou cuidar disso!-
me virei para ele - Jacob! - chamei controlando meu impulso, durante meu
acesso de fria no imaginei que talvez Charlie pudesse estar em casa,
definitivamente eu no podia esquartejar o lobo ali, no naquela hora e
na presena dele, sei que por causa disso Bella no me perdoaria. "ento
agora ser entre ns sugador de sangue, finalmente decidiu sair da
cripta para me enfrentar?" Jacob continuou com sua provocao mental
vindo pelo corredor na minha direo.  - Agora, agora - Charlie disse ao
mesmo tempo em que pensava, as vezes os seus pensamentos eram difceis
de ler tambm. - Eu no quero nenhuma briga, voc est entendendo? -
"moleque encrenqueiro, voltou do outro lado do mundo para confundir
minha filha" ele pensou - Eu posso colocar o meu distintivo na histria
se precisar fazer o meu pedido ser mais oficial.  - Isso no ser
necessrio - segurei meu impulso de voar no pescoo do cachorro.  -
Porque voc no me prende, Pai? Sou eu que estou distribuindo socos. -
Bella se colocou entre ns.  - Voc quer prestar queixa, Jake? - ele
perguntou irnico.  - No! Eu vou querer o troco um dia desses. - ele
reproduziu mentalmente o momento em que beijou Bella, aquelas imagens s
me fizeram ficar mais furioso "ela retribuiu sugador, ela tem opes e
eu a estou dando, agora ela pode decidir entre voc e eu!".  - Pai, voc
no tem um taco de baseball em algum lugar no seu quarto? Eu quero ele
emprestado por um minuto. - Bella interferiu mais uma vez.  - Chega,
Bella. - "deixe que eles se acertem, uma disputa saudvel faz bem para
qualquer pessoa, alm do mais esse garoto insolente j pensa que  dono
da minha filha, onde j se viu?".  O pensamento de Charlie s me fez ver
que qualquer que fosse o acontecimento daquele dia eu iria acabar com
nosso segredo e expor toda a minha famlia - Vamos fazer Carlisle dar
uma olhada na sua mo antes que voc acabe numa cela de cadeia -
coloquei o brao ao redor da sua cintura e a levei em direo a porta.
"Vai fugir da luta sanguessuga" Jacob provocou - T - ela concordou.  -
Para onde esse garoto pensa que vai levar minha filha? - Charlie disse
num tom to baixo que acredito s eu e o co pudemos ouvir naquela sala.
- O que voc est fazendo? Voc est louco? - ele disse a Jacob enaqunto
este vinha atrs de ns.  - Me d um minuto, Charlie - "vai fugir
sugador de sangue" ele continuou provocando - No se preocupe, eu volto
logo. - ele continuou passando pela porta atrs de ns e fechando-a com
Charlie l dentro "o que esses dois vo fazer na frente da minha casa?
No vou poder prender s o Cullen terei que prender Jacob tambm por
desordem..." Charlie pensava enquanto olhava pela janela.  "Vamos l
Conde Drcula, no vai fazer nada? Est com medo" ele continuava num tom
provocativo, enquanto eu abria a porta do carro e colocava Bella
acomodada l dentro. Depois que a coloquei imvel para que sua mo no
piorasse virei-me para encar-lo. Ele cruzou os braos na frente do
peito colocando-se em posio de defesa, seus msculos estavam alterados
e sua mandbula travada, pela janela charlie nos observava.  - Eu no
vou te matar, porque isso iria aborrecer Bella. - minha voz saiu com um
rosnado  - Hmph - ela protestou, me virei e sorri para ela voltando logo
em seguida para continuar.  - Isso iria te incomodar de manh -
acariciei seu rosto que estava para fora do carro no intuito de ouvir
nossa conversa. - Mas se voc a trouxer machucada de novo, eu no me
importo de quem seja a culpa; eu no me importo se ela s tropear, ou
se um meteoro cair do cu e atingir a cabea dela, se voc retornar com
ela em uma condio menos que perfeita do que aquela em que eu a deixei,
voc vai correr com trs pernas. Voc entendeu isso, mongol? - ameacei.
- Quem vai voltar l? - ela murmurou.  - E se voc a beijar de novo, eu
vou quebrar a sua mandbula por ela - prometi.  - E se ela quiser que eu
a beije? - "como quis mais cedo?" ele concluiu com o pensamento.  - Hah!
- ela bufou.  - Se isso for o que ela quer, eu no vou me opor - dei de
ombros - Voc deve esperar que ela diga que quer, ao invs de confiar na
sua interpretao de linguagem corporal, mas o rosto  seu.  "Voc no
acredita que ela queira? Ou voc tem medo de admitir que ela possa me
amar tambm?"  - Voc bem que queria - ela rosnou.  - , ele quer - eu
murmurei vendo em seus pensamentos as imagens ntidas daquilo que ele
acreditava ter acontecido.  - Bom, se voc j colocou medo na minha
cabea. Porque voc no cuida da mo dela? - "porque da boca eu j
cuidei". Serrei meus punhos e travei os meus dentes para no trucida-lo
ali na calada da casa de Bella  - Mais uma coisa - avisei - Eu vou
lutar por ela tambm. Voc devia saber disso. Eu no estou dando nada
como garantido, e eu vou lutar duas vezes mais que voc.  - Bom - "Criou
coragem para me enfrentar?" ele pensou - No tem graa derrotar uma
pessoa que se d por vencido.  - Ela  minha - murmurei ameaadoramente
- Eu no disse que ia lutar justo. - continuei  - Nem eu. - "eu sei
burlar as regras muito melhor que voc leitor de mentes, eu sei que voc
est na minha cabea agora".  - Boa sorte. - desejei secamente.  - Que o
melhor homem vena. - "Estou certo de que ela ira me escolher, agora ela
j sabe que tem outras opes a no ser se transformar numa sugadora de
sangue como voc!".  - Isso parece certo... cozinho. - ironizei
enquanto se virava para falar com Bella.  - Eu espero que a sua mo
melhore logo. Eu realmente lamento que voc tenha se machucado. -  ele
realmente lamentava. No me virei para ver a reao dela dei as costas e
sai andando enquanto ele me atacava da forma que ele sabia que poderia
me atingir, me lembrando de tudo que aconteceu quando eu a deixei
sozinha em Forks. Tentei ignorar as imagens que ele me mostrava, sua
memria definitivamente era muito boa, porm melhor ainda era a minha e
eu sabia que Bella me amava.  - Como voc se sente? - perguntei logo que
entrei no carro.  - Irritada. - ela respondeu, no consegui conter o
sorriso.  - Eu estava falando da sua mo.  - Eu j passei por pior. -
ela sussurrou.  - Verdade - concordei.  Corri pela estrada o mais rpido
que pude, Carlisle precisava olhar a mo dela o quanto antes. Chegamos a
minha casa rapidamente Emmett e Roslie estavam consertando o jipe,
minha irm loira sabia fazer alguma coisa alm de cuidar da prpria
beleza, nossos carros estavam sempre impecveis graas ao seu interesse
por automveis. Emmett no ficou surpreso quando me viu chegar com Bella
machucada em casa - Caiu de novo, Bella? - ele brincou.  - No, Emmett.
Eu dei um soco na cara de um lobisomem. - ela o encarou sem humor
aparente. "Acho que Jasper vai ganhar a aposta" ele pensou piscando para
ns, quando Bella fez careta ele gargalhou. Os pensamentos de Roslie
denunciavam suas prximas palavras  - Jasper vai ganhar a aposta - ela
disse alto o suficiente para que Bella ouvisse, percebi que no foi
intencional, no podia conden-la por ser to egosta, no dessa vez.
Emmett virou-se para me olhar defendendo-se mentalmente "Eu no disse
nada dessa vez".  - Que aposta? - Bella perguntou.  - Vamos te levar at
Carlisle - tentei tir-la dali mais o estrago j havia sido feito  - Que
aposta? - ela virou de volta para Emmett.  - Obrigado, Rosalie - disse
enquanto tentava arranc-la dali, definitivamente aquela conversa era
desnecessria.  - Edward... - ela se soltou do meu brao questionando
qual era a aposta.  -  uma infantilidade - tentei justificar - Emmett e
Jasper gostam de apostar. - voltei a segur-la com um pouco mais de
fora dessa vez.  - Emmett vai me contar - ela tentou se soltar mais eu
a segurei novamente.  - Eles esto apostando quantas vezes voc vai...
escorregar no seu primeiro ano. - soltei num flego s.  - Oh! Eles
esto apostando quantas pessoas eu vou matar? - ela realmente parecia
surpresa.  - Sim! E Rosalie acha que o seu temperamento vai virar as
chances a favor de Jasper.- respondi  - Jasper est apostando alto? -
ela questionou mais uma vez... ainda no parecia convencida.  - Se voc
tiver dificuldades em se ajustar, isso vai fazer com que ele se sinta
melhor. Ele est cansado de ser o elo mais fraco.- disse fazendo careta.
- Claro.  claro que sim. Eu acho que eu posso cometer alguns homicdios
extras, se isso deixa Jasper feliz. Porque no? - ela dizia palavras
desconexas e sem sentido, parecia que algo no estava se encaixando na
sua mente.  - Voc no precisa se preocupar com isso agora. - eu a
tranqilizei - Na verdade, voc nunca vai ter que se preocupar com isso,
se no quiser. - quando ela soltou um leve gemido percebi que a sua mos
deveria estar doendo mais do que ela diria.  - Voc vai precisar
imobilizar esse pulso Bella - Carlisle disse aps examin-la.  - No
ser necessrio, serio! - ela afirmou.  - Est bem - ele no insistiu -
irei colocar uma tipia, desde que voc me prometa que ir manter esse
brao imvel. Se no quiser ter problemas. - ele advertiu.  - Eu
cuidarei para que ela no faa pai. - eu assegurei.  - Eu no farei -
ela prometeu. Seus olhos estavam distantes... ser que o lobo havia
conseguido tocar de verdade o seu corao? Ser que ela iria preferir
estar ao meu lado? No havia nada mais importante neste mundo que meu
amor por ela, esse sentimento recm descoberto que agora descortinado me
causava medo, angstia e por outro lado uma felicidade sem igual, era
algo que nunca pude sentir antes em meus longos anos de busca, em todas
estas dcadas de existncia... Bella surgiu como uma vela acesa na
escurido me mostrando o caminho por onde eu deveria passar para
perceber enfim que eu poderia ser salvo da solido eterna.  Capitulo 15
- A formatura.  Finalmente havia chegado o grande dia. O dia me libertar
do segundo grau na escola secundarista de Forks, aquele inferno astral
estava passando mais uma vez. Eu iria me livrar dos desejos obsessivos
de Jssica Stanley, os sonhos impossveis de Mike Newton... Ah
finalmente me veria livre de todo aquele pesadelo... Outra vez. Afinal
j havia perdido a conta de quantas vezes tinha passado por aquele
purgatrio de hormnios efervescentes.  No entanto, aqueles ltimos
meses haviam feito toda diferena para mim. Conhecer Bella foi
fundamental para que eu sasse da escurido total a qual eu me
encontrava... No lugar mais improvvel, na cidade mais escondida e
chuvosa dos Estados Unidos meu sol brilharia com tanta intensidade.
Aquele sentimento inusitado, aquela sensao de torpor parecia no
passar quando eu estava ao lado dela.  Desde que ela apareceu todos
perceberam minha mudana de humor, antes mal humorado agora at consigo
tolerar as piadas sem graa do Emmett e achar graa nelas. - ento
maninho a humana vai levar quantos tombos hoje? - ele brincou me
trazendo de volta do meu devaneio.  - Ser muito bom quando Bella for
uma de ns, dessa forma sua zombaria ser decidida numa boa luta... Voc
no perde por esperar. - respondi no deixando transparecer que suas
piadas me alegravam  - Ah... Qual  Edward! - ele exclamou - vai dizer
que voc no acha engraado cada vez que ela leva um tombo. Ela  mais
azarada do que qualquer pessoa que j tenha quebrado um espelho numa
sexta feira treze. - ele gargalhou. No consegui conter o meu sorriso
quando percebi as risadas mentais ecoarem pela casa.  - Que bom que
todos esto se divertindo. - falei num tom um pouco mais alto para que
todos pudessem ouvir. "ops" jasper pensou no andar de cima, certamente
ele estava em seu quarto com Alice... "Engraado, ainda no ouvi o
pensamento daquela baixinha irritante hoje" pensei tentando localizar
seus pensamentos onde quer que ela estivesse. Nada.  Certamente estava
planejando mais alguma faanha para a festa de logo mais a noite, se eu
no a conhecesse at poderia dizer que Bella estaria s e salva... Alice
sabia to bem quanto eu que Bella iria detestar aquela festa. Os seus
pensamentos sempre denunciavam as suas intenes e naquele dia um pouco
mais cedo, havia visto neles que ela iria providenciar algo para que
Bella estivesse bem vestida  noite. Logo aps captar este pensamento
ela comeou a imaginar o hino d a Inglaterra na linguagem de sinais.
Definitivamente Alice no tinha jeito.  Tentei pesquisar seu paradeiro
atravs dos pensamentos de Jasper, naquele momento ele estava mais
preocupado em no cometer uma matana durante a festa que seria
realizada l em casa. Pobre Jasper, sempre tentado lhe dar com sua
sede... Porem eu sabia que ele no era perigoso. Ele no faria nada que
pudesse machucar Alice.  Roslie no pensava em outra coisa a no ser em
como ser a garota mais bonita da festa. Estava pensando como iria
arrumar seu cabelo e qual roupa a deixaria mais linda e fatal... "pura
futilidade" pensei.  Emmett como sempre estava tentando elaborar uma
maneira de pregar uma pea em todos ns, ele sempre acreditava que nos
pegaria de surpresa com suas brincadeiras previsveis e mal elaboradas.
Meu irmo era muito forte fisicamente, no entanto sempre pensava como
uma criana.  Meus pais eram um caso a parte, minha me estava
preocupada com o que os outros pensariam se sua casa estivesse mal
arrumada para receber os convidados logo mais a noite. Ela estava
tentando visualizar uma nova arrumao caso fosse necessrio enquanto
meu pai a tranqilizava tentando explicar o quanto estava tudo perfeito.
Eu estava mais uma vez vivendo aquele momento de apatia que sempre me
acometia quando Bella estava longe, eram os nicos momentos os quais eu
parecia estar dormindo mesmo estando de olhos abertos. Finalmente era
hora de me arrumar para encontrar Bella... Minha Bella. Nada me faria
mais feliz naquele momento que encontr-la. Mesmo que fossemos para um
lugar onde dezenas de pensamentos fteis nos aguardavam. Suspirei
tentando apagar aqueles pensamentos da minha cabea, afinal aquela seria
nossa ultima noite na escola de Forks.  Fui para a garagem tentando
conter o nervosismo que de repente havia me pego, de todas as vezes que
eu havia me formado, aquela era a primeira que eu tinha algum realmente
importante na minha vida. Emmett j esperava por mim em seu jipe para me
deixar na frente da casa do chefe Swan.  Depois de muita discusso
chegamos ao consenso de que Bella iria junto com Charlie em sua viatura
e eu os acompanharia. Os pensamentos de Charlie sempre eram hostis no
que diziam respeito a mim, desde que deixei Bella em Forks e fui embora.
Embora ele no soubesse e eu tambm no me perdoasse, aquilo foi para o
bem dela. Foi to somente para que pudesse ter uma vida normal ao lado
de um humano normal... At aparecer Jacob Black... Rosnei com a sua
simples lembrana.  O pensamento de Emmett estava calmo quando nos
dirigimos para Forks, felizmente meu irmo era um ser extremamente
tranquilo e despreocupado, tudo que me preocupava era a fato dele estar
tentando criar alguma armadilha para Jasper pouco mais tarde.  - Voc
est to elegante, se eu fosse uma vampira poderia me apaixonar... - ele
gargalhou alegremente - a humana vai ficar mais apaixonada por voc,
maninho. O cachorro pulguento no tem vez. - ele disse aps ouvir meu
rosnado anterior.  - Aquele lobo pulguento est tentando roubar Bella de
mim.  - Seria bom transform-la logo... Assim eu teria logo a
oportunidade de convid-la para uma luta.  - Emmett... - eu o repreendi
- Bella no  assim to descontrolada como vocs acreditam.  - Tem razo
- ele gargalhou mais uma vez - alem de descontrolada ela  azarada e
desastrada. - ele sorriu novamente aumentando a velocidade do jipe. J
estvamos  140 km por hora quando viramos a curva da rua que daria na
casa de Charlie.  - Agora preciso ir... Vejo vocs mais tarde. - me
despedi apertando sua mo.  - Boa sorte maninho - ele se despediu.
Alguns passos me separavam da porta de entrada da casa quando um cheiro
conhecido foi trazido pelo vento "Alice" pensei. O nervosismo me tomava
completamente, se eu tivesse um corao ele estaria aos saltos... Aquela
sensao de que eu podia ser como ela pelo menos enquanto estivssemos
juntos me deixava eufrico.  Bati levemente na porta enquanto ouvia os
pensamentos tranqilos de Charlie l dentro e quando abriu a porta sua
expresso simplesmente mudou. - Ol - ele cumprimentou sem vontade
"Garoto enxerido" ele pensou coando a cabea.  Mas o que Charlie
pensava no me importava, j estava acostumado com sua hostilidade e no
deixaria que isso me afastasse de Bella. Quando a vi descer as escadas
com aquele vestido azul fiquei maravilhado, aquela era a cor que eu mais
gostava que ela vestisse "Alice" pensei novamente.  - J est na hora de
irmos caso contrario nos atrasaremos - Charlie chamou quando me viu
paralisado, encantado com a beleza de Bella, varias coisas que nem ouso
reproduzir passavam pela cabea atordoada dele. - Vamos, vamos - ele
apressou. No entanto algo na expresso de Bella me deixou desconfiado,
ela nunca fora uma boa mentirosa algo a preocupava e eu iria descobrir o
que era.  Entramos na viatura de Charlie, ele e Bella na frente e eu
atrs os pensamentos de Charlie comearam a me divertir "at que o
moleque ficaria bonitinho atrs das grades" ele sorriu olhando para mim
pelo retrovisor... Eu? Sorria em retribuio. "Esse  realmente o seu
lugar Cullen, longe da minha filha... atrs de um vidro a prova de
balas" ele sorriu novamente. Pobre Charlie no sabia que se eu quisesse
poderia quebrar aquele vidro to facilmente. Sorri para ele outra vez. E
assim foi a nossa viagem e embora me divertindo com os pensamentos
agressivos de Charlie no consegui desligar da expresso inquieta de
Bella.  - Voc est bem? - perguntei enquanto a ajudava a sair do carro
no estacionamento da escola.  - Nervosa - foi tudo que ela respondeu.  -
Voc est to linda - disse olhando em seus olhos. Segurando a vontade
de beij-la ali mesmo, porem eu sabia que se o fizesse Charlie me
prenderia na viatura eternamente, ao menos esse era o pensamento dele
quando se enfiou entre ns dois abraando-a e afastando-a de mim. "Nem
na formatura da minha filha esse moleque vai permitir que eu fique mais
prximo dela do que ele? Garoto abusado..." ele pensou.  - Voc est
excitada? - ele perguntou no intuito de tirar a ateno dela.  - Na
verdade no.  - Bella, esse  um negcio grande. Voc est se formando
no colegial. Esse agora  o mundo real pra voc. Faculdade. Morar
sozinha... Voc no  mais a minha garotinha. - "e com esse garoto o
Cullen isso no me agrada" ele pensou completando a frase.  - Pai! Por
favor, no fique choramingando em cima de mim. - ela pediu num tom de
suplica.  - Quem est choramingando? Agora, por que voc no est
excitada?  - Eu no sei, pai. Eu acho que a ficha ainda no caiu ou algo
assim.  -  bom que Alice esteja dando uma festa. Voc precisa de alguma
coisa pra te animar.  - Claro. Uma festa  exatamente o que eu preciso.
- Ele riu do desespero de Bella. Ela no parecia estar se divertindo
muito, no era s pelo fato de que ela no gostava de festas. Havia algo
mais.  Caminhamos at a porta de trs do ginsio, Charlie nos deixou a
contra gosto protestando mentalmente. No houve tempo para que eu
pudesse perguntar o que estava acontecendo, o grupo de adolescentes
vibrantes estavam to excitados que os seus pensamentos estavam a ponto
de deixar louco. A Sra. Cope e o Sr. Varner tentavam controlar todos,
confesso que com o fervilho de pensamentos eles conseguiriam controlar
melhor uma manada de elefantes raivosos.  - Para a frente, Sr. Cullen -
o Sr. Varner ordenou.  - Ei, Bella! - ainda ouvi Jessica Stanley gritar,
beijei Bella rapidamente, eu definitivamente preferia ignorar aqueles
pensamentos fteis... Respirei fundo para no fuzil-la enquanto eu me
afastava "ainda no vi o que o Edward viu nela" ela pensou. Fui andando
para o meu lugar muito a contragosto, ningum ousava se aproximar de
mim, os humanos tinham senso de segurana e de certa forma eles sabiam
que eu era perigoso.  Encontrei Alice parada na fila, ela parecia estar
se divertindo com tudo aquilo... Ao mesmo tempo estava escondendo algo
de mim - Ento Alice vai me contar ou no o que voc est aprontando? -
perguntei sorrindo levemente.  - Nada Edward, apenas quero que seja uma
surpresa. - ela comeou a inventar lembrou-se de quando conheceu Jasper.
Alice era realmente impossvel, ela conseguia se concentrar em tantas
coisas ao mesmo tempo e assim escondia algo importante de mim. O rosto
preocupado de Bella no saia da minha mente, ser que tinha alguma
ligao? Afinal senti o cheiro de Alice mais cedo na casa de Charlie. -
Alice o que voc foi fazer na casa de Bella hoje mais cedo? - perguntei
finalmente.  - Nada, s queria que ela estivesse linda para a nossa
festa de mais tarde. - ela respondeu ainda sorridente - agora tenho que
ir iro chamar meu nome - ela se afastou cantando o hino da Eslovquia
mentalmente. "Edward Cullen" o Diretor Greene pensou antes de chamar meu
nome - Edward Cullen - ele finalmente disse. Quando subi as escadas
Alice continuava cantando no meio da multido de alunos, tudo o que
consegui notar foi um pensamento entre as pessoas que estavam presentes
"Bella est realmente linda" o cachorro sarnento pensou. Quem o havia
convidado? O que ele estava fazendo ali? "olha s o sanguessuga com cara
de babaca" ele sorriu enquanto conversava com Charlie, preferi evitar
ouvi-los me dedicando a descobrir o que Alice estava tramando.  Estava
to entretido tentando fazer essa descoberta que quase no vi quando o
Sr. Greene disse que poderamos festejar e que j estava tudo acabado.
Os chapus amarelos voaram e depois caram aos nossos ps. Bella ainda
estava muito distante, e os pensamentos de Jessica no me fizeram tentar
uma aproximao naquele momento. Percebi que ela despistou delicadamente
Jessica indo em direo a ngela e Bem. Nesse momento decidi me
aproximar - Parabns - murmurei me aproximando segurando-a pela cintura
abraando-a e beijando-lhe levemente os lbios quentes e macios. Uma
corrente eltrica percorreu meu corpo... Eu precisava me controlar.  -
Hum, obrigada. - ela respondeu visivelmente nervosa.  - Parece que voc
ainda no superou os nervos  - Ainda no.  - O que mais te preocupa? A
festa? No vai ser to horrvel. - tentei alegr-la.  - Provavelmente
voc est certo.  - Por quem voc est procurando? - perguntei confuso.
- Alice, onde ela est?  - Ela saiu correndo assim que pegou o diploma
dela. - respondi virando na direo dos pensamentos ofensivos de Jacob
Black "est com medo de que ela venha falar comigo e prefira minha
companhia? At mais sugador de sangue" ele provocou saindo pelas portas
da frente do ginsio. Tentei ignorar, ele no iria estragar aquele
momento que era to importante para Bella.  - Voc est preocupado com
Alice? - ela perguntou virando em direo onde meus olhos estavam.  -
Er... - eu preferia no responder, as palavras sairiam muito grosseiras.
- O que ela estava pensando afinal? Quer dizer, pra te manter do lado de
fora.  - Ela estava traduzindo o Hino de Batalha da Repblica pra rabe,
na verdade. Quando ela acabou com isso, ela passou para a linguagem dos
sinais Coreana. - o que quer que estivesse acontecendo ela queria me
manter de fora.  - Eu acho que isso manteria a cabea dela ocupada o
suficiente.  - Voc sabe o que ela estava escondendo de mim - afirmei
quando vi os seus olhos crescerem nervosos.  - Claro! Fui eu que
inventei isso tudo. - o que? Como assim inventou tudo? Do que ela estava
falando? - Conhecendo Alice provavelmente ela est tentando esconder
isso de voc at o final da festa. Mas j que eu estou a fim de que a
festa seja cancelada, bem, no fique frentico, no importa o que
acontecer, tudo bem?  sempre melhor saber o mximo que for possvel.
Isso tem que ajudar de alguma forma. - ela continuou nervosa.  - Do que
voc est falando? - ainda consegui perguntar antes de ouvir os
pensamentos de Charlie se aproximando.  - S fique calmo, tudo bem? -
tentei dizer algo, mas fui impedido pela proximidade de Charlie, quando
ela se virou e me disse rapidamente o que Alice tanto queria me
esconder.  - Eu acho que voc est errado que diz que as coisas esto
vindo para ns de todos os lados. Eu acho que a maioria est vindo de um
lado... E eu acho que est vindo atrs de mim, na verdade. Tudo est
conectado, tem de estar.  apenas uma pessoa que est confundindo as
vises de Alice. O estranho no meu quarto era um teste, pra ver se
algum desconfiaria dela. Essa tem que ser a mesma pessoa que continua
mudando de idia, e os recm-nascidos, e roubando as minhas roupas, tudo
isso vai junto. O meu cheiro  pra eles. Mas ningum est vindo por
vocs, voc no v? Isso  bom, Esme e Alice e Carlisle, ningum quer
machucar eles! - a medida que ela ia falando minha mente ia trabalhando
juntando as peas do quebra cabeas. Bella estava certa, como no vi
isso antes? Como no pude perceber que na verdade era atrs dela que os
recm nascidos estavam?  Um sentimento enorme de impotncia e frustrao
me atingiu em cheio. Quem seria responsvel pela criao daqueles
vampiros sem instru-los? Victoria? Aro? No conseguia me mover. No
conseguia raciocinar. Ento era por isso que Alice estava tentando me
despistar pensando coisas aleatrias, ela sabia muito bem que eu no
deixaria Bella sozinha nem por um minuto. - Calma - ela pediu num tom
suplicante, porm quase no consegui ouvir. Minha cabea estava
trabalhando no intuito de encontrar o culpado por aquilo tudo, e quando
eu o encontrasse, iria mat-lo. Arrancar membro por membro.  - Bella!
Parabns, beb! - Charlie passou entre mim e Bella me afastando
conscientemente para trs "sai pra l garoto" ele pensou. No entanto
nada do Charlie pensasse ou fizesse naquele momento iria me tirar de
perto de Bella, se eu pudesse a tiraria dal e a levaria direto para
algum lugar onde ningum pudesse encontr-la. Mesmo que fosse preciso ir
parar na ilha Esme.  - Obrigada - ela sussurrou, o pensamento de Charlie
denunciava sua m inteno ao se referir a Jacob Black.  - Jacob e Billy
tiveram que ir embora, voc viu que eles estavam aqui? - ele disse
malicioso. Eu queria reagir, queria poder dizer que Jacob era to
perigoso quanto ele me julgava, porm tinha que admitir que s ele seria
capaz de proteg-la como eu faria. Sei que ele tambm daria sua vida por
ela... Mas eu a amava e iria vencer aquela guerra para ver quem teria o
seu amor.  - ! Eu os ouv tambm.  - Foi legal da parte deles aparecer
- Charlie disse.  - Mm-hmm. Ela apenas concordou. Eu continuava tentando
processar as informaes, por mais que Aro estivesse obcecado por ns
ele certamente manteria valendo as suas leis, os Volturi nunca a
quebrariam... Eles acreditavam que as leis eram imutveis. Laurent
estava morto e James tambm, a nica pessoa capaz de odiar tanto Bella.
A nica a qual queria vingana e conseguiu se esconder por tanto tempo e
era capaz de tentar tudo para mat-la era Victoria... Ser que minha
mente estava trabalhando direito? Eu precisava conversar com a minha
famlia, precisava correr contra o tempo se tudo estivesse se
encaixando... Um rosnado ficou preso em meu peito. Se tudo aquilo fosse
real eu iria matar Victria.  - Ento, onde voc quer jantar? O cu  o
limite.  - Eu posso cozinhar.  - No seja boba. Voc quer ir ao Lodge? -
ele sugeriu "aw...tenho que convidar o Cullen espero que ele no aceite"
ele pensou. De qualquer forma eu no iria, no poderia fingir
indiferena estando a ponto de explodir. Minha fria era maior que eu,
serrei meus punhos tentando manter a calma. Bella me olhava
discretamente, seu olhar denunciava sua preocupao.  - Claro, o Lodge,
legal - ela respondeu.  - Voc vem tambm, Edward? - Charlie perguntou
tentando parecer educado, em sua cabea ele queria mesmo que eu sasse e
era exatamente o que eu queria fazer, se eu pudesse levaria Bella junto
comigo. Percebi seu movimento, notei que ele iria virar para me encarar,
tentei controlar meus impulsos mais sangrentos para no ir atrs
daqueles recm nascidos onde quer que eles estivessem.  - No, obrigado
- respondi seco para a surpresa de Charlie.  - Voc tem planos com seus
pais? - ele perguntou com um grande sorriso mental.  - Sim. Se voc me
der licena... - disse sem humor me virando para ir embora quando ouvi
mais uma vez o pensamento de Charlie "ainda bem... enfim ss". Me
apressei em sair antes que minha cabea explodisse. No podia
acompanh-los ao jantar sem que todos achassem estranho o fato de eu no
comer nada.  Provavelmente eu no iria embora, eu esperaria at a festa.
Onde eu tinha certeza de que ela estaria segura para conversar com a
minha famlia. Pelo visto Alice j estava ciente e assim como eu estava
preocupada. Segui o carro de Charlie ate o Lodge, naquele dia parecia
que todas as famlias de Forks haviam decidido estar ali.  Diferente de
todos os presentes Bella e Charlie no conversavam muito. Newton,
Jessica ngela e Ben parecia se divertir muito com suas brincadeiras.
Charlie estava muito tranquilo sem a minha presena... Para ser sincero
ele nem se lembrava de mim. Fiquei ali parado na escurido do outro lado
da rua observando, tentando captar algum cheiro que me fosse estranho.
Nada. O ar estava limpo, nem ao menos o vira-lata estava rondando,
fazendo seu papel de co de guarda. Aquela no era uma m idia afinal.
Em uma coisa eu precisava concordar, ele era muito persistente. Se no
estivssemos lutando pelo amor de Bella eu agradeceria por ele mant-la
em segurana na minha ausncia. Charlie devorava seu prato com muita
gana, no ligava muito para o que acontecia ao seu redor. Nos raros
momentos em que prestava ateno em Bella eu podia ver sua expresso
nervosa. Preocupada. 
 Finalmente ele pediu a conta, seu pensamento estava despreocupado.
Charlie finalmente percebeu que Bella estava ansiosa... ficou um pouco
relutante em perguntar. Logo em seguida criou coragem - Com pressa? -
ele perguntou.  - Eu quero ajudar Alice a arrumar as coisas - ela
mentiu.  - Tudo bem - ele respondeu, as vozes deles se confundiam um
pouco com a dos outros presentes e extremamente barulhentos. Bella saiu
primeiro enquanto Charlie esperava o seu troco, aproveitei aquele
momento para me aproximar. Ela havia acabado de encostar-se na porta do
passageiro da viatura de Charlie. Eu precisava mostrar para ela que eu
estava ali, que ela nunca estaria sozinha.  Me aproximei rapidamente no
esperei nenhum segundo para fazer aquilo que estava com vontade de fazer
desde antes daquela cerimnia entediante de formatura. Segurei seu
queixo com cuidado, nossos olhos se encontraram. Como eu queria poder
ler os pensamentos dela para descobrir porque ela me olhava daquela
forma. Beijei-lhe os lbios quentes e macios docemente, precisava
senti-los urgentemente para ter a certeza de que ela estava bem.  Minha
vontade era permanecer naquela posio por muito tempo, mesmo ouvindo os
pensamentos de Charlie l dentro enquanto ele conversava com os pais do
Newton sobre algo que bem... No me importava... Naquele momento eu
queria ter toda minha ateno voltada para Bella para aquele momento. Eu
me sentia perdido dentro daquele amor to profundo, to intenso sem
saber que o destino havia sido traado no instante em que a conheci e
relutei em am-la.  Alice tinha razo, eu era um tolo por pensar que
poderia viver sem a presena de Bella. Sem o seu calor. A eternidade
teria sido uma mera passagem at o instante de encontr-la e t-la como
minha... - Como voc est? - ela perguntou depois que aquele beijo to
curto, mas to significativo terminou.  - No muito bem, mas eu me
controlo. Eu lamento por ter perdido a cabea l atrs.  - Foi minha
culpa. Eu devia ter esperado pra te contar.  - No! Isso  uma coisa que
eu precisava saber. Eu no consigo acreditar que no tinha visto isso! -
me senti culpado.  - Voc tem muita coisa na cabea. - ela justificou.
- E voc no tem? - questionei. Um pensamento me chamou a ateno...
Charlie estava prestes a sair do restaurante. Beijei-a novamente, eu
queria muito poder estar ao seu lado. Porem naquele momento eu sabia
Charlie no iria gostar.  - Charlie est vindo.  - Eu vou deixar ele em
casa.  - Eu te sigo at l.  - Isso realmente no  necessrio - antes
que ela pudesse terminar a frase eu escapei, no podia deixar que ele me
visse ali.  - Bella? - das sombras das arvores eu o ouvi cham-la.  - Eu
estou aqui. - ela respondeu.  - Ento, como voc se sente? Esse foi um
grande dia. - ele tentou iniciar uma conversa. "certamente ela esta
assim porque aquele moleque metido no est aqui" ele pensou.  - Eu
estou bem -  - Preocupada com a festa? - ele indagou.  -  - ela
respondeu incerta.  - Voc nunca gostou de festas.  - Eu me pergunto de
onde foi que eu peguei isso - ela murmurou.  - Bem, voc realmente est
bonita. Eu queria ter pensado em te comprar alguma coisa. Desculpa.  -
No seja bobo, pai.  - No  bobagem. Eu sinto que eu no fao sempre
por voc o que devia fazer. - enquanto ele a levava a caminho da minha
casa, eu corria paralelo a viatura ouvindo toda conversa entre eles.
Percebi que Bella estava relutante em responder aos questionamentos de
Charlie, enquanto ele continuava discursando.  - Isso  ridculo. Voc
faz um trabalho fantstico. O melhor pai do mundo. E... - ela pausou
relutante - E eu realmente estou feliz por ter vindo morar com voc,
pai. Foi  melhor idia que eu j tive. Ento, no se preocupe voc s
est experimentando o pessimismo ps-formatura.  - Talvez. Mas eu tenho
certeza que escorreguei em alguns lugares. Quer dizer, olha a sua mo!
- Eu nunca pensei que precisava te ensinar a dar um soco. Eu acho que
estava errado sobre isso.  - Voc no estava do lado de Jacob? - eu
sorri com seu pensamento antes da sua prxima resposta, mesmo que ele
nunca admitisse "pelo menos o Cullen nunca a forou a beij-lo".  - No
importa de que lado eu estou. Se algum te beija sem a sua permisso,
voc devia esclarecer os seus sentimentos sem se machucar. Voc no
deixou o polegar dentro do seu pulso, deixou?  - No, pai. Isso  muito
doce de uma maneira esquisita, mas eu no acho que as suas aulas teriam
ajudado. A cabea de Jacob  muito dura.  - Da prxima vez bata no
estmago dele. - ele disse sorrindo.  - Da prxima vez? - ela perguntou
descrente.  - Aw, no seja to dura com o garoto. Ele  jovem. - ele
justificou.  - Ele  um idiota. - ela rosnou.  - Ele ainda  seu amigo.-
Charlie afirmou esperanoso.  Estvamos prximos a estrada que levaria a
minha casa, resolvi correr mais rpido para chegar antes deles,
certamente Charlie estranharia se ao chegar l no me encontrasse. Ele
ainda no havia pensado nada sobre estar ou no na festa, embora eu
soubesse o quanto ele a odiasse. Isso Bella havia herdado dele com
certeza.  Cheguei antes deles como havia previsto, fiquei do lado de
fora esperando que ela chegasse junto com Charlie, aproveitei para ver a
noite. O cu estava meio encoberto pelas nuvens, mais ou menos como eu
me sentia quando Bella estava longe de mim, eu sabia que quando ela
cruzasse aquele entroncamento eu poderia ouvir novamente os pensamentos
hostis de Charlie, mas tambm saberia que ela estava chegando, que seria
minha companheira por mais aquela noite e mesmo que o perigo fosse
iminente eu no a deixaria nem por um segundo. Eu morreria por ela.
Pensei no dia em que a vi pela primeira vez, a vontade que senti de
mat-la... Ainda bem que no o fiz... No saberia como seria minha vida
sem ela, sem seu amor, sem seu calor. Ningum iria tir-la de mim nem
que para isso eu precisasse exterminar todos os vampiros recm nascidos
de Seattle sozinho. Mesmo que tivesse que lutar contra os Volturi ou
contra todos os vampiros alucinados do mundo, eu no a deixaria sozinha.
Ao longe ouvi o barulho do motor da viatura de Charlie, se eu tivesse
corao mais uma vez ele estaria acelerado pela ansiedade que sentia a
cada momento que iria v-la, que iria toc-la. Olhei o cu mais uma vez,
respirei fundo esperei que se despedisse de Charlie. Assim poderia
beij-la sem receios, sem medo. Poderia dizer o quanto a amava e que
nunca a deixaria sozinha. Ela acenou despedindo-se dele, da escurido
onde eu estava finalmente pude me aproximar.  - Bella?  Capitulo 16 - A
festa.  - Bella? - chamei da escurido onde me encontrava, saltei da
varanda parando de frente para ela. O vento soprava frio naquela noite,
ela se virou para mim. Como sempre no estava nem um pouco assustada...
Aproximei-me para ver seus olhos cor de chocolate, eu estava completa e
perdidamente apaixonado por ela. Trouxe-a para mais perto de mim
enlaando meus braos em sua cintura to fina e frgil, segurei seu
rosto pequeno e a beijei. Aquele beijo no era como os outros, nele
continha todo meu desespero, minha dor... Minha vontade de proteg-la a
qualquer custo. Havia a necessidade de demonstrar todo meu amor mesmo
que um dia ela preferisse estar ao lado de Jacob.  L no fundo eu sabia
que isso poderia acontecer, eu sabia que ela poderia se cansar de fugir
dos perigos por estar ao meu lado... Desistir da eternidade. Eu sabia
que ela poderia decidir estar com algum quente, com algum que pudesse
toc-la sem medo de mat-la, sabia por fim que ela poderia no querer
desistir da sua existncia humana somente por mim. Aquele beijo continha
todos os meus medos, minhas angustias... Tudo que eu no podia falar,
tudo o que eu no conseguia contar. Todo meu amor... Que seria infinito
mesmo que ela decidisse no me acompanhar... Eu a amaria para sempre.
De repente ela se afastou, seu olhar preocupado evitando o meu. Ser que
ela havia percebido o quanto eu estava perdido? O quanto eu estava
desesperado? - Vamos acabar logo com essa festa estpida - ela murmurou.
Segurei seu rosto com ambas s mos dessa vez - Eu no vou deixar nada
acontecer com voc. - prometi. Eu e minha famlia a protegeramos de
todo mal, de tudo aquilo que pudesse machuc-la. Bella era tudo para
mim, ela era minha vida.  Ela tocou meus lbios colocando seus dedos em
minha boca - Eu no estou to preocupada comigo mesma. - ela disse
olhando intensamente para mim.  - Porque eu no estou to surpreso com
isso? - suspirei ainda no conseguindo acreditar no quanto ela era
despreocupada consigo mesma. - Pronta pra celebrar? - tentei sorrir, ela
fez um sinal positivo com a cabea. Subimos as escadas, eu no conseguia
me desligar de todas as coisas que estavam acontecendo. Mesmo diante de
tudo isso Bella ainda permanecia indiferente. De vez em quando uma
sombra de medo passava pelo seu rosto mais logo era desfeita pelo seu
jeito despreocupado consigo mesma.  Abri a porta devagar, os olhos dela
brilharam quando viu a ornamentao que Alice havia levado alguma poucas
horas para fazer, ela colocou um globo no teto, como se fosse uma boate
ou algo assim. Os alto falantes eram enormes e o som muito pouco
agradvel "ser que ela pretendia mesmo educar o gosto musical dos
adolescentes de Forks?" pensei depois que vi a sua duvida mental...
Preferi esperar eu sabia que estava nos seus planos me consultar sobre o
assunto. - Inacreditvel. - Bella disse descrente de todo aquele circo
que Alice havia montado.  - Alice sempre ser Alice. - respondi sorrindo
pelo seu movimento negativo com a cabea esperando a consulta de Alice
sobre o repertrio musical. "Ser que ela esqueceu que diferenciamos os
sons, mesmo que sejam baixos" pensei.  - Edward! - ela falou mais alto
que o normal, pois estava do lado de um alto falante que tocava musicas
eletrnicas. - Eu preciso do seu conselho - ela disse se aproximando com
um grande sorriso no rosto apontando para os CD's amontoados do lado do
som no canto da sala. - Ns devemos dar a eles o familiar e
reconfortante? Ou educar o gosto deles pra msica? - ela me perguntou
mostrando em outro canto uma pilha de CD's educativos.  - Mantenha
reconfortante! Voc s pode guiar o cavalo at a gua. - adverti me
divertindo com aquela situao. Ela fez um sinal negativo com a cabea e
saiu andando em direo ao monte de CD's educativos "o que esses jovens
de hoje tm na cabea afinal? Ela se perguntou mentalmente.  - Eu acho
que estou desarrumada. - Bella disse sem nem ao menos ter a noo de
como estava especialmente linda naquela noite.  - Voc est perfeita -
eu disse.  - Voc consegue - Alice acrescentou.  - Obrigada, voc acha
mesmo que as pessoas vo vir? - ela perguntou, mesmo que eu no
conseguisse ler seus pensamentos eu podia perceber a esperana contida
na sua voz.  - Todo mundo vai vir - afirmei. Afinal eu pude ler cada
pensamento ansioso para estar na nossa casa,  casa dos estranhos
Cullens. Nossa intimidade seria naquela noite desvendada por todos os
adolescentes curiosos de Forks. - Todos esto morrendo pra ver o
interior da casa dos mistrios dos reclusos Cullen.  - Fabuloso - o tom
da voz de Bella era desesperado. Ouvi os pensamentos de Jasper de
Carlisle no andar de cima "timo" pensei, assim ento teria uma chance
de conversar com eles antes da festa. Segurei Bella pela cintura e a fiz
me acompanhar ate o escritrio do meu pai... Assim poderamos tentar
descobrir quem verdadeiramente estava criando aquele exrcito.  - Bella
acredita que o recm nascido que roubou as roupas dela e quem os criou
no est vindo atrs de ns. - eu disse contendo meu impulso para no
falar mais do que deveria, ao menos enquanto ela estivesse ali.  - Mas
Alice nos disse que eles so muitos. Edward, nas vises dela os recm
nascidos esto famintos. Eles esto matando muitas pessoas. - Jasper
alertou.  - Temos que ter cuidado filho, no conseguimos encontrar
outros que estivessem interessados em entrar numa guerra dessas s para
que os Volturi no viessem para c. Nem nossos amigos de Denali. - meu
pai disse preocupado "todos poderemos morrer aqui filho" ele pensou.
Diferente de Jasper que continuava expressando seus pensamentos sem se
importar coma a presena de Bella na sala.  - Eles vm atrs de ns para
nos matar. - ele disse batendo uma mo na outra - mesmo que a gente
consiga um ou dois aliados ser difcil vencer muitos vampiros recm
nascidos. - tentei manter o controle sobre a situao, mais sabia que
aquilo tudo era verdade, todos poderamos morrer ali.  - Ns temos uma
chance - tentei animar os outros, porm seus pensamentos me alertaram de
que tnhamos um numero pequeno no que dizia respeito aos vampiros cheios
de sede. - aquela definitivamente no era a hora de falar sobre aquilo.
- No posso arriscar Edward, nenhum de ns pode... Temos que achar uma
maneira. - os olhos de Jasper se estreitaram. Ele pareceu ler minha
mente "desculpe eu no devia me desesperar". Naquele momento pude ouvir
pensamentos curiosos "ento essa  a casa dos Cullen? No acredito que
Bella j esteve aqui infinitas vezes e eu no" um pensamento em
particular chamou minha ateno para quem havia chegado... Jessica
Stanley.
 Naquela hora a juventude curiosa de Forks comeava a chegar  nossa
casa. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa  campainha da porta
soou "nem precisa falar j ouvimos as vozes" Jasper pensou percebendo
meu gesto.  Meu pai se forou a sorrir, ele estava mais preocupado do
que queria mostrar, na realidade tentava pensar em coisas aleatrias.
Coisas que eu sabia, ele no se importava somente para no me deixar
mais preocupado. "Vai ficar tudo bem filho acredite" ele obviamente se
forou a pensar. Quando a campainha tocou percebi o corao de Bella
acelerar, batendo completamente descompassado. Meu pai sorriu
demonstrando uma calma que ele estava longe de sentir. "est na hora de
descer Edward" Alice chamou em seus pensamentos sabendo que eu a
ouviria. Descemos as escadas a tempo de ver Alice aumentar o som a uma
altura insuportvel e rapidamente sair para atender a porta.  "Uau a
casa dos Cullen" Jessica pensou encantada com a nossa casa "nem acredito
que Bella teve essa sorte e eu no". Logo atrs dela veio Mike Newton
"Maldito Cullen, agora vejo porque no tive sorte com a Bella" ele
realmente pensou aquilo? Ser que eu estava enganado com o que havia
ouvido? Era uma pena que mais um ano acabaria e eu no poderia quebrar a
mandbula do Newton, seu desejo insano por Bella ainda com uma ponta de
esperana de que ela me deixaria por ele. Ainda bem que agora no
precisaramos voltar mais para a escola secundria de Forks.  Tyler
estava mais interessado no que continha dentro das nossas paredes "que
casa maneira" no havia nada alm da empolgao por estar conhecendo
nossa intimidade em seus pensamentos. Os outros foram entrando aos
poucos vasculhando cada centmetro da nossa casa. Certamente aquela
noite seria o comentrio da prxima semana inteira na pequena cidade de
Forks. Entraram em fila como se estivessem prontos para o abate...
"Coitados se soubessem quem ramos e o quanto Jasper tinha que lutar
contra seus sentidos para no mat-los um a um, certamente no teriam
vindo." pensei.  A campainha tocou novamente, pude ver que era Angela,
ela era sempre a mais simples em seus pensamentos, para ela estar ao
lado de Ben j era o suficiente, seus pensamentos eram benevolentes. Eu
at podia entender a empolgao de cada um, afinal olhando para a sala
podia ver que Alice no havia poupado esforos. Observava enquanto Bella
cumprimentava todos que entravam. Emmett estava ao meu lado cheio de
idias mal intencionadas... Meu irmo s tinha um pensamento: Diverso!
Captando sua inteno sugeri - Que tal um susto no Newton? Faz aquela
cara de 't fazendo o qu aqui' sabe? Vamos mat-lo de susto - perguntei
com um meio sorriso, "claro" ele pensou, sabia que no precisava falar
para que eu o entendesse.  - Ele tem inteno de vir ver nossa mesa de
comidas.  - Deixe comigo! - Ele saiu sorrindo aproximando-se da mesa
antes que Mike pudesse concretizar seus pensamentos. Eric e Katie
chegaram logo depois. Fiquei ao lado de Bella e ainda sim observando
cada passo do alvo da minha brincadeira, seguindo seus pensamentos
pisquei para que Emmett visse sua aproximao. Mike se aproximou, olhou
para cima e viu a cara de urso bravo de Emmett. Seu primeiro impulso foi
fugir pela porta a fora to rpido quanto um raio, mas ele sabia que
aquela situao seria ridcula ento conteve sua vontade e se afastou
voltando para perto dos outros. " isso ai" Emmett gritou mentalmente "o
Newton quase fez xixi nas calas, sinto o cheiro de medo" ele gargalhou.
Mike quase no teve coragem de voltar junto com os outros quando aquela
multido de gente avanou na comida como lobos ferozes. Toda escola de
Forks estava presente naquela noite e tantos pensamentos me fizeram
automaticamente usar uma das minhas tcnicas favoritas... Bloque-los. A
msica muito alta fazia com que pudssemos nos comunicar sem problemas,
no precisvamos falar alto para que nossas palavras fossem ouvidas.
Observava Bella extremamente desconfortvel no meio de todos aqueles
adolescentes febris e alucinados pelas batidas tecno que saia pelas
grandes caixas de som. Cada um que ela cumprimentava automaticamente me
olhava amedrontado. Era engraado ver como eles se mantinham distantes
de ns. Exceto ngela e Ben, eles nos aceitaram simplesmente por sermos
amigos de Bella. Rodamos toda a sala quando seguimos em direo a
Jessica... Aquela definitivamente no era uma boa idia.  Acreditava que
mesmo sem poder ler sua mente ela no teria me agradado, seus olhos
denunciavam o tamanho da sua falsidade. Segurei Bella firmemente pela
cintura "no sei por que ele a protege assim" ela pensava enquanto nos
aproximamos "ela nem mesmo  to bonita! Bem... talvez um pouco" ela
continuava atacando mentalmente. - Ento Bella, ns nos veremos antes de
irmos para a faculdade? - ela perguntou sorrindo embora seu pensamento
fosse o oposto "droga ela acabou sendo mais popular que eu, tambm os
Cullen deram essa festa para ela... quem poderia competir com isso?" ela
pensava enquanto trocava palavras gentis com Bella.  - Bem Jess eu
realmente no sei mais... Prometo que tentarei... - Bella se forou a
sorrir. Ela continuou tagarelando e como eu sempre fui o espio da
famlia vasculhei as mentes dos presentes para ver se algum estava
supondo algo. Nada. Todos estavam muito ocupados se divertindo, ningum
lembrava mais que ns 'Cullens' estvamos ali. Ouvi pensamentos do lado
de fora da porta... Minha mandbula se travou quando reconheci de onde
eles vinham... A quem eles pertenciam.  - Fique aqui eu volto j. -
sussurrei no ouvido dela me afastando, passei por entre os humanos
presentes um pouco mais rpido do que deveria. "Ser que no vamos
provocar uma guerra com os vampiros?" um deles perguntou, " deixe
comigo" Jacob respondeu "vou mostrar aquele vampiro idiota o que  lutar
sujo" ele pensou. Segui em direo a cozinha, minha famlia estava
espalhada pela casa Carlisle estava em seu escritrio lendo seus livros,
Esme estava no quarto se arrumando para a fetsa. Roslie se mantinha
distante de todos, ela acreditava que aquela festa poderia denunciar
quem eramos realmente. Quanto a Jasper... Para ele era dificil ver
tantos humanos reunidos e no sentir a sede do sangue que queimava nossa
garganta. Eu podia ouvir o desepero em seus pensamentos enquanto ele se
mantinha escondido no seu quarto.  Certamente no haveria tempo de
avisar a todos que os lobisomens estavam ali. "talvez no seja uma boa
idia Jake, Sam no iria gostar nada disso" o outro ao seu lado alertou.
"Esquece o Sam. Bella nos convidou, no somos intrusos" ele respondeu.
Como eu queria mat-lo.  Ento estava explicado, ele havia aproveitado o
convite para encontrar uma forma clara de me afrontar. Eu no daria a
ele o que ele queria, no iria quebrar seu pescoo. No na festa de
Bella... Alice estava na cozinha, alertei-a sobre a presena dos lobos -
Jacob est aqui - murmurei. - ele no est s tem outros lobos com ele.
- Como? Quem os convidou? - ela perguntou ficando paralisada. - eu no
os vi chegar.  - Isso no vem ao caso - respondi com a minha mandbula
travada - preciso sair daqui ou quebrarei a trgua.  - Edward, voc no
pode me deixar aqui sozinha com eles - ela parou de repente, seus olhos
ficaram vidrados e sua nova viso me atingiu em cheio.  - Preciso falar
com Carlisle, temos que decidir o que fazer. - Sem tempo para pensar me
afastei o suficiente quando percebi a aproximao de Bella, no iria
contar a ela. No naquela hora.  Sai o mais rpido que pude, estava to
atordoado com os ltimos minutos que no lembrei que estava entre
humanos saindo com passos mais rpidos do que qualquer um ali poderia
dar - O que, Alice, o que? O que voc viu? - ainda a ouvi perguntar
antes de me afastar completamente, percebi que Alice tambm buscava uma
sada para no contar a ela sobre a sua viso.  - Quem convidou o
lobisomem? - ela conseguiu perguntar. Eu sabia que Bella descobriria a
verdade cedo ou tarde. A campainha tocou, eram os lobos. "Maldito seja"
pensei segurando um rosnado que seria alto demais mesmo com aquela
musica ensurdecedora.  Sai dali quando vi o olhar de Bella dirigido a
mim, sabia que ela questionaria mais do que eu poderia dizer naquele
momento. Sai da sala no instante em que ela veio atender a porta. Passei
pelos convidados como um fantasma sabia que ningum sentiria minha falta
naquela sala. Eu precisava me reunir com a minha famlia.  - Bem, voc
v tomar conta deles, ento. Eu tenho que falar com Carlisle. - Alice
tambm se retirou como um fantasma.  - Pai - entrei no escritrio dele
no andar superior da casa - A deciso foi tomada. Os recm nascidos
esto vindo para Forks. - eu disse no mesmo instante em que Alice entrou
na sala seguida por Jasper e Emmett.  - E eles so muitos - ela
completou.  Fez-se um silencio mortal... Ningum pensou ou disse nada,
apenas silncio. - ns teremos alguma chance Alice? - finalmente meu pai
perguntou.  - Eles so muitos at mesmo para ns Carlisle. - ela
respondeu.  - Ns poderamos simplesmente deixar Forks - Jasper sugeriu.
- No - eu respondi rpido demais - eles matariam toda cidade atrs de
ns. Atrs de Bella.  - Edward tem razo Jasper, no podemos deixar as
pessoas em perigo por nossa causa. - ele defendeu minha tese - eles
matariam todos at nos encontrar, lembre-se se Seattle.  - E dariam de
cara com os lobos... - Emmett disse - No podemos deixar a diverso s
com eles. Quero lutar tambm.  - Isso no  um parque de diverses
Emmett - Roslie o repreendeu entrando com minha me naquele momento - o
que vocs pretendem fazer?... Ouvimos a conversa e resolvemos vir ver o
que est acontecendo. - eu estava me forando a manter o foco mais a
presena dos lobos na casa estava me atormentando... E no s a mim pelo
que pude perceber - Quem convidou os lobos? - ela perguntou - sinto o
fedor deles a quilmetros de distncia. - ela resmungou.  - Isso no  o
mais importante agora Rosie, Edward... - Carlisle nos repreendeu -
precisamos descobrir o que vamos fazer agora para salvar nossas vidas e
a dos moradores de Forks esqueam os lobisomens s por um instante...
Precisamos descobrir uma maneira de agir sem machucar ningum. - meu pai
estava pesaroso por termos que lutar.  - No h uma maneira Carlisle,
eles vm nos matar - Alice respondeu.  - Pai - chamei - vejo nos seus
pensamentos que no quer que nenhum de ns se machuque, mais eles esto
vindo e querem nos matar temos de nos defender a qualquer custo. -
tentei consol-lo, Carlisle sempre foi muito benevolente. Muito mais
humano que muitos humanos que pudemos conhecer nessas longas dcadas de
existncia.  Eu sabia o que Alice havia previsto, tambm sabia o que os
outros estavam pensando. Todos estavam apreensivos, receosos. Ningum
queria uma guerra... Ningum queria morrer. Eu ainda lutava contra a
vontade de danificar todos os ossos do corpo daquele lobo intrometido
que ousou me afrontar em meu territrio. Aquela era minha casa afinal...
Eu ainda estava com os punhos fechados quando Alice decidiu que iria
voltar para alertar Bella sobre o que estava acontecendo. - eu tambm
vou - segui atrs dela.  - No Edward - Carlisle pediu. - filho,
fique... Precisamos pensar no que fazer, precisamos encontrar aliados ou
morreremos todos aqui.  - Pai - relutei - aquele lobo maldito. - rosnei
com toda fria contida em meu peito.  - Edward lembre-se voc no  um
monstro. - Esme pediu. Olhei para aquelas duas figuras to amveis que
me adotaram como seu filho e as quais eu amava como meus verdadeiros
pais.  - Est certo ento. Ficarei aqui.  - Focalize-se apenas naquilo
que temos de fazer... Prometa que no ouvir os pensamentos ou as
palavras l em baixo.  - Prometo que vou tentar - sentei na cadeira que
estava encostada no canto da sala, levei as mos aos cabelos
bagunando-os ainda mais. Suspirei quando vi na mente do lobo o presente
que ele estava dando a Bella, a expresso feliz que ela apresentou. Se
eu tivesse um corao ele teria parado naquele momento. Tentei conter
meus impulsos para no ler os pensamentos de Jacob, para no ouvir sua
conversa com Bella, mas se era guerra que ele queria, guerra ele teria.
Naquele momento eu precisava me focar em como salv-la de um exrcito de
vampiros sedentos pelo seu sangue e se nada desse certo eu tinha em
minhas mos uma formula para poup-la de todo sofrimento.  Gemi com o
pensamento transform-la em vampira no me fazia feliz, porm se fosse
realmente necessrio eu o faria. Bella era meu mundo e com a minha
famlia ao meu lado eu sabia que podamos conseguir, embora as vises de
Alice nos mostrassem que as chances eram mnimas. Alm do mais eu sabia
que aquele seria tambm o nico jeito de afast-lo para sempre de forma
que jamais ele se aproximaria novamente. Olhei para Alice - cuide de
tudo para mim.  - Cuidarei, no se preocupe - ela disse e logo aps saiu
saltitando pela porta com Jasper atrs dela. "Eu estarei l Edward, no
se preocupe" Jasper dirigiu seu pensamento em mim. Embora eu soubesse
que ele no seria capaz de controlar seu impulso e muito menos o
ambiente preferi confiar nas suas intenes.  - Obrigada - suspirei -
obrigada a todos vocs por serem a minha famlia. - E eu nunca deixaria
que nada, nem ningum os machucassem. Se por acaso isso acontecesse eu
iria exterminar cada um nem que para isso eu precisasse morrer tambm.
Quanto a Jacob? Quando tudo estivesse acabado ele iria ter uma grande
surpresa. Capitulo 17 - A clareira. A festa parecia no querer terminar,
os lobos l em baixo no tinham a inteno de sair. Por mais que eu
tentasse no ouvir os pensamentos das pessoas que estavam discutindo o
futuro de Bella, minha Bella. Eu no conseguia. - Edward - meu pai me
chamou. - pedi que no se martirizasse ouvindo os pensamentos de Jacob
Black. - Como posso no ouvir Carlisle, ele praticamente grita em seus
pensamentos. Estou certo de que quer ser ouvido. - E o que eles esto
dizendo - Emmett quis saber. - Bella e Alice contaram para eles que os
recm nascidos esto vindo. E eles sugeriram que nos encontremos aps a
festa. - Eu disse seco, tentando controlar o meu pssimo humor daquele
momento. - Ah! Vamos l maninho, vamos detonar uns lobos. - Emmett
sorriu abrindo uma mo e dando um soco nela com a outra. - Isso no  um
jogo Emmett! - Rosalie o advertiu. - Se os recm nascidos esto vindo
todos ns estamos correndo risco. - Rosalie est certa... No poderemos
arriscar. - Carlisle disse levando a mo ao queixo. - Se eles esto
vindo, precisamos nos preparar e a ajuda dos lobos ser muito til. -
Arrr - rosnei impulsivamente e alto demais. - j no bastava ter que
ouvir os pensamentos insistentes desse lobo idiota agora tambm terei
que suport-lo lutando ao meu lado para salvarmos Bella - levantei-me
abruptamente. - Calma Edward, precisaremos de toda ajuda que pudermos
para conseguir ganhar esta guerra. - meu pai disse a ultima palavra com
grande dificuldade. Depois de ver os Volturi matar nossa espcie por
tanto tempo, e por ser sempre to pacifico ele ainda sofria muito com
tudo o que estava acontecendo. - Nos unir aos lobos ser uma vantagem
que os recm nascidos no esperam. Edward! - ele chamou. Eu estava
concentrado na despedida dos lobos. "te espero na clareira sugador de
sangue" Jacob lembrou de se despedir de mim. - Eles foram embora. -
disse seco - pelo visto muitos decidiram ir com eles, vou descer.
Preciso levar Bella para casa. - Conhecendo a humana baixinha eu duvido
que ela queira ficar longe desse encontro... Ela  diablica... - Emmett
gargalhou. O pior  que eu sabia que ele estava certo. - eu at poderia
compar-la a minha ursinha. - ele sorriu novamente. - Essa tem que ter
sido a festa mais longa da histria do mundo! - Bella resmungava
enquanto nos preparvamos para ir para sua casa. - Est acabado agora. -
Eu falei na esperana de acalm-la. Minha famlia estava mais tranquila
e esperanosa agora, que uma possvel unio com os lobos nos daria uma
grande chance de vitria na batalha que estava por vir. Eu bem poderia
ter gostado de aquele vira latas sarnento no fosse to irritante.
Alice, aflita pelo que Bella poderia fazer, acenou para Jasper para que
ele emanasse ondas de paz pelo ambiente, enquanto Esme beijava a cabea
de dela, reconfortando-a. - No acho justo que somente Bella tenha
autorizao para confrontar os lobos - Emmett protestou - Eu adoraria
dar uma boa surra em alguns deles - todos olharam para ele em reprovao
- O que foi? Eu disse algo de errado? Ah! Qual  gente... Deixa pra l -
ele se calou. Na verdade todos estavam em clima de apreenso. Eu notava
tristeza nos olhos de Bella. Era como se ela se sentisse culpada por nos
envolver numa luta pela sua vida. Mais culpada agora por envolver os
lobos, em especial Jacob Black. Ah como eu o odiava, ainda mais agora,
que ele dava presentes a ela, quando eu no podia dar. Ser que ele
pensava mesmo que eu no lutaria pelo amor de dela? Altrusta e sem o
menor senso de auto-preservao, eu conseguia ver por suas expresses
faciais que, ela, sem sombra de dvidas, me pediria para estar presente
no encontro de logo mais. Eu certamente tentaria dissuadi-la desta
idia, mas sabia, desde o princpio, que no seria uma tarefa fcil.
Bella era sempre to teimosa. - Voc vai me levar junto essa noite. -
ela afirmou. - Bella, voc est exausta. - Tentei convenc-la, em vo. -
Voc acha que eu poderia dormir? - Fiz uma careta em desaprovao. -
Isso  uma experincia. Eu no estou certo de que ser possvel para
ns... Cooperar. Eu no quero voc no meio daquilo. - Poderia ser
realmente perigoso. Emmett e Paul j aviam se estranhado antes, e se no
consegussemos manter controle? Como eu a resguardaria? Nessa hora,
Alice me mostrou por seus pensamentos que, se eu mesmo no a levasse,
ela ligaria para o cachorro sarnento. Como se eu j no soubesse disso.
- Se voc no me levar, eu vou ligar pra Jacob. - estreitei meus olhos.
Isso era golpe baixo, e ela sabia, mas ela no queria ficar. Seguimos
para a casa de Charlie. Quando nos aproximamos da casa, eu podia ouvir,
a calma em seus pensamentos, sinal de que ele dormia profundamente.
Bella, ainda aos sussurros falou comigo. - Te vejo l em cima. - Ela
ainda tinha dvidas de que seu pai dormira, entretanto, o som audvel de
seu ronco o denunciaria a qualquer humano normal. Esme, j nos aguardava
para que pudesse levar meu carro para casa. Ainda vi quando Bella
caminhou na ponta dos ps at a porta da frente. Fui o mais rpido que
pude, agora que sabamos quais eram os planos de Victria, eu no
poderia me afastar de dela por muito tempo, isso era uma coisa que
abordava o meu ser com uma sensao de impotncia que eu desconhecia.
Como de costume, escalei sorrateiramente a parede da casa e me instalei
em seu quarto. Sentei-me na velha cadeira de balano e aguardei por sua
chegada, de l eu ouviria toda a movimentao na casa. Bella ajudou
Charlie a ir at a sua cama, onde ele desabou e comeou a roncar de
novo. Isso seria de grande ajuda, assim ele no sentiria sua falta at
de manh. Eu a esperava enquanto ela tinha aquilo que chamava de
"momento humano", mas desta vez, ela no apareceu de pijamas ou coisa
assim. Eu a observei melanclico enquanto ela se organizava para
partirmos rumo  clareira onde eu e minha famlia costumvamos jogar
baseball. Ela me olhava com amor, um amor que eu queria fazer por onde
merecer. Era um amor que fez sentir-me vivo. Eu ainda tinha inteis
esperanas de que ela iria desistir de me acompanhar, tolas esperanas.
- Venha aqui, ela chamou, pegando a minha mo e me puxando para a sua
cama. Quando sentamos, ela se curvou em meu peito, enrolei-a com um
cobertor para que no sentisse a frieza de minha pele e a segurei mais
perto. Essa era uma das horas em que eu invejava aquele lobisomem, ele
tinha calor para oferec-la. Cheguei a pensar que ela desistiria de ir
ao encontro de logo mais, tamanho era o alarme em seus olhos, mas se
assim o fizesse, no seria Bella, esta sim, no permitiria que eu fosse
sem ela. - Por favor relaxe. - Ela estava muito tensa. - Claro! - Por
que ela no confiava em mim? Daria tudo certo. - Isso vai dar certo,
Bella. Eu posso sentir.- Seus dentes travaram, mas eu estava aliviado,
embora ela certamente estivesse a ponto de perder o controle. - Me
escute, Bella. Isso vai ser fcil. Os recm-nascidos sero pegos
completamente de surpresa. Eles nem sequer tero mais certeza de que os
lobisomens podiam existir mais do que voc tinha. Eu j vi como eles
agem em grupos, pelo jeito que Jasper se lembra. Eu realmente acredito
que as tcnicas de caa dos lobisomens vo funcionar perfeitamente
contra eles. - tentei lhe apresentar confiana. - E com eles divididos e
confusos, no sero suficientes pra lidar com o resto de ns. Algum vai
ter que ficar descansando. - arrisquei fazer graa de uma situao que,
de certo modo, ainda me preocupava. - Uma moleza... - ela ironizou. -
Shhhh... - acariciei sua pele macia. Ah Deus, como era quente! - Voc
vai ver. No se preocupe agora. - Comecei a cantar baixinho a sua cano
de ninar, mas isso no a sossegou. Ela estava, alm de preocupada,
claramente se sentindo responsvel pela batalha iminente. Talvez por
isso se mantivesse alerta por todo o tempo. - Voc tem certeza que no
quer ficar e dormir? - Fiz a pergunta desnecessria. Eu j sabia qual
seria sua resposta, mas eu tinha que tentar. Ela me olhou com amargura.
E eu sabia que no seria capaz de negar-lhe algo. Ento suspirei e a
tomei em meus braos antes de saltarmos pela janela de seu quarto.
Corremos pela floresta quieta, escura. Eu a carregava em minhas costas,
e, durante a corrida eu sentia a minha sublimidade. Confiei que
permanecer calmo para lhe transmitir tranquilidade, era o melhor a
fazer, como quando ramos s ns, s por diverso, s pra sentir o vento
no rosto, sabia que isso a deixaria feliz, embora aquele fosse um
momento turbulento. Quando chegamos  clareira, minha famlia j estava
apostos, todos agora com um nimo renovado, tanto que j se colocavam em
posies casuais, como se o encontro que estava prestes a acontecer
fosse com amigos de muito tempo, talvez os Denalli. A risada estrondosa
de Emmett ecoava no espao largo vez ou outr. Eu a coloquei no cho,
entrelaando meus dedos nos dela, e caminhamos de mos dadas em direo
aos meus. Bella demorou algum tempo para identific-los e perceber para
onde havamos nos dirigido. Naquela noite a lua se escondia atrs das
espessas nuvens, o que fazia estar escuro demais para os seus inbeis
olhos humanos. Aquele era o mesmo lugar onde, h mais de um ano atrs,
numa chuvosa tarde na pennsula de Olimpic, um inocente jogo entre
familiares havia sido interrompido por um caador sanguinrio e seu
grupo. Era estranho estar aqui de novo, como se essa cena no estivesse
completa at que James, Laurent e Victoria se juntassem a ns. Mas James
e Laurent no iriam voltar nunca mais. O padro no iria mais se
repetir. Talvez todos os padres estivessem quebrados. Desta vez iramos
garantir que fosse diferente. - Sabe o que eu penso? - ela me perguntou.
Parecia escrnio, ento eu ri. - No. - Respondi com ar de inocente, mas
a verdade  que eu realmente queria saber. - O que voc pensa? -
perguntei sem subterfgios. - Eu acho que est tudo conectado. No
apenas dois, mas todos os trs. - Eu no sabia exatamente o que ela
queria dizer, mas sabia que se relacionava comigo. - Eu estou perdido. -
afirmei de imediato, no sabia qual era o ponto da conversa. - Trs
coisas ruins aconteceram desde que voc voltou - ela as enumerou nos
dedos. - Os recm-nascidos em Seattle. O estranho no meu quarto. E,
primeiro de tudo, Victoria voltou pra me procurar. - estreitei meus
olhos quando pensei no que ela estava me dizendo. No entendia onde ela
queria chegar exatamente. Qual era o propsito de suas idias? - Porque
voc acha isso? - Questionei, esperando uma resposta que viria
certamente editada. - Porque eu concordo com Jasper, os Volturi amam as
regras deles. Provavelmente eles fariam um trabalho melhor, de qualquer
jeito. - ela tinha razo e claramente eles j a teriam matado se essa
fosse uma vontade do implacvel Aro. - Lembra de quando voc estava
caando a Victoria no ano passado? - Sim... - Fiz uma carranca, a
lembrana de t-la abandonado me magoava muito, embora eu tivesse feito
isso porque acreditava que ela estaria em segurana. Mas o que ser que
estava acontecendo, ela havia ficado to perceptiva nas ltimas horas. -
Eu no fui muito bom nisso. - Me justifiquei. - Alice disse que voc
estava no Texas. Voc a seguiu at l? - Sim. Hmm... - Certo. Mas onde
ela queria chegar? - Veja, ela pode ter tido a idia l. Mas ela no
sabe o que est fazendo, ento os recm-nascidos esto fora de controle.
- Perfeito, Bella prestes a solucionar a questo. - Somente Aro sabe
como as vises de Alice funcionam. - Interrompi sua linha de raciocnio.
- Aro sabia melhor, mas ser que Tnia e Irina e o resto dos seus amigos
de Denalli no sabiam o suficiente? - Muito bom, deixarei que ela
continue. - Laurent viveu com eles durante muito tempo. E ele ainda
estava amigado o suficiente com Victoria pra fazer favores pra ela,
porque ele tambm no podia ter dito a ela tudo o que sabia? - Fiquei
meio carrancudo, mas em uma coisa eu tinha que concordar, Laurent
realmente nutriu Victria das nossas habilidades e at de nossas
limitaes, afinal ele conviveu muito com os Denalli. Mas ainda assim,
no era Victria no quarto de Bella. - No era Victoria no seu quarto. -
Coloquei meus pensamentos em palavras. - Ela no pode fazer amigos
novos? Pense nisso, Edward. Se for Victoria fazendo isso em Seattle, ela
fez um monte de amigos novos. Ela os criou. - Tentei me concentrar nos
objetivos de Victria para considerar as hipteses de Bella. No fundo eu
sabia que ela estava certa. - Hmm... - Era bem provvel que seu
raciocnio estivesse correto. -  aceitvel. Eu ainda acho que  mais
plausvel que sejam os Volturi... Mas a sua teoria tem alguma coisa a.
A personalidade de Victria. A sua teoria combina perfeitamente com ela.
Ela demonstrou um talento extraordinrio por auto-preservao desde o
incio, talvez seja o dom dela. Em qualquer caso, esse plano no a
colocaria em perigo com todos ns, se ela se sentasse seguramente nos
fundos e deixasse que os recm-nascidos criassem um caos l. E talvez
pouco risco por parte dos Volturi tambm. Talvez ela esteja contando com
que a gente ganhe no final, apesar de que certamente isso no seria
possvel sem suas casualidades pra ns mesmo. E a, no haveria
sobreviventes em seu pequeno exrcito pra testemunhar contra ela. - De
fato, - continuei a linha de pensamento - Se houvessem sobreviventes, eu
aposto que ela mesma est planejando destru-los... Hmm. Ainda assim,
ela teria que ter pelo menos um amigo com mais maturidade. Nenhum
recm-nascido fresco deixaria o seu pai vivo... - Fiquei meio
apreensivo, mas por outro lado... Agora saberamos como trabalhar a
situao, fiquei feliz com isso. Eu conseguiria proteger a minha amada,
poderia mostrar a ela a importncia que ela era em minha vida. -
Definitivamente possvel. De qualquer maneira, ns temos que estar
preparados pra qualquer coisa at termos certeza. Voc est muito
perceptiva hoje, - eu tinha que elogi-la. -  impressionante. - Ela
suspirou com meu elogio. Ela tinha que saber o quanto eu a achava
maravilhosa, minha Bella, meu amor, meu sol. - Talvez eu s esteja
reagindo a esse lugar. Ele me faz sentir como se ela estivesse por
perto... Como se ela estivesse me vendo agora. - Fiquei um pouco tenso
com a idia, mas, ainda assim, ela tinha toda razo, certamente ela no
tinha boas lembranas daquele lugar. - Ela nunca vai tocar voc,
Bella... - Eu lhe prometi. Entretanto, apesar de minhas palavras, eu
passava os olhos cuidadosamente por entre as rvores, vasculhando por
algum vestgio de perigo. Tive um lampejo de estar desmembrando
Victria, aquilo me fez abrir um enorme sorriso. - Mesmo assim, o que eu
no daria para t-la to perto, - externei meu sentimento. - Victoria e
qualquer outra pessoa que tenha pensado em machucar voc. Ter a chance
de acabar com isso eu mesmo. Acabar com isso com as minhas prprias mos
dessa vez.- Ela estremeceu e apertou meus dedos, nossas mos
entrelaadas. Eu no conseguia acreditar no que via. Ela demonstrava
reaes atpicas. Ela finalmente estava tendo algum senso de
preservao. Medo. Ao nos aproximarmos de minha famlia, Bella ficou
ainda mais ansiosa, ela olhava para Alice como se temesse pela segurana
de minha irm, que fazia biquinho para os movimentos de Jasper. Me
perguntei o que poderia ser dessa vez. - H algo errado com Alice? -
Bella sussurrou e eu no contive uma gargalhada. Eu tinha de explicar. -
Os lobisomens esto a caminho, ento ela no pode ver o que vai
acontecer agora. Ela fica desconfortvel por estar "cega". - Alice ouviu
minha risada e travessa como era me mostrou a lngua em ato de revolta
pela minha zombaria. - Ei, Edward... - Emmett me chamou acenando. - Ei,
Bella. Ele vai deixar voc praticar tambm? - Soltei um rosnado. O que
ele pensava? J no bastavam as idias que ela tinha sozinha? - Por
favor, Emmett, no fique dando idias a ela. - Implorei. - Quando os
nossos convidados iro chegar? - Meu pai me perguntou. No era difcil
descobrir com os pensamentos daquele dbil completamente ansioso para
encontrar Bella, e os outros lobinhos da sua trupe acreditando
verdadeiramente que iramos lutar como dois machos ferozes tentando
conquistar sua fmea. Ao longe eu escutava todos eles, em especial, Sam
Uley, o alfa, que me convocava em pensamento para que eu traduzisse a
conversa. Diferente de ns, eles acreditavam que poderamos ser
perigosos e que talvez quebrssemos a trgua. - Um minuto e meio. Mas eu
vou ter que traduzir. Eles no confiam em ns o suficiente pra usarem
suas formas humanas. - Carlisle balanou a cabea em concordncia. - 
difcil pra eles. Eu estou grato por eles estarem todos vindo. - Meu pai
justificou. Bella me olhava com os olhos arregalados. Era compreensvel,
afinal, ramos inimigos naturais. Eu tinha que ter cuidado com as
reaes dela, o momento era de grande tenso. E mais, se algo
acontecesse aos lobisomens ela no se perdoaria e no me perdoaria, o
que obviamente era bem pior. Eu deveria manter a calma diante dos
pensamentos de Jacob. - Eles vo vir como lobos? - ela perguntou.
Balancei a cabea, indicando afirmao. Bella parecia estar longe,
perdida em alguma lembrana. Me aborreci mais uma vez por no poder ler
seus pensamentos. A curiosidade sobre eles s vezes me corroia por
dentro. Mas agora no era hora para questionamentos pessoais, o futuro
de Bella, o meu e de minha famlia estava em jogo. Os lobos estavam mais
prximos, eu teria de me colocar em uma posio imparcial para traduzir
a conversa. De imediato me voltei para minha famlia. - Preparem-se,
eles esto esperando por ns. - Informei-lhes. - O que voc quer dizer?
- Alice quis saber. - Shh... - Eu a preveni, olhando por sobre seus
ombros em busca dos lobos. O crculo informal de minha famlia se abriu
de repente, formando uma linha solta, com Jasper e Emmett em cada ponta.
Eu inclinava para frente, ao lado de Bella, em posio de defesa. Ela
apertava a minha mo e olhava na direo da floresta, sem ver nada. -
Droga - Emmett sussurrou. - Ao contrrio de Bella, ele conseguia ver que
a alcatia havia aumentado. Seus pensamentos eram de deslumbre em
relao ao que via. "hoje ns vamos nos divertir com os lobinhos" ele
sorriu em pensamento. - Vocs j viram uma coisa como essas? - Esme e
Rosalie trocaram um olhar espantado. - O que ? - Bella sussurrava
novamente, prova de sua apreenso. - Eu no consigo ver. - Seus olhos
humanos no avistavam a matilha. - O bando cresceu. - Murmurei em seu
ouvido. Ela fez cara de que no estava entendendo, mas finalmente alguma
coisa brilhou no escuro, os olhos deles. Eram dez pares. - Fascinante...
- Murmurei, pra mim mesmo. Ento a teoria dos lobos era de fato correta,
a presena de indivduos da minha espcie havia desencadeado a
transformao. Meu pai deu um passo lento, deliberadamente para frente.
Foi um movimento cuidadoso, designado pra reafirmar que no invadiria a
linha. - Bem vindos! - Carlisle saudou aos lobisomens. - Obrigado! - Eu
respondi, utilizando-me da imparcialidade que adquiri, a fim de no
arremeter aos lobos ironia. Procurei usar o mesmo tom de voz dos
pensamentos de Sam. Bella olhava para os olhos brilhando no centro da
linha, o mais  frente, o mais alto de todos eles. Era impossvel
separar o formato do grande lobo negro da escurido. - Ns vamos
observar e escutar, nada mais. Isso  o mximo que vocs podem pedir do
nosso auto-controle. - reproduzi os pensamentos de Sam em voz alta. -
Isso  mais do que suficiente. - Carlisle respondeu. Os pensamentos dos
meus irmos variavam, principalmente os de Emmett, que agora no se
sentia mais to superior aos lobos. Seria cmico, se no fosse trgico.
Ele no acreditava que tantos haviam se transformado em to pouco tempo.
- Meu filho, Jasper - Carlisle fez um gesto pra onde Jasper estava.O
pensamento de Jasper estava concentrado no combate, preparado para
qualquer passo em falso que os lobos dessem, em seus pensamentos, sua
principal preocupao era com Alice... - tem experincia nessa rea. Ele
ir nos ensinar como eles lutam, como eles devem ser derrotados. Eu
tenho certeza de que vocs podem continuar com o seu prprio estilo de
caa. "Duvido que esses sanguessugas possam nos ensinar como nos
proteger Sam, no podemos confiar neles..." Paul pensava. - Eles so
diferentes de vocs? - Era o questionamento de Sam. Carlisle balanou a
cabea em negativa, entretanto havia um ponto em que eram diferentes
sim. Eles se alimentavam de sangue humano. - Eles so todos muito novos,
tm apenas meses nessa vida. Crianas, de certa forma. Eles no tero
habilidades e nem estratgia, apenas fora bruta. Essa noite o nmero
deles  de vinte. Dez pra ns, dez pra vocs, no deve ser difcil. Os
nmeros podem cair. Os novos brigam entre si. - Os lobos se
impacientaram com a diviso de Carlisle, afinal eles estavam em maior
nmero, alm do fato de se alto intitularem defensores de Forks. Eles
queriam ficar com o maior nmero. - Ns estamos dispostos a ter mais na
nossa metade, se for necessrio. - respondi ao pensamento de Sam que se
perguntava em que porcentagem iriamos dividir os recm nascidos.
Carlisle sorriu. - Ns veremos como as coisas vo. - Meu pai no queria
expor outros a uma briga que ele mesmo no sabia se seria contra os
Volturi ou contra Victria. - Vocs sabem quando e como eles vo chegar?
- Sam quis saber. - Eles viro pelas montanhas daqui a quatro dias,
tarde da manh. Enquanto eles se aproximam, Alice nos ajudar a
interceptar o caminho deles. - Era um alvio saber que Alice agora podia
v-los, mas e Victria? Onde ela estaria? A nica deciso que ela
realmente havia tomado  que viria atrs de Bella, mas no sabamos em
qual momento. - Obrigado pela informao. Ns vamos observar. - Eles
queriam se reunir para acertarem entre si os detalhes de nossa unio,
antes de confirmarem qualquer aliana. "Fiquem atentos" Sam solicitava
aos demais que analisassem as posies de luta. Eles assentiram. Com um
som de suspiro, os olhos dos lobos, em tom de obedincia, foram mais pra
perto do cho um de cada vez. Tudo ficou em silncio por poucos
instantes, "Ento Edward voc acha seguro me por de costas para os
lobos?" Jasper perguntou mentalmente, fiz um sinal positivo com a
cabea. Ele tinha intuito de iniciar os seus ensinamentos para a guerra
que estava por vir, ento deu um passo at o espao vazio entre os
vampiros e os lobos. Ele emanava ondas de paz, para que os lobos no
avanassem, ele queria que fosse uma batalha justa, queria demonstrar
suas tcnicas de lutas. Ainda assim ele suspirou, claramente
desconfortvel, a idia era ignorar a platia presente em suas costas.
Jasper no era o tipo de pessoa que confiava to facilmente nos outros,
nem mesmo eu, sempre to concentrado, conseguia entender como ele se
concentrava em tantas coisas ao mesmo tempo. - Carlisle est certo -
Jasper falou apenas pra ns, mas certamente os lobos ouviram - Eles iro
lutar como crianas. As duas coisas mais importantes que vocs precisam
lembrar so, primeiro, no deixem eles passaram os braos ao redor de
vocs e, segundo, no tentem mat-los de forma bvia.  somente pra isso
que eles esto preparados. Contanto que vocs os peguem pelos lados e
continuem se movendo, eles ficaram confusos e respondero efetivamente.
Emmett? - Emmett saiu da linha com um enorme sorriso. Jasper foi para a
direo norte da abertura entre as duas linhas inimigas. Ele acenou que
Emmett viesse pra frente. - Ok, Emmett primeiro. Ele  o melhor exemplo
de um ataque de recm-nascido. Os olhos de Emmett brilharam. "Eu vou te
mostrar o que  fora, velocidade e inteligncia maninho..." Emmett era
mesmo uma criana grande. Segurei o sorriso diante da afirmao mental
de Emmett, se ele ao menos soubesse o que o estava esperando... - Eu vou
tentar no quebrar nada - ele murmurou. Jasper riu maliciosamente,
tentando no gargalhar da infantilidade de Emmett. - O que eu quis dizer
 que Emmett confia em sua fora. Ele  muito ansioso em relao ao
ataque. Os recm-nascidos tambm no vo tentar nada sbito. V com a
forma de morte mais fcil, Emmett. - Jasper deu alguns passos para trs,
o corpo dele ficando tenso. - Ok, Emmett, tente me pegar. - Jazz
ordenou. Jasper agora era como um vulto enquanto Emmett avanava pra
cima dele como um urso, sorrindo enquanto rosnava. Emmett era muito
rpido tambm, mas no como Jasper. Aos olhos humanos, no parecia que
Jasper tinha mais substncia do que um fantasma. Toda vez que parecia
que as mos de Emmett o haviam agarrado, os dedos de Emmett apertavam
nada alm de ar. Eu me inclinei pra frente atentamente, os olhos presos
na luta, mas sem jamais deixar Bella desprotegida. Nessa hora, Emmett
congelou. Jasper o agarrou por trs, com os dentes a apenas alguns
centmetros de seu pescoo. Emmett bradou. Houve um rosnado de
apreciao entre os lobos que estavam assistindo. Eles gostavam de ver
como os recm criados se comportariam no campo de batalha. Eles estavam
em xtase. J meu irmo Emmett queria com urgncia a chance de uma
revanche. - De novo - Emmett insistiu, o sorriso dele tinha
desaparecido. "vou te mostrar que no perco duas lutas ao mesmo tempo"
Jasper estava pronto para aceitar quando me coloquei na fila para ser o
prximo. Emmett me olhou em reprovao "ah Edward isso no vale!!" ele
protestou em seus pensamentos que gritavam em minha cabea. -  a minha
vez! - protestei e os dedos de Bella ficaram tensos ao redor dos meus. -
Em um minuto - Jasper sorriu, dando um passo pra trs. - Primeiro eu
quero mostrar uma coisa para Bella. - Meu irmo sentia sua tenso e
sabia que em parte era por mim, mas certamente tambm havia preocupao
por Alice. Ela o observou com olhos ansiosos enquanto ele fazia um gesto
pra Alice se aproximar. - Eu sei que voc se preocupa com ela - ele
explicou enquanto Alice se aproximava despreocupadamente na arena. Ela
previa cada deciso tomada de ataque e certamente se sairia muito bem
durante a luta. - Eu quero te mostrar porque isso no  necessrio. -
Jasper iria agora fazer uma demonstrao de luta com Alice. Isso seria
bom ajudaria Bella a relaxar. Mas, apesar de saber que Jasper jamais
permitiria que alguma coisa machucasse Alice, ainda assim era difcil
para Bella olhar enquanto ele entrava em posio novamente. Alice ficou
imvel, parecendo uma bonequinha, sorrindo. Jasper se moveu pra frente,
e a escorregou pela esquerda dela. Alice fechou os olhos. Era incrvel
ver pelos olhos da minha irm baixinha antes mesmo que Jasper pudesse
saltar ela previu seus movimentos e saiu da frente antes mesmo que ele
pudesse se aproximar, aos olhos humanos de Bella talvez os movimentos
tivessem sido rpidos demais, porm para ns eram movimentos perfeitos.
O corao de Bella continuava acelerado, eu podia ouvir seu corao
bombeando o sangue que corria rapido demais enquanto Jasper investia na
direo de Alice. Jasper saltou, perceptvel apenas aos nossos olhos,
meus, de minha famlia e dos lobos presentes. De repente, ele estava do
outro lado de Alice. Era como se ela no tivesse se movido. Jasper se
virou e se lanou pra cima dela novamente, s pra cair em um espao
atrs dela como da primeira vez; todo o tempo Alice ficou sorrindo com
os olhos fechados. Bella observa Alice mais cuidadosamente agora. Alice
se movimentava, s que Bella no alcanava sua oscilao, distrada
pelos ataques de Jasper. Ela deu um passo pra frente no exato momento em
que o corpo de Jasper passava voando pelo lugar onde ela havia acabado
de estar. Ela deu outro passo, enquanto as mos de Jasper agarravam o ar
no lugar onde a cintura dela havia estado. Jasper fechou o espao, e
Alice comeou a se mover mais rpido. Ela estava danando, fazendo
espirais e rodopiando e se curvando em s mesma. Jasper era o seu
parceiro, se lanando, alcanando os padres graciosos dela, sem nunca
toc-la, como se todos os momentos fossem coreografados. Finalmente,
Alice riu. Depois da exibio Alice se empoleirou nas costas de Jasper,
tocando os lbios no pescoo dele. Bella definitivamente estava mais
tranquila quanto  segurana de minha mais irritante irmzinha... - Te
peguei! - Ela disse, e beijou o pescoo dele. Jasper gargalhou,
balanando a cabea. - Voc realmente  um monstrinho assustador. - Os
lobos debatiam entre si a capacidade de Alice prever os movimentos de
Jasper. "uau" Seth pensou transmitindo seus pensamentos aos outros "Se
todos forem assim teremos um bom exerccio meus irmos" Sam continuava
srio, concentrado. - Isso  bom pra eles aprenderem a ter algum
respeito - Isso me deixava feliz, alm da minha audio de pensamentos,
tnhamos a clarividncia de Alice. - Minha vez. - Apertei a mo de Bella
antes de solt-la para lhe transmitir confiana e Alice me tomou o lugar
temendo algum imprevisto. Por inmeras vezes me peguei pensando em
maneiras de como matar Jacob, o lobo caramelo, logo ao lado de Sam.
"finalmente esse sanguessuga metido a conde Drcula vai deixar Bella
sozinha, assim posso me aproximar". Alice viu o futuro de Bella
desaparecer por um instante, me lanou um olhar significativo.
Percebendo minha inteno em meu olhar, ela se aproximou de ns se
colocando ao lado de Bella para desagrado do vira latas pulguento.
"Arrrr" Ele rosnou mentalmente. - Legal, hein? - Alice perguntou
presumidamente  Bella. - Muito! - Bella concordou, sem tirar os olhos
de mim enquanto eu me movia sorrateiramente em direo a Jasper. - Eu
estou de olho em voc, Bella... - Alice sussurrou de repente, com ar de
reprovao. Ao ouvir aquilo me atentei para os pensamentos de Alice. Ela
tentava disfarar, mas neles eu via Bella se colocando entre mim e os
lobos. A partir da... Nada mais. O futuro de Bella sumia. O olhar de
Bella ia de Alice pra mim, enquanto eu procurava me concentrar nos
pensamentos de meu irmo, eu iria surpreend-lo com minha velocidade.-
Eu vou avisar ele se os seus planos ficarem mais definidos, ela ameaou
com o mesmo murmrio baixo. No vai ajudar em nada se voc se colocar em
perigo. Voc acha que algum deles desistiria se voc morresse? Eles
ainda iriam lutar, todos ns iramos. Voc no pode mudar nada, ento,
seja boazinha, tudo bem? - Alice continuou o alerta e Bella fez uma
careta, tentando ignorar o aviso. - Eu estou de olho - ela repetiu. Eu
no fazia idia do que ela estava falando, precisava me lembrar de
perguntar sobre essa viso que ela havia escondido de mim. o tempo
passava com Alice percebendo que eu estava atento aos seus pensamentos.
ela comeou a pensar em como amava Jasper, certamente para que eu no me
desconcentrasse da luta. Tentei me desligar dos pensamentos de Alice e
agora estava concentrado na luta. Eu havia fechado o espao de Jasper
agora, e essa luta era mais justa do que as outras. Jasper tinha um
sculo de experincia pra gui-lo, e eu me guiava por meus instintos
sempre que podia, mas os pensamentos de Jasper sempre o traam uma
frao de segundo antes que ele agisse. Eu era um pouco mais rpido, mas
os movimentos que Jasper usava eram desconhecidos. Nos movimentvamos
numa dana rpida. Os olhos afiados dos lobos procuravam captar cada
movimento e seus pensamentos eram concentrados em registrar os
movimentos. Carlisle limpou sua garganta. "Filho j  o suficiente para
hoje, quero ter a minha oportunidade tambm!" Jasper riu e deu um passo
pra trs. Eu o correspondi e me reposicionei. - De volta ao trabalho -
Jasper consentiu. - Todos ns vo ter uma chance. - Todos tiveram uma
vez, Carlisle, depois Rosalie, Esme, e Emmett de novo. Claro! Emmett
tinha nos pensamentos o sentimento de revanche. Bella se encolheu quando
Jasper atacou Esme, a ele diminuiu a velocidade e deu mais instrues.-
Vocs vem o que eu estou fazendo aqui? - Jasper, de algum modo tinha
dvidas em seus pensamentos a respeito da capacidade dos lobos. - Sim,
exatamente assim! - Ele tinha ar de superioridade nas palavras. - Se
concentrem nos lados. No se esqueam de qual ser o alvo deles.
Continuem se movendo. - Estamos quase acabando - sussurrei. Jasper
confirmou isso, se virando na direo dos lobos pela primeira vez, com
uma expresso desconfortvel de novo. - Ns estaremos fazendo isso
amanh. Por favor, sintam-se a vontade de observar de novo. - Sim -
reproduzi a resposta monossilbica do lobo alfa. - Ns estaremos
Capitulo 18 - O acordo.  Afastei-me dela mesmo sabendo que inteno
daquele lobo maldito era se aproximar, desde a festa de formatura um
pouco mais cedo eu havia percebido sua inteno. O presente havia sido
apenas uma forma de se aproximar. Dei um leve tapinha no brao de Bella
e segui para junto dos meus irmos. - O bando acha que ajudaria se eles
fossem familiares com cada um dos nossos cheiros, pra que eles no
cometam erros mais tarde. Se ns pudssemos ficar bem imveis, isso
facilitaria pra eles. - eu disse num tom mdio para que todos pudessem
ouvir. - Certamente - meu pai disse olhando para o lobo alfa. - O que
vocs precisarem. - nesse momento os lobos ficaram de p e comearam a
rosnar "vamos com calma" Sam os orientou. "No podemos confiar nesses
sanguessugas" Quill recomendou. "Se eles pensarem em fazer algo ns
atacamos" Embry tambm advertiu. "Chega" Jacob Black interrompeu "a
nossa guerra no ser contra os Cullens ainda" ele continuou. "Jacob
est certo" Sam ordenou que todos se acalmassem "nos aproximaremos com
calma". "Calem suas mentes, no esqueam do leitor de mente" Jacob
lembrou silenciando assim todos os pensamentos. O sol estava prestes a
nascer, o amanhecer estava chegando e com ele viria o sol... Alice havia
previsto que todos estaramos seguros em casa logo mais. Percebi que
Bella despertou aps os rosnados dos lobos, eles se levantaram devagar e
se aproximaram de ns. Sam veio na frente, seu intuito era apenas sentir
o nosso cheiro... Logo atrs dele os outros lobos fizeram fila.
"Crianas obedientes" Emmett pensou com um sorriso mental. O sol
comeava a despontar clareando aos poucos o horizonte embora no
precisssemos da claridade para v-los. O lobo alfa se aproximou de
Carlisle para sentir o seu cheiro, meu pai mantinha o seu pensamento
tranquilo, nada que os lobos fizessem o fariam quebrar a sua
tranquilidade. A sua mente era um mar calmo e sem ondas. "Como fedem
esses vampiros" ele pensou transmitindo seus pensamentos aos outros
lobos. Jasper emanava ondas de paz pelo ambiente para que ningum
causasse uma briga desnecessria como aquela entre Emmett e Paul. "Como
seria uma luta com esses cachorros gigantes?" quase sorri com os
pensamentos de Emmett que visualizavam cenas onde ele sempre vencia, o
sorriso leve estampado no seu rosto mostravam que ele no estava
preocupado com a aproximao dos quileutes ao contrrio de Jasper que se
mantinha na defensiva. Embora observasse os lobos com ateno podia
visualizar Bella pela minha viso perifrica. Podia ouvir os pensamentos
de Jacob tambm, ele tinha realmente a inteno de se aproximar? ouvi um
grito alto e estridente em minha mente, Leah o lobo cinza claro estava
alertando Sam sobre sua aproximao excessiva. " necessrio" ele
respondeu. Segurei meus instintos para no permitir que ele se
aproximasse de Bella, se eu o considerava perigoso enquanto humano, ele
era muito mais perigoso naquela forma. Se algo acontecesse eu certamente
o mataria. Os olhos de Bella se mantiveram fixos nele, se eu pudesse ler
seus pensamentos certamente diria que ela o reconheceu mesmo naquela
forma. Qual seria o sentimento que ela nutria por ele afinal? Ela sorriu
alto demais para que eu no pudesse ouvir, o som do seu sorriso s o
encorajou para que ele se aproximasse. Mesmo sob o protesto dos outros
ele abandonou a formao e a guarda do alfa e foi andando lentamente at
ela, "no vou machuc-la sanguessuga" ele disse quando meus msculos
ficaram tensos. "Fique calmo Edward" ouvi todas as vozes conjuntas da
minha famlia me acalmando. Em seus pensamentos eu podia perceber qual
era sua inteno... - se eu pudesse mat-lo sussurrei a uma altura
audvel apenas para Alice que estava muito prxima a mim. - Calma
Edward! - Alice tambm sussurrou para que os lobos no ouvissem... Meus
msculos ficaram retesados, fechei os punhos para que a minha raiva
ficasse retida neles. Ele se inclinou para frente observando qual seria
a reao dela... Incrvel como Bella no tinha o mnimo de noo do
perigo. Como ela podia ser to estpida? - Jacob? - ela disse baixo. Ele
rosnou alto, um sorriso interno expressado como um rosnado de lobo. Isso
chamou a ateno dos outros. Ela o esperou se aproximar levantou a mo
devagar e tocou os pelos da cabea dele. Se eu pudesse estar no lugar
dela certamente eu quebraria o pescoo daquele lobo cretino. Um rosnado
ficou preso em meu peito. Enquanto Bella tocava o pelo daquele dbil eu
sentia meu corpo estremecer, se eu tivesse sangue correndo em minhas
veias, com certeza ele estaria bombeando rapidamente... Naquele momento
todo o que passava pela minha cabea eram milhares de maneiras de
mat-lo com requintes de crueldade. Segurei meu impulso quando ouvi a
voz doce do meu pai em minha mente "acalme-se meu filho" respirei fundo.
At aquele momento eu no havia percebido que havia parado de respirar.
Provavelmente todos haviam notado. Mentalmente aquele lobo idiota me
atormentava, ningum sabia na realidade como era t-lo na minha mente,
constantemente em minha cabea. Gritando, fazendo questo de me mostrar
que eu tinha ido embora e o quanto ele ajudou Bella a se recuperar.
Enquanto ela o alisava eu percebia as suas fantasias virem a tona. Eu
preferia no comentar. Senti que o seu prximo passo era mais
provocativo que qualquer outro, aquele dbil sabia que Bella nunca
beijaria de livre e espontnea vontade enquanto ele fosse humano, ento
ele deu-lhe uma lambida. Aquela que para ele seria um beijo
inesquecvel. Para mim era a gota d'gua. Alice me segurou firmemente
pelo brao enquanto os outros nos observavam, os lobos se colocaram em
posio de defesa, todos esperavam pela minha prxima reao. - Eca! Que
nojo, Jake! - ela reclamou pulando para trs, obviamente com nojo... Ele
sorriu novamente "v sanguessuga? Eu ainda tenho chance!" enquanto isso
ela limpava o rosto com a manga da camisa. "Eca, ela deixou o lobo
lamber seu rosto. Vamos torcer o pescoo dele maninho" Emmett pensou.
"Voc precisa manter a calma Edward" minha me se preocupou. "Voc no
devia fazer isso Jacob. Est querendo guerra com os vampiros errados?
Para que provocar dessa maneira?" Sam o repreendeu. "Eu precisava
mostrar pra esse aprendiz de conde Drcula que eu ainda estou lutando"
Jacob respondeu "e, por favor, saia da minha cabea sanguessuga" ele se
dirigiu a mim. Aps esse incidente os lobos comearam a debandar, porm
sem nunca virar de costas para ns, Jacob no tinha inteno de ir
embora. Os lobos chegaram at as rvores e ficaram aguardando, segui em
direo a Bella ignorando meu impulso assassino - Pronta pra ir? -
perguntei segurando a sua mo.  "Ento sugador de sangue, qual ser o
prximo passo? Onde Bella ir ficar enquanto ns vamos  guerra? Por que
no deix-la em La Push?" eu olhei para ele enquanto - Eu ainda no
entendi os detalhes - eu disse tentando entender onde ele queria chegar.
O lobo rosnou sem pacincia "ser que tenho que explicar tudo? Qual  o
seu medo? Prefere deix-la sozinha a lev-la a reserva mesmo sabendo que
l estar segura?" -  mais complicado que isso - eu disse.
"Certifique-se de que  seguro eu aparecer na minha forma humana sem
nenhuma interveno da sua famlia, assim poderemos conversar olhando
olhos nos olhos" ele transmitiu seu pensamento ao mesmo tempo em que os
outros lobos o advertiam de que no deveria faz-lo. "Eu sei o que estou
fazendo" ele bradou. - No se preocupe; eu vou ter certeza de que 
seguro. - eu respondi. - Do que vocs esto falando? - Bella perguntou
curiosa. - Ns estamos discutindo a estratgia - respondi sem tirar os
olhos de Jacob, ele nos olhava desconfiado, no entanto sabia que ele
gostava de desafios. Mesmo sem a permisso do alfa ele viria at ns em
sua forma humana. Ele correu para a floresta enquanto Bella tentava em
vo alcan-lo - Espere - ela chamou sem sucesso - Porque ele foi
embora? - ela perguntou com a voz tremula. - Ele vai voltar - respondi
com um suspiro. Ser que o lobo estava certo quanto ao fato de que  ele
iria vencer essa batalha pelo amor de Bella? - Ele quer ser capaz de
falar ele mesmo com voc. Observei seus gestos, pelo seu rosto eu podia
ver sua ansiedade, saber que ela ansiava por encontr-lo de certa forma
doa profundamente. Eu teria que aceitar mesmo que no quisesse, afinal
fui eu quem a abandonou. Do meio da floresta o lobo dbil apareceu semi
n. Bella o observava admirada, tentei manter a calma embora tivesse
prometido a mim mesmo que no iria mat-lo... Ao menos no naquele
momento. - Ok, sugador de sangue - ele parou a nossa frente - O que h
de to complicado nisso? - ele questionou. - Eu tenho que considerar
todas as possibilidades - respondi tentando controlar vontade de quebrar
sua mandbula. - E se algum for machucado por voc? "O que?" ele
perguntou mentalmente antes de expressar suas palavras - Tudo bem, ento
a deixe na reserva. Ns vamos fazer Collin e Brady ficar pra trs mesmo.
Ela vai ficar mais segura l. - Vocs esto falando sobre mim? - Bella
reclamou. - Eu s quero saber o que ele planeja fazer com voc durante a
luta - Jacob explicou me ignorando. - Fazer comigo? - Voc no pode
ficar em Forks - respondi tentando acalm-la. - L eles sabem onde te
procurar. E se algum passasse por ns? - percebi sua respirao ofegar
e seu rosto ficar plido. - Charlie? - ela murmurou. - Ele vai ficar com
Billy - Jacob a assegurou rapidamente. Ah como eu o odiava por tantas
coisas, e mais essa, eles poderiam proteger o pai de Bella. - Se o meu
pai tiver que cometer um assassinato pra lev-lo at l, ele vai fazer
isso. Isso tudo provavelmente no ser necessrio.  sbado, certo? H
um jogo. - Esse sbado? - Ela perguntou. - Bem, que droga! L se vai o
meu presente de formatura. - Eu ri de sua expresso de desnimo. -  o
pensamento que conta - eu tentei faz-la sorrir. - Voc pode dar s
entradas a outra pessoa. - eu sugeri. - Angela e Ben! - ela decidiu
imediatamente ainda desanimada. - Pelo menos isso vai tir-los da
cidade. -
 Afaguei sua bochecha. Bella era mesmo incrvel, a cada hora ela me
respondia com suas atitudes o porqu de eu am-la tanto, mas ela no
poderia salvar o mundo dos ataques da minha espcie. - Voc no pode
evacuar todo mundo - eu a avisei de maneira sutil. - Te esconder  s
uma precauo. Eu te disse, agora ns no teremos problemas. No haver
o suficiente deles para nos manter entretidos. - Eu tinha sempre que
lembr-la que agora havia uma aliana entre lobos e vampiros e que o
"outro lado" seria facilmente dizimado. - Mas e quanto a deixar ela em
La Push? - Jacob interrompeu impaciente. - Ela ficou pra l e pra c
demais - Eu o alertei. - Ela deixou trilhas pelo lugar todo. Alice s v
vampiros muito jovens, vindo para a caada, mas obviamente algum os
criou. H algum mais experiente por trs disso. Quem quer que ele ou
ela seja essa poderia ser uma distrao. Alice vai ver se ele decidir
vir olhar por contra prpria, mas ns estaremos muito, muito ocupados na
hora em que a deciso for tomada. Talvez algum esteja contando com
isso. Ento no posso deix-la em algum lugar onde ela esteve
frequentemente. Ela tem que ser difcil de achar, s na dvida.  uma
chance pequena, mas eu no vou contar com a sorte. - Eu e Bella nos
olhamos enquanto eu explicava a Jacob o que faria para mant-la a salvo.
"Voc est sendo paranico leitor de mente" Jacob pensou sem querer
expressar suas palavras. Acredito que para ele era mais divertido me
atingir mentalmente. - S sendo muito cuidadoso. - Eu disse. Ela tinha a
testa enrugando, ento dei uma leve batida em seu brao com a inteno
de reconfort-la. Jacob fez um gesto para as Montanhas Olmpicas, ele
estava sugerindo que eu a escondesse l? - Ento a esconda l! - Jacob
aludiu. Talvez no fosse uma m idia, mas eu no seria capaz de ficar
muito longe de Bella. Eu nunca mais iria fazer isso com ela. Eu sabia
que ela sofria muito com a minha ausncia. - Existe um milho de
possibilidades, lugares onde tanto voc quanto eu poderemos estar em
apenas alguns minutos, se ela precisar. - Balancei a cabea em negativa.
O aroma de Bella associado ao meu era muito perceptvel e se a caada
realmente era obra de Victoria ela saberia que estaramos juntos, que eu
no a deixaria. - O cheiro dela  forte demais e, combinado com o meu, 
especialmente distinto. Mesmo se eu a levasse, isso deixaria uma trilha.
Nossa trilha  fora de alcance, mas em conjuno com o cheiro de Bella,
chamaria a ateno deles. Ns no temos certeza absoluta de que caminho
eles vo tomar, porque eles no sabem disso ainda. Se eles sentissem o
cheiro dela antes de nos encontrarem... - Jacob fez uma careta ao mesmo
tempo em que eu, em concordncia. - Voc entende as dificuldades? -
Jacob assentiu. - Deve haver um jeito de fazer isso funcionar. - Jacob
murmurou. Ele olhou na direo da floresta, torcendo os lbios, ainda
buscando uma alternativa para manter Bella protegida. Isso eu tinha que
admitir, ele a amava da mesma forma que eu. Ele s queria se assegurar
de que ela estaria bem, longe de qualquer ameaa e aquilo me
tranquilizou. O cansao e o sono j a estavam dominando. Ela se
desequilibrou e eu a segurei pela cintura, trazendo-a para perto de mim
e sustentando o seu peso, antes que o lobo pudesse pensar em fazer o
mesmo. Essa era uma vantagem de ser vampiro, eu podia me manter atento a
vrias coisas, em especial, a ela, ao meu amor. - Eu preciso te levar
pra casa, voc est exausta. E Charlie vai se acordar logo... - tentei
faz-la desistir de ficar. Charlie era um bom argumento. Foi quando o
pensamento do lobo me chamou a ateno e mesmo que eu no gostasse da
idia havia grandes possibilidades de dar certo. - Espere um segundo...
- Jacob disse, se virando de volta pra ns, eu teria que dar a chance
dele explanar para todos ns sem interferncia. - O meu cheiro te
incomoda, certo? - Claro, que sim! Eles fediam como um cachorro sujo e
molhado. - Hmm, nada mal... - O lobo teve uma tima idia... Fazer com
que os recm criados sigam um falso rastro ser fantstico. Bella ficar
certamente a salvo, mas no vou dar-lhe confiana de imediato ou ficar
muito presunoso. -  possvel. - eu me virei em direo a minha
famlia. - Jasper? - eu chamei. Jasper olhou para ns com um pouco de
curiosidade "s no pea para me aproximar do lobo... Ele fede" ele
dirigiu seu pensamento a mim. Ele veio at ns com Alice um pouco atrs.
O rosto dela estava frustrado de novo por no conseguir ver qual seria o
prximo passo, por no conseguir visualizar nada que indicasse que os
planos do lobo dariam certo. - Ok, Jacob - Edward balanou a cabea pra
ele. O lobo se virou para Bella, seus pensamentos trabalhavam rpido...
Mais rpido at do que eu pensei que aquela mente dbil poderia pensar,
eu no podia ver seu rosto de costas. Apenas podia ler sua mente "eu vou
abra-la sugador de sangue, tenho que deixar meu cheiro nela." Ele se
aproximou abrindo os braos em direo a ela  - Ns vamos ver se
conseguimos confundir suficientemente o cheiro pra esconder a sua trilha
- Jacob explicou. - Voc vai ter que deixar ele te carregar, Bella - eu
disse a contragosto. "O que? Ela vai ficar com fedor de cachorro
molhado?" Emmett protestou. Todos ficaram atentos e exceto pelo fato de
Emmett tinha a mesma vontade que eu tinha de matar o lobo nada fugiu do
controle. - No seja to infantil - ele brincou olhando para Bella e me
mostrando sua segunda inteno, que era me provocar. - O cheiro de Bella
 muito mais potente pra mim - eu disse me dirigindo aos pensamentos
ainda confusos da minha famlia. - eu pensei que seria um teste mais
justo se outra pessoa tentasse. Com um grito mental de vitria, Jacob
carregou Bella e correu pela floresta adentro at uma distancia onde eu
no podia mais ouvir seus pensamentos. Aquele tempo que transcorreu
entre sua sada e seu retorno parecia uma eternidade. - Admiro sua
atitude filho. - Esme me elogiou sem sair do lugar, nos seus pensamentos
ela j me acariciava. - Voc est sendo muito altrusta filho, estou
orgulhoso pelo seu autocontrole. - meu pai tambm me enalteceu. - No
sei no, se esse cachorro chegasse perto da minha ursinha desse jeito eu
j o teria esquartejado. - Emmett disse. - Silncio. - pedi - eles esto
voltando. - eu disse enquanto os via entrar pela clareira. - Voc pode
me colocar no cho agora. - Bella ordenou. - Eu no quero ter uma chance
de arruinar a experincia Ele caminhou mais devagar e os braos dele se
apertaram. - "ela s est confusa porque voc est aqui sugador de
sangue". - Voc  to chato - ela disse baixo, porm alto o suficiente
para que eu pudesse ouvi-la. - Obrigado. - ele agradeceu cinicamente.
Meus pensamentos ficaram nublados tamanha era a vontade de pular no
pescoo daquele cachorro. Alice sabia qual seria o prximo passo e
lanou um olhar para Jasper que comeou a manipular o ambiente. Eles se
aproximaram para ficar de p ao meu lado. "tenha calma Edward... Isso
vai passar logo." Alice me preveniu "Jasper vai sentir o cheiro de Bella
e ns iremos embora" ela concluiu. "Agora ela tem que ficar com meu
cheiro, voc no poder abra-la e nem beij-la" Jacob ironizou
enquanto segurava Bella com fora. Um rosnado ficou preso em minha
garganta ao mesmo instante em que ele a soltava no cho. Bella caminhou
em minha direo sem olhar para trs. Ela segurou minha mo - Bem? - ela
me perguntou provavelmente tentando descobrir o que eu estava pensando.
- Contanto que voc no toque nada, Bella, eu no posso imaginar como
algum poderia colocar o nariz perto o suficiente da trilha pra sentir o
seu cheiro - Jasper disse torcendo entortando o nariz. - Ele est quase
completamente obscurecido. - Um sucesso definitivo - Alice disse fazendo
uma careta. - E isso me deu uma idia. - Que vai dar certo. - Alice
acrescentou entusiasmada como sempre. - Inteligente. - eu disse, nesse
momento os outros j haviam se aproximado. - Como voc aguenta isso? -
Jacob perguntou a Bella. Tentando ao mximo ignor-lo eu tentei explicar
o plano do cachorro a minha famlia. - Ns vamos, bem, voc vai, deixar
uma trilha falsa at a clareira, Bella. Os recm-nascidos esto caando,
o seu cheiro vai deix-los excitados, e eles viro exatamente por onde
ns queremos que eles venham sem que tenhamos que ser cuidadosos sobre
isso. Alice j pode ver que isso vai funcionar. Quando eles sentirem o
nosso cheiro, eles vo se separar e tentar nos cercar pelos dois lados.
A metade ir para a floresta, onde as vises dela desaparecem de
repente... - Sim! - Jacob tambm ficou empolgado. Ao visualizar sua
vontade de matar os recm nascidos compartilhei com ele aquela
empolgao e sorri ao mesmo tempo. "Podamos usar Bella como isca"
Jasper sugeriu mentalmente. - Sem chance. - eu bufei, aquela idia era a
mais estpida que ele poderia ter tido. - Eu sei, eu sei - Jasper disse
levantando as mos em sinal de paz. - Eu nem considerei isso, na
verdade. - ele se desculpou "Desculpe Edward" enquanto Alice pisava em
seu p. - Se Bella estivesse de verdade na clareira Isso os deixaria
loucos. Eles no seriam capazes de se concentrar em nada alm dela. Isso
deixaria bem fcil acabarmos com eles... - ele explicou. -  claro que 
perigoso demais pra ela. Foi s um pensamento  toa - ele disse
rapidamente, mas ainda sim com esperana de que Bella intercedesse. -
No - eu disse num tom mais alto. - Voc est certo. - ele disse
desistindo definitivamente, por mais que gostasse de Bella, Jasper
tambm no queria perder Alice naquela guerra. Ele pegou a Mao da minha
irm e saiu junto com ela voltando para mais perto da nossa famlia. - -
Vamos fazer um melhor de trs? - ele convidou os outros que seguiram
junto com ele. Jacob tambm no gostou da idia de colocar Bella no meio
de tantos vampiros. Seus pensamentos no faziam questo de esconder o
que ele achava. - Jasper olha para as coisas por uma perspectiva militar
- justifiquei a atitude de Jasper. - Ele olha pra todas as opes, 
eficcia, no insensibilidade. - ele concordou. Paramos muito prximo um
do outro, estvamos tensos pela proximidade, alem do nosso amor por
Bella, ramos inimigos naturais. Nunca havia ficado to perto de um
lobisomem antes. - Eu vou traz-la aqui a Sexta  tarde pra espalhar a
trilha falsa. Voc pode nos encontrar depois, e eu vou lev-la a um
lugar que eu conheo. Completamente fora do caminho e facilmente
defensvel, no que ns cheguemos a isso. Eu vou pegar outra rota daqui.
- E depois o qu? Deixar ela com um celular? - Jacob criticou. - Voc
tem uma idia melhor? - perguntei afrontando-o - Na verdade, eu tenho. -
pude ver a idia dele se formando em sua mente. - Oh... De novo,
cachorro, nada mal. - elogiei. Jacob se virou Bella para passar a
conversa a fim de que ela pudesse estar ciente do que ele havia
planejado. - Ns tentamos convencer Seth a ficar pra trs com os dois
mais jovens. Ele ainda  novo demais, mas ele  teimoso e est
resistindo. Ento eu pensei em uma tarefa nova pra ele, celular. - ele
finalizou. Obviamente pela cara de dvida ela no havia entendido nada.
- Contanto que Seth Clearwater permanea em sua forma de lobo, ele fica
conectado ao bando - eu expliquei. - Distncia  um problema? -
perguntei olhando para Jacob. - No. - "trezentas milhas" ele
acrescentou. - Trezentas milhas? - perguntei. - Isso  impressionante. -
Isso  o mais longe que ns j experimentamos - ele me disse. - Claro
como um sino. Bella no pareceu gostar da idia. - Essa  uma boa idia.
Eu vou me sentir melhor com Seth l, mesmo sem comunicao instantnea.
Eu no sei se eu seria capaz de deixar Bella l sozinha. No entanto,
pensar nisso! Confiar em lobisomens! - eu ainda estava um pouco
preocupado com a segurana de Bella, Seth era ainda muito novo, devia
ter no mximo quinze anos, mas eu devia admitir que era a melhor idia
naquele momento. - Lutando com vampiros ao invs de contra eles! - Jacob
ironizou novamente - Bem, voc ainda vai conseguir lutar contra alguns
deles - eu disse enquanto ele abria um grande sorriso. - Essa  a razo
pela qual estamos aqui. - ele completou. Eu precisava acreditar que
aquela era a melhor sada, para que no final ns pudssemos sair
vencedores. Bella era minha vida e eu sabia que Jacob a amava da mesma
maneira, aquele era o momento de provas e l no fundo eu no queria que
ningum se machucasse, nem minha famlia, nem os nossos mais novos
aliados: os lobos. Eu precisava estar confiante. Eu no perderia Bella,
no deixaria que nada acontecesse com ela. Essa era a minha promessa.
Capitulo 19 - Deciso.  Naquele dia, enquanto eu a carregava de volta
para casa pude pensar no quanto a amava mais uma vez, apertei-a com
cuidado presa a meu peito para que ela no casse caso adormecesse, e
foi exatamente o que aconteceu. Vencida pelo sono Bella j dormia quando
chegamos a sua casa. Enquanto ela dormia, eu pude "me martirizar" como
minha famlia dizia por t-la permitido ficar to perto de Jacob, aquele
lobo fedido e trapaceiro. Me amaldioei por no poder quebrar todos os
ossos do seu corpo, mas depois deixei pra l todos aqueles sentimentos.
Depois de muito estudar as atitudes imbecis do co sarnento cheguei 
concluso de que aquilo j passava de obsesso. Por muitas vezes durante
aquele sono profundo e perturbado de Bella ela falou o meu nome, o nome
de Jacob, chamou por Charlie. Era incrvel a forma como ela dormia.
Tantos sonhos, mas o que me chamou a ateno foi ela ter sonhado com a
idia estpida de Jasper, eu nunca iria permitir que Bella se colocasse
em risco. Ah! Como eu queria ao menos uma vez na minha vida amaldioada
poder dormir e sonhar, fazer com que o meu corao batesse acelerado a
cada vez que eu a visse para que talvez ela percebesse o quanto eu a
amava. De repente, enquanto eu pensava nas diversas maneiras que poderia
demonstrar o meu amor se pudesse ser quente e ter sangue correndo em
minhas veias, percebi que a sua mo buscava a  minha e seus olhos
estavam tentando se abrir. - Edward? - ela disse sonolenta. - Voc
realmente est acordada dessa vez? - perguntei. - Mmm - ela murmurou -
Houveram muitos falsos alarmes? - Voc esteve inquieta, falando o dia
todo. - O dia todo? - ela piscou assustada olhando pela janela. - Voc
teve uma noite longa - eu disse afagando seus cabelos. - Voc mereceu um
dia na cama. - ela levantou se sentando na cama. - Uau. - foram as
palavras que ela conseguiu esboar. - Com fome? - perguntei, a julgar
pelo ronco do estmago dela, aquela era uma pergunta tola. - Voc quer
caf da manh na cama? - Eu vou pegar. Eu preciso me levantar e me
mover. - ela se espreguiou levantando da cama de um jeito completamente
descoordenado. Segurei-a pela mo e a acompanhei por todo trajeto do seu
quarto a te a cozinha, eu podia t-la carregado e ter feito aquele
trajeto em menos de dez segundos, mas achei que ela no gostaria de ser
carregada, ao menos no dentro de casa correndo o risco de Charlie
aparecer. Quando enfim chegamos a cozinha, ela jogou dois Pop-Tarts na
torradeira. - Ugh, eu t uma baguna. - ela disse depois de se olhar na
embalagem cromada dos Pop-Tarts - Foi uma noite longa - eu disse de
novo. - Voc devia ter ficado aqui e dormido. - Certo! E ter perdido
tudo. Sabe, voc precisa comear a aceitar o fato de que eu sou uma
parte da famlia agora. Com aquela afirmao tudo o que eu podia fazer
era sorrir. - Eu provavelmente poderia me acostumar com essa idia. -
sentei-me ao lado dela at que pudesse acabar seu momento humano. Quando
ela levantou a mo para dar a primeira mordida observei o presente que
Jacob havia lhe dado. Uma pulseira com um pingente em formato de lobo,
"muito esperto" pensei, mas talvez aquilo tivesse um significado real
para ela. - Posso? - perguntei segurando o pingente na palma da minha
mo. - Um, claro. - ela disse engolindo o caf tentando no demonstrar
sua tenso. Olhando aquela pequena pea ali. Na minha mo, pude ver
enquanto o lobo dbil era talentoso. Talvez antes de mat-lo eu devesse
faz-lo esculpir sua prpria lpide. Era melhor deixar aqueles
pensamentos de lado, respirei fundo e soltei o ar antes mesmo que Bella
pudesse perceber, aps meu sbito autocontrole, soltei aquele objeto to
frgil e pequeno que eu sabia era valioso para ela. - Jacob Black pode
te dar presentes. - afirmei sem lhe dar chances de auto defesa. - Voc
me deu presentes - ela me disse nervosa - Voc sabe que eu gosto de
coisas feitas em casa. De repente uma lembrana me veio a tona, talvez
ela aceitasse um presente que estava comigo h muito tempo. - E quando a
presentes passados? Esses so aceitveis? - perguntei. - O que voc quer
dizer? - ela deu de ombros. - Essa pulseira - eu passei um crculo no
pulso dela com o dedo. - Voc vai usar muito isso? Porque voc no ia
querer magoar os sentimentos dele. - deduzi. - Claro, eu acho que sim. -
Ento, voc no acha que  justo - perguntei, olhando para a sua mo
enquanto falava. Virei palma da mo dela pra cima, e corri seus dedos
pelas veias dos seus pulsos. - Se eu tiver uma pequena representao? -
Representao? - Um pingente, alguma coisa que me mantenha na sua mente.
- Voc est em todos os meus pensamentos. Eu no preciso de lembretes. -
Se eu te der uma coisa, voc vai usar? - Um presente passado? - ela
intuiu. - Sim, uma coisa que eu j tenho ha algum tempo. - sorri o mais
delicadamente que pude, eu queria l no fundo que ela aceitasse o meu
presente sem questionar, assim como fez com o lobo. - O que te deixar
feliz. - ela respondeu finalmente. - Voc reparou na desigualdade? -
afirmei um pouco magoado, talvez at um pouco ressentido tambm. -
Porque eu certamente reparei. - Que desigualdade? - Todas as outras
pessoas podem ir em frente e te dar coisas. Todo mundo menos eu. Eu
teria amado te dar um presente de formatura, mas eu no dei. Eu sabia
que isso te incomodaria mais do que se outras pessoas te dessem. Isso 
absolutamente injusto. Como voc se explica? - justifiquei meu
pensamento. - Fcil - ela deu de ombros novamente. - Voc  mais
importante do que as outras pessoas. E voc me deu voc. Isso j  mais
do que eu mereo, e qualquer outra coisa que voc me der s vai nos
colocar ainda mais fora de equilbrio. - A forma que voc pensa de mim 
ridcula. - eu disse por fim, ela no podia realmente acreditar que eu
era um presente. Como eu poderia ser se a coloco em risco simplesmente
por estar ao seu lado? Ento no era por isso que estvamos lutando
agora? Meu telefone vibrou no meu bolso, olhai para o numero antes de
atender, se Alice estava me ligando certamente havia tido alguma viso.
- O que foi, Alice? - Eu vejo a Bella se colocando em risco Edward. -
Alice disse do outro lado. - Eu meio que j esperava por isso - eu disse
olhando para ver a expresso nervosa de Bella - Ela estava falando
durante o sono. - seus olhos estavam me mostrando que seu nervosismo
tinha fundamento e que embora eu no pudesse ler sua mente eu sabia
exatamente o que ela pretendia fazer. - Voc precisa impedi-la Edward,
ela vai sair do esconderijo para nos procurar, ela ir cair no meio da
floresta. Levaremos algum tempo at encontr-la. Ah e os recm nascidos
agora esto em 19. - Alice finalizou. - Eu vou cuidar disso - prometi
olhando para ela enquanto fechava o telefone. - H alguma coisa sobre a
qual voc queira me falar? - perguntei dando-lhe a chance de defesa. Ela
pausou por um longo momento, talvez tentando buscar as palavras certas
para me explicar o quo tola  sua cabecinha. Como ela achou que Alice
no a veria tentando se colocar em risco, conhecendo Bella eu sabia que
tudo aquilo era uma forma de proteger todos menos ela mesma. - Eu gosto
da idia de Jasper - ela disse finalmente. - Eu quero ajudar. Eu tenho
que fazer alguma coisa. - ela insistiu. - Te colocar em perigo no ia
ajudar. - bradei. - Jasper acha que ajudaria. Nessa rea ele  o expert.
- ela continuou. - Voc no pode me manter afastada. Eu no vou ficar
escondida na floresta enquanto voc se enfrenta todos os riscos por mim.
- eu a encarava tentando segurar o sorriso. O que ela estava pensando?
Que eu a deixaria correr riscos? - Alice no te viu na clareira, Bella.
Ela v voc tropeando ao redor da floresta. Voc no vai conseguir nos
encontrar; voc s vai me fazer consumir mais tempo te procurando
depois. - ela lutava contra o nervosismo, porm o sangue bombeando
rpido demais indicava seu estresse. - Isso  porque Alice no viu o
fator Seth Clearwater - ela disse mais calmamente. - Se ela tivesse, 
claro, ela no teria sido capaz de ver nada mais. Mas parece que Seth
quer estar l tanto quanto eu. No deve ser difcil persuadi-lo a me
mostrar o caminho. - Isso podia ter dado certo... Se voc no tivesse me
contado. Agora eu simplesmente vou pedir a Sam que d certas ordens a
Seth. Mesmo que ele possa querer muito, Seth no ser capaz de ignorar
esse tipo de ordem. - retruquei irritado. Ser que ela no percebia que
motivo dessa guerra toda era justamente mant-la a salvo? Ela manteve o
sorriso enquanto falava. - Mas porque Sam daria essas ordens. Se eu
dissesse a ele o quanto ajudaria se eu estivesse l? Eu aposto que Sam
ia preferia fazer um favor pra mim do que pra voc. Respirei fundo mais
uma vez, dessa vez Bella no iria me vencer com seus argumentos sempre
to fortes, eu tinha uma carta na manga que seria decisiva para faz-la
desistir da sua idia tola. - Talvez voc esteja certa. Mas eu tenho
certeza de que Jacob no estaria nada alm de ansioso pra dar essas
mesmas ordens. - Jacob? - ela fez uma careta. - Jacob est no segundo
comando. Ele nunca te contou isso? As ordens dele tm que ser seguidas
tambm. - continuei sorrindo, dessa vez pelo meu triunfo. Certamente o
lobinho adestrado no havia contado nada disso para ela. Aproveitando
que ela ainda se mantinha paralisada - Eu dei uma olhada fascinante nas
mentes do bando na noite passada. Era melhor que uma novela. Eu no
fazia idia de como a dinmica de um bando to grande era complicada. O
empurro de um indivduo contra o plural psquico... Absolutamente
fascinante. - eu continuei enquanto ela permanecia calada. Me encarando.
- Jacob esteve escondendo vrios segredos - continuei com um sorriso
sarcstico, afinal eu no disse que ia lutar com as minhas armas? Aquilo
seria providencial, o lobo tinha segredos que eu podia revelar ao mesmo
tempo em que aqueles argumentos tambm poderiam salv-la - Por exemplo,
voc reparou num lobo menor, cinza que estava l na noite passada? - Ela
fez um movimento negativo com a cabea. Sua expresso indagadora me fez
rir. - Eles levam todas aquelas lendas to a srio. Acontece que existem
coisas para as quais as histrias deles no os preparam. Ela suspirou. -
Tudo bem, eu vou morder essa. Sobre o que estamos falando? - ela
questionou. - Eles sempre aceitaram sem questionar que apenas os
bisnetos diretos do lobo original tinham poder pra se transformar. -
Ento algum que no era descendente direto se transformou? - No, ela
realmente  uma descendente direta. - Ela? - Bella arregalou os olhos.
Fiz um movimento positivo com a cabea. - Ela conhece voc. O nome dela
 Leah Clearwater. - Leah  um lobisomem! - ela gritou. - O que? Por
quanto tempo? Porque Jacob no me disse? - Existem coisas que ele no
tem permisso de dividir, o nmero deles, por exemplo. Como eu disse
antes, quando Sam d uma ordem, o bando no pode simplesmente ignor-la.
Jacob foi cuidadoso pra pensar em outras coisas enquanto estava perto de
mim.  claro, depois da noite passada, tudo foi em vo. - Eu no posso
acreditar. Leah Clearwater! - ela pausou aparentemente lembrando-se de
algo. Aquela lembrana no foi compartilhada, seus olhos pareciam
distantes e quanto mais os segundos passavam, mais eu estava a ponto de
ficar louco. - Pobre Leah - ela finalmente sussurrou. Ela realmente no
sabia como Leah era vingativa - Ela est tornando a vida deles
excessivamente difcil. Eu no tenho certeza de que ela merece a sua
simpatia. - O que voc quer dizer? - J  difcil suficiente pra eles,
terem que dividir todos os seus pensamentos. A maioria deles tenta
cooperar, fazer isso ser mais fcil. Mesmo quando apenas um membro 
deliberadamente malicioso, isso  doloroso pra todos. - Ela tem razes
suficientes - ela defendeu. - Oh, eu sei - eu disse. - A compulso da
impresso  uma das coisas mais estranhas que eu j testemunhei em minha
vida, e eu j vi algumas coisas estranhas. - balancei a cabea
espantando as lembranas - A forma como Sam est ligado a Emily 
impossvel de descrever, ou eu deveria dizer o Sam dela. Sam realmente
no teve escolha. Isso me lembra de Sonhos de Uma Noite de Vero com
todo aquele caos criado pelos feitios de amor das fadas... Como mgica.
- sorri -  realmente quase to forte quando o que eu sinto por voc. -
Pobre Leah. Mas o que voc quer dizer com malicioso? - ela perguntou. -
Ela fica trazendo  tona constantemente coisas sobre as quais eles no
querem pensar - expliquei. - Como Embry, por exemplo. - O que tem Embry?
- ela perguntou, surpresa. - A me dele veio da reserva de Makah h
dezessete anos atrs, quando ela estava grvida dele. Ela no 
Quileute. Todos presumiram que ela havia deixado o pai dele pra trs com
os Makah. Mas a ele se juntou ao bando. - Ento? - Ento, os principais
candidatos pra pais so o Sr. Quil Ateara, Joshua Uley, ou Billy Black,
e todos eles eram casados nessa poca,  claro. - No! - ela ficou
surpresa. - Agora, Sam, Jacob e Quil todos ficam imaginando qual deles
tm um meio irmo. Todos eles gostariam de pensar que fosse Sam, j que
o pai dele nunca foi uma boa figura de pai. Mas sempre existem dvidas.
Jacob nunca foi capaz de perguntar a Billy sobre isso. - Uau. Como  que
voc conseguiu pegar isso tudo em uma noite? - A mente do bando 
hipnotizadora. Todos pensando separadamente ao mesmo tempo. H tanta
coisa pra ler! - eu no me orgulhava de poder ler a mente das pessoas,
mas os pensamentos praticamente gritavam na minha cabea como se
quisessem ser ouvidos. Na maioria das vezes eu preferia mater-me longe,
porm era difcil quando eles eram como palavras ditas aos berros. Um
leve sorriso saiu dos lbios de Bella - O bando  fascinante - ela
concordou. - Quase to fascinante quanto voc  quando est querendo me
distrair. - eu estava quase descobrindo qual era o plano dela. - Eu
tenho que estar naquela clareira, Edward. - No - afirmei num to
definitivo. Seus olhos faiscaram como que tivesse um trunfo em sua
manga. Ela olhou para baixo em direo a mesa. - Tudo bem, olha, Edward
- ela sussurrou. - Aqui est o negcio... Eu j fiquei louca uma vez. Eu
sei quais so os meus limites. Eu no vou aguentar se voc me deixar de
novo. - as lembranas vieram a tona quando ela pronunciou as primeiras
palavras. Eu nunca iria me perdoar por t-la deixado, ser que ela
tambm no me perdoaria? Ela olhou para mim com sinal de arrependimento,
embora eu soubesse que estava certa, no podia voltar atrs e se pudesse
certamente o faria. Respirei fundo tentando apagar aquelas memrias da
minha mente, imagens que Jacob fez questo de me mostrar, segurei a com
cuidado e a abracei fechando meus braos ao seu redor, acariciando seu
rosto, seus braos. - Voc sabe que no  assim, Bella. No vai ser
longe, e tudo estar rapidamente acabado. - Eu no posso aguentar - ela
insistiu, olhando pra baixo. - No sem saber se voc vai estar de volta
ou no. Como eu sobrevivo a isso, no importa o quo rapidamente isso
acabe? - Isso vai ser fcil, Bella. No existem razes para os seus
medos. - suspirei. - Nenhum mesmo? - Nenhum. - E todos vo ficar bem? -
Todo mundo - prometi. - Ento no tem jeito mesmo de que eu v ser
necessria na clareira? -  claro no. Alice acabou de me dizer que eles
foram diminudos a dezenove. Ns conseguiremos cuidar disso facilmente.
-  isso mesmo, voc disse que ia ser to fcil que algum at poderia
ficar de fora. Voc realmente estava falando srio? - Sim. - respondi.
Mas onde ela estava querendo chegar? Por que diabos eu no podia ler sua
mente? - To fcil que voc possa ficar de fora? - agora sim estava tudo
explicado, ela iria usar minhas palavras contra mim...  Muito astuta. -
Ento  de um jeito ou de outro. Ou isso  mais perigoso do que o que
voc est querendo me contar, e nesse caso seria certo que eu estivesse
l pra ajudar, pra fazer o que eu puder pra ajudar. Ou... Isso ser to
fcil que eles sero capazes de passar por isso sem voc. De que jeito
vai ser? Enfim ela havia conseguido me colocar na parede, me deixar em
dvida do que fazer, de que deciso tomar, deix-la ou deixar a minha
famlia. Aquela era realmente uma deciso difcil e eu precisava pesar
os prs e os contras de cada um. O que eu tinha certeza de que no
poderia deixar  que ela fosse para a clareira. Isso nunca. - Voc est
me pedindo pra ir deix-los lutar sem a minha ajuda? - murmurei. - Sim -
ela tentou se manter calma embora seu corao acelerado dissesse outra
coisa - Ou me deixar estar l. Qualquer um dos dois, contanto que
estejamos juntos. Eu precisava tomar uma deciso, no queria perder
nenhum dos meus, no queria deixar Bella no campo de batalha, com a
sorte dela os recm nascidos iriam acabar conosco e ainda iriam dizimar
a populao inteira de Forks. Respirei fundo tentando controlar minha
mente, minhas emoes. Segurei o seu rosto com fora, contudo no tanta
para no machuc-la, olhei bem nos seus olhos tentando entender onde ela
estava querendo chegar. Por que estava fazendo aquilo comigo? Fechei os
olhos com fora tentando ignorar o que estava sentido, abaixei uma das
mos colocando-a dentro do bolso buscando o celular. Os dedos discaram
os nmeros rpido demais parta que ela pudesse perceber. - Alice -
falei. - Ser que voc pode vir tomar conta de Bella por mim um pouco?
Eu preciso falar com Jasper. - eu sabia que a minha prxima deciso
seria responsvel pelo bem ou pelo mal da minha famlia, o bem de Bella.
Ningum melhor que Jasper para me dizer quais os prs e os contras da
minha atitude. Eu precisava naquele momento, tomar uma importante
deciso.  Captulo 20 Suspirei tentando manter a calma que praticamente
j no existia  - j estou indo ao seu encontro Edward. - Alice
respondeu do outro lado da linha.  Olhei para Bella esperando para saber
qual seria a sua reao. Aps a resposta afirmativa da minha irm
vidente fechei o telefone guardando-o no bolso. Bella me encarava de
forma indagadora, era nesses momentos que eu me amaldioava por no
poder ler sua mente. Talvez, tambm fosse por isso que ela era to
assustadoramente tentadora. No saber o que ela pensava a tornava
espontnea... Ela no precisava fingir ser o que no era... Mas tambm
havia o lado negativo disso tudo, eu nunca sabia como argumentar
antecipadamente, ficando assim, muitas vezes sem palavras.  Era muito
difcil para mim, ter que tomar aquela deciso, afinal, estaria
abandonando minha famlia numa guerra que no era deles... Maldito
James. Ainda sim quais seriam as probabilidades de eu a deixar sob os
cuidados de um dos lobos em La Push? Provavelmente nenhuma...  Eu iria
deixar todos no campo de batalha, haveria uma possibilidade de ela mudar
de idia? Era pouco provvel... Bella era muito teimosa, era bem capaz
de ela ir parar no meio do campo de batalha, com seu cheiro to doce e
sua sorte nem sei se ns conseguiramos sobreviver.  - O que voc vai
dizer pra Jasper? - ela sussurrou me trazendo de volta dos meus
devaneios.  - Eu vou discutir... A minha sada. - respondi ainda
incerto.  - Eu lamento. - ela murmurou  - No se desculpe - tentei
sorrir  - Nunca tenha medo de me dizer como voc se sente Bella, se isso
 o que voc precisa... - dei de ombros  - Voc  minha primeira
prioridade. - isso ela obviamente j sabia, caso contrrio no me teria
feito escolher sobre qual lado eu teria que estar.  - Eu no queria que
parecesse desse jeito, como se voc tivesse que escolher entre mim e sua
famlia. - ela parecia ressentida.  - Eu sei disso. Alm do mais, no
foi isso o que voc pediu. Voc me deu duas alternativas com as quais
voc podia conviver, e eu escolhi a alternativa com a qual eu posso
conviver.  assim que um compromisso deve funcionar. - alm do mais, eu
sabia que minha famlia se sairia bem. No entanto se um dos recm
nascidos a encontrasse acontecesse o pior, eu no saberia o que fazer.
- Obrigada - ela disse encostando sua cabea em meu ombro. Era to bom
saber que eu a reconfortava e mais, saber que ela me amava alimentava
profundamente o meu ego. Eu queria tanto que ela aceitasse casar-se
comigo, faria de mim o homem, ou melhor, o vampiro mais feliz do mundo.
Eu tentaria mais uma vez pedir-lhe em casamento, era essa  minha
condio para transform-la, eu mesmo, como era de sua vontade, embora
isso agora passasse por minha cabea com menos relutncia.  - A qualquer
hora - beijei seu cabelo.  - Qualquer coisa. - no era uma mentira, o
que ela pedisse, eu daria. Ali, enquanto ela estava recostada em meu
peito, mais uma vez sentindo seu perfume eu no sabia o que fazer. No
podia deix-la, por outro lado, deixar toda a diverso para meus irmos
e os lobos estava me deixando frustrado. Porque ela tinha que ser to
cabea dura? Ficamos ali parados por um longo tempo, ela parecia perdida
em seus pensamentos com seu rosto colado em mim.  - Quem  a terceira
esposa? - lembrei-me do sonho que ela havia tido outro dia.  - Huh? -
ela respondeu confusa.  - Voc estava murmurando alguma coisa sobre "a
terceira esposa" na noite passada. O resto fez um pouco de sentido, mas
a voc me deixou confuso. - eu sempre acabava me pegando no mesmo
detalhe, no podia ler sua mente, em conseqncia, nunca saberia o que
ela estava planejando.  - Oh. Um, . Essa foi apenas uma das histrias
que eu ouvi na fogueira na noite passada. Eu acho que ficou grudada em
mim. - Bella era definitivamente a pior mentirosa que eu conhecia, ela
ainda ficava corada quando estava falando algo que no era verdadeiro.
Afastei-me um pouco tentando identificar em que ponto ela havia mentido,
ser que tinha algo a ver com o lobo? Fiz uma careta, estava me
preparando para perguntar qual era a historia quando ouvi uma voz
esganiada soando na minha mente. "Cheguei" a voz de Alice quase me
deixou tonto com seu grito mental, entrando pela porta da cozinha logo
em seguida.  - Voc vai perder toda a diverso - ela disse. Alice j
sabia que eu havia decidido sair daquela guerra, eu podia ver em seus
pensamentos a cara feliz de Emmett quando ela contou sobre isso, pela
expresso que Jasper havia feito, no acredito que ele tenha gostado
muito. Alice tinha boa memria e tambm era muito perceptiva, embora
estivesse me escondendo algo... Eu podia perceber pelas frestas que ela
estava deixando. Minha irm estava tramando alguma coisa.  - Ol, Alice
- saudei de volta um tanto aborrecido por ela no ter me deixado contar
o que havia me levado a tomar aquela deciso. Coloquei meu dedo
indicador no queixo de Bella forando-a a olhar para mim. Beijei seus
lbios suavemente.  - Eu vou voltar mais tarde essa noite. Eu vou
trabalhar isso com os outros... Rearmar as coisas.  - Tudo bem. - ela
murmurou.  - No h muito pra rearrumar - Alice reafirmou com palavras o
que o seu pensamento j havia me dito. Jasper estava organizando as
coisas para que tudo continuasse sem problemas, seguindo com os planos.
- Eu j contei pra eles. Emmett est contente.  -  claro que ele est.
- suspirei tentando me manter paciente.  Corri pela floresta o mais
rpido que pude, o ar que batia em mim fazia com que me sentisse bem.
Por que ela tinha que ser to teimosa? Cheguei em casa muito rpido,
minha famlia estava reunida na sala elaborando outras estratgia que
no me envolvessem na luta, eles no pareciam estar aborrecidos pela
deciso que ainda no havia lhes contado, no entanto Alice j havia
feito por mim.  - Ol maninho... Enfim decidiu deixar os recm nascidos
para mim... Dessa vez, irei me divertir um pouco mais que voc. - Emmett
Brincou.  - J percebi que Alice antecipou minha deciso para vocs? -
perguntei sem humor.  - Sim filho, ela nos contou. A sua deciso s
interessa a voc... Ningum ir julg-lo. - minha me se aproximou.  -
Eu sinto muito, tive que fazer uma escolha e... Sei que sou egosta
demais por ter escolhido deixar de lutar com vocs para proteg-la.
Vocs so a minha famlia.  - No tem problema filho, ns entendemos o
que Bella significa para voc. Sabemos o quanto demorou a encontr-la. -
meu pai justificou. Os pensamentos de Rosalie eram como farpas me
atingindo a todo instante. Eu imaginava que ela e Bella tivessem se
entendido, mas no fundo ela tambm era egosta e temia muito pela vida
de Emmett e dos demais. Ela no estava completamente errada.  - No
queria Rosalie, acredite que no foi escolha minha coloc-los nessa
briga. Envi-los para uma guerra, ainda mais agora que estamos tentando
fugir dos Volturi.  - Voc tem certeza disso? Ns avisamos quando voc
resolveu se aproximar da humana... Agora veja em quantas confuses voc
j nos meteu por causa dela. Quem pode garantir que nenhum de ns
morrer l? - Seus pensamentos vagavam entre Esme, Carlisle e Emmett.  -
No posso garantir Rosie, eu peo desculpas a todos vocs por t-los
feito entrar numa guerra que  minha... Ainda mais por no poder estar
junto de vocs nessa hora.  - Que nada Edward, para mim voc
proporcionou um momento de alegria, faz muito tempo no me divertia
assim - Emmett deu socos no ar.  - No devamos nos divertir fazendo mal
aos outros Emmett. - Carlisle o repreendeu.  - Ah! Qual  Carlisle? Eles
nem vo saber o que os atingiu. Temos um bando de cachorros ao nosso
lado para nos avisar quando eles estiverem chegando. Deixem a parte do
Edward comigo... Eu pegarei todos.  - Ns poderamos saber quais opes
Bella te deu? - Roslie inquiriu.  - Se eu no pudesse estar com ela,
ela estaria conosco no campo de batalha...  - Ah no! Com a sorte dela
seria bem capaz de um raio cair em cima de cada um de ns l na
clareira, e ainda por cima ela  to azarada que tenho medo que isso
pegue.  - Emmett! - Carlisle e Esme o advertiram ao mesmo tempo.  - Mas
 verdade gente, Bella  o azar em forma de gente... - ele deu de ombros
se defendendo. Mesmo com toda tenso que havia no ar sorrimos juntos.  -
No se preocupe filho, ns ficaremos bem. - meu pai me consolou.  -
Preciso voltar agora, busc-la para nosso encontro com os lobos mais
tarde. Mas antes tenho mais um pedido a fazer-lhes. Gostaria que
mantivessem em mente que  muito importante pra mim.  - Sim filho, o que
desejar - Esme assentiu.  - Amanh todos sairo para caar para nos
prepararmos para a batalha...  - Sim, prossiga Edward -  meu pai
requereu.  - Gostaria que todos permanecessem fora por mais tempo que o
habitual, preciso ter uma conversa com Bella, algo relacionado com a sua
deciso de se tornar uma vampira.  - Filho... Voc pensa em
transform-la antes da batalha? Sabe que  perigoso, no poder
control-la...  -No, claro que no... - era muito doloroso pensar que
se ela me aceitasse como marido eu no poderia mais fugir de minha
promessa de conden-la para a vida eterna.  - Apenas gostaria de ficar a
ss com ela, tenho algo em mente que s diz respeito a ns dois. -
Respondi, olhando inteiramente para Emmett e Rosalie, alcanando
enfaticamente aos questionamentos em suas mentes.  - Humm maninho vai
dar uma de sucubus
 esta noite? - Emmett ironizou.  - Emmett... - Esme o repreendeu e me
encarou para externar seus pensamentos.  - Edward se quer privacidade
para ficar a ss com Bella  o que ter, acredite, seja qual for a sua
deciso tem todo o nosso apoio. Sabemos que voc a ama e far o melhor.
- Obrigada. - Era tudo o que eu poderia dizer-lhes e por seus
pensamentos, percebi que todos entendiam tudo que estava contido naquela
to simples palavra.  Passou-se um breve minuto at que Jasper comeou a
ponderar os aspectos da luta e pde sentir a minha inquietude, mas
talvez ele estivesse enganado sobre qual era o ponto, ento me
questionou.  - Voc est certo do que quer Edward? - Jazz finalmente
perguntou.  - No tenho outra escolha, ou eu saio ou ela vai conosco. Eu
decidi sair... Voc acha que h alguma possibilidade de vocs perderem
por que estarei longe?  - Ns daremos um jeito... Fique tranqilo. - ele
prometeu. Seus pensamentos eram sinceros.  Quando retornei  casa de
Bella ainda ouvi a conversa em que Alice estava antecipadamente
explicando a Charlie sobre nossa fictcia viagem, e de como seria
divertido para ela fazer compras na cidade. Mas, se eu bem a conhecia,
se ela tivesse que passar uma tarde de compras com Alice, Bella estaria
nesse momento entrando em pnico. Ento com uma conversa fcil, Alice
havia limpado a nossa agenda para a batalha. Era incrvel como Charlie
via apenas o que queria ver, os humanos eram mesmo diferentes.  Demorei
mais algum tempo fora da casa para que a conversa flusse bem e no
levantasse suspeitas em Charlie. Quando entrei procurei ser breve e
aceitei seus desejos para uma boa viagem, embora seus pensamentos
dissessem algo do tipo "fique por l mesmo". Mas eu realmente merecia
toda a sua averso, afinal como o co sarnento, Charlie tambm tinha uma
tima memria e sempre que me via lembrava do estado em que Bella ficou
quando parti da ltima vez. Ele podia no saber, mas era muito doloroso
v-la por seus pensamentos, ver o quanto os dois haviam sofrido. Alice e
eu nos despedimos com a promessa de que amanh aps o jantar ela viria
para buscar Bella para lhe fazer companhia.  No meio do caminho passei a
direo para Alice, no sem antes que ela me questionasse sobre a minha
deciso sobre o que eu faria na noite seguinte. No pude deixar de
pergunt-la qual seria a resposta de Bella e ela respondeu-me que tudo
dependeria realmente das deliberaes de cada um de ns
 e me pediu para confiar no meu amor. Eu sabia que Bella era a minha
vida, se  que eu realmente tinha uma. Eu confiaria. Eu tinha grandes
planos para a noite seguinte, quando Bella me aceitaria para sempre.
Ento, depois disso, rapidamente retornei para o quarto de Bella e
deitei-me em sua cama para esper-la. Analisei o ambiente e mergulhei em
lembranas enquanto ela se despedia de seu pai. O ambiente estava cheio
de memrias boas, da primeira noite que vim at aqui, v-la dormir
sempre foi algo to fascinante, lembrei tambm de suas perguntas quando
ela descobriu o que eu era. Lembrei-me do dia em que voltamos da Itlia,
quando eu reconheci que a minha vida antes dela era como uma noite sem
lua. Muito escura, mas havia estrelas, pontos de luz e razo... E a ela
apareceu no meu cu como um meteoro. De repente, tudo estava pegando
fogo; havia brilho, havia beleza. E quando ela no estava l, quando o
meteoro caiu no horizonte, tudo ficou escuro. Nada havia mudado, mas os
meus olhos haviam ficado cegos com a luz. Eu no conseguia mais ver
sequer as estrelas. E no havia mais razo pra nada. Esse era o real
motivo para eu abrir mo de lutar com minha famlia. Eu jamais poderia
deix-la outra vez. Eu havia prometido.  Quando Bella chegou ao quarto
me pegou perdido em recordaes e veio juntar-se a mim. Era to bom
t-la sempre comigo. Eu jamais lhe negaria algo. Eu amava e isso era
tudo o que importava.  - Que horas ns vamos encontrar os lobos? - ela
murmurou enquanto vinha para perto de mim.  - Em uma hora. - eu afirmei.
- Isso  bom. Jake e os amigos dele precisam descansar um pouco. - Ah
essa no, justo quando eu tinha tantas certezas sobre ns, ela tinha que
intrometer o lobo na nossa conversa. Eu estava realmente tentando, mas a
cada hora ficava mais complicado ter que coexistir com ele
harmonicamente.  - Eles no precisam disso tanto quanto voc - Eu
apontei. Mas, presumindo que eu poderia tentar convenc-la a ficar em
casa, ela logo estendeu a conversa para outro ponto, ela estava ficando
boa nisso, o que ela no sabia  que eu no poderia, eu era
essencialmente egosta para deix-la longe de mim.  - Alice te contou
que me sequestrar? - Eu sorri maliciosamente. Ela no havia suspeitado
de nada.  - Na verdade, ela no vai.  - Bella me encarou confusa, e eu
tive que rir baixinho da sua expresso.  - Sou eu que tenho permisso
pra te fazer de refm, lembra? - eu proferi.  - Alice vai caar com os
outros. Eu acho que eu no preciso mais fazer isso. - o simples fato de
pensar que eu a havia perdido fazia da minha sede um simples arranho na
minha garganta.  - Voc est me sequestrando? - Eu balancei a cabea em
afirmativa.  Ela refletiu sobre o que eu havia lhe dito brevemente. Sua
expresso me deixou preocupado, o que ser que aquela mente estava
bolando. Ser que ela estava desconfiando dos meus planos, ser que ela
me negaria outra vez? Seria um timo momento, no haveria o medo de
Charlie ouvindo l embaixo, ou vindo chec-la com certa frequncia. E
nada de uma casa cheia de vampiros com suas audies intromissivas... S
ela e eu, sozinhos.  - Isso est bem? - eu perguntei j preocupado com o
seu silncio. Eu agora adoraria ouvir seus pensamentos agora.  - Bem...
Claro, exceto por uma coisa. - Ah ser que ela desconfiava de algo? Isso
estragaria inteiramente o elemento surpresa, alm de claro a atmosfera
que eu havia planejado.  - Que coisa? - Eu estava apreensivo. De alguma
forma, eu ficava incerto quanto  sua resposta. Talvez ela devesse se
fazer mais clara, isso ajudaria bastante.  - Porque Alice no disse a
Charlie que vocs iam embora hoje  noite? - ela perguntou e eu ri,
aliviado. Enfim mais uma vez ela me surpreendeu e eu lhe dei uma
desculpa qualquer. Num impulso a tomei nos braos e saltei para a noite
fria e escura de Forks.  Bella parecia mais confiante esta noite, embora
sua expresso ainda revelasse uma espcie de sentimento de culpa pelo
que havia me pedido, entretanto o medo havia se dissipado. Era como se
ela pudesse ver as coisas por outro ngulo, como se agora ela realmente
acreditasse que tudo acabaria bem. Isso era muito bom, pois assim eu
tambm me sentiria mais confiante. Ns fomos os ltimos a chegar 
clareira, Jasper mostrava a Emmett como deveria lutar sendo um vampiro
adulto e no mais um recm nascido... Roslie como sempre estava
pensando mais em si mesma do que nos outros, pelos seus pensamentos,
claro, eu podia ver como ela me achava um desertor. Acreditava que eu os
estava abandonando numa luta que nem era deles, e de fato, no era
realmente. Aquilo me machucava, no entanto com tanto conhecimento em
lutas e batalhas, ns tnhamos Jasper ao nosso lado... Isso
definitivamente contava pontos para ns, nos deixando assim com certa
vantagem.  Alice e Roslie estavam sentadas no cho observando os dois
que sorriam como crianas. Os pensamentos de Emmett no diziam nada que
eu j no soubesse, para meu irmo, tudo aquilo no passava de mais uma
diverso. Enquanto isso, meus pais falavam sobre o fato de lutarmos
contra outros da nossa espcie, Carlisle no gostava da idia de
matarmos outros vampiros, por mais sanguinrios que eles fossem,
enquanto Esme tentava convenc-lo de que por mais difcil que fosse
aquilo, era necessrio, pelo bem da nossa famlia. A cumplicidade dos
dois era realmente intensa, seus pensamentos quase que se completavam,
meu pai era sempre muito humano e Esme, sempre to amorosa, embora
fossem vampiros. Aquilo me fez pensar em mim e em Bella. Quando ns
fossemos casados... Teramos a mesma cumplicidade e ela seria minha por
toda a nossa existncia.  O cu estava nublado, a noite estava mais
clara que a anterior. Embora a escurido no fosse um problema para ns,
certamente Bella teria uma viso melhor das coisas aquela noite.
Sentados mais a frente estavam os lobos e o maldito sarnento nos
observava.  "Enfim chegou leitor de mente, o circo agora est completo"
Jacob chamou minha ateno com mais um dos seus gritos mentais. Para
ele, era evidentemente prazeroso, me provocar daquele jeito.  Quil e
Embry lhe faziam companhia, os sorrisos mentais deles no eram uma
afronta, afinal, eles eram crianas. Estavam apenas, zombando do amigo,
que estava me praguejando mentalmente. Naquele lugar, o nico pensamento
que se fazia provocativo era apenas o de Jacob Black. Os lobos se
colocavam em espaos grandes entre si, eles pretendiam observar os
ensinamentos de Jasper por vrios ngulos.  Pelos seus pensamentos eu
podia ouvir a ordem do Alfa que dizia para se manterem atentos. Embora
ele soubesse que ns no ramos perigosos eu certamente adoraria acabar
com um daqueles lobos ali presente naquele momento... Especificamente um
e quase sorri com meus pensamentos. A imagem do pescoo de Jacob sendo
quebrado me fez um pouco mais feliz, porm aquilo no podia acontecer
pelas mos de outro vampiro se no pela minha prpria. Eles nos olharam
enquanto caminhvamos na direo do semicrculo que havia se formado no
centro da clareira.  Embora fossemos inimigos naturais e os lobos
estivessem ouvindo a voz do Alfa ordenando-lhes ter cuidado no nos
sentamos ameaados, no havia nenhum tipo de hostilidade naquele
ambiente que no fosse a minha e a do lobo avermelhado sentado a poucos
metros de onde eu estava. Mesmo com toda nossa evidente rivalidade, ele
ainda acreditava que eu no lhe faria nenhum mal enquanto estivssemos
lutando do mesmo lado pelo bem de Bella.  - Onde est o resto dos lobos?
- ela disse baixinho.  - Eles no precisam estar todos aqui. Apenas um
bastaria, mas Sam no confia em ns o suficiente pra mandar apenas
Jacob, apesar disso ser o que Jacob queria. Quil e Embry como sempre so
seus... Acho que voc poderia dizer... ajudantes.  - Jacob confia em
voc. - fiz um sinal positivo com a cabea.  "Estou ouvindo suas
palavras, sugador de sangue, no confio em voc, s acredito que no nos
mataremos agora". Ele no precisou me olhar para dirigir seu pensamento
ate mim.  - Ele confia que ns no tentaremos matar ele. No entanto,
isso  tudo. - No hoje, pensei comigo mesmo. E acrescentei mentalmente
que poderia ser em breve.  - Voc vai participar essa noite? - ela
perguntou, embora minha vontade fosse matar quem ameaasse a sade dela,
no poderia negar seu pedido de me manter afastado daquela batalha, para
mim era difcil ter que decidir.  Certamente no era mais necessrio que
eu participasse, ainda que minha famlia soubesse como se defender no
final de tudo. Alice j havia previsto... Sabamos que daria certo,
embora nossos futuros estivessem nublados pela presena dos lobos.  - Eu
vou ajudar quando Jasper precisar. Ele quer tentar alguns agrupamentos
desiguais, ensin-los a lidar com alguns ataques mltiplos. - dei de
ombros. Todos ns sabamos que as vises de Alice poderiam ser mudadas a
qualquer momento, mas, ainda assim preferamos acreditar que tudo daria
certo.  Bella de repente estava alarmada outra vez. Percebi o pnico na
sua expresso, contudo no queria deix-la ainda mais preocupada, as
batidas do seu corao estavam descompassadas. Jacob a observava de
longe, seus pensamentos deixavam claras as suas intenes. Ainda passava
pela sua cabea roub-la de mim, segurei o rosnado que queria se soltar
da minha garganta.  "Lobo metido" pensei,  "eu tambm no jogarei
limpo". "Voc est to absorvido em seus pensamentos que no percebe
nada ao seu redor leitor de mentes" ele olhou para Bella dando um
sorriso largo, no sei se ela entenderia afinal cachorros no tinham
expresses.  "No v que ela est preocupada? No devia t-la trazido",
com se eu tivesse alguma sada, como se por acaso ele no a conhecesse
to bem, melhor at do que eu, para saber que se eu no a trouxesse ela
daria um jeito de chegar at aqui.  Ela s sossegaria se estivesse
presente.  Eu precisava acreditar, precisava transmitir a ela toda
confiana que eu mesmo no possua. Olhei para ela, seus olhos vidrados
no lobo que estava ali parado a nossa frente, era evidente que estava
com medo. Tambm era evidente que eu nada poderia fazer para aplacar
aquele sentimento, aquele era apenas mais um motivo para que eu ficasse
ao seu lado... No s porque eu a amava, ou porque ela era a pessoa mais
importante do mundo para mim. Se algo acontecesse a ela, eu certamente
encontraria uma forma de segui-la. Eu iria junto com ela para qualquer
lugar...  Meus irmos ainda treinavam, no entanto eu prestava ateno no
que estava acontecendo mais perto de mim, a inteno do cachorro
pulguento era se aproximar, eu no poderia interferir, qualquer atitude
impensada poderia causar um desentendimento desnecessrio. Jacob se
levantou, colocando-se eretamente de p, e seguiu lentamente em nossa
direo. Eu no poderia fazer nada, os outros lobos o observavam, ao
longe enquanto Sam o advertia sobre seus atos afrontosos contra mim.
"Voc quer antecipar uma briga" Sam gritava. Ele fazia de conta que no
estava ouvindo...  - Jacob - eu o saudei a contragosto.  "No vim aqui
por voc sanguessuga, vim por ela. Se voc no consegue enxergar o que
est to perto de voc s porque no consegue ler a mente dela, deixe
que eu faa isso". Ele colocou-se na altura dela observando seu rosto
"Voc est bem?" ele grunhiu.  - Eu estou bem - ela respondeu
aparentemente entendendo o que ele havia dito. Pior, ela mesmo que no
tenha entendido, o assegurou que sim. Respondendo antes que eu pudesse
lhe dizer o que ele havia perguntado. Ser mesmo que ele estava certo?
Como ela poderia interpretar seus sinais mesmo que ele estivesse
transformado em um cachorro? Onde havia surgido essa sintonia?  - S
preocupada, sabe. - ele continuou encarando-a.  "V sugador de sangue?
No preciso estar em minha forma humana para nos entendermos. Bella 
transparente. Mas voc no entende porque no consegue ler os
pensamentos dela. Porque s pensa em voc, porque nunca esteve quando
ela realmente precisou." De alguma maneira ele estava certo, mas aceitar
o pedido de Bella para que ficasse com ela no foi exatamente uma
atitude egosta, foi algo que fiz para estar com ela quando ela mais
precisaria.
 Mas, permitir que minha famlia estivesse prestes a ir a uma guerra
foi, de longe, uma atitude individualista. Teria sido muito mais fcil
no ter sucumbido a esse amor que me consome e ter pedido que fossemos
embora. Mas agora era tarde, eu j havia feito isso e no deu certo e eu
a amava tanto ou mais que antes, se  que isso ainda era possvel...
Bella era minha vida.  "Porque se preocupa? No h necessidade alguma
para isso... Na realidade isso  muito estpido..." ele perguntava
enquanto ela o observava...  - Ele quer saber por qu? - transmiti seus
pensamentos.  "No se meta leitor de mentes, saia da minha cabea. Deixe
que ns nos entendamos". Ele esbravejou. Mordi o lbio inferior tentando
controlar minha vontade de quebrar sua mandbula por tamanha ousadia.  -
O qu? - ela quis saber.  "Se for traduzir faa ao p da letra" ele
ordenou.  - Ele acha que a minha traduo deixa algo a desejar. O que
ele pensou mesmo foi 'Isso  muito estpido. O que h pra se preocupar?'
Eu editei, porque eu achei que era rude. "lobo estpido" pensei.  "Rude?
Est mesmo querendo levar uma surra no  sanguessuga,  por isso que
ela vai preferir a mim no final. Porque no me aproveito de
oportunidades para abandonar minha famlia." Fechei os punhos. Bella deu
um meio sorriso para ele.  - Tm muitas coisas pra se preocupar - ela
disse. A cumplicidade deles era realmente muito grande, s vezes ele
conseguia me fazer acreditar que eu no cabia ali... Entre eles.  - Tipo
um monte de lobisomens idiotas se machucando. - era seu pensamento.
"Edward, precisamos de voc" Jasper me chamou. Enquanto Jacob sorria...
Suspirei sem pacincia, teria que deix-los a ss. Daquela idia eu
definitivamente no gostava.  - Jasper quer ajuda. Voc vai ficar bem
sem tradutor?  - Eu consigo. - perceber que, mesmo por alguns instantes,
ela ficaria bem sem mim me causou um pouco de medo, ou seria cime?
Olhei-a por alguns instantes, eu era completa e perdidamente apaixonado
por ela... Nem em um milho de anos ela saberia o quanto era importante
para mim. Direcionei-me para minha famlia, onde Jasper me esperava para
mostrar aos outros como agir no caso de dois ou mais recm nascidos
atacarem. Naquele momento, em especial, eu no estava conseguindo me
concentrar muito no que estava sendo passado.  - Relaxe Edward... -
Jasper murmurou.  - Bella ficar bem... - ele me assegurou.  Eu no
confiava cem por cento nas palavras dele, l no fundo eu sabia o que o
cachorro sarnento estava pensando. Eu sabia o quanto ele amava Bella,
seu sentimento era verdadeiro... Mas para ele a disputa era muito
melhor, me tirar do srio. Provocar como fazia a todo o momento...
Jasper me pediu para me posicionar de forma defensiva, no caso de um
ataque duplo deveramos estar atentos devido  fora que eles tinham,
ele pediu que Alice fizesse o papel do outro recm nascido... Para mim
no seria problema me defender, eu podia perceber o que eles iriam fazer
a qualquer momento. Para os outros, no entanto, seria um pouco mais
complicado... Eles no tinham a nossa percepo, meus irmos se
aproximaram rapidamente um por cada lado. Jasper saltou juntamente com
Alice chegando muito perto de mim. A inteno deles era alcanar meu
pescoo e minhas costas. Caso isso acontecesse, quem quer que casse
nessa armadilha, estaria perdido.  Sa rapidamente da posio em que
estava, minha velocidade e a capacidade de ler mentes facilitava a forma
como me movia, eu sabia exatamente a hora em que eles iam atacar.  Todos
sabamos que aquela luta poderia durar horas, afinal Alice podia prever
onde eu me colocaria e antes que ela pudesse agir, eu j sabia o que ela
havia visto fazendo com que suas vises mudassem a cada segundo. Olhos
humanos no entenderiam o que estava acontecendo entre ns. Eu realmente
iria sentir falta de estar no campo de batalha.  Contudo, naquele
momento Bella precisava de mim... Eu precisava dela... Estava quase
chegando a hora em que eu estaria sozinho com ela, mesmo que no fosse a
hora propcia, eu sabia o que fazer... Sabia como iria convenc-la a
finalmente aceitar o que no fazia muito eu havia lhe proposto. Estava
tudo claro na minha mente, eu iria colocar meu plano em prtica
retirando de vez Jacob Black do meu caminho...  - Peguei... - Alice
parou seus dentes a poucos centmetros do meu pescoo.  - onde est sua
cabea Edward? Pensei que seria mais emocionante para voc?- ela
perguntou.  - Provavelmente est ali na humana e seu cachorrinho
adestrado. - Roslie apontou.  - S assim para que tenhamos uma chance
de derrot-lo numa batalha... - Emmett sorriu.  - Talvez seja melhor
ficar com ela realmente, se j que ela te distrai tanto... Voc se
colocaria em risco e a ns tambm... - Jasper afirmou.  - Desculpem... -
pedi.  - No se preocupe filho, ns entendemos o que voc est sentindo.
- meu pai me consolou.  - Bella te ama Edward... Acredite nisso. - Alice
tambm estava ao meu lado. De longe os lobos no pareciam entender o que
dizamos. Falvamos muito rpido e muito baixo tambm...  - eu sei o que
vai fazer, acredite... Entre todos eu sou a mais feliz. - ela j havia
previsto a deciso que eu havia tomado, mas no contou a ningum, nem
mesmo a Jasper, pude ver em seus pensamentos.  - Do que ela est
falando? - Emmett questionou.  - Na hora certa voc vai saber... Na hora
certa. - ela despistou.  - Droga, eu sou sempre o ltimo a saber. - ele
resmungou.  - Vamos agora, o dia est quase clareando e Charlie no vai
gostar de saber que Bella no esteve em casa por mais uma noite. -
chamei.  O que estava por vir ainda era um mistrio, enquanto Alice
previa que os recm nascidos chegariam no sbado, at l ainda poderia
acontecer muitas coisas... Eu estava certo do que iria fazer, de qual
seria meu prximo passo... Qual a direo que eu deveria tomar. E
finalmente estava chegando a hora do confronto final, o momento onde
seria decidido o nosso futuro, o futuro de Forks, querendo ou no, cada
pessoa que estava ali estaria correndo risco, caso no consegussemos,
todos poderiam ser mortos.  O futuro no estava definido, ns sabamos
dos riscos... O primeiro passo foi dado no instante em que nos unimos
aos lobos. Agora s nos restava esperar, s nos restava lutar.  21.0 -
COMPROMISSO  Diante de tantos acontecimentos recentes, eu estava me
preparando para aquela noite. Tudo seria diferente, seria especial.
Bella estaria comigo e Charlie nem ao menos desconfiava. Ficar longe da
hostilidade mental dele e de Jacob me faria pensar melhor, bem como sem
a minha famlia, cheia de super audies intromissivas. Tudo poderia
fluir de uma maneira mais natural, e de certa forma, eu poderia me
experimentar humano, vivo, quente... ao menos dessa vez.  No me sentia
mais culpado por no ir  batalha, Jasper j havia me assegurado que
estaria tudo bem. Meus irmos j compreendiam que eu seria mais
necessrio protegendo Bella, no por uma imposio e sim por uma
necessidade... Provavelmente essa necessidade agora certamente era mais
minha do que dela.  Com Charlie fora de perigo eu sabia que sua cabea
ficaria mais tranquila, ela conseguiria enfim relaxar. Estando relaxada,
eu poderia enfim concretizar meus planos... Podia parecer que eu estava
sendo egosta ou manipulador. Eu conhecia a sua opinio no que dizia
respeito a casamento na adolescncia. Bella tinha sua opinio bem
formada em relao a isso. Seria complicado tentar convenc-la, porm
no impossvel... Mas, com sua sede de se transformar em uma de ns
seria bem provvel que ela acabasse aceitando... Talvez assim ela
mudasse de idia, ao se ver pressionada a atender um pedido meu... Um
pedido que ia alm daquilo que ela realmente queria, talvez enfim ela
mudasse de idia.  Bella era tentadora para mim, no s o seu sangue...
Eu tentava manter aquelas sensaes longe da minha cabea, sabia que no
poderia fazer nada enquanto ela fosse to vulnervel, to "quebrvel".
Mesmo sabendo disso, s vezes imaginava como seria se enfim pudssemos
saciar essa vontade do conhecer, descobrir... Nosso amor era grande o
suficiente para que pudssemos consum-lo juntos, porm, no podamos...
Com minha fora, certamente eu a mataria.  Ela deu os ingressos do show
para ngela e Ben, Mike e Jessica tambm iriam juntos... Mesmo estando
claro que ela queria ficar comigo, quando estvamos ao lado da mente
mais irritante de Forks, Newton, percebia que ele ainda sonhava um dia
conquistar Bella, o que me dava uma vontade intensa de dar-lhe um bom
susto.  Minha cabea vagava entre o momento em que ela chegaria a minha
casa, no instante em que os outros sairiam para caar. Eu esperaria na
sua velha pick up, aquele velho e cansado carro, que j deveria estar
num museu, se  que podia chamar aquela antiguidade de carro.  Antes de
deix-la a ss para que se despedisse de Charlie, que ainda tinha a
iluso de que ela estaria em casa sozinha com Alice, pedi-lhe que
ficasse relaxada. No seria uma coisa muito fcil de se fazer, visto que
desde que James e Victria apareceram no nosso caminho no pudemos ter
um momento de paz. Sempre nos vamos aterrorizados por algo que se
aproximava. No que isso me deixasse amedrontado, alis, quem se
aproximasse dela  que deveria sentir-se amedrontado. Quem quer que
fosse que tentasse lhe causar algum mal, certamente estaria morto no
segundo seguinte. Olhei para ela da forma mais suave que pude e pedi:  -
S por essa noite, ser que podemos tentar esquecer tudo alm de
simplesmente voc e eu? - eu praticamente supliquei.  L fora, aquele
lobo cretino no nos deixava sozinho nem um segundo, sempre rondando
como se estivesse pronto para dar o bote. E de fato estava. A qualquer
brecha que eu desse, certamente ele se aproximaria. Aquelas lembranas
me deixavam desequilibrado, se meu corao ainda batesse, ele estaria
batendo fraco naquela hora, talvez estivesse querendo parar. Entretanto,
meu nico medo, embora eu soubesse que ela tinha opes, era que no
final Bella preferisse ficar com Jacob. Meio humano, meio lobo... Porm
capaz de dar o que ela queria. Calor e amor... Enquanto eu mal podia
toc-la sem mat-la.  Um frio percorreu minha espinha, visualizei o
momento em que poderamos nos tocar, aquilo era tentador. Os pensamentos
me traiam de tal forma que no sabia se conseguiria me conter. Eu podia
ser um vampiro, mas ainda restava muito em mim de um humano e como tal
tambm tinha desejos. As sensaes que ela me despertava eram como se
houvesse sangue correndo nas minhas veias. Eu tinha aquela estranha
impresso de prazer e desejo... Ningum nunca, jamais deveria desconfiar
disso. Principalmente Emmett, obviamente ele faria alguma piada...  -
Parece que eu nunca tenho tempo assim suficiente. Eu preciso estar com
voc. S voc. - lembrei-me ainda do que havia pedido. E agora, o desejo
de t-la se tornava latente em meu corpo. Era melhor que sassemos logo
dali, eu no alcanava os apelos do meu corpo por ela. Jasper teria que
me dar mais direes.  Ela acreditava piamente que estava pronta para
ser uma de ns, sem perceber que na verdade ela j era mesmo sem ser uma
vampira, minha me a amava tanto quanto meu pai.
 Alice e Jasper eram impossveis de conter, bem como as piadas de Emmett
sobre a nossa sexualidade. O nico problema entre ns se resumia a
Roslie... Minha irm loira e egosta no admitia nem em pensamentos que
Bella pudesse ser mais desejvel do que ela. Ela tentava no parecer
nervosa enquanto nos dirigamos a minha casa, e eu sabia que precisava
convenc-la de alguma forma a aceitar o que eu estava prestes a propor.
Imaginei diversas maneiras de dissuadi-la da idia de ser como eu,
tornar-se uma vampira teria que ser para ela to assustadoramente ruim a
ponto de faz-la mudar de idia, embora eu realmente desejasse pedi-la
em casamento...
 Aquilo tambm seria uma maneira de faz-la recuar no seu desejo. Mas
ser que eu queria que ela recuasse? Ser que eu j no admitia que a
quisesse ao meu lado eternamente?  A falta de pensamentos ao meu lado me
deixava frustrado e ao mesmo tempo confuso, as expresses dela
demonstravam a sua insegurana embora sua postura quisesse me passar
outra informao... Ela era uma pssima mentirosa. Tentei no sorrir com
o seu nervosismo... O corao acelerado fazia com que seu sangue
bombeasse mais rpido. Em outros tempos aquilo seria tentador... Porm,
no instante em que acreditei t-la perdido, seu sangue deixou de ser to
tentador. A idia de que ela no existisse mais colocou todos os meus
desejos em segundo plano. O monstro havia perdido a batalha em
definitivo. Ele no retornaria, nunca mais.  Quando chegamos a minha
casa, todos j havia sado, nenhum pensamento nos cercava. Os animais
sempre mantinham certa distancia de ns, com isso nem ao menos ouvamos
o som deles, aquilo era muito bom... Olhei para Bella sentada ao meu
lado, completamente nervosa, extremamente agitada, todas as luzes da
casa estavam acesas... Lembrei-me do que Emmett havia dito quando fui ao
encontro de Bella.  - Hum,  bem provvel que no estejamos aqui quando
vocs chegarem, j ser noite ento...  melhor que deixemos todas as
luzes acesas, afinal Bella ainda no  uma vampira, no enxerga bem no
escuro. - tentei ver sua preocupao com bons olhos, no entanto, em seu
pensamento era muito obvia a prxima frase, no o impedi de falar,
embora suas piadas me irritassem s vezes. Minha famlia estava tensa,
precisava de uma distrao, as piadas do Emmett sempre caiam bem, mesmo
que fossem indevidas.  - Bella  muito desastrada,  bem capaz de
tropear no prprio cadaro e causar algum acidente. Nada que se compare
ao estrago que o Edward est prestes a fazer... Sozinhos por uma noite
inteira... Heim maninho? Finalmente iremos ver do que Edward  capaz...
Eu e Rosie derrubamos algumas casas... - em pensamentos pude ver que at
Roslie estava se divertindo.  Era obvio que eu s iria conseguir algo
de Bella se eu desse o que ela queria, era evidente que eu queria a
mesma coisa. Aquela noite seria difcil de me controlar... Mas, ela e
seus adorveis hormnios adolescentes estavam me cercando por todos os
lados. Cada vez que o clima esquentava entre ns, era algo muito
enigmtico, seu cheiro mudava, ficava mais quente. Era como se seu corpo
falasse que me queria, a qualquer hora, de qualquer jeito. E a, ficava
mais difcil de conter o desejo de am-la.  Mas tudo o que eu pudesse
fazer para tentar seguir meu plano sem quebrar a virtude dela, eu
faria... O que no queria dizer que eu no pudesse usar as minhas armas
para conquistar meus objetivos...  Ela parou o carro bem na frente da
casa, rapidamente sa e dei a volta pela frente para abrir a porta dela.
Ali naquela sombra,  meia luz, pude ver que o rosto dela estava corado,
no sabia por que, talvez nem ela mesma tivesse noo de como estava
tentadora... Segurei-a pelo brao puxando-a para perto de mim com uma
mo, segurei a sua mala com a outra. Olhei rapidamente para seus lbios
to prximos aos meus, mesmo que eu tivesse que usar minhas armas sendo
to calculista quanto eu pudesse ser, nada daquilo seria um sacrifcio.
Sem as audies aguadas eu poderia jogar com as minhas armas...
Beijei-a com vontade e fechei a porta da velha caminhonete com o p num
nico chute, claro, moderado para que a velha porta no casse no cho.
Sem solt-la, continuei preso aos seus lbios como se precisasse daquele
momento para sobreviver, seu beijo era doce... Urgente. Como o meu.  Ali
eu no precisava fingir ser quem eu no era, tirei-a do cho
levantando-a, segurando-a com fora.  Eu sabia que ela estava alheia a
tudo que nos cercava. Abri a porta o mais rpido que pude, mesmo ali
tendo o controle sobre os meus impulsos humanos, eu precisava ser
cuidadoso. Ser cauteloso. Nada do que eu fizesse a partir daquele
momento teria volta, estaria ao mesmo tempo forando-a a me aceitar como
marido e ao mesmo tempo afastando definitivamente aquele lobo pulguento.
Minha mente vagava entre todas as coisas boas que poderamos dividir...
Exceto pelo fato de que eu no poderia jamais toc-la enquanto ela fosse
humana. Seu corpo frgil seria facilmente quebrado... No me perdoaria
se algo acontecesse com ela. Embora toc-la fosse uma vontade muito
intensa. Quando estvamos juntos, havia ondas de eletricidade por meu
corpo at ento desconhecidas, me deixavam quente, com um desejo de
devor-la que nada tinha a ver com a minha escolha alimentar.  Sempre vi
pelos pensamentos do Emmett como era prazeroso poder ter, ou melhor, ter
de uma maneira mais intensa a pessoa a quem se ama...
 Cheguei a sentir inveja das noites e noites que eles podiam ter. Isso,
de certa forma, me convencia mais e mais de que eu poderia conviver com
as escolhas de Bella. Seria mais fcil.  Normalmente, no era o tipo de
coisa que eu gostava de comentar embora soubesse que eles tinham plena
conscincia e sabiam que eu podia ver cada pensamento indevido, por isso
sempre tentava dar-lhes o mximo de privacidade que podia. Eu nunca
havia tido experincias como aquelas, e estar com Bella a ss,
despertava desejos adormecidos em mim.  Aos poucos senti que meu desejo
aumentava, percebi que eu tambm tinha aqueles instintos humanos
latentes em mim, sentimentos adormecidos e vontades que eu no poderia
imaginar que existisse.
 Era isso, agora eu podia reconhecer o desejo que ardia dentro de mim.
Beijei-a urgentemente, tanto ou mais que ela. Tentei tomar cuidado com o
que meus dentes poderiam fazer, todo cuidado era pouco, eu estava feliz
por poder compartilhar com ela um momento nico para mim. Longe de
todos, longe das audies aguadas da minha famlia, sem nenhum
pensamento intrometido na minha mente. E principalmente sem nenhum lobo
por perto. Nada que pudesse afast-la de mim.   medida que eu a
beijava, meu desejo crescia. O corao dela acelerou, seu sangue comeou
a correr intensamente por suas veias.  Parei de beij-la por um
instante, percebi que seu rosto estava completamente rubro, sua
expresso era incrivelmente sedutora. Segurei seus braos com um leve
sorriso, eu tinha de nos refrear.  - Bem vinda ao lar - consegui dizer.
- Isso parece legal - ela disse num flego.  Coloquei-a finalmente no
cho, ainda que por mim no houvesse necessidade alguma de fazer aquilo.
Ela nem ao menos era pesada, ela passou os braos ao redor do meu
pescoo me abraando com aquilo que ela chamava de fora. Seus olhos me
lembravam os olhos de atrizes nos filmes quando queriam seduzir seus
parceiros. Ela podia no saber, mas estava sendo terrivelmente
ameaadora e atraente. Eu tinha que parar.  - Eu tenho uma coisa pra
voc - eu disse.  - Oh? - foi tudo que ela respondeu.  - O seu presente
passado, lembra? Voc disse que isso era permitido. - questionei.  - Oh,
 mesmo. Eu acho que disse isso. - ela estava relutante. Sorri alto, com
Bella nada nunca era igual, para mim, no poder ler seus pensamentos
tornava tudo espontneo... Embora s vezes eu preferisse morrer pelas
edies nos seus pensamentos.  - Est l no meu quarto. Vamos peg-lo? -
pela expresso que ela fez, j podia imaginar o que havia passado pela
sua mente. No que aqueles pensamentos no estivessem me atormentando
nos ltimos meses, na verdade, eu estava lutando contra todas as minhas
vontades ultimamente. Perceber que ela queria o mesmo que eu estava me
deixando sem alternativas. Eu no sabia o que poderia acontecer, embora
eu agora ponderasse fazer dela minha mulher esta noite.  - Claro, vamos
l. - ela concordou automaticamente colocando sua mo na minha
entrelaando nossos dedos.  Carreguei-a e rapidamente subi as escadas,
colocando-a no cho quando chegamos a porta do meu quarto e segui at o
closet. Eu estava to ansioso como jamais pensei que poderia ficar, se
eu tivesse sangue correndo em minhas veias certamente ele estaria
correndo to rpido quanto o de Bella.  To rpido quanto a deixei
voltei para entregar-lhe o meu presente. Ela passou por mim seguindo at
a minha cama onde se sentou colocando os braos ao redor dos joelhos.
Mudar o foco da situao apaziguou temporariamente o desejo latente em
meu corpo.  - Ok - ela disse baixinho.  - Pode me dar. - sorri pela sua
to evidente insegurana, embora ela quisesse me transmitir o oposto.
Sentei-me ao seu lado, o corao dela acelerou novamente, se continuasse
daquele jeito certamente ela teria um infarto a qualquer momento.  - Um
presente passado - eu disse.  Segurei seu pulso observando a pulseira de
prata onde estava o pingente em formato de lobo feito pelo cachorro
sarnento, ento, to rpido quanto seus olhos no pudessem alcanar,
coloquei o diamante em formato de corao, que minha me havia usado por
tantos anos, meu presente passado, e devolvi seu brao ao local de onde
eu havia tirado. Ela olhou atentamente para o pingente de cristal
brilhante. Ela respirou fundo, admirando a pea que agora estava em seu
brao.  - Era da minha me - eu disse antes que ela pudesse rejeitar meu
presente.  - Eu herdei muitas coisinhas como essa. Eu dei algumas para
Esme e Alice. Ento, claramente, essa no  uma grande coisa de qualquer
maneira. - ela sorriu ainda olhando para a pea que reluzia em seu
pulso.  - Mas eu achei que essa era uma boa representao.  duro e frio
- sorri.  - E faz arco-ris na luz do sol.  - Voc esqueceu-se da
similaridade mais importante.  lindo. - ela murmurou.  - O meu corao
 igualmente silencioso - suspirei  - E ele tambm, agora  seu.  -
Obrigada. Pelos dois. - ela agradeceu. Embora no houvesse necessidade,
eu havia dado meu corao sem que ela pedisse, sem que nem ao menos
desejasse, embora soubesse que era correspondido.  - No, obrigado voc.
 um alvio que voc aceite um presente to facilmente.  bom pra voc
praticar tambm - sorri. Ela se aproximou aninhando-se em meu peito, o
cheiro doce do seu xampu de morango penetrando pelo meu nariz, mesmo que
quisesse, ela jamais poderia esconder seu cheiro to delicioso, to
hipnotizante. E por falar em penetrar... Lembrei do meu objetivo...  -
Podemos discutir uma coisa? Eu apreciaria se voc comeasse com a mente
aberta. - ela disse sem mais delongas. Minha mente comeou a trabalhar
sobre qual seria o intuito daquela conversa. 
 - Eu vou me esforar o quanto puder - demorei um pouco para responder,
seu rosto no me dizia nada.  - Eu no estou quebrando regra nenhuma -
ela se defendeu. O que ser que ela estava planejando?  - Isso 
estritamente sobre eu e voc. Ento... Eu fiquei impressionada de ver o
quanto ns fomos capazes de nos comprometer na outra noite. Eu estava
pensando que eu gostaria de aplicar o mesmo princpio para uma situao
diferente. - ento ela estava lentamente chegando aonde queria.  - O que
voc gostaria de negociar? - tentei conter um sorriso. Sua expresso
envergonhada era ainda mais encantadora. Embora seu corao
aparentemente quisesse alar vo, estava me deixando frustrado por no
saber qual era a sua real inteno. Eu tinha de falar isso, estava
complicado me conter.  - Oua o seu corao voar. Ele est tremulando
como as asas de um bando de pssaros. Voc est bem?  - Eu estou tima.
- Por favor, v em frente ento - encorajei.  - Bem, eu acho primeiro,
eu queria falar sobre aquela coisa ridcula da condio do casamento.  -
S  ridcula pra voc. O que tem ela?  - Eu estava me perguntando...
Essa  uma negociao aberta? - eu fiz uma careta... No estava gostando
muito do rumo que aquela conversa estava tomando.  - Eu j fiz a maior
concesso por agora e por depois, eu concordei em tomar sua vida mesmo
contra o meu melhor julgamento. E isso devia me garantir alguns
compromissos da sua parte. - justifiquei sem humor.  - No - ela relutou
um pouco nervosa.  - Essa parte j  um negcio fechado. Ns no estamos
negociando as minhas... Renovaes agora. Eu quero martelar em alguns
outros detalhes.  - De que detalhes voc fala exatamente? - questionei
confuso. Seu cheiro quente estava me enlouquecendo.  - Primeiro vamos
esclarecer os seus pr-requisitos. - ela disse finalmente.  - Voc sabe
o que eu quero. - afirmei.  - Matrimnio - ela disse num tom de
desprezo.  - Sim! Pra comear. - sorri pelo modo como ela se referia a
casamento.  - Tem mais? - ela inquiriu.  - Bem... Se voc  minha
esposa, ento o que  meu  seu... Como o dinheiro para a faculdade.
Ento no haveria problema com Dartmouth. - complementei.  - Mais alguma
coisa? J que voc j est sendo absurdo?  - Eu no me importaria com um
pouco mais de tempo. - pedi.  - No. Tempo no. S isso j quebraria o
trato. - ela disse segura, dessa vez.  - S um ano ou dois? - supliquei.
- Passe para a prxima. - ela balanou a cabea negativamente.  - Isso 
tudo. A no ser que voc queira falar sobre carros... - gargalhei
enquanto ela fez uma careta, peguei sua mo devagar e comecei a brincar
com seus dedos.  - Eu no tinha me dado conta de que havia mais alguma
coisa que voc queria alm de ser transformada em um monstro tambm. Eu
estou extremamente curioso - eu estava quase implorando para que ela me
contasse. Aquilo para mim era pior do que a morte, ou melhor, a vida
eterna. Aquela demora estava me deixando ansioso... Por que ela estava
fazendo aquilo comigo? Ela olhava para baixo como se mais uma vez
estivesse editando suas palavras.  - Voc est corando? - afirmei. O que
ser que ela queria?  - Por favor, Bella, esse suspense  to doloroso.
- supliquei enquanto ela mordeu o lbio inferior.  - Bella. - eu estava
praticamente implorando...  - Bem, eu estou um pouco preocupada... Sobre
depois - depois? Me perguntei.  - O que te deixa preocupada? - meu corpo
ficou retesado, tentei parecer tranquilo, o que de fato, no estava.  -
Todos vocs parecem estar to convencidos de que a nica coisa na qual
eu vou estar interessada, depois,  em matar todos na cidade  - E eu
estou com medo de estar to preocupada com o caos que eu no sei se
serei mais eu mesma... E que eu no... Eu no vou te querer da mesma
forma que eu quero agora. - Hormnios... Era tudo que eu no precisava
agora, justo quando eu tentava controlar os remanescentes da minha
humanidade, o que j no estava fcil.  - Bella, essa parte no dura pra
sempre - afirmei mais uma vez.  - Edward! Tem uma coisa que eu quero
fazer antes que eu no seja mais humana. - o sangue voltou a bombear
para sua cabea deixando-a corada mais uma vez... Que ponto eu no
estava entendendo?  - Qualquer coisa que voc quiser - assegurei.  -
Voc promete? - onde ela estava querendo chegar?  - Sim - asseverei,
porm, com cautela.  - Me diga o que voc quer, e voc ter. - Ela
pausou por um instante, me olhando como se quisesse me dizer algo muito
serio, ou muito grave... Por um instante senti medo do que ela iria me
pedir... Ser que quando estivesse tudo terminado ela ainda quereria
ficar comigo? O lobo havia me lembrado de que ela ainda tinha opes.  -
Voc - ela murmurou ficando completamente vermelha, sua pele alva era
agora carmim. Ela havia ficado bem resolvida do que estava querendo, e
eu, confuso pela cobia, ainda no havia chegado ao ponto. Agora eu
podia entender as reaes adolescentes quando viam uma garota que lhes
despertavam bel-prazeres.  - E voc tem. - sorri ainda sem entender o
ponto onde ela queria chegar.  Ela ajoelhou-se na cama se aproximando
sorrateiramente de mim, ainda sem me dizer em o que ambicionava, ento
colocou seus braos ao redor do meu pescoo e me beijou freneticamente,
como uma ninfa sedutora... Em minha cabea as idias de como ficar com
ela sem machuc-la se confundiam com o que ela estava mostrando, me
deixando completamente aturdido...  Ao mesmo tempo achei que podia ser
um equvoco, embora ela j tivesse tentado me seduzir outras vezes,
daquela vez era diferente... Ela estava mais estonteante. O cheiro mais
quente do que das outras vezes, a pulsao mais frentica. Quanto mais
seu beijo tornava-se intenso, mais eu tentava entender o que ela estava
querendo dizer com aquela atitude. Meu corpo respondia de forma a querer
extravasar.  De repente ela se afastou, suas mos tremiam como se ela
estivesse prestes a desmaiar, ela as pousou sobre o colarinho da minha
camisa tentando, sem sucesso, abrir os botes e, num estalo de lucidez
todas as atitudes dela me fizeram acordar para a realidade... Ah! No
ela queria se entregar a mim? Justo a mim? Um vampiro criado para matar?
Mas e da, eu tambm a queria... Eu estava perdendo as estribeiras com
aquela adorvel criatura me tentando a matar minha fome dela. Estava
quase impossvel conter os espasmos internos que emanavam de meu corpo.
Definitivamente meus hormnios estavam aflorando, agora com uma pressa
indescritvel.  Parei por alguns segundos, o controle me retornando.
Instantaneamente as respostas foram chegando, me afastei rapidamente
dela reprovando as suas atitudes, no que aquilo fosse errado ou sujo.
Definitivamente no era aquilo que se passava pela minha cabea.  Por
diversas vezes eu a imaginei completa e plenamente minha, mas no assim,
no agora enquanto ela ainda era humana.
 Era obvio que ela no tinha noo do perigo que estava correndo, se num
simples abrao eu podia quebr-la, imagine consumando um ato to
intenso, onde provavelmente o xtase me faria perder completamente o
domnio da minha fora.  - Seja razovel, Bella. - supliquei. 
 - Voc me prometeu, tudo o que eu quisesse - ela me lembrou.  - Ns no
vamos ter essa discusso. - eu esbravejei, voltando a fechar os botes
que ela havia aberto enquanto eu ainda tentava descobrir qual era o seu
plano.  - Eu digo que vamos - ela bradou. Tocando novamente minha blusa
e abrindo o primeiro boto.  - Eu digo que no vamos - segurei seus
pulsos colocando suas mos ao lado do seu corpo. Ficamos parados nos
olhando por um tempo.  - Voc queria saber - ela reclamou.  - Eu pensei
que fosse uma coisa minimamente realista.  - Ento, voc pode pedir por
qualquer coisa estpida, ridcula que voc queira tipo casar, mas eu nem
sequer tenho permisso pra discutir o que eu... - antes que ela pudesse
terminar selei seus lbios com a minha mo calando-a.  - No - respondi
srio antes que terminasse.  Ela respirou fundo... Suspirou obviamente
tentando se acalmar, abaixou os olhos corando violentamente, foi quando
percebi que a havia machucado mais uma vez e me amaldioei por ter feito
aquilo, no entanto o que eu estava fazendo era pura e unicamente para
que ela pudesse estar segura... Senti-me culpado por faz-la sofrer.
Suspirei tentando colocar as idias no lugar, aquele pedido, eu no
poderia atender... Eu queria muito, isso era bem verdade, mas no podia.
Ela precisava entender as coisas pelo meu ponto de vista. Por mais
egosta que parecesse, eu s fazia aquilo para o seu prprio bem...  - O
que foi agora? - perguntei segurando seu queixo e forando-a a olhar
para mim.  - Nada - ela sussurrou. Olhei atentamente para seu rosto
envergonhado, por mais que tentasse, ela no conseguiria esconder que eu
a havia magoado.  - Eu magoei os seus sentimentos? - indaguei certo de
que havia feito e aborrecido comigo mesmo por no poder atender o seu
pedido. Sabia que devia ter sido difcil para ela se expressar daquela
maneira.  - No - ela era uma pssima mentirosa, puxei-a rapidamente
para perto de mim acariciando seu rosto tentando manter o meu
autocontrole.  - Voc sabe porqu eu tenho que dizer no. Voc sabe que
eu te quero tambm. - afirmei. Aquilo era a maior verdade que eu poderia
ter dito em toda minha longa vida, ningum nunca havia despertado tantos
instintos em mim.  - Quer? - ela murmurou duvidosa.  -  claro que eu
quero sua garota boba, linda, super sensvel. - sorri  - Todo mundo no
quer? Eu sinto como se houvesse uma linha atrs de mim, correndo pra
chegar  frente, esperando que eu cometa um erro grande o suficiente...
Voc  desejvel demais pro seu prprio bem.  - Quem est sendo bobo
agora? - ela perguntou em duvida.  - Voc quer que eu faa uma petio
pra te fazer acreditar? Ser que eu devo te dizer quais os nomes que
estariam no topo da lista? Voc sabe de alguns deles, alguns iam te
surpreender. - e quantas vezes eu pensei em mat-los durante a noite,
para que no outro dia no houvesse mais rapazes que pudessem cobi-la,
pensei.  - Voc s est tentando me distrair. Vamos voltar ao assunto. -
ela insistiu. Suspirei ainda tentando manter meu controle j to abalado
pela presena dela ali naquela cama.  - Me diga se h algo errado
comigo. A sua demanda  o casamento? - ela fez uma careta.  - pagar a
minha faculdade, mais tempo, e voc no se incomodaria se o meu veculo
fosse um pouco mais rpido. Eu disse tudo? Essa  uma lista comprida. -
ela disse juntando as sobrancelhas tentando parecer casual.  - S a
primeira  uma demanda. Os outros so meros pedidos. - seguirei o
sorriso novamente.  - E a minha nica demanda solitria, ...  -
Demanda? - perguntei novamente sem humor.  - Sim. Demanda. - ela
respondeu tambm seria dessa vez.  - Casamento  uma extenso pra mim.
Eu no vou dizer sim a no ser que eu ganhe alguma coisa em troca.  -
No - me inclinei para sussurrar em seu ouvido  - Agora no  possvel.
Depois, quando voc for menos quebrvel... Seja paciente, Bella.  - Mas
esse  o problema. No ser a mesma coisa quando eu for menos quebrvel.
No ser o mesmo! Eu no sei quem eu serei at l. - ela se manteve
firme.  - Voc ainda ser Bella - prometi.  - Eu serei to diferente que
eu iria querer matar Charlie, eu iria querer beber o sangue de Jacob ou
de ngela se eu tivesse a chance, como  que isso pode ser verdade?  -
Isso vai passar. E eu duvido que voc v querer beber o sangue do
cachorro. - me arrepiei com a lembrana do odor que eles tinham.  -
Mesmo sendo uma recm-nascida voc vai ter um gosto melhor que isso. -
afirmei.  - Mais isso sempre ser o que eu vou querer mais, no ?
Sangue, sangue e mais sangue!  - O fato de que voc ainda est viva
prova que isso no  verdade - argi.  - Mais de oitenta anos depois -
ela tambm argumentou.  - De qualquer forma, eu quis dizer fisicamente.
Intelectualmente, eu sei que serei capaz de ser eu mesma... Depois de
algum tempo. Mas puramente fisicamente, eu sempre sentirei mais sede do
que qualquer outra coisa. - Ela tinha argumentos fortes, eu no podia
rebat-los, diante do meu silncio ela continuou.  - Ento eu serei
diferente. Porque agora mesmo, fisicamente, no h nada que eu queira
mais do que voc. Mais do que comida ou gua ou oxignio.
Intelectualmente, eu tenho as minhas prioridades em uma ordem um pouco
mais sensvel. Mas fisicamente... - ela beijou a palma da minha mo...
Emmett tinha razo... Ela era deliciosamente diablica... Claro que
deliciosamente foi uma palavra que eu inclu. Respirei fundo e soltei o
ar devagar como se precisasse daquilo para sobreviver  - Bella, eu podia
te matar - sussurrei.  - Eu no acho que voc poderia. - levei minha mo
at um pequeno poste de metal, localizado na cabeceira da cama. Num
instante arranquei a flor de metal e mostrei para ela, apertando e
mostrando como aquele objeto to duro poderia facilmente ser destrudo,
espremi um pouco mais o transformando em p... Se eu poderia fazer
aquilo com o ao, quem dir com ossos to finos e to frgeis. Ela olhou
para mim sem surpresa.  - No foi isso que eu quis dizer. Eu j sei o
quanto voc  forte. Voc no precisava quebrar o mvel. - ela realmente
no tinha jeito, por mais que eu tentasse lhe mostrar o quanto era
perigoso brincar com fogo, ela ainda queria se queimar.  - O que voc
quis dizer, ento? - perguntei enquanto jogava os retos do ao triturado
para fora da cama, observei-a atentamente.  - Obviamente no era que
voc no  capaz de me machucar fisicamente, se voc quisesse... Mais
isso, voc no quer me machucar...  tanto que eu no acho voc um dia
pudesse. - fiz um sinal negativo com a cabea... Ela nunca entenderia.
- Isso pode no funcionar assim, Bella.  - Pode - ela afirmou.  - Voc
no faz mais idia do que est falando do que eu.  - Exatamente. Voc
acha que eu ia expor voc a esse tipo de risco? - ela olhou nos meus
olhos por alguns segundos, como se me estudasse.  - Por favor - ela
pediu.  - Isso  tudo o que eu quero. Por favor. - ela finalmente havia
conseguido plantar a duvida na minha mente, ser que eu seria realmente
capaz de possu-la sem colocar sua vida em risco? Ser que eu poderia
enfim sucumbir ao desejo que se fazia presente cada vez que estava ao
seu lado? Minha respirao ficou instvel... Minha cabea comeou a
trabalhar tentando me devolver o resto de razo que eu ainda tinha.
Aquela situao era dolorosa, mais que dolorosa era insuportavelmente
excitante...  - Por favor? - ela continuou suplicando com a voz suave,
hipnotizante... Naquele quarto ela era a predadora e eu a caa... Ela
continuou sussurrando, se aproximando, sibilando como uma cobra pronta
para me devorar, seu corao estava novamente acelerado.  - Voc no tem
que me dar nenhuma garantia. Se isso no der certo, bem, ento  isso.
Vamos s tentar... S tentar. E eu vou te dar o que voc quer. Eu caso
com voc. - ela prometeu. Eu havia conseguido sem gastar nenhuma das
minhas armas, sem sequer tentar ser persuasivo. Do contrrio, ela  quem
tinha sido altamente convincente. Ela havia aceitado casar-se comigo.  -
Eu deixo voc pagar por Dartmouth, e eu no vou reclamar dos subornos
que voc me der. Voc pode me comprar um carro veloz se isso te deixa
feliz! S... Por favor.  - Abracei-a com um pouco mais de fora
colocando meus braos ao redor do seu corpo to fino. Coloquei meus
lbios prximos a sua orelha fazendo-a estremecer.  - Isso 
insuportvel. Tantas coisas que eu queria dar pra voc, e isso  o que
voc decide pedir. Voc tem idia do quanto  doloroso, tentar te
recusar quando voc me implora desse jeito? - Eu estava quase explodindo
de felicidade em saber que ela seria minha, e que ela desejava isso, de
todas as formas.  - Ento no recuse - ela disse murmurando.  Nesse
momento as palavras fugiram dando lugar ao desejo que me consumia. Minha
razo gritava pedindo que eu no casse naquela armadilha criada para
que eu cedesse... Eu no podia... Mas eu queria... E num momento de
indeciso havia nada para ser dito. O desejo agora estava emanado de
cada clula de meu corpo. Era como se agora eu estivesse vivo e meu
corao bombeasse sangue para partes que eu nem sequer me deixaria
pensar o nome. A sede me arrebatava outra vez, mas de uma forma em que o
apelo era outro. O corpo de Bella.  Continua... 21.1 - Compromisso. -
Por favor - ela tentou outra vez. Estava mais complicado escapar de suas
investidas. - Bella - balancei a cabea lentamente, com aparente
negativa, mas aquilo no era nenhuma negao, era apenas eu querendo
clarear meus pensamentos, buscando uma forma de convenc-la do bvio,
enquanto o rosto dela era lvido, aguardando uma resposta. Meus lbios
se moviam pra frente e pra trs em sua garganta. Era como se l fosse
uma redeno. Um meio de eu conseguir escapar de dar-lhe vitria.
Enquanto isso o seu corao, batia freneticamente. De novo, ela tomou
toda a vantagem que podia. Quando virei o rosto em direo ao dela com o
leve movimento da minha indeciso, ela se virou rapidamente em meus
braos at que os seus lbios alcanaram os meus. Segurei o seu rosto,
ele tinha uma expresso de medo, pensando que eu fosse me afastar de
novo. Ela estava errada. Eu estava na verdade, sucumbindo ao desejo. O
Beijo no era nada gentil; Eu a queria tanto quanto ela me queria, havia
uma nova extremidade de conflito e desespero na forma como os meus
lbios de moviam. Ela ciente de minha indeciso, aproveitou-se do
momento e travou os braos no meu pescoo e sua pele emanava cada vez
mais calor e mais desejo, fazendo com que a minha pele parecesse mais
fria do que nunca. Ela estremeceu, mas claramente no era pelo frio. Ela
agora era pura luxria. A criatura mais tentadora da face da terra. Eu
no parei de beij-la. Foi ela quem parou, ofegando por ar. Mesmo assim
no desgrudei os lbios da sua pele, eles s se moveram para a sua
garganta. A sensao de vitria estava evidente em sua expresso; isso a
fez poderosa. Corajosa. E muito, muito Sexy. Aquele corpo primoroso,
lneo em suas formas. Ela no fazia idia do apelo que tinha pra mim,
como homem. Eu nunca havia conhecido o corpo de uma mulher, nunca havia
tocado numa como tinha a oportunidade de fazer naquele momento. Bela era
a minha tentao, era a luxria que tentava domar meus sentidos,
tentando me fazer cometer um desatino. Meu corpo todo tambm dizia que a
queria. Mas minha razo tomava o lugar me lembrando de que eu no
poderia. As mos dela agora estavam inquietas; passeando pelos botes da
minha camisa, com facilidade dessa vez, e os seus dedos traando as
linhas do meu dorso frontal, provocando sensaes incrveis por todo o
meu corpo. Suas mos em mim, traando um rastro de fogo por onde
deslizavam. Eu parecia liberar um calor que nada tinha a ver com
temperatura, quando ela me desbastava por meu peito gelado. Ela tinha
agora muito mais desejo em seus olhos. Insuportvel, isso  o que era. A
beleza dela, associada ao seu cheiro e seu calor, me extraa o ar, mesmo
que no me fosse necessrio respirar, era demais pra suportar... Levei
novamente meus lbios em direo aos dela, e ela como era de se esperar
estava mais ansiosa, mas tanto quanto eu estava. Uma das minhas mos
ainda segurava o seu rosto, enquanto meu outro brao estava apertado na
sua cintura, trazendo-a mais pra perto. Eu a queria, tanto quanto ela me
queria, isso era fato, mas eu no poderia mais me deixar levar. Eu
poderia machuc-la. Eu jamais me perdoaria se algo de ruim viesse a
acontecer. Se por acidente, no clmax, eu sem querer a esmagasse,
tamanho seria o prazer que estar com ela, como homem e mulher poderia
gerar. Isso tornou as coisas um pouco mais difceis, mas tive que
det-la. Segurei seus pulsos, com minhas mos, feito algemas se
fechando, e puxando-as para cima da sua cabea, que eu cuidadosamente
deitei em cima de um travesseiro. Ento para no mago-la novamente
sussurrei em seu ouvido de novo. - Bella - usei tambm minha voz mais
sedutora, quente e macia. - Voc pode, por favor, parar de tentar tirar
as suas roupas? - Voc quer fazer essa parte? - ela perguntou confusa.
Seu rosto era rubro. - Essa noite no - respondi suavemente, tentando
ser o mais sutil possvel. Ento encostei suavemente os lbios em sua
bochecha, escorregando por sua mandbula, transparecendo o fim de toda a
urgncia. - Edward, no... - ela comeou a rebater. - Eu no estou
dizendo no - eu a assegurei, e isso era bem verdade. - Eu estou dizendo
no essa noite - Ela pensou nisso por um momento, pela sua expresso
estava sendo difcil aceitar que precisvamos manter nosso controle.
Depois de algum tempo, a sua respirao se acalmou. Agora que eu sabia o
gosto que mel tinha, queria mesmo era me lambuzar todo. Isso seria uma
idia para o futuro, ao menos pra ela, enquanto humana. Depois de
transformada poderamos pensar em algo como sangue de leo da montanha.
Ah isso seria bem conveniente... Eu realmente estava escutando muito as
idias de Emmett, meu irmo pervertido. Ser mesmo que Rosalie permitiu
isso? - Me d uma razo pela qual essa noite no  to boa quanto
qualquer outra noite - ela ainda estava sem flego; A frustrao na sua
voz agora menos aparente. - Eu no nasci ontem - gargalhei no seu
ouvido. Talvez ainda me lembrando de Emmett. Mas a risada saiu mais
estridente por ver sua expresso curiosa.
 - Entre ns dois qual  aquele que est com mais vontade de dar ao
outro o que ele quer? Voc s prometeu se casar comigo antes de qualquer
mudana, mas se eu fizer isso essa noite, o que me garante que voc no
vai sair correndo pra Carlisle de manh? Eu sou, claramente, muito menos
relutante em te dar o que voc quer. Portanto... Voc primeiro - Ela
exalou num alto acesso de ira. - Voc vai me fazer casar com voc antes?
- ela perguntou, sem acreditar. - Esse  o acordo...  pegar ou largar.
Compromisso lembra? - Ela havia vencido, eu sabia que no aguentaria por
muito tempo suas investidas. Ela tinha razo quando pedia para ter essa
experincia como humana. Alm do que eu no conseguiria negar-lhe nada.
Eu a amava. Ento entrelacei meus braos ao seu redor, e comecei a
beij-la de uma forma doce, gostosa e porque no... Convincente. Aquilo
deveria funcionar como compulso, coao. Ela bem que tentou manter o
nexo, mas seus hormnios naquela noite estavam a meu favor, ento... Ela
falhou rpida e absolutamente. - Eu realmente acho que essa  uma m
idia - ela ofegou quando a deixei respirar. - Eu no estou surpreso que
voc se sinta assim - Dei-lhe um sorriso malicioso. Essa seria a hora
exata para fazer o pedido. As cartas estavam na mesa, bastava uma jogada
final e eu teria um Royal Straight Flush, como se diz nas mesas de
poker. - Voc tem uma cabea pouco aberta - Ela no teria como resistir,
eu faria a minha melhor cara de co abandonado. No, co no. Talvez
leo manso,  espera de um afago. - Como foi que isso aconteceu? - ela
murmurou. - Eu pensei que ia fazer as coisas do meu jeito essa noite,
pra variar, e agora, do nada... - Voc est noiva - eu terminei. Pronto!
Venci! As cinco cartas de "As" estavam na mesa. - Eca! Por favor, no
diga isso em voz alta - Bella era mesmo muito obtusa. - Voc vai voltar
com a palavra? - eu quis saber. Ento me afastei para ler o seu rosto. A
expresso dela estava divertida. Eu estava me divertindo. Ela me
encarou, tentando ignorar a forma como o meu divertimento a fazia se
aborrecer. - Voc vai? - eu insisti, pressionando-a. - Ugh! - ela gemeu.
- No. Eu no vou. Voc est feliz agora? - Humm, to ranzinza, to
linda, to... apetitosa... seria maravilhoso estar com ela, homem e
mulher, juntos em um s corpo. No pude conter um sorriso dominante.
"Excepcionalmente" - Perfeito. Ela no voltou atrs em sua promessa. Eu
tambm no voltaria na minha, mesmo porque agora eu tambm queria muito.
- Voc no est nem um pouco feliz? - Eu observei, mas a beijei de novo
antes que ela pudesse responder. Outro beijo persuasivo demais. - Um
pouco - ela admitiu quando conseguiu falar. - Mas no por estar me
casando - Eu a beijei outra vez deixando-a ainda mais estimulada. - Voc
est com a sensao de que tudo est ao contrrio? - eu ri no seu
ouvido. - Tradicionalmente, no era voc que devia estar discutindo no
meu lugar, e eu no seu? - No tem muita coisa tradicional entre voc e
eu. - Verdade - Eu a beijei outra vez e continuei at que o seu corao
estava a galopes acelerados e a sua pele corando. Um rubor lindo. Pena
que isso no iria mais durar por muito tempo. - Olha, Edward... - ela
murmurou, a voz lisonjeando, quando eu parei e me guiei pra beijar a
palma da sua mo. Aquele perfume de frsias... Um nctar dos Deuses... -
Eu disse que me casaria com voc, e eu vou. Eu prometo. Eu juro. Se voc
quiser, eu assino um contrato com o meu prprio sangue - Ela no sabia a
fora das suas palavras. Isso doa, porque era realmente como ela estava
assinando. - Isso no foi engraado - murmurei srio, ainda inalando seu
inebriante perfume. - O que eu estou dizendo  isso. Eu no vou te
enganar nem nada. Voc me conhece melhor que isso. Ento no h razo
pra esperar. Ns estamos completamente sozinhos... com que frequncia
isso acontece? E voc arrumou essa cama to grande e confortvel... -
ela tinha razo, minha famlia sempre estava presente, e o Emmett sempre
estava atento ao que fazamos. Na verdade, ele sempre esperava o momento
em que me veria tomar a iniciativa... O que eu, definitivamente no
faria enquanto ela fosse to quebrvel. - Essa noite no - eu disse de
novo, tentando parecer seguro. - Voc no confia em mim? - ela perguntou
languida. -  claro que eu confio - Usando a mo que eu ainda estava
beijando, ela ergueu meu o rosto de volta pra onde ela podia ver a minha
expresso. - Ento qual  o problema? No  como se voc no soubesse
que vai vencer no final - Ela fez uma careta e murmurou. - Voc sempre
ganha - Eu havia ganhado, mas ela, no fim das contas, barganhou mais
coisas. Mesmo que tudo que ela tenha ganhado seja de meu inteiro
usufruto. - S estou garantindo as minhas apostas - eu disse calmamente.
- H mais alguma coisa - ela adivinhou os olhos estreitando. Tentei me
defender atravs do olhar, uma leve pista de um motivo secreto que eu
estava tentando esconder com o meu jeito casual. Eu esperava agora
colocar-lhe o anel que meu pai deu  minha me quando ficaram noivos. -
Voc est planejando dar para trs na sua palavra? - Ela realmente tinha
dvidas. - No - prometi solenemente. - Eu juro para voc, ns vamos
tentar. Depois que voc casar comigo - Ela balanou a cabea, e riu
bobamente. Eu comecei a me sentir mal pela chantagem. - Voc est me
fazendo parecer um vilo de um melodrama, revirando o bigode enquanto
tenta roubar a virtude de uma pobre garotinha. - Mantive o olhar
cauteloso, enquanto examinei sua expresso, a rapidamente me abaixei
pra pressionar meus lbios na sua clavcula. Eu no poderia me dar ao
luxo de beijar seus lbios, eu certamente cederia. -  isso, no ? - o
riso curto que escapou dela era mais chocado que divertido. - Voc est
tentando proteger a sua virtude! - ela cobriu a boca com a mo pra
abafar as gargalhadas que se seguiram. As palavras para ela eram to...
Antiquadas? Sim... Talvez... O que eu poderia esperar? Mesmo sendo
Bella, ela era uma adolescente do sculo 21. Pra ela respeito e
considerao, talvez nunca tivesse nada a ver com teso. - No, garota
boba - eu murmurei contra o seu ombro. - Eu estou tentando proteger a
sua. Voc est tornando isso espantosamente difcil - na realidade,
virtude no era o ponto principal naquela conversa, eu nunca havia
estado com ningum antes, nem mesmo com uma vampira. Imaginar Bella
despida me fazia sentir coisas que nunca havia sentido antes. Seu rosto
na hora do xtase... Eu precisava afastar aqueles pensamentos, caso
contrrio iria ceder mesmo antes do casamento. - Entre todas as
ridculas... - Me deixe te perguntar uma coisa - eu a interrompi
rapidamente. - Ns j tivemos essa discusso antes, mas me distraia.
Quantas pessoas nesse quarto tm uma alma? Uma chance no cu, ou o que
quer que haja depois dessa vida? - Duas - ela respondeu imediatamente, a
voz furiosa. - Tudo bem. Talvez isso seja verdade. Agora, existe um
mundo cheio de dissenes sobre isso, mas a vasta maioria acha que
existem algumas regras que precisam ser seguidas. - As regras dos
vampiros no so suficientes pra voc? Voc tem que se preocupar com as
dos humanos tambm? - ela questionou intranquila. - Isso no pode fazer
mal - afirmei dando de ombros. - S na dvida - Continuei. Ela me
encarou atravs de olhos apertados. - Agora,  claro, pode ser tarde
demais pra mim, mesmo se voc estiver certa sobre a minha alma. - No,
no ... - ela controverteu, com raiva. - No matars  comumente aceito
pelos maiores sistemas de crenas. E eu j matei muitas pessoas, Bella.
- S as pessoas ms - Ela falou. Dei de ombros outra vez. - Talvez isso
conte, mas talvez no conte. Mas voc no matou ningum... - repliquei.
- Que voc saiba - ela murmurou. Eu sorri, mas de outra forma, ignorando
a interrupo. - E eu vou fazer o meu melhor pra te manter fora do
caminho da tentao. - afirmei. - Ok. Mas ns no estvamos brigando por
cometer assassinatos - ela me lembrou. No havia dado certo. Eu no
consegui desvi-la do assunto principal. Mas eu tinha que tentar. - O
mesmo princpio se aplica, a nica diferena  que nessa rea eu sou to
imaculado quanto voc. Ser que eu no posso ter uma regra que no
quebrei? - Uma? - estava mesmo difcil.
 Bella naquele dia permanecia impossvel.
 - Voc sabe que eu j roubei, eu j ment, eu j cobicei... A minha
virtude  tudo o que me sobra - Eu dei um sorriso torto. Ela no ia cair
na distrao hoje. No mesmo. - Eu minto o tempo todo - Ela afirmou. -
Sim, mas voc mente to mal que isso nem conta. Ningum acredita em voc
- desmereci. - Eu realmente espero que voc esteja errado quanto a isso,
porque seno Charlie pode estar prestes a invadir esse quarto com uma
arma carregada. - Charlie fica mais feliz quando ele finge engolir as
suas histrias. Ele prefere mentir pra si mesmo a olhar muito de perto -
eu afirmei sorrindo para ela, pelo visto sua percepo tambm andava
falhando. - Mas o que voc j cobiou? - ela perguntou duvidosamente. -
Voc tem tudo. - Eu cobicei voc - meu semblante agora era cabisbaixo,
embora eu tivesse lutado com todas as minhas foras contra aquele
sentimento feroz, ele havia me arrebatado to intensamente que eu no
consegui me libertar, era um lao apertado praticamente impossvel de
ser desfeito, no deveria t-la cobiado, teria sido melhor no t-la
conhecido. Mas me perguntava a todo instante, se eu no a tivesse
conhecido como poderia sonhar? Ou at mesmo descobrir esse sentimento
to intenso? Como seria minha vida sem Isabela Marie Swan? - Eu no
tinha o direito de querer voc - eu disse - mas eu fui l e te peguei do
mesmo jeito. E agora veja o que voc se tornou! Tentando seduzir um
vampiro - Balancei a cabea com horror de brincadeira, ela realmente no
tinha noo do quanto era perigosa, eu tambm a desejava, aquilo era
bvio. Porm eu precisava ser forte. - Voc pode cobiar o que j  seu
- ela me disse num tom sedutor. - Alm do mais, eu pensei que era com a
minha virtude que voc estava preocupado. - E . Se  tarde demais pra
mim... Bem, eu serei amaldioado, sem pretenso de trocadilho, se eu
deixar eles te pegarem tambm. - seu bem estar era tudo que me
importava. - Voc no pode me fazer ir para um lugar onde voc no vai
estar - ela prometeu. Talvez porque ainda acreditasse na salvao da
minha alma. - Essa  a minha definio de inferno. De qualquer forma, eu
tenho uma soluo fcil pra isso: no vamos morrer nunca, est certo? -
- Isso parece fcil o suficiente. Porque eu no pensei nisso? - sorri
gentilmente para ela, na verdade v-la como eu a via naquele momento era
uma tortura, ter que controlar meus instintos e meu egosmo para no
transform-la e me livrar definitivamente dos lobos. Entretanto, caso eu
o fizesse, no teramos uma batalha somente contra os recm nascidos.
Teramos que nos defender dos cachorros tambm. - Humph - ela finalmente
se calou com um rosnado raivoso. - Ento  isso. Voc no vai dormir
comigo at que estejamos casados. - ela afirmou. - Tecnicamente, eu no
posso dormir com voc nunca. - ela revirou os olhos, aborrecida. - Muito
maduro Edward. - Mulheres... Sempre to insistentes e persuasivas quando
querem conseguir alguma coisa. Bella era humana e jamais poderia ser
diferente. - Mas, todos os outros detalhes, sim, voc os entendeu
corretamente. - Eu acho que voc tem um motivo escondido. - ela disse
para minha surpresa. Arregalei os olhos inocentemente. - Mais um? -
perguntei modesto, perto dela eu era sempre casto, talvez pelo fato de
no poder ler sua mente isso me deixar completamente indefeso. - Voc
sabe que isso vai apressar as coisas - ela acusou, enquanto eu tentei
no sorrir. - S h uma coisa que eu quero apressar, o resto pode
esperar pra sempre... Mas por isso,  verdade, os seus hormnios humanos
impacientes so os meus maiores aliados nesse momento. - contive meu
sorriso. - Eu no posso acreditar que estou caindo nessa. Quando eu
penso em Charlie... e Rene! Voc consegue imaginar o que Angela vai
pensar? Ou Jessica? Ugh. Eu j posso ouvir a fofoca agora. - Ergui uma
sobrancelha pra ela, e ela sabia porque. O que importava o que eles
dissessem sobre ela quando estaramos indo embora em breve pra nunca
mais voltar? Ser que realmente ela era to sensvel que no poderia
aguentar umas semanas de olhares de lado e de ser motivo de perguntas?
Talvez isso no incomodasse tanto se ela soubesse que todos estariam
fofocando to condescendentemente se outra pessoa estivesse se casando
nesse vero. Humm... Casado esse vero! Seria o melhor vero de toda a
minha existncia. Ela estremeceu. Ser que ela tambm havia se imaginado
casada esse vero? Bem, talvez isso no a incomodasse tanto se ela no
estremecesse s de pensar em casamento. Talvez ela estivesse pensando
nas festas de Alice. Eu tive que intervir antes que ela desistisse. -
No tem que ser uma grande produo. Eu no preciso de festa. Voc no
precisa dizer a ningum e nem mudar nada. Ns vamos  Las Vegas, voc
pode usar jeans velhos e ns iremos a uma capela com uma janela
drive-thru. - Eu prometi, sabia que ela no gostava de grandes festas ou
acontecimentos. Mas Alice... Ela iria querer minha cabea. - Eu s quero
que seja oficial, que voc pertena a mim e a mais ningum. -
justifiquei. - Isso no podia ser mais oficial do que j  - ela
murmurou ao mesmo tempo em que afirmava veementemente que j era minha.
Aquela idia me fez sentir um arrepio que percorreu todo meu corpo.
 - Ns veremos isso - sorri com o desejo que eu sentia, nunca imaginei
que pudesse me sentir novamente vivo, como se o sangue ainda estivesse
correndo em minha veias, mantendo meu corpo quente. - Eu suponho que
voc no queira o seu anel agora? - rezei para que ela no negasse
enquanto ela tentava encontrar as palavras que pareciam presas em sua
garganta. - Voc sups corretamente - ela respondeu indo contra meus
desejos, mas eu no iria pression-la, no naquele momento. - Est bem.
- eu disse um tanto desapontado. -Eu vou coloc-lo no seu dedo em breve.
- ela me encarou com uma expresso horrorizada. - Voc fala como se j
tivesse um. - ela parecia amedrontada, no s pelo suborno do casamento,
tambm pelo fato de ter um anel de noivado em seu dedo. - Eu tenho -
afirmei prontamente no intuito de v-la corar. - Pronto pra ser forado
em voc ao menor sinal de fraqueza. - continuei sem vergonha de dizer o
que eu sentia. - Voc  inacreditvel. - ela disse nervosa. - Voc quer
v-lo? - perguntei ansioso, mesmo percebendo que ela no tinha o mesmo
sentimento que eu. Seus olhos me diziam que ela no estava nem um pouco
interessada, embora eu j soubesse qual era sua posio no que dizia
respeito ao casamento. Um sbito desanimo comeou a tomar conta de mim.
Seria justo ser egosta como eu estava sendo mesmo que aquilo fosse para
seu prprio bem? - A no ser que voc realmente queira me mostrar - ela
disse finalmente, trazendo de volta minha alegria, meu grito de vitria.
Eu havia vencido definitivamente. - Est tudo bem? - suspirei percebendo
seu desconforto. - Eu posso esperar. - minha vitoria tinha um gosto meio
amargo. - Me mostra a droga do anel, Edward. - ela ordenou impaciente. -
No - murmurei, no faria nada que ela no quisesse, ou, que s quisesse
para me agradar. Ela parou por alguns instantes, para mim pareceram
longas horas, visto que, no podia ler sua mente, aquele sofrimento
mortal me consumiu at o momento em que ela finalmente se pronunciou. -
Por favor? - ela pediu baixinho, usando todo seu poder de persuaso, seu
poder de seduo. Eu sabia que ela provavelmente estava mentindo, que
nada daquilo era realmente verdade, que ela s estava fazendo porque eu
havia pedido. Entretanto, eu no conseguia negar quando ela me pedia
daquele jeito, to menina, to mortalmente mulher. - Por favor, eu posso
v-lo? - ela pediu mais uma vez. - Voc  a criatura mais perigosa que
eu j conheci - e de fato era, a forma como ela olhava e falava me fazia
ficar totalmente sedento dos seus encantos, dos seus prazeres. Levantei
e andei rapidamente at o criado mudo ao lado da minha cama, Alice j
havia me dito que tudo daria certo. Entretanto, como suas vises
poderiam mudar, preferi esperar acontecer... E agora estava acontecendo.
Bella seria minha para sempre, por toda eternidade. Ajoelhei-me e peguei
a pequena caixa preta que estava acomodada no fundo da gaveta. Mais
rpido ainda voltei para me sentar ao seu lado. Coloquei a caixinha no
seu joelho e esperei para ver a sua reao. -
 V em frente e olhe ento - eu disse to calmamente quanto consegui.
Ela observou por longos segundos antes de finalmente pegar a pequena
caixa. Ela passou os dedos sobre a tampa ainda hesitante. - Voc no
gastou muito dinheiro, gastou? Minta pra mim, se voc gastou - ela
praticamente suplicou. - Eu no gastei nada - afirmei -  s outro
presente ultrapassado. Esse  o anel que o meu pai deu para a minha me.
- Oh! - ela parecia realmente surpresa, as palavras pareciam presas em
minha garganta como parecia na dela. Ela continuou com o dedo sobre a
tampa sem abri-la. - Eu acho que est um pouco ultrapassado - murmurei.
- Ultrapassado, exatamente como eu. Eu posso te dar alguma coisa mais
moderna. Alguma coisa da Tiffany's? - Isso se  que ela iria querer
algum anel. - Eu gosto de coisas ultrapassadas - ela afirmou abrindo a
tampa. Sua expresso de surpresa e admirao mudou totalmente o conceito
que eu tinha sobre o que ela faria quando desse de cara com o anel de
noivado dos meus pais biolgicos. Aquilo me fez feliz, perceber que ela
havia gostado apenas pelo seu olhar. -  to bonito - ela sussurrou
surpresa. - Voc gostou? - eu precisava que ela me dissesse com
palavras. -  lindo - ela deu de ombros tentando no deixar transparecer
o brilho que surgiu nos seus olhos, eu entendia, levaria tempo at que
ela se adaptasse. Mas ela definitivamente tinha gostado e em
contrapartida me feito muito realizado. - O que h pra no gostar? - ela
indagou. - Veja se cabe - pedi. - Bella - suspirei tentando entender o
porque da sua averso a casamento, sua mo se fechou no intuito de no
permitir que provasse o anel. - Eu no vou sold-lo no seu dedo. S
experimente pra ver se o tamanho precisa ser ajustado. Depois voc pode
tir-lo. - ela me olhou ressabiada. - T bom - ela parecia uma menina
birrenta, ento ela tentou pegar o anel, mas sua mo tremia tanto que
preferi eu mesmo coloc-lo em seu dedo, no dedo anelar da sua mo
direita. Segurei sua mo delicadamente no intuito de admir-la como
minha noiva. Olhamos juntos para o anel que agora reluzia no seu dedo. -
Serve perfeitamente - eu disse tentando conter minha emoo. - Isso 
bom, me poupa de uma viagem at o joalheiro - eu tentava a todo custo
no demonstrar meu grito de vitria. Mas eu no podia deixar que ela
notasse, caso contrrio ela poderia voltar atrs, da, estaria tudo
perdido. - Voc gostou dele, no gostou? - ela quis saber, havia algo em
sua voz que me dizia que ela estava tensa, nervosa.
 - Claro - dei de ombros tambm escondendo o que eu realmente sentia.  -
Ele fica muito bem em voc - eu disse mais uma vez. Ela me olhou nos
olhos, tentava decifrar alguma coisa, seria possvel que eu estivesse
sendo to claro quanto aos meus sentimentos? Ser que com ela a minha
capacidade de mentir e enganar fossem to frgeis a ponto de denunciar
minhas reais intenes? Aproximei-me sorrateiramente do seu ouvido,
sentindo seu aroma to intenso e ainda mais tentador pela maneira como
ela estava disponvel. - Sim, eu gosto disso. Voc no faz idia -
sibilei como uma cobra em seu ouvido. Ela riu nervosamente tentando
encontrar o ar que aparentemente havia lhe faltado.
 - Eu acredito em voc. - ela disse. - Voc se importa se eu fizer uma
coisa? - eu disse enquanto a abraava trazendo-a para mais perto de mim.
- O que voc quiser - eu a soltei me afastando, dessa vez lentamente. -
Qualquer coisa menos isso - ela suplicou. Segurei sua mo gentilmente
trazendo-a para perto de mim novamente, coloquei-a de frente para mim.
Olhei-a intensamente e embora fosse difcil me manter longe dos seus
lbios por um instante que fosse, segurei seus ombros e forcei-a a ficar
de frente para mim. - Agora, eu quero fazer isso. Por favor, por favor,
mantenha em mente que voc j concordou com isso, e no arrune o
momento pra mim. - implorei. - Oh, no - ela respirou fundo no instante
em que me ajoelhei. - Seja boazinha - sussurrei suplicando mais uma vez.
- Isabella Swan? - naquele momento eu senti como se o meu corao
voltasse a bater, se ele estivesse galopando ou talvez, voando. Olhei
para ela com desejo, com fervor... T-la como minha esposa seria a
maneira mais rpida de afast-la de Jacob, mas no era s isso que eu
sentia. No era por isso que eu a queria. Eu amava. Muitas coisas
passavam pela minha cabea naquele momento. A cumplicidade de Esme e
Carlisle, o Carinho e devoo de Alice e Jasper, o fogo de Emmett e
Roslie... Tudo que podia ser parte da minha vida estava ali, parada na
minha frente pronta para ser completamente minha. Ento... Sem mais
delongas eu completei: - Eu prometo te amar pra sempre, todos os dias do
pra sempre. Voc quer se casar comigo? - os olhos dela no pareciam
querer negar, ento eu sabia que eu no podia ficar nem mais um segundo
longe dela. Desde que a conheci, Bella no era s o meu sol, era tambm
a minha vida. Uma vida que eu perdera a muito tempo e ao lado dela
reencontrei. - Sim - ela disse finalmente. Ah por DEUS, eu era naquele
momento o vampiro mais feliz da face da terra. - Obrigado - eu disse
simplesmente. Peguei a sua mo esquerda e beijei todas as pontas dos
seus dedos antes de beijar o anel que j era dela. Da minha noiva, que
em breve seria a Sra. Cullen. Minha respirao to desnecessria era
naquele momento uma necessidade, era como se eu fosse humano novamente,
um ser preste a dar o passo mais importante na minha vida. Minha famlia
j devia saber de tudo, Alice j devia t-los alertado sobre o que
estava acontecendo. Ela certamente j vira que Bella aceitou casar-se
comigo em Vegas. Por mais que estivesse feliz, agora eu teria srios
problemas com Alice. Ela ficaria decepcionada por no fazer o que mais
gostava. Dar grandes festas era mais um de seus talentos naturais.
Enfim, nisso poderamos dar um jeito, dentre tantas coisas ruins que
havia acontecido nos ltimos meses, minha existncia vazia finalmente
havia se justificado. Eu estive destinado a ela por todo esse tempo.
Bella me amava e eu a amava em retorno, logo estaramos casados e com os
recm nascidos fora do caminho, finalmente poderamos existir em paz.
Apesar do seu desejo insano de ser como eu, at que podia compreend-la,
iria chegar um determinado ponto em que eu no poderia mais negar-lhe
seu desejo. Porm, nesse momento ningum alm de mim iria transform-la
e para isso teramos que sair de Forks, caso contrrio os lobos
iniciariam outra guerra. Era chegado o momento das decises, at onde eu
estaria disposto a negar o que ela mais desejava? At que ponto eu seria
egosta a ponto de no lhe dar o que ela mais desejava? No sabia. Eu
havia feito uma promessa, no poderia mais voltar atrs na minha
palavra. O importante naquele momento era que iramos nos casar. Algo me
dizia que no final de tudo...  Tudo daria certo... 22. RASTROS  Depois
de fazer com que Bella adormecesse, me dirigi ao escritrio de Carlisle.
L eu poderia ordenar meus pensamentos. Eu sabia que no poderia mais
voltar atrs em minha promessa de eu mesmo transform-la. Bella, quando
queria, se fazia bem mais persuasiva do que qualquer um de ns vampiros.
Ao menos essa era sensao que eu tinha quando ela pedia "por favor".
Ela indiscutivelmente havia se decidido em transformar-se em um ser sem
alma... Sem salvao. Recordei-me com muita dor do dia em que me despedi
dela, l no meio da floresta, quando ela me falou que no queria sua
alma se eu no estivesse por perto, se ela no me tivesse. Ela realmente
me amava. Quaisquer recursos que eu pretendesse usar agora seriam
inteis frente a meu juramento.  A noite se passou mais rpido do que eu
pretendia. Logo iria clarear. Voltei ao quarto e fiquei velando seu
sono. Por quantas noites eu havia feito isso? E quantas noites mais eu
poderia, se a cada dia que passava mais prxima estava sua
transformao? Bem eu teria que me acostumar. Eu teria outras vantagens,
embora v-la dormindo fosse algo realmente fascinante.  O sol estava
brilhante fora da parede-janela, com pequenas nuvens fugindo rapidamente
no cu. O vento balanava o topo das rvores at que parecia que a
floresta inteira ia se partir. Quando ela acordou, dei-lhe um beijo de
bom dia e segui para a cozinha para preparar-lhe o caf da manh, assim
ela teria privacidade para vestir-se e eu conseguiria coordenar meus
pensamentos, longe da idia de ver mais do corpo de Bella, e isso era
realmente tentador.  Ao chegar  cozinha me dei conta de como as coisas
haviam ganhado um rumo inesperado. Por mais que eu conhecesse Bella,
jamais poderia imaginar que ela aceitaria de bom grado a minha proposta.
No era uma coisa to grande, uma viagem de carro  Las Vegas. Ela
usaria jeans velhos, a cerimnia certamente no demoraria muito tempo,
no mais que quinze minutos no mximo, ento eu podia lidar com isso.
Mas e Alice? Ser que ela poderia lidar com a idia de no poder
promover uma grande festa?  E a, quando estivesse acabado, eu teria que
cumprir com a minha parte na barganha. Eu iria me concentrar nisso, e
esquecer o resto. Eu havia lhe dito que no era necessrio contar para
ningum, e ela, ao que pareceu, estava tentando forar-me ao mesmo.
Alguns minutos depois, Bella estava sentada  mesa degustando uma de
suas refeies preferidas. Ovos mexidos com bacon e caf. O cheiro no
era dos melhores, mas vasculhei em minhas escassas memrias humanas e me
lembrei que esse tambm era um dos meus pratos prediletos. Minha me
biolgica, Elizabeth Massen, gostava de prepar-los para mim
pessoalmente, jamais permitindo que empregados o fizessem. A lembrana
deixou-me nostlgico e apreensivo, pois eu tambm iria tirar os sabores
da vida de Bella e ela s reconheceria um sabor: Sangue.  Passamos o
resto da manh abraados e nos fazendo carcias. Eu precisava daquilo
mais que nunca. Na sala, assistamos s ltimas notcias sobre Seatle
pela televiso. Minha famlia chegou em casa por volta do meio dia.
Havia uma nova atmosfera, muito formal os cercando, e isso nos levou de
volta para a grandeza e importncia do que estava prestes a acontecer.
Os pensamentos de Alice estavam anormalmente mal humorados. Ela
certamente viu quando eu propus a Bella que nos casssemos em Las Vegas
em uma cerimnia comum e intimista, o que significava nada de festas
pomposas e vesturio apropriado. Bella engoliu a frustrao dela at que
ela voltou a se comportar costumeiramente, parecendo voltar ao normal,
porque as primeiras palavras dela para mim eram uma reclamao sobre
trabalhar junto com os lobos. A questo  que seus pensamentos a
entregavam, e, Bella sabia o motivo de toda aquela irritao.  - Eu acho
- ela fez uma cara enquanto usava a palavra incerta - que voc vai
querer os lobos por perto para o clima frio, Edward. Eu no posso ver
exatamente onde voc est, porque voc vai sair com aquele cachorro hoje
 tarde. Mas, a tempestade que est vindo, parece particularmente ruim
naquela rea em geral. - Eu assenti.  - Vai nevar nas montanhas - ela me
avisou.  - Eca, neve - Bella murmurou para si mesma. Era Junho, pra
dizer o mnimo.  - Use um casaco - Alice disse.  A voz dela no estava
amigvel, e isso surpreendeu. Bella a examinava como se tentasse ler
suas expresses, mas ela desviou. Ento Bella me olhou e eu dei-lhe um
sorriso, o que estiva incomodando Alice estava realmente me divertindo,
embora eu no precisasse que ela me enganasse com outros pensamentos.
Se eu ficasse ali por mais tempo, tenho certeza que ela avanaria sobre
mim, ento resolvi que era hora de me preparar para a excurso de logo
mais. Fui para a garagem onde eu tinha utenslios de camping mais do que
suficientes, alguns benefcios na farsa de sermos humanos. Ns ramos
bons clientes da loja dos Newton. Separei ento um saco de dormir, uma
pequena barraca, e vrios pacotes de comida desidratada. Dei um sorriso
malicioso quando Bella fez uma careta para mim e Alice, e enfiei todos
aqueles itens em uma mochila. Alice ficou vagando pela garagem enquanto
ns estvamos l, observando as preparaes sem dizer uma palavra. Era
melhor que eu a ignorasse, embora seus pensamentos nervosos dissessem
insistentemente que eu iria pagar pelo meu erro de pedir Bella em
casamento sem pompa e sem festa. Quando acabei de empacotar as coisas,
lhe dei meu telefone e a instru, enquanto segurava o sorriso.  - Ligue
pra Jacob e diga a ele que estaremos prontos em mais ou menos uma hora.
- continuei tentando manter o controle da gargalhada que queria sair,
ler os pensamentos de Alice era to divertido quanto ler os do Emmett -
Ele sabe onde nos encontrar. - O co sarnento no estava em casa, mas
seu pai, Billy, prometeu que ia sair procurando at encontrar um
lobisomem disponvel pra passar as notcias.  - No se preocupe com
Charlie, Bella - Ouvi Billy dizer, enquanto travava mais uma batalha
mental com Alice. Ela agora me condenava por no permitir que ela
participasse da nossa alegria - Eu estou com a minha parte disso sob
controle. - Billy continuou para lhe assegurar.  - ..., eu sei que
Charlie estar bem - Eu sabia que ela no se sentia to confiante sobre
a segurana do seu pai e nem vira-latas, mas ela no queria acrescentar
isso.  - Eu queria poder estar com o resto deles amanh - Billy
gargalhou ressentidamente. - Ser um velho  dureza, Bella.  Enquanto a
conversa de Bella flua com o Velho Quileute, Alice estava a um passo de
me condenar eternamente, especialmente pelo sentimento de culpa que ela
insistia em colocar em mim.  "Edward, no  justo comigo e voc sabe
disso!" Eu olhei pra cima e pra baixo para concordar.  "Logo eu que
sempre fui a favor do amor que voc sente por Bella... Quando todos
estavam contra eu te apoiei e voc me agradece desta maneira... Sempre
fui condescendente... Estou decepcionada com voc!"  A chantagem
definitivamente devia ser uma caracterstica feminina. Eu ainda no me
esquecera do que Bella fizera comigo na noite anterior, quando me
convenceu a transform-la, usando praticamente as mesmas armas. A nica
diferena eram os objetivos. Elas eram todas as mesmas.  - Se divirta
com Charlie. - Ouvi Bella desejando a Billy.  - Boa sorte, Bella - ele
disse.  - E... Passe isso para os, er, Cullen por mim.  - Eu passo - ela
prometeu, e sua expresso era de surpresa pelo gesto.  "Edward, por
favor, no seja egosta, deixe-me ao menos fazer um jantar?" Eu fiz uma
careta para Alice em retorno a sua revolta mental, infeliz com o que ela
me pedia. Eu prometi  Bella e no voltaria atrs, mesmo que fosse para
agradar minha irm preferida.  Enquanto Bella passava o telefone de
volta para mim, ela percebeu que eu e Alice estvamos tendo algum tipo
de discusso silenciosa. Alice me encarava, implorando com os olhos e
pensamentos.  - Billy desejou 'boa sorte'.  - Isso foi generoso da parte
dele - Eu disse, me desviando das duas. Mas Alice no havia se
contentado somente com minha negativa e logo iria me colocar em apuros
com Bella. Elas realmente eram todas iguais. Por que tinha que ser
sempre to difcil?  - Bella, ser que eu poderia, por favor, falar com
voc sozinha? - Alice pediu rapidamente.  - Voc est prestes a fazer a
minha vida ser mais dura do que o necessrio, Alice - Eu lhe avisei por
entre os dentes. - Eu realmente preferiria se voc no fizesse isso.  -
Isso no  sobre voc, Edward - ela disparou de volta.  "Tem haver com
uma linda festa que eu queria dar e me recordar dos casamentos lindos
que j promovi para Rosalie e Emmett. Eu ainda lembro o seu desdm, mas
no fundo era s inveja." Eu ri e Bella sabia que alguma coisa na
resposta dela era engraada pra mim.  - No  - Alice insistiu. - ...
uma coisa feminina. - Eu lhe fiz uma careta.  - Deixe-a falar comigo -
Bella me pediu e eu reconheci aquela expresso, ela estava curiosa.  -
Foi voc quem pediu - eu murmurei e ri de novo, meio com raiva, meio
divertido, e sa marchando da garagem. Quando Bella soubesse do que se
tratava me entenderia.  Eu a observaria pelos pensamentos de Alice. A
idia da festa que Alice tinha em mente me agradava demasiadamente. Algo
que passei a alentar desde que conheci Bella e me apaixonei. Vi quando
ela se virou para Alice, preocupao e curiosidade cintilando em seu
rosto agora, mas ela no olhou para Bella. O mau humor dela ainda no
havia passado totalmente. Ela foi se sentar no cap do Porsche dela, com
o rosto abatido. Ouvi Bella a seguir, e se encostar prximo.  - Bella? -
Alice chamou numa voz triste, mudando de posio e se curvando para ela.
A voz dela parecia to miservel que Bella expressou compaixo e passou
o brao ao redor dos ombros dela pra confort-la.  - O que h de errado,
Alice?  - Voc no me ama? - ela perguntou com o mesmo tom triste,
Hollywood estava de fato perdendo uma grande atriz. Aquela era a
chantagem emocional mais perfeita que Alice j havia encenado.claro que
eu j conhecia suas artimanhas, mesmo quando ela fingia no querer nada,
Jasper era seu alvo principal, ele nunca conseguiu dizer no.  - ...
claro que amo. Voc sabe disso. - a expresso de Bella era de
preocupao.  - Ento porque voc est escapulindo pra Las Vegas pra se
casar sem me convidar?  - Oh - Bella murmurou as bochechas ficando
cor-de-rosa. Deus como era lindo aquele tom de rosa em sua face. Eu
podia notar que havia culpa em nela por ter magoado seriamente os
sentimentos de Alice, ento a vi se defender.  - Voc sabe que eu odeio
fazer um grande evento com as coisas. De qualquer jeito, foi idia de
Edward.  - No me importa de quem  a idia. Como voc pde fazer isso
comigo? Eu esperava esse tipo de coisa de Edward, mas no de voc. Eu te
amo como se voc fosse minha prpria irm.  - Pra mim, Alice, voc  uma
irm.  - Palavras! - ela rosnou.  - T bom, voc pode vir. No haver
muito pra ver. - Ela ainda estava fazendo careta.  - O que? - Bella quis
saber.  - O quanto voc me ama, Bella? - Que timo, agora ela iria
chantagear Bella tambm.  - Por que? - Alice a olhou com seus olhos
implorativos, as longas sobrancelhas se aproximando do meio e se
juntando, os lbios tremendo nos cantos. Era uma expresso de partir o
corao. Se eu tivesse um.  - Por favor, por favor, por favor - ela
sussurrou. - Por favor, Bella, se voc realmente me ama... Por favor, me
deixe fazer o seu casamento. - Alice usou a mesma arma de Bella.
Questionei-me se isso era ensinado na escola,  parte, sem conhecimento
da ala masculina.  - Aw, Alice! - Bella gemeu, se afastando e ficando de
p. - No! No faa isso comigo!  - Se voc realmente, verdadeiramente
me ama, Bella. - Vi quando Bella cruzou os braos no peito.  - Isso 
to injusto. E Edward meio que j usou isso pra cima de mim.  - Eu
aposto que Edward preferiria fazer isso tradicionalmente, apesar de que
ele nunca te diria isso. E Esme? Pense no que isso significaria pra ela!
- Bella estremeceu.  - Eu preferiria enfrentar os recm-nascidos,
sozinha.  - Eu vou te dever por uma dcada.  - Voc me deveria por um
sculo. - Os pensamentos de Alice brilharam.  - Isso  um sim?  - No!
Eu no quero fazer isso!  - Voc no tem que fazer nada alm de andar
alguns metros e repetir as palavras do Juiz de paz.  - Ugh! Ugh, ugh!  -
Por favor? - ela comeou a saltitar no mesmo lugar.  - Por favor, por
favor, por favor, por favor, por favor?  - Eu nunca, nunca vou te
perdoar por isso, Alice. - Agora eu tinha certeza, ensinavam na escola e
ns meninos no ramos informados. Bella estava prestes a ceder. Eu via
pelos pensamentos de Alice o quanto ela estava amolecida com o "por
favor" de minha insana irm.  - Yay! - ela esguichou, batendo as mos.
- Isso no  um sim! - Bella esbravejou.  - Mas ser - ela cantou. Claro
que seria. Chantagem  uma arma e tanto quando bem utilizada. E se Alice
j estava cantando vitria  porque sabia que Bella aceitaria.  -
Edward! - Bella gritou, saindo da garagem.  - Eu sei que voc est
escutando. Venha aqui. - Alice estava bem atrs dela, ainda batendo
palmas.  - Muito obrigado, Alice - Eu disse acidamente, vindo por trs
de Bella. Quando ela se virou para despejar sua indignao, tratei de
demonstrar minha melhor expresso preocupada e aborrecida, assim ela no
faria suas reclamaes. Chantagem era muito bom mesmo. Ao invs disso,
ela atirou os seus braos ao meu redor, escondendo seu rosto,
provavelmente no caso de "a umidade raivosa dos seus olhos fizesse
parecer que ela estava chorando", como Bella costumava justificar suas
lgrimas, to humanas, to doces. De imediato me arrependi e sussurrei
em seu ouvido:  - Vegas - eu lhe prometi, olhando com ira para Alice.  -
Sem chance - Alice rosnou.  - Bella jamais faria isso comigo. Sabe,
Edward, como irmo, s vezes voc  uma decepo.  - No seja m - eu
murmurei pra ela.  - Ele est tentando me fazer feliz, diferente de
voc. - Bella me defendeu.  - Eu tambm estou tentando te fazer feliz,
Bella. S que eu sei melhor o que te deixar feliz... Em longo prazo.
Voc vai me agradecer por isso. Talvez no daqui a quinze anos, mas
algum dia.  - Eu nunca pensei que veria o dia em que eu estaria disposta
a apostar contra voc, Alice, mas esse dia chegou. - Eu ri, porque sabia
que as palavras de Bella eram verdadeiras.  - Ento, voc vai me mostrar
o anel? - Bella fez uma careta de horror quando Alice agarrou a sua mo
e a soltou igualmente rpido. O anel no estava l. Bella havia pedido
para guardar, tinha medo de perder.  - Huh. Eu o vi colocando-o em
voc... Eu perdi alguma coisa? - ela perguntou. Ela se concentrou por
meio segundo, apertando as sobrancelhas, antes de responder s suas
prprias perguntas.  - No. O casamento ainda est de p.  - Bella tem
um problema com jias - Eu lhe expliquei.  - O que  mais um diamante?
Eu acho que o anel tem muitos diamantes, mas o meu ponto  que ele j
colocou um...  - Basta, Alice! - Eu tinha de cort-la. O jeito que eu a
encarava, certamente me fez parecer vampiro.  - Ns estamos com pressa.
- Eu no entendo. O que tm os diamantes? - Bella perguntou.  - Ns
vamos falar sobre isso depois - Alice disse.  - Edward est certo, 
melhor vocs irem. Vocs tm que armar uma armadilha e fazer acampamento
antes que a tempestade chegue. - Ela fez uma careta, e a expresso dela
estava ansiosa, quase nervosa.  - No esquea o seu casaco, uBella.
Parece que... estar frio demais para a estao.  - Eu j cuidei disso -
E lhes assegurei.  - Tenham uma boa noite - ela nos disse como adeus.
[...] Continua [...]  22.1 Rastros (parte 2)  Eu no podia dizer que no
estava preocupado com o que viria a seguir, nada que eu tivesse visto
seria pior do que aquilo. Bella era o alvo e eu tinha o dever de
proteg-la de todo mal. Afinal, eu era culpado por Victria a estar
perseguindo. Eu era responsvel pela sua segurana, bem, havia o lobo
tambm. Jacob Black, aquela figura imensamente irritante que se fazia
presente a qualquer momento. Mesmo naqueles os quais ele era
inconveniente. Segui pela clareira levando-a por um caminho diferente do
que faramos mais tarde. Charlie estaria seguro em La Push, ao contrrio
de Bella que estaria escondida no meio do mato. Eu no tinha tanta
certeza de os vampiros no sentiriam seu cheiro. Ela era demasiadamente
cheirosa. O sangue doce que corria em suas veias ainda era por demais
tentador.  Carreguei-a como de costume, Bella parecia uma pena e no
faria tanta diferena se fosse andando, alias, era bem provvel que
tropeasse. Pela forma como era desastrada se casse talvez algum
vampiro nos encontrasse antes que conseguissemos chegar l. Paramos no
ponto mais distante da clareira, quando eu relutantemente a coloquei no
cho. No gostava daquela idia... Porm no poderia me opor aos planos
de guerra do Jazz, ele sabia o que estava fazendo. Dentre todos ali, ele
com certeza, era o mais experiente. - Tudo bem. S ande pelo norte,
tocando o que voc puder. Alice me deu uma imagem clara do caminho
deles, e no vamos demorar a intercept-los. - esclareci, pensei em
incluir o tome cuidado para no cair, mas achei melhor conter minha
preocupao excessiva.  - Norte? - ela perguntou. Sorri forosamente
apontando para o lado certo, Bella era realmente uma pessoa sem noo.
Ela caminhou pelo caminho que indiquei, o sol do meio dia entrava pela
clareira iluminando seus cabelos deixando-a ainda mais bonita. Ali,
embora eu devesse ser o predador, eu era seu protetor e a amava tanto
que fui capaz de me permitir ceder a sua chantagem. Deixaria minha
famlia lutar sozinha, permitiria que Emmett ficasse com toda diverso e
aquele lobo estpido ficasse satisfeito por acabar com outros da minha
espcie. Eu nem ao menos poderia disputar com ele quem mataria mais
vampiros.  Ela caminhava tocando as arvores, passando os dedos pelas
folhas das plantas em seu caminho, ela usava um suter feio e que
certamente deveria deix-la desinteressante, mas no para mim, mesmo
debaixo daquela pea de roupa... Bella no deixava de ser encantadora.
Eu a seguia sem me aproximar, no podia permitir que o meu cheiro
tirasse o foco dos recm nascidos que estavam vindo para Forks, no
intuito de acabar com a vida da mulher que eu amava.  - Eu estou fazendo
isso direito? - ela quis saber.  - Perfeitamente.  - Eu tive uma idia,
isso vai ajudar? - ela perguntou comeando a passar a mo nos cabelos,
eu me odiava s vezes por no poder entender o que ela estava fazendo,
era realmente insuportvel no poder ler seus pensamentos, ela comeou a
pegar alguns fios de seus cabelos e solta-los no ar deixando que cassem
nas plantas do caminho por onde ela passava.  - Sim, isso deixa o rastro
mais forte. Mas voc no tem que arrancar seus cabelos, Bella. Vai ficar
tudo bem. - pedi  - Eu tenho alguns fios extras dos quais posso me
dispor. - ela foi retirando mais alguns fios para deix-los no caminho.
- Voc no precisa fazer as coisas do jeito de Alice, sabe - eu disse.
- No se preocupe com isso, Edward. Acontea o que acontecer, eu no vou
te deixar no altar -
 ela afirmou enfaticamente, segurei o grande sorriso e a imensa
felicidade que mesmo naquele momento to nebuloso me dominava, em breve,
Bella seria minha esposa. Eu deveria agradecer a Alice pela fora que
ela involuntariamente me deu. Eu sabia que nunca a conseguiria convencer
a se casar com uma grande festa, para mim, seria muito bom. Alem de
estar casando com a mulher da minha vida, ainda retiraria uma dezena de
admiradores do seu caminho. Entre eles o lobo e Mike Newton.  - No 
com isso que eu estou preocupado. - menti - Eu quero que isso seja do
jeito como voc quer que seja. - Mesmo se ela fizer as coisas do jeito
dela, ns podemos fazer uma coisa pequena. S ns. Emmett pode arrumar
uma licena de clrigo na internet. - devo admitir que sria interessante
ver meu irmo desmiolado realizando uma cerimonia de casamento, talvez
aquela no fosse uma boa idia, Emmett nunca leva nada a srio. Talvez
fizesse alguma piada que tornasse meu casamento num show, onde ele seria
o centro das atenes. Consegui segurar o sorriso.  Ela gargalhou. -
Isso soa melhor. - provavelmente pensando o mesmo que eu.  - Veja - eu
disse sorrindo. - Sempre h um compromisso. - caminhvamos lentamente
tentando manter seu cheiro naquela clareira o mximo possvel. No havia
pressa, por mais que eu desejasse abra-la ali mesmo naquele lugar,
nada poderia ser melhor do que estarmos juntos... Mesmo que a uma
distancia de vinte metros um do outro. Vez ou outra eu mostrava o
caminho pelo qual deveria seguir. Finalmente percebi que eu era para ela
uma distrao, tanto quanto ela era para mim. Juntos, no poderamos nos
focar num ponto importante, sua segurana. Ela caiu como eu havia
previsto.  Ns estvamos quase do lado de fora da clareira quando ela
foi ao cho logo depois de tropear numa raiz e bater a cabea numa
arvore, foi atravs do cheiro de sangue que tomou conta do ar que
percebi que a sua mo estava cortada - Ouch! Oh, fabuloso - ela
murmurou.  - Voc est bem? - perguntei.  - Eu estou bem. Fique onde
est. Eu estou sangrando. Eu vou parar em um minuto. - ela pediu ainda
no cho com a mo sangrando.  - Eu estou com um kit de primeiros
socorros, eu estava como pressentimento de que precisaria dele. - eu
disse pegando o kit que estava na mochila que havamos trazido.  - No 
to ruim. Eu posso cuidar disso, voc no precisa ficar desconfortvel.
- Eu no estou desconfortvel. Aqui, me deixe limpar isso. - passei o
anti sptico no seu ferimento. O sangue que saa da palma da sua mo j
no me era to tentador. Desde que pensei que estava morta, ele havia
deixado de ser.  - Espere um segundo, eu acabei de ter outra idia. -
ela tirou sua mo rapidamente da minha e tocou numa rocha prxima a ns.
- O que voc est fazendo?  - Jasper vai amar isso - ela parecia
excitada, ser que convivncia com Emmett a estava afetando diretamente?
Ela levantou e seguiu para a clareira, segui atrs dela, de repente sua
idia clareou na minha mente como um flash. Ela estava espalhando seu
sangue? - Eu aposto que isso vai enlouquec-los. Segure o flego - ela
ordenou, eu suspirei.  - Eu estou bem. Eu s acho que voc est indo
longe demais. - adverti. 
 - Isso  tudo o que eu posso fazer. Eu quero fazer um bom trabalho. Ns
passamos pelas ltimas rvores enquanto ela falava. Ela deixou a mo
ferida passar pelas samambaias.  - Bem, voc fez - assegurei - Os
recm-nascidos ficaro frenticos, e Jasper ficar bastante
impressionado com a sua dedicao. Agora me deixe tratar a sua mo, voc
sujou o corte.  - Me deixe fazer isso, por favor. - ela pediu.  Eu
peguei sua mo e sorri enquanto a examinava. - Isso no me incomoda
mais. Ela provavelmente no entenderia o que aconteceu comigo quando
pensei que estava morta.  - Porque no? - ela estava curiosa.  - Eu
superei isso. - respondi dando de ombros.  - Voc... Superou isso?
Quando? Como? - Ela se calou mantendo aquele olhar concentrado, como se
estivesse tentando decifrar algo.  Antes que eu pudesse me amaldioar
mais uma vez por no poder saber o que se passava na sua cabea tentei
encontrar as palavras certas para responder - Eu vivi por vinte e quatro
horas inteiras pensando que voc estivesse morta, Bella. Isso mudou a
minha forma de ver as coisas.  - Isso mudou o jeito como eu cheiro pra
voc?  - Nem um pouco. Mas... Tendo experimentado a sensao de pensar
que eu tinha perdido voc... As minhas reaes mudaram. Todo o meu ser
se protege de qualquer curso que possa inspirar aquele tipo de dor
novamente. - ela emudeceu. Eu tentei sorrir mesmo com todas aquelas
lembranas vindo  tona - Eu acho que voc poderia chamar isso de uma
experincia muito educacional. - vento sopro forte, percebi que ela
estremeceu, estava esfriando de fato... Provavelmente Alice estaria
certa mais uma vez, iria nevar. - Tudo bem - eu disse, pegando a mochila
de novo. - Voc fez a sua parte. - peguei o casaco que estava perto de
ns colocando de forma que ela pudesse passar os braos. - Agora no
est mais em suas mos. Vamos acampar! - tentei parecer despreocupado,
mas o que estava para vir a seguir no seria to bom ou bonito para me
fazer esquecer. Mesmo que eu estivesse ao seu lado.  Segurei sua mo
menos danificada, a outra ainda estava numa tipia devido ao soco que
ela deferiu no lobo sarnento, se tivesse sido eu, ele certamente no
teria tido tanta sorte. Comeamos a caminhar para o outro lado da
clareira, Jacob no estava muito longe dal, afinal, eu j conseguia
ouvir seus pensamentos hostis. Eu tentava em vo me libertar daqueles
desejos inconseqentes, como eu desejava poder convid-lo a uma luta a
dois sem, com isso, gerar outra guerra.  - Onde ns vamos encontrar
Jacob? - ela indagou como se aquilo fosse normal, um vampiro indo ao
encontro de um lobisomem... Tentei parecer casual.  - Bem aqui - apontei
para a direo de onde vinham aqueles pensamentos. "Pensei que mudaria
de idia sanguessuga, ainda bem que foi inteligente o suficiente para
perceber onde Bella realmente estar segura" ele saiu de dentro das
arvores para espanto de Bella, no sabia como ela ainda se espantava ao
ver aquele mongol. Observando bem sua expresso, no sabia se era
espanto ou admirao. Ele estava com os braos cruzados no peito n, um
casaco preso no pulso. Ele estava sem expresso enquanto nos observava.
Embora seus pensamentos fossem extremamente irritantes "pensei que
traria outros sugadores de sangue para garantir que Bella no cair nos
meus braos at o final dessa guerra" ele ainda provocava.  Um rosnado
inconsciente se fez audvel - Tinha que haver um jeito melhor de fazer
isso.  - Agora  tarde demais - ela murmurou mal humorada. Respirei
fundo soltando o ar rapidamente, aquele fedor de cachorro molhado era
demais para mim. - Oi, Jake - ela o cumprimentou quando ns nos
aproximamos.  - Oi, Bella. - ele ao menos se mantinha distante.  - Ol,
Jacob - eu disse. Com desdm o lobo arrogante nem ao menos me olhou, em
seus pensamentos podia notar o desejo de roubar o amor de Bella de mim.
Ele a cobiava e no iria jogar limpo, seus pensamentos eram bem claros
no que dizia respeito a isso, ele estava me deixando claro que no
desistiria dela... Nunca.  - Onde eu a levo? - ele perguntou
indiferente. Retirando o mapa do meu bolso, entreguei-lhe para que
pudesse mostrar onde ficaramos acampados.  - Ns estamos aqui agora -
eu me aproximei para mostrar no mapa o ponto de encontro "sai pra l
sugador, voc fede" ele se afastou sem dizer nenhuma palavra de forma
audvel, ele sabia que no precisava. - E voc vai lev-la at aqui -
continuei, traando uma serpentina nas linhas elevadas do papel. -
Dificilmente chega a ser nove milhas.  Jacob fez um sinal positivo com a
cabea.  - Quando voc estiver a cerca de uma milha de distncia, voc
vai cruzar com o meu rastro. Isso vai te guiar at l. Voc precisa do
mapa?  - No, obrigado. Eu conheo muito bem essa rea. Eu j sei pra
onde eu estou indo. - ele estava sedento de vontade de ficar a ss com
Bella, aquilo realmente no me agradava, saber que estariam sozinhos.
No era s o medo de perd-la, era tambm receio por no sabermos onde
Victoria estava realmente. Os lobos passaram meses a sua caa e nem
conseguiram chegar perto dela. Caso ela aparecesse, Jacob sozinho talvez
no tivesse a sorte de acabar com sua vida. Eu odiava Victoria muito
mais do que odiava Jacob Black.  - Eu vou pegar uma rota mais longa -
forcei-me a dizer. - E eu vou encontrar vocs em algumas horas. -
"contra minha vontade" eu quis acrescentar, o mesmo pensamento partiu
daquela mente infeliz que insistia em me atacar. Dirigi meu olhar a
Bella, eu nem havia me despedido, mas, j estava louco de saudade, ns
no havamos passado tantas horas separados desde que voltamos da
Itlia.  - A gente se v - ela murmurou. Corri o mais rpido que pude
por dentro das arvores, no queria pensar nas longas horas que estavam
por vir. Tinha que me focar na guerra, na batalha que estava por surgir.
Precisava entender que quelas horas seguintes, seriam necessrias para
montar nosso acampamento, eu no estaria mais em contato com a minha
famlia at o final daquela guerra, apesar de Alice estar constantemente
ligada, eu sabia que estando com Jacob, ela no poderia ver Bella. Saber
o que acontecia com ela.  Embora aquela onda de desespero estivesse se
aproximando, eu precisava continuar. Mesmo sozinho, nada era realmente
apavorante... Ou pelo menos eu tentava crer que no era. Jacob e Bella
sozinhos na floresta. Eu no podia imaginar o que ela realmente sentia
por ele, ela nunca havia me dito de verdade. Eu nunca perguntei pelo
enorme medo da resposta que poderia conseguir.  De fato, ela havia
aceitado se casar comigo. Eu deveria me sentir mais seguro, ento por
que aquela onda de medo e insegurana estava to forte que eu mal
conseguia dom-las? Seriam cimes? Eu no conseguia raciocinar direito
sem ela, lembrei-me de quando parti por medo de que algo mais grave lhe
acontecesse. O tempo que passei em Denalli. Tnia estava l... Eu
poderia simplesmente ter mudado, ou pelo menos tentado encontrar uma
forma de esquecer Bella. No pude, nem ao menos fui capaz de retribuir o
amor que Tnia me dedicou. Para minha famlia, aquela atitude era
insensata, meu pai estava ao meu lado. Alice nem ao menos quis
especular, ela apenas me disse "eu no vejo vocs dois juntos Edward,
voc ama a Bella" Alice sabia que l no fundo, eu nunca a esqueceria.
Ela sabia que eu nunca seria capaz de ver a luz do sol se Bella no
estivesse comigo. Minha vida se manteria como o inverno... Como eu
sou... Frio e sem vida. E foi por causa daquelas vises que eu fugi, no
suportava perceber que cedo ou tarde Bella seria uma de ns, no
conseguia conceber o fato de que eu no podia mais passar nenhum segundo
da minha vida sem ela.  Montar a barraca foi  parte mais fcil afinal,
crivei os pinos na rocha para que o vento forte e a nevasca que estava
por vir no a arrancassem do cho. A parte mais difcil foi  longa
espera... Tentei me focar nas coisas ao meu redor, no havia nada... Os
pssaros, ursos, nada. Parecia que eles estavam sentindo a presena do
seu predador. Eu no me referia a mim, estava pensando no grupo de
vampiros que estava para chegar. O telefone vibrou no meu bolso atendi
antes que ele pudesse vibrar novamente. - Alice? O que houve?  - Nada -
ela respondeu - s liguei para assegurar que estava tudo bem, Bella
ainda no est com voc? Ainda no a vejo... Ela ainda est com o lobo?
- Sim, Alice est... E... Por favor, no torne as coisas mais difceis.
- Edward, s quero que fique tranquilo, eu o vi sozinho. Pensativo
demais... No est pensando em brigar com o lobo est?  - Motivos no me
faltam... Ele  irritante.  - Olha s, eu queria te dizer que te perdo,
liguei porque no queria deix-lo sentindo-se culpado. Mas, por favor,
nunca mais repita a tolice de querer fazer algo escondido de mim...
Casar sem uma festa? Onde j se viu tamanho absurdo? Eu te perdo apenas
dessa vez. - de onde ela havia tirado aquela idia to absurda? Eu no
me sentia culpado... Naquele momento me sentia agradecido pela sua
interferncia.  - Alice!  melhor voc se focar nos recm nascidos est
bem? No vou acabar com aquele lobo metido antes que ele os ajude na
batalha de amanh. Pode deixar, sou controlado o suficiente para superar
as provocaes do vira latas. E... H! Obrigado por ter interferido,
voc sabe...No foi idia minha casas em Las Vegas... Mas, voc vai me
ajudar a realizar um sonho.  - Est bem ento e... Edward!  - O que
Alice? - eu j estava um tanto sem pacincia.  - Boa sorte... - ela
desejou.  - No preciso dizer que desejo o mesmo no ? Se cuidem... -
pedi, ela desligou o telefone sem dizer mais nada. Alice era uma
criatura dcil e apaixonada. Sempre que a via com Jasper, imaginava como
seria estar apaixonado por algum que me completasse s por existir. Ao
encontrar Bella, fui capaz de descobrir. Eu estava impaciente, andando
para um lado e para o outro no intuito de conter a minha ansiedade.  A
noite comeava a cair quando pude ouvir dois pares de corao batendo,
um estava acelerado, parecia ansioso. Enquanto o outro estava
aparentemente tranquilo, embora o sangue correndo em suas veias
estivesse um pouco acelerado. Pelos pensamentos eu pude perceber que
eles estavam finalmente chegando, se meu corao ainda batesse, estaria
feliz naquele momento. Bella estava segura. O vira latas havia
conseguido chegar sem demora, sem problemas.  A neve comeou a cair em
flocos finos, o vento comeava a castigar as arvores batendo nelas como
se as quisesse derrubar, eu os vi chegando e no pude conter o suspiro
aliviado. Parei num movimento rpido quando os vi chegar - Bella! -
chamei aliviado, um suspiro rpido saiu do meu peito, at ento eu no
havia me dado conta de que alm dos cimes e da preocupao. Eu tambm
estava morto de saudades. Caminhei rapidamente para alcan-la e quando
os passos no foram suficientes usei minha velocidade para chegar mais
rapidamente.  "Ela est bem sanguessuga, no encontramos nada" o lobo me
dirigiu o pensamento colocando-a no cho, enrijecendo todos os msculos
quando me aproximei... "Bella est s e salva"  - Obrigado. - agradeci -
eu no esperava que ele fosse responder, tudo o que eu queria era
agradecer por mant-la a salvo. Por t-la trazido de volta para mim.
"No fiz por voc" ele respondeu.  - Isso foi mais rpido do que eu
esperava, e eu realmente aprecio isso. - ignorei, ou pelo menos tentei
ignorar seus pensamentos.  "Obrigado por ter contado a Bella sobre eu
ser o Alpha, bom saber que consegue guardar segredos. Alm do mais devo
dizer que  realmente intrometido... E v se para de ficar dentro da
minha cabea." Bella o olhou, provavelmente tentando decifrar sua
reao. Eu no iria brigar... No naquele momento, no naquele dia.  Ele
deu de ombros - Leve ela pra dentro. Isso vai ser feito, o meu cabelo
est arrepiando no meu crnio. Essa tenda  segura?  - Eu a crivei na
rocha.  - Bom.  Jacob olhou para o cu - agora preto com a tempestade,
manchado com os pedacinhos de neve. As narinas dele inflaram. - Eu vou
trocar de roupa - ele disse. - Eu quero saber o que est acontecendo l
em casa. Ele pendurou o seu casaco em um arbusto baixo, grosso, e
caminhou para a floresta obscura sem olhar pra trs. "No fique feliz
pensando que vou embora, no me demoro" ele pensou... No estava feliz,
no ficaria tranquilo enquanto aquela guerra no acabasse. Levei Bella
para dentro, ela precisava se aquecer, enquanto tudo aquilo no
estivesse acabado, eu no teria paz. Estar com Jacob do lado de fora era
extremamente irritante e ao mesmo tempo reconfortante, porm, naquele
momento no queria pensar. Tudo o que eu precisava era me concentrar...
23. FOGO E GELO  Eu estava completamente preso aquela figura plida a
minha frente, eu podia ver pelo bater dos seus dentes que estar ali
estava sendo muito difcil para ela, me amaldioava a cada segundo por
t-la colocado naquela situao. Provavelmente, nada do que viesse a
seguir seria mais difcil do que v-la daquele jeito. Bella era
extremamente frgil e incapaz de se proteger. Ela estava dentro do saco
de dormir, devidamente vestida e agasalhada. Porm, aquilo no parecia
ser o suficiente. Eu estava me sentindo um intil, contudo eu no podia
deix-la sozinha. Negativo, aquilo no iria acontecer. Tentei
persuadi-la por diversas vezes a caminhar, quem sabe o seu sangue no
poderia esquentar com alguns passos que ela desse. O vento soprava forte
balanando a barraca onde estvamos. Diante da sua negativa
completamente lgica. Permanecemos ali, lado a lado. Mesmo que eu no
pudesse fazer nada.  Do lado de fora, Jacob gritava que eu devia fazer
alguma coisa. Ele ainda acreditava que forte como o vento estava, cedo
ou tarde, ela iria ser levada. Ainda bem que eu havia fixado-a
firmemente nas pedras, daquela forma, ela no seria movida pelo vento
forte que soprava. Mantinha-me a uma distancia segura, embora minha
vontade fosse a de abraar Bella e acalent-la com todo meu amor. Porm,
naquela altura, se eu a tocasse, certamente eu mesmo a levaria a morte.
Todas as formas de aquec-la seriam inteis visto que com aquela
terrvel tempestade no haveria calor suficiente. Lev-la para casa
estava fora de cogitao, l seriamos facilmente rastreados.  -
Q-q-q-q-q-que h-h-h-h-horas so? - ela perguntou ainda batendo os
dentes, quase no conseguiu falar. O vento ainda estava soprando forte,
ela estremecia cada vez que o ar soprava do lado de fora. Seus lbios
estavam azuis, mas eu no diria nada, no iria preocup-la ainda mais.
Mesmo com toda aquela escurido eu conseguia visualiz-la, mantendo-me o
mais distante que podia, eu podia perceber o ar frio que saia da sua
boca. No havia nada que eu pudesse fazer, nada que eu pudesse dizer. -
Duas - respondi. Eu no conseguia mais esconder minha preocupao
deixando-a explicita na minha voz quando respondi a sua pergunta, eu no
podia ficar passivo com o estado no qual ela se encontrava. - Talvez...
- pensei em sugerir que fossemos caminhar mais uma vez. Tentei
convenc-la a fazer uma caminhada inutilmente. 
 - No, eu t b-b-b-b-b-bem, m-m-m-mesmo. Eu no q-q-q-quero i-i-ir l
fora. - aquilo realmente estava me matando, eu podia proteg-la de
Victoria, mas quem a protegeria do frio? A tempestade nos castigava e o
vento dava rajadas fortes como se quisesse dizer que estava l e que no
iria embora to cedo. Ela continuava enrolada no saco de dormir que
havamos trazido. Aquilo nem de longe estava diminudo seu frio. Eu
precisava urgentemente fazer alguma coisa. Alice no havia previsto que
ali no frio, ela pudesse sofrer uma hipotermia, se no pela neve e pelo
vento rajante... Poderia ser pela proximidade do meu corpo.  - O que eu
posso fazer? - eu sofria por no poder atender as necessidades que ela
tinha naquele momento, nem conseguia imaginar uma forma de aquec-la.
No podia sair dali para encontrar um jeito de manter sua temperatura
alta sem esquecer de que a qualquer momento os recm nascidos estariam
chegando, o vento poderia levar meu cheiro para longe criando um rastro
que os levasse at ela.  Ela sacudiu a cabea negativamente, enfim, eu
no podia fazer nada a no ser ver a mulher que eu amava congelar at a
morte. Se meu corao batesse, ele estaria apertado pelo tamanho da
minha apreenso. "O que voc pretende fazer sanguessuga? Ns dois
estamos sos e salvos, voc com sua frieza imutvel e eu que sou
equipado para lhe dar com o frio e Bella est congelando..." o lobo
resmungou num choro alto. Meus dentes travaram pela simples meno em
seus pensamentos.  - S-s-s-sai d-d-d-daqui - ela tentou parecer firme,
mas suas palavras quase no saiam e seus dentes batiam tanto que parecia
que iriam quebrar a qualquer momento.  - Ele s est preocupado com
voc. Ele est bem. O corpo dele  equipado pra lidar com isso. - tentei
traduzir em palavras o que o mongol estava pensando de uma forma mais
gentil do que ele estava expressando.  - E-e-e-e-e-e - ela no conseguia
falar embora fizesse um esforo enorme.  "Faa alguma coisa sugador de
sangue, ela pode morrer congelada" ele gritou num uivo alto e
estridente.  - O que voc quer que eu faa? - eu estava preocupado
demais para murmurar de forma que ela no ouvisse. Pela minha falta de
pacincia, o real desejo era o de colocar aquele lobo cretino para
dormir a qualquer momento. - Carreg-la em meio a isso? Eu no estou
vendo voc se fazer til. Por que voc no vai pescar um aquecedor ou
alguma coisa assim? - ordenei impaciente.  "Ela precisa de muito mais do
que um aquecedor, se voc sasse de perto talvez ela ficasse melhor,
voc no v o quanto  frio? J eu, sou bem quente, posso esquent-la
para voc..." ele gritava na minha cabea, meu rosnado involuntrio fez
com que Bella protestasse.  - Eu t b-b-b-b-b-bem - ela reclamou em vo.
Pela forma como as palavras saiam, ela no convenceria ningum. O vento
voltou a soprar forte, ela estremeceu novamente. "Eu vou aquec-la"
Jacob gritou num rosnado "e voc no vai me impedir", ele reclamava
enquanto o vento continuava castigando a barraca. O zper se abriu
enquanto Bella cobria os ouvidos pelo som do vento e da tempestade que
estava do lado de fora, tentei conter minha raiva.  - Isso no era muito
necessrio - tentei manter a calma - E essa  a pior idia que eu j
ouvi - mas eu no conseguia ter tanto controle.  - ... melhor do que
alguma coisa que voc tenha sugerido - ele respondeu agora como humano -
V pescar um aquecedor. Eu no sou um So Bernardo. - ele protestou
enquanto entrava segurando o casaco feito de pele que ele havia trazido
consigo. "Do que voc tem medo? No  capaz de se garantir?", ele pensou
comeando a fechar o zper atrs de si. Aquele espao pequeno ficou
ainda menor.  Ele sentou no minsculo espao que havia do lado de
dentro. Embora essa fosse  nica opo, eu no gostava dela. - Eu no
gosto disso - sibilei enquanto ele terminava de fechar o zper. -
Simplesmente d o casaco a ela e se mande. - ordenei em vo.  Bella no
parecia muito melhor do que a um segundo atrs, por mais que eu tentasse
ignorar o fato de que aquele dbil realmente podia ser til. Ele se
fazia entender muito bem. Nada do que eu dissesse ou fizesse o faria
mudar de idia, isso eu podia ver atravs da sua mente irritantemente
fantasiosa. - O-o-o-o-o-o-o - ela tremeu mais uma vez, respirei fundo
tentando manter a serenidade naquele momento to difcil. Eu teria que
admitir que o lobo ficasse prximo a Bella para que ela no congelasse?
Ser mesmo que no havia outra opo?  - A pele  para amanh, ela est
com frio demais pra aquec-la sozinha. A pele est congelada - ele se
esticou na direo dela. - Voc disse que precisava de um aquecedor, e
aqui estou eu - ele abriu os braos "e posso fazer muito mais do que
aquec-la" ele pensou provocativo. Suas fantasias comearam a me
atormentar, ele sabia ser bem realista na sua imaginao frtil. As
lembranas inconscientemente presentes tambm me faziam imaginar o quo
prximo eles realmente estiveram, e at que ponto o corao de Bella
batia por ele. Era difcil, visto que, eu no podia ler sua mente. Tudo
o que eu podia fazer, era supor, tentar imaginar em quais momentos ela
poderia estar realmente pensando nele.  - J-J-J-J-Jake, voc vai
c-c-c-congel-l-l-lar - ela reclamou.  - Eu no - ele disse alegremente.
- Eu estou com uns slidos cinquenta e dois graus esses dias. Eu vou
comear a te fazer suar rapidinho. - sua mente comeou a divagar, de
quantas maneiras ele a poderia fazer suar. Eu rosnei voluntariamente.
Aquela sensao era uma antiga conhecida, no era s o cime que estava
me afetando, no naquele momento.  Enquanto ele se rastejava para o lado
dela, foi abrindo o zper do saco de dormir. Segurei seu brao com
fora, na realidade, meu desejo era o de partir os seus ossos. O que no
seria difcil... A viso do seu brao quebrado me fez sentir uma ponta
de prazer, o que eu poderia quebrar depois? Talvez seu maxilar... Ou
arrancar seus membros um por um... A mandbula dele tambm se contraiu.
O msculo do seu brao se flexionou e sua narina inflou acompanhando o
movimento rpido que ele fez para se livrar da minha mo.  - Mantenha a
sua mo longe de mim - ele tambm rosnou, suas palavras saram
speras... Ele do mesmo modo estava tentando manter a calma. Em sua
mente a nica preocupao era com Bella.  - Mantenha as suas mos longe
dela - respondi seco, quando ouvi um trincar de dentes.  - N-n-n-no
b-b-b-briquem - ela suplicou, suas palavras saiam difceis. Ela tremia
mais a cada segundo. Eu no estava conseguindo visualizar outra
alternativa que no fosse aquela proposta pelo lobo.  - Eu tenho certeza
de que ela vai te agradecer por isso quando comear a ficar preta e a se
decompor - Jacob disparou. "Ai no precisaremos lutar contra os recm
nascidos, porque voc j vai ter feito o trabalho por eles", ele estava
certo. Eu estava sendo egosta pensando somente no que eu estava
sentindo... Medo... Cime... Inveja... Sim, inveja do que ele podia
fazer por ela, e eu no. Inveja porque ele podia toc-la numa noite de
frio sem faz-la congelar, porque ela poderia senti-lo por toda vida sem
precisar se transformar num monstro... Como eu. Mas eu era egosta
demais para abrir mo da mulher que eu amava. Aquela que me fez
acreditar que eu podia ter uma alma e que a mesma ainda teria salvao.
Soltei seu brao relutante enquanto o via se aconchegar perto dela,
mesmo no escuro eu podia ver seu rosto colado na cabea dela, sentindo
seu cheiro, seu perfume. V-la pela perspectiva de Jacob Black era
doloroso, no era a sede do sangue. Era o desejo que ele tinha de
possu-la, roub-la de mim. - Se cuide. - ordenei friamente, meu lado
predador queria esquartej-lo naquele momento. Aqueles pensamentos me
perturbavam imensamente.  - Chega mais, Bella - ele abriu o zper ainda
mais se aconchegando ao lado dela... Outro rosnado ficou preso em meu
peito, eu podia perceber, ou melhor, sentir o seu desejo... A mente dele
vagava entre os toques e caricias que ele faria se estivessem sozinhos,
seus braos cercando-a, acariciando suas costas.  - N-n-n-n-n - ela
relutou. Eu podia perceber pelas batidas do seu corao que ela
precisava do calor do lobo. Eu no queria permitir que ele continuasse
com aqueles pensamentos, contudo como fazer? Deix-lo inconsciente no
resolveria o caso. Embora fosse um desejo latente, ele no pareceu ter a
inteno de fazer nada sem que ela quisesse. Mesmo que fosse para me
provocar.  - No seja estpida - ele disse, exasperado. - Voc no gosta
de ter dez dedos nos ps? - ele entrou no saco de dormir e se aconchegou
ao lado dela. Eu podia ver pelos seus olhos o molde perfeito encaixados
um ao outro. Aos poucos a corrente sanguinea dela estava se
estabilizando e as batidas do seu corao j dava sinal de melhora.  Ele
continuou abraando-a como se aquilo fosse algo normal, as lembranas de
La Push estavam presentes, o tempo em que ele estupidamente aceitou
consertar as motos no intuito de poder estar ao lado dela. A forma como
ele a abraava... O carinho que ela dedicou... A forma como ele a amava
era intensa e verdadeira. Ele no precisava me dizer para que eu
soubesse que ela poderia ter opes. No era egosmo e sim amor que no
me permitia afastar-me outra vez. Ao lado de Jacob Bella certamente
poderia ter filhos, uma famlia... Fechei os olhos para fugir das
lembranas dele. Por pior que parecesse, no era provocativo... Ele
estava ansioso, estava desejoso. A cobia estava descrita em seus olhos,
exalando pelo cheiro do seu corpo. No fim das contas ele ainda
acreditava que ela pudesse mudar de idia. Eu, francamente, esperava que
no.  - Nossa, voc t congelando, Bella - ele bradou preocupado quando
os dedos dela tocaram a pele dele, todas aquelas sensaes eram to
fortes que eu mal conseguia desligar. No dava para fingir que, talvez,
ela estivesse melhor com ele.  - D-d-d-d-desculpa - ela gaguejou,
entretanto seus dentes batiam menos e as palavras j saiam mais
normalmente.  - Tente relaxar - ele disse simplesmente.  Outra lembrana
trazida  tona foi mais profunda e dolorida, no dia em que ele a salvou
logo aps ela ter se jogado do penhasco. No havia visto as coisas por
aquela perspectiva, ele a havia salvado. Levado-a para casa e em seguida
eles dormiram juntos lado a lado. Pude perceber que ele abriu os olhos
antes dela, acariciou seu rosto, beijou-lhe o cabelo... Seu corpo
clamava pelo dela, louco e sedento para dar-lhe calor de uma maneira que
eu jamais poderia dar. Ele vagava entre o real e o imaginrio
visualizando as formas do corpo dela, o gosto dos seus lbios. - Voc
vai estar aquecida em um minuto. ... claro, voc se aqueceria mais
rapidamente se eu pudesse tirar as suas roupas. - ele externou seu
pensamento. Nada naquele lobo cretino era falso ou mentiroso. Rosnei
afiado a to alto que nem eu mesmo esperava exteriorizar aquele
sentimento, no daquela forma. - Esse  simplesmente um fato - Jacob se
defendeu. - Primeiros-Socorros.  - C-c-c-corta essa, Jake - ele sentia
um imenso prazer por senti-la enroscada no seu corpo, com as mos sobre
seu peito, comprimindo-se de encontro a ele. - N-n-n-ningum
p-p-p-precisa de verdade de todos os dez d-d-dedos dos ps. - No se
preocupe com o sugador de sangue - Jacob sugeriu, o tom da voz dele
estava um pouco presumido. - Ele s est com cimes.  - ... claro que eu
estou. - assumi ainda que aquilo fosse contra os meus princpios, eu
estava naquele momento assumindo minha fraqueza. - Voc no tem nem a
mais distante idia do que eu daria pra estar fazendo o que voc est
fazendo por ela, mongol.  - Esses so os pontos. Pelo menos voc sabe
que ela gostaria que fosse voc. - ele disse entre dentes, seu tom e seu
sentimento era o mesmo do meu. Ele tambm me invejava, porque embora ele
pudesse toc-la, abra-la, aquec-la... Em seu pensamento havia a
certeza de que ela me amava.  - Verdade - concordei. Finalmente a
respirao dela estava voltando ao normal, seu corao j estava batendo
de forma habitual.  - A est! Se sentindo melhor? - ele perguntou
contente pelo que havia feito.  - Sim. - ela respondeu sem tremer, a voz
meio grogue. Provavelmente o sono estava se apossando dela, como
humana... Era melhor dormir.  - Os seus lbios ainda esto azuis - ele
meditou. - Quer que eu os aquea pra voc tambm? - suspirei
profundamente soltando o ar logo em seguida, naquele ambiente o fedor de
cachorro molhado era insuportvel. No entanto, antes que eu pudesse
protestar foi Bella quem o fez.  - Se comporte - ela murmurou, embora eu
pudesse ver o prazer e a satisfao no rosto dele quando ela o puxou
para mais perto encostando seu rosto mais uma vez no peito n dele.
"Veja como eu seria melhor para ela do que voc Filhote de Conde
Drcula!"  Ele aproximou seu rosto do dela novamente, encostando a
bochecha na orelha de Bella, o calor que ele emanava no era somente o
natural dos lobos. Havia algo mais, havia excitao... Desejo e prazer.
Ele deu um pulo voltando  realidade quando percebeu os dedos frios nas
suas pernas. Eu quase sorri, aquilo foi como um banho de gua fria.
Pouco depois a mente dele voltava ao tempo que passaram juntos em La
Push, ela o abraava com carinho. No parecia querer se afastar, sua
expresso era divertida... Eu diria feliz. Enquanto ela se aconchegava
em seu peito, eu podia ver que ele a desejava cada vez mais. Os braos
que estavam em torno do corpo dela se apertavam trazendo-a para mais
perto de si. Era satisfao no seu rosto? Mesmo naquele escuro eu podia
enxergar a sua expresso enquanto o abraava em retorno.  - Jake? - ela
murmurou sonolenta. - Posso te pedir uma coisa? Eu no estou tentando
ser uma boboca nem nada assim, eu estou honestamente curiosa. - ele se
lembrou das mesmas palavras ditas por ele na cozinha da casa dela a
pouco tempo atrs.  - Claro - ele gargalhou.  - Porque voc  to mais
peludo do que os seus amigos? Se eu estiver sendo rude, voc no precisa
responder - eu segurei o sorriso novamente, Bella era realmente uma
pessoa inacreditvel. Mesmo nos piores momentos, ela conseguia ser
absurda.  - Porque o meu cabelo  mais longo - ele disse sincero, a
pergunta dela no o havia ofendido de fato.  No instante em que ele
passou seu cabelo no rosto dela precisei me segurar para no perder a
cabea de vez. O lobo estava brincando com meu alto controle, ele
berrava em minha cabea o quanto Bela poderia ser mais feliz ao lado
dele. Seu pensamento era um misto de sensaes e emoes prazerosas. Eu
podia me ver pelos olhos dele, as nossas sensaes eram semelhantes. O
misto de sentimentos que ela despertava em mim, era a mesma que ela
despertava nele. Porm havia uma diferena muito grande entre ns, ele
poderia dar-lhe tudo aquilo que ela me pedia. Amor, calor, desejo...
Paixo.  - Oh! Ento porque voc no o corta? Voc gosta de ser to
felpudo? - ela indagou. "Oh! Nossa... Achei que ela gostasse mais de mim
assim... Pelo visto..." - Desculpa - ela bocejou. Sorri diante da
expresso desconcertada do lobo. - Eu no quis ser intrometida. Voc no
precisa me dizer.  Jacob deu um leve rosnado fingindo aborrecimento. -
Oh, ele vai te dizer do mesmo jeito, ento eu tambm posso... Eu estava
deixando o cabelo crescer, porqu... Parecia que voc gostava mais dele
longo. - segurei o sorriso que vinha de forma espontnea. Por aquela
aquele lobo dbil no esperava.  - Oh - ela disse surpresa - Eu, er,
gosto dos dois jeitos, Jake. Voc no precisa... Ter inconvenientes. -
eu tambm no esperava sua resposta. Aquilo me deixou um pouco
incomodado.  Ele levantou os ombros. - Acontece que ele foi bem
conveniente essa noite, ento no se preocupe. - ele se defendeu.
"Jake, j estou aqui" o pensamento do lado de fora me chamou a ateno.
Seth havia chegado. Percebi que Bella estava adormecendo, seus olhos
estavam fechados e a respirao uniforme. - Isso mesmo, meu bem, v
dormir - Jacob sussurrou. Ela deu um longo suspiro, parecia aliviada
agora que o frio havia passado.  - Seth est aqui - informei fazendo-o
fugir daqueles pensamentos que comeavam a aparecer na sua mente.  -
Perfeito. Agora voc pode ficar de olho nas outras coisas, enquanto eu
cuido da sua namorada para voc. - rosnei quando notei o rumo que ele
estava tomando.  - Pare com isso - ela murmurou sonolenta.  "Voc sabe
que eu sou a melhor opo sanguessuga. Tem total conscincia de que eu
sou a melhor opo." Ele gritou enquanto o silencio reinava dentro da
barraca. Eu queria mat-lo... Esquartej-lo... Queim-lo inteiro para
que seus gritos mentais nunca mais me perturbassem.  O vento comeou a
soprar mais forte, Bella adormecia aconchegada nos braos do lobo
sonhador. Logo ele seria o lobo morto. Tentei me concentrar no balano
das arvores, no barulho do vento... Em tudo que me tirasse dali. Ele
imaginava como seria os beijos, o toque... As caricias... Os lbios
percorrendo cada centmetro do corpo dela. Cada cena criada pela mente
infeliz daquele lobo pulguento, era uma tortura para mim.  - Por favor!
- sibilei - Voc se importa!  - O que? - ele perguntou sem entender.  -
Ser que voc acha que podia tentar controlar os seus pensamentos? -
pedi impaciente... Estava difcil conter meu excesso de fria.  -
Ningum disse que voc precisava ouvir - Jacob murmurou, desafiador, e
mesmo assim um pouco envergonhado. - Saia da minha cabea.  - Eu queria
poder. Voc no faz idia de como as suas pequenas fantasias so altas.
... como se voc estivesse gritando elas pra mim.  - Eu vou tentar
manter o volume baixo - ele disse irnico. Ficamos em silencio por um
tempo, no porque ele havia parado de pensar... Embora eu houvesse
pedido, sua cabea continuava criando. "Ser que voc sentiria cimes se
eu a acariciasse de uma maneira que voc nunca poderia fazer? Se eu
beijasse seus lbios, seus ombros..."  Antes que ele pudesse terminar
respondi - Sim! Eu estou com cime disso tambm. - respondi  aos
pensamentos dele antes que sua lngua soltasse aquelas palavras infames
e eu a arrancasse a fora.  - Eu imaginei que fosse assim - o cachorro
bradou - Isso meio que iguala um pouco o jogo, no ? - "Bella aqui,
comigo... Coladinha ao meu corpo de um jeito que voc nunca poder
fazer, ao menos no enquanto ela for humana"  - Nos seus sonhos. - eu
gargalhei.  - Sabe, ela ainda pode mudar de idia - ele me disse
presunoso - Considerando todas as coisas que eu posso fazer com ela que
voc no pode. Isso , pelo menos, no sem mat-la.  - V dormir Jacob -
murmurei - Voc est comeando a me deixar nervoso. - na verdade,
nervoso eu j estava fazia um bom tempo. Mas no iria iniciar uma
guerrinha ali dentro daquele cubculo. Poderamos machucar o meu bem
mais precioso, Bella.  - Eu acho que eu vou. Eu estou muito confortvel.
- ele me provocou. "Se eu te fizesse uma pergunta, voc responderia?
Voc seria sincero?" ele interrogou mentalmente.  - Talvez eu fosse -
respondi diretamente.  - Mas voc seria honesto? - "digo, mesmo que
Bella saiba o que voc est pensando realmente?"  - Voc sempre pode
perguntar e ver - os pensamentos dele no estavam me aborrecendo, ao
menos, no naquele momento.  - Bem, voc v dentro da minha cabea, me
deixe ver dentro da sua hoje,  o justo. - Jacob disse. "So tantas as
perguntas, j que o sugador de sangue cedeu  melhor aproveitar... Por
onde eu comeo? Sobre seus cimes? O que ele pensa?"  - A sua cabea
est cheia de perguntas. Qual voc quer que eu responda?  - Esse
cime... - ele decidiu qual seria a primeira pergunta - Ele esteve te
comendo. Voc no pode estar to seguro de si quanto parece. A no ser
que voc no tenha emoes.  - ... claro que est. Nesse momento est
to ruim que eu mal posso controlar a minha voz. ... claro, isso  ainda
pior quando ela est longe de mim, com voc, e eu no posso v-la. - fui
o mais sincero que pude, era evidente que eu no diria quantas vezes eu
quis invadir a fronteira de La Push e arranc-la de l a pulso.  - Voc
pensa nisso o tempo inteiro? - Jacob sussurrou. - ... difcil pra voc
se concentrar quando ela no est com voc?  - Sim e no - respondi - A
minha mente no funciona exatamente como a sua. Eu posso pensar em mais
coisas ao mesmo tempo. ... claro que isso significa que eu sempre sou
capaz de pensar em voc, sempre capaz de me perguntar se  a que a
mente dela est, quando ela est quieta e pensativa. - eu no me
importava de me expor, no quando meus sentimentos diziam respeito 
Bella.  "Ser que ela pensa em mim?" ele se perguntou.  - Sim, eu acho
que ela pensa em voc com frequncia - era difcil admitir - Com mais
frequncia do que eu gosto. Ela se preocupa que voc esteja infeliz. No
que voc no saiba disso. No que voc no use isso. - o que com certeza
usa j que faz constante chantagem emocional.  - Eu tenho que usar
qualquer coisa que eu puder - Jacob murmurou. - Eu no estou trabalhando
com as suas vantagens, vantagens como saber que ela est apaixonada por
voc.  - Isso ajuda - fui franco.  - Ela est apaixonada por mim tambm,
sabe. - ele me provocou. - Mas ela no sabe ainda.  - Eu no sei dizer
se voc est certo. - era verdadeiramente frustrante no poder ver o que
ela estava pensando.  - Isso incomoda voc? Voc queria ver o que ela
est pensando tambm?  - Sim... E no, de novo. Ela prefere que seja
assim, e, apesar de que isso s vezes me deixa louco, eu prefiro que ela
fique feliz. - o vento soprou assustadoramente forte, Jacob a abraou
com mais fora, porm, sem nenhum tipo de provocao. - Obrigado -
murmurei. - Mesmo que isso parea estranho, eu estou feliz que voc
esteja aqui, Jacob.  - Voc quer dizer 'mesmo que eu fosse adorar matar
voc, eu estou feliz que ela esteja aquecida', certo? 
 - ... uma trgua desconfortvel, no ? - "... sim"  - Eu sabia que
voc estava to louco de cimes quanto eu. - "Ao menos sei que tenho uma
chance"  - Eu no sou to idiota pra usar isso como uma carta na manga
como voc. Isso no ajuda o seu caso, sabe.  - Voc  mais paciente do
que eu. - isso com certeza eu era.  - Eu devia. Eu tive cem anos pra
ganh-la. Cem anos de espera por ela.  - Ento... Em que ponto voc
resolveu bancar o cara bonzinho e paciente?  - Quando eu v o quanto
estava machucando ela ter que decidir. Isso geralmente no  to difcil
de controlar. Eu posso amortecer os... Sentimentos menos civilizados que
eu possa ter por voc muito mais facilmente na maior parte do tempo. s
vezes eu acho que ela v atravs de mim, mas eu no posso ter certeza.
- Eu acho que voc s est preocupado que se voc realmente a forasse a
escolher, ela podia no te escolher. - "ela podia escolher a mim"
Suspirei e depois soltei o ar devagar - Isso  uma parte - admiti - Mas
s uma parte pequena. Todos ns temos nossos momentos de dvida. Em
grande parte, eu estava preocupado que ela pudesse se machucar fugindo
pra ver voc. Depois que eu aceitei que ela estava mais ou menos segura
com voc, to segura quanto Bella sempre , pareceu ser melhor parar de
lev-la aos limites.  Jacob suspirou. - Eu teria dito tudo isso a ela,
mas ela nunca teria acreditado em mim.  - Eu sei - sorri
involuntariamente.  - Voc acha que sabe de tudo - Jacob murmurou.  - Eu
no sei o futuro - era difcil admitir que ele estivesse certo em alguns
pontos.  - O que voc faria se ela mudasse de idia? - Jacob perguntou.
- Eu tambm no sei isso. - infelizmente eu no sabia, embora Bella
tivesse aceitado casar comigo. No podia contar com as vises de Alice,
afinal elas mudam de acordo com as decises que tomamos. Ela poderia
mudar de idia a qualquer momento, e eu definitivamente no sabia como
seria uma vida inteira sem ela. Sabendo que ela estaria ao lado do lobo
fedido e cheio de pulgas.  - Voc tentaria me matar? - ele sorriu, "voc
teria coragem de tentar?"  - No. Por mais que eu quisesse.  - Porque
no? - o tom de Jacob ainda estava zombador.  - Voc realmente acha que
eu a magoaria desse jeito? - ao menos nisso nosso sentimento era
diferente. Eu jamais magoaria a mulher que eu amo por no poder t-la ao
meu lado.  - ..., voc est certo. Eu sei que isso est certo. Mas s
vezes... - ele disse hesitante.  - s vezes  uma idia intrigante. -
ele gargalhou mentalmente, se sorriso exprimido foi abafado pela forma
como ele comprimiu o rosto no saco de dormir.  - Exatamente - ele
concordou. Um silncio repentino veio logo em seguida. Eu sabia o que
ele queria perguntar, mas preferi deix-lo expressar sua curiosidade ao
invs de simplesmente responder ao seu pensamento.  - Como ? Perde-la?
- ele disse finalmente, no havia nenhum fio de provocao no seu tom de
voz. - Quando voc pensou que tinha perdido ela pra sempre? Como voc...
Continuou? - "Como ela o convenceu a ficar fora dessa luta?"  - ...
muito difcil pra mim falar disso. - de fato era, relembrar quelas
horas, quando liguei para casa e Roslie me contou o que havia
acontecido, quando fui para a Itlia pedir que os Volturi me
exterminassem. Quando percebi que minha existncia era muito mais
insignificante sem ela do que eu supunha. Eu soube que aquelas feridas
jamais iriam cicatrizar, no haveria um dia sequer que eu no pensasse
no quanto eu a magoei. No quanto a fiz sofrer, aquele sentimento
morreria comigo e mesmo que eu vivesse mais mil anos, eu jamais seria
capaz de me perdoar. - Houve duas horas diferentes nas quais eu pensei
nisso - pausei. - A primeira vez, quando eu pensei que podia deix-la...
Isso foi... Quase suportvel. Porque eu pensei que ela se esqueceria de
mim e seria como se eu nunca tivesse tocado a vida dela. Por mais de
seis meses eu fui capaz de me manter longe, de manter a minha promessa
de que no interferiria de novo. Estava chegando perto, eu estava
lutando, mas eu sabia que no ia vencer; eu teria que voltar... S pra
chec-la. Pelo menos, isso era o que eu teria dito a mim mesmo. E se eu
tivesse encontrado ela razoavelmente feliz... Eu gosto de pensar que
teria sido capaz de ir embora de novo. Mas ela no estava feliz. E eu
teria ficado. Foi assim que ela me convenceu a ficar com ela amanh, 
claro. Voc estava se perguntando sobre isso antes, o que poderia ter me
motivado... Porque ela estava se sentindo to desnecessariamente culpada
por causa disso. Ela me lembrou do que eu fiz com ela quando fui embora,
o que ainda faz quando eu tenho que ir embora. Ela se sente horrvel por
tocar no assunto, mas ela est certa. Eu nunca serei capaz de acertar as
coisas, mas mesmo assim eu nunca vou parar de tentar.  "Talvez no seja
mesmo... No por mim, mas sei que Bella o perdoou" eu no sabia se
aquele pensamento foi direcionado a mim, mas percebi que de alguma
maneira, ele entendia meu sentimento. - E a outra vez, quando voc
pensou que ela estava morta? - Jacob sussurrou asperamente. Na sua mente
havia uma imagem de uma Bella diferente, mortificada... Bebendo sangue
como se fosse uma fera. 
 - Sim! Isso provavelmente vai parecer assim pra voc, no vai? Pela
forma como voc nos persegue, voc pode no ser capaz de v-la mais como
Bella. Mas essa  que ela ser.  - No foi isso que eu perguntei. - ele
se defendeu.  - Mas voc se foi porque no queria transform-la em uma
sugadora de sangue. Voc quer que ela seja humana. - "No quer?"  -
Jacob - eu disse pausadamente - desde o segundo em que eu me dei conta
de que a amava, eu sabia que s haveria quatro possibilidades. A
primeira alternativa, a melhor pra Bella, seria que ela no tivesse
sentimentos to fortes por mim, e que ela me esquecesse e seguisse em
frente. Eu teria aceitado isso, apesar de que isso nunca mudaria a forma
como eu me sinto. Voc pensa em mim como... Uma pedra viva, dura e fria.
Isso  verdade. Ns somos presos da forma como somos, e  muito raro pra
ns experimentar uma mudana de verdade. Quando isso acontece, como
quando Bella entrou em minha vida,  uma mudana permanente. No h como
voltar atrs... A segunda alternativa, a que eu havia escolhido
originalmente, era ficar com ela durante a sua vida humana. Essa no era
uma boa opo pra ela, desperdiar a sua vida com algum que no podia
ser to humano quanto ela, mas essa era a alternativa que eu podia
aceita com mais facilidade. Sabendo o tempo inteiro que, quando ela
morresse, eu encontraria uma forma de morrer tambm. Seis anos, sessenta
anos, isso pareceria um tempo muito, muito curto pra mim... Mas depois
ficou comprovado que era perigoso demais pra ela viver em uma
proximidade to grande com o meu mundo. Parecia que tudo o que podia dar
errado, deu. Ou estava ao nosso lado... Esperando para dar errado. Eu
estava morrendo de medo de no conseguir aqueles sessenta anos se eu
ficasse perto dela enquanto ela era humana. Ento, eu escolhi a terceira
opo. Que acabou sendo o pior erro que eu comet em minha longa vida,
como voc sabe. Eu escolh tirar a mim mesmo do mundo dela, esperando
for-la a primeira alternativa. No deu certo, e isso quase matou a ns
dois. O que eu tinha de sobra a no ser a quarta opo? ... o que ela
quer, pelo menos, ela acha que quer. Eu estive tentando atras-la, pra
dar a ela tempo de encontrar um motivo que a fizesse mudar de idia, mas
ela  muito... Teimosa. Voc sabe disso. Eu terei sorte se conseguir
esticar isso por mais alguns meses. Ela tem horror a envelhecer, e o
aniversrio dela  em Setembro... - por mais que fosse doloroso ter que
assumir aquilo, eu precisava. Talvez aquele no fosse o momento ou
aquela no fosse  pessoa adequada para falar sobre isso, mas eu
precisava deixar todo aquele sentimento extravasar e por mais que eu no
gostasse da idia, se Bella tivesse que ficar com algum. Se ela
desistisse de mim... Jacob Black seria sua melhor opo.  - Eu gosto da
primeira opo - ele murmurou. - Voc sabe exatamente o quanto eu odeio
aceitar isso - Jacob sussurrou lentamente - mas eu posso ver que voc a
ama... Da sua maneira. Eu no posso mais discutir com isso. Dito isso,
eu no acho que voc devia desistir da primeira alternativa, ainda no.
Eu acho que a uma chance muito boa de que ela ficaria bem. Depois de um
tempo. Sabe, se ela no tivesse pulado do penhasco em Maro... E se voc
tivesse esperado mais seis meses at ver checar, ela... Bem, voc podia
t-la encontrado razoavelmente feliz. Eu tinha um plano de jogo.  "Eu
iria mostrar para ela o quanto eu a amava, quantas coisas eu poderia
fazer que voc no pode... Principalmente se estivssemos somente ns
dois" - Talvez ele tivesse dado certo. Foi um plano bem pensado. -
gargalhei incrdulo.  - ... - ele suspirou. - Mas... - ele pausou,
embora as palavras estivessem ali, na sua mente, prontas para ser ditas.
- Me d um ano Edward. Eu realmente acho que poderia faz-la feliz. Ela
 teimosa, ningum sabe disso melhor do que eu, mas ela  capaz de se
curar. Ela teria se curado antes. Ela poderia ser humana, com Charlie e
Rene, e ela poderia crescer, e ter filhos e... Ser Bella. Voc a ama o
suficiente pra ver as vantagens do plano. Ela acha que voc  muito
altrusta... Voc  mesmo? Ser que voc pode considerar a idia de que
eu sou melhor pra ela do que voc?  - Eu tenho considerado isso -
respondi a contra gosto. - De algumas formas, voc serviria mais pra ela
do que qualquer outro humano. Bella requer alguns cuidados, e voc 
forte o suficiente pra poder proteg-la de si mesma, e de tudo o que
conspira contra ela. Voc j fez isso, e eu vou te dever por isso
enquanto eu viver, pra sempre, o que vier primeiro... Eu at perguntei a
Alice se ela podia ver isso, ver se Bella estaria melhor com voc. Ela
no conseguiu,  claro. Ela no pode ver voc, e tambm, Bella est
segura do seu curso, por enquanto. Mas eu no sou estpido o suficiente
pra cometer o mesmo erro que eu comet antes, Jacob. Eu no vou tent-la
a seguir a primeira opo de novo. Enquanto ela me quiser, eu estou
aqui.  - E se ela decidisse que me queria? - ele me desafiou. - Tudo
bem,  difcil, eu te concedo isso.  - Eu a deixaria ir.  - Simplesmente
assim?  - No sentido de que eu jamais mostraria a ela o quo difcil
isso seria pra mim, sim. Mas eu continuaria observando-a. Veja Jacob,
voc pode deix-la algum dia. Como Sam e Emily, voc no teria escolha.
Eu estaria sempre esperando na reserva, esperando que isso acontecesse.
- Bem, voc foi muito mais honesto do que eu tinha o direito de
esperar... Edward. Obrigado por me deixar entrar em sua cabea. - ele
foi sincero.  - Como eu disse, eu estou me sentindo estranhamente grato
por sua presena na vida dela essa noite. Isso era o mnimo que eu podia
fazer... Sabe Jacob, se no fosse pelo fato de sermos inimigos naturais
e de que voc tambm est tentando roubar a razo da minha existncia,
eu at podia gostar de voc.  - Talvez... Se voc no fosse um vampiro
nojento que est planejando sugar a vida da garota que eu amo... Bem,
no, nem mesmo assim. - ele sorriu mentalmente, eu sabia que ele estava
mentindo. L dentro da sua cabea fantasiosa, ele tambm seria meu
amigo.  Uma gargalhada saiu involuntria. - Posso te perguntar uma
coisa?  - Porque voc precisa pedir? - "com se j no estivesse na minha
cabea"  - Eu s posso ouvir se voc pensar nisso. ... s uma histria
que Bella pareceu relutante em me dizer no outro dia. Alguma coisa sobre
uma terceira esposa...?  - O que tem isso? - ele se lembrou da histria
contada pelos ancies quileutes na fogueira numa noite a qual Bella
havia ido a La Push, durante muitas noites ela sussurrou essas palavras
me deixando intrigado. Determinado ponto daquele conto Quileute me
chamou a ateno "A terceira esposa de Taha Aki havia acabado de ver seu
filho morrer diante de seus olhos. Agora o seu marido lutava, e ela no
tinha esperanas de que ele pudesse vencer. Ela havia ouvido cada
palavra que a vtima havia dito no conselho. Ela havia ouvido a histria
da primeira vitria de Yaha Uta, e ela sabia que a distrao de seus
irmos o havia salvado. A terceira pegou uma faca do cinto de um dos
filhos que estava ao seu lado. Eles eram todos filhos jovens, ainda no
eram homens, e ela sabia que eles morreriam quando o seu marido
falhasse. A terceira esposa correu em direo  Mulher Fria com a adaga
erguida. A Mulher Fria sorriu, pouco distrada da sua luta com o lobo
velho. Ela no tinha medo de uma mulher humana fraca e nem da faca que
no causaria nenhum arranho em sua pele, e ela estava prestes a dar o
golpe de misericrdia em Taha Aki. E a, a terceira esposa fez algo que
A Mulher Fria no estava esperando. Ela caiu de joelhos aos ps da
bebedora de sangue e enfiou a faca em seu prprio corao. O sangue
escorreu pelos dedos da terceira esposa e espirrou na Mulher Fria. A
bebedora de sangue no pde resistir  luxuria do sangue fresco que
estava deixando o corpo da terceira esposa. Instintivamente, ela se
virou para a mulher que estava morrendo, por um segundo inteiramente
consumida pelo sangue. Os dentes de Taha Aki se fecharam no pescoo
dela. Aquele no foi o fim da batalha, mas agora, Taha Aki no estava
mais sozinho." - O que? - ele perguntou mais uma vez.  - ... claro! ...
claro! Eu teria preferido se os seus ancies tivessem guardado essa
histria pra si mesmos, Jacob. - ele no entendeu real significado das
minhas palavras.  - Voc no gosta que as sanguessugas esto sendo
pintadas como os malvados? - Jacob zombou. - Sabe, eles so. Antes e
agora.  - Eu no podia me importar menos com essa parte. Ser que voc
no consegue adivinhar com qual personagem Bella se identifica?  Jacob
levou um minuto. - Oh. Ugh. A terceira esposa. Ok, eu entendo o seu
ponto. - ele estava preocupado agora.  - Ela quer estar l na clareira.
Pra fazer o pouco que ela puder, como ela o colocou. - respirei fundo -
Essa era a segunda razo pra que eu ficasse com ela amanh. Ela 
bastante inventiva quando quer alguma coisa.  - Sabe, aquele seu irmo
militar deu a idia tanto quanto a histria.  - Nenhum dos lados
pretendia nenhum mal. - justifiquei.  - E quando essa pequena trgua
acaba? - Jacob perguntou. - Logo pela manh? Ou queremos esperar at
depois que a luta acabar?  Nossos pensamentos se encontraram numa nica
resposta.  - Logo pela manh - sussurramos juntos e sorrimos logo em
seguida, eu ainda estava morto de cimes por v-lo ali to perto de
Bella.  - Durma bem, Jacob. Aproveite o momento.  "J era hora desse
sugador entender que voc foi feita para mim Bella" ele pensava, percebi
seus fortes instintos masculinos em relao a ela.  - Eu no estava
falando to literalmente. - chamei a ateno dele.  - Desculpe - Jacob
sussurrou. - Voc podia ir embora, sabe, nos dar um pouco de
privacidade. - "Quem sabe assim eu a esquentaria com um pouco mais de
vontade" - Voc gostaria que eu te ajudasse a dormir, Jacob? - ofereci
no to gentilmente.  - Voc podia tentar - ele disse, despreocupado. -
Ia ser interessante ver quem ia desistir, no ia?  - No me tente
demais, lobo. A minha pacincia no  perfeita assim.  Ele sorriu. - Eu
preferiria no me mover agora, se voc no se importa.  Os pensamentos
dele ainda me perturbaram por um tempo, era somente uma questo de tempo
at que ele dormisse de uma vez, eu podia perceber o seu sono. Mesmo
sendo um lobo, ele era metade humano e como todo humano, ele precisava
dormir. Precisava descansar. Comecei a cantar a cano que eu havia
composto para Bella, eu sabia que em qualquer estagio de sonho o qual
ela estivesse, seu subconsciente me ouviria e saberia que eu estava ali,
bem ao seu lado.  Eu a amava, isso era fato. Ela era meu sol... Isso eu
jamais poderia negar. Eu no sairia da sua vida a no ser que ela me
pedisse, a no ser que ela quisesse verdadeiramente e para isso ela
teria que me pedir... E se ela me pedisse? O que eu iria fazer? Ser
mesmo que eu a deixaria partir como o lobo havia me questionado? Eram
respostas que eu desconhecia. Eu era o culpado por tudo que estava
acontecendo, por ter que deixar os outros partirem para a batalha sem
mim.  Eu no a deixaria, ela no seria a terceira esposa e qualquer que
fosse o preo que eu tivesse que pagar... Ns sairamos dali, todos
vivos. Capitulo 24 - Chantagem  Suportar os sonhos de Jacob estava me
fazendo odi-lo cada vez mais, no era possvel que ele conseguisse ter
tanta criatividade. Embora eu tivesse vontade de abraar e de tocar
Bella da mesma maneira que ele fazia, no iria deix-la livre para que
ele a roubasse de mim. Se ela quisesse me mandar embora, eu iria... Mas
nunca mais a deixaria sozinha novamente por acreditar que no era bom o
suficiente para ela. Ele a abraava com fora, nos sonhos dela s havia
o silncio, enquanto ela repetia a mesma tolice sobre a terceira esposa,
repetia insistentemente e sussurrando "meu Jake!" como se eu j no
tivesse vontade suficiente para mat-lo e que dentre tudo isso ela
tambm sussurrava meu nome.
 Entretanto, v-la pelos sonhos de Black era extremamente irritante,
enquanto ele imaginava toc-la de forma intima, eu sentia vontade de
surr-lo. Perguntei-me se eu o deixasse inconsciente se talvez aqueles
sonhos parassem, eu cantava a msica de ninar de Bella bem baixinho, em
seu subconsciente sabia que ela estava me ouvindo. Algumas horas depois,
agradeci pelo dia estar amanhecendo. Controlar meu impulso assassino por
uma noite inteira foi o mais prximo que consegui chegar para que ela
no congelasse na noite anterior. Respirei fundo e soltei o ar
rapidamente, a barraca fedia a cachorro molhado, eu continuava minha
luta interior para suportar aquilo tudo por somente mais algumas horas.
O cu j estava claro quando percebi a respirao de Bella aumentar
assim como os seus batimentos cardacos, Jacob roncava como um porco,
com o brao segurando-a. Ainda inconsciente ele a abraou com um pouco
mais de fora no momento em que ela tentou levantar. Tentei repor a
mascara que precisava carregar toda vez que a via perto daquele lobo
cretino, foi minha culpa que eles estivessem to prximos, era uma carga
que eu teria que levar comigo para no deixar Bella sofrer novamente.
Ela levantou a cabea no instante em que eu a olhei, nossos olhos se
encontraram rapidamente. - Est mais quente a fora? - ela sussurrou. -
Sim. Eu no acho que o aquecedor ser necessrio hoje. - ela tentou
alcanar o zper, mas seus braos estavam presos. Jacob ainda estava
ressonando. Ele se manteve inerte. - Uma ajudinha? - ela pediu baixinho.
Sorri saboreando o doce sabor da vingana. - Voc queria que eu tirasse
os braos dele completamente do caminho? - No, obrigada. S me solte.
Eu vou sofrer uma hipertermia. - me aproximei e abri rapidamente o zper
do saco, retirei o brao dele com fora jogando-o para fora, ele caiu
com o peito no cho frio. - Hey! - Ele reclamou, seus olhos se abrindo.
Com o susto rapidamente ele voltou para o saco rolando de volta se
jogando em cima de Bella. Percebi sua respirao falhar ficando
asfixiada pelo peso dele sobre seu corpo. Peguei-o com fora e sem
pensar muito eu o joguei contra os ferros da barraca fazendo-a
estremecer. Ele se curvou a minha frente rosnando ferozmente "voc quer
brigar sugador de sangue?", rosnei alto mostrando que estava disposto a
lutar se ele assim quisesse, ah! Como eu queria fazer alguns machucados
que nem mesmo seu poder de cura rpida iria consertar. Os rosnados saiam
involuntariamente do meu peito, Jacob estava disposto  mesma coisa que
eu "eu vou te pegar sanguessuga" ele tambm rosnava. Seu corpo comeou a
tremer, se ele se transformasse ali, certamente Bella ficaria machucada
e isso, eu no permitiria. Ele ainda tentava controlar seu lado humano
racional, no entanto, sabia que a nica maneira de conseguir ao menos me
ferir, era como lobo. Curvados um de frente pro outro e prontos para uma
batalha, ouvimos os pedidos de Bella - Parem! Parem! - Ela gritava
enquanto Seth pedia o mesmo do lado de fora. Ela se levantou no
minsculo espao entre ns, posicionando-se de um jeito que no
poderamos fazer nada sem que a machucssemos de alguma maneira. Ela
colocou a mo no meu peito com o olhar de suplica. Eu precisava tir-la
do caminho para que no se machucasse, passei a mo pela sua cintura
para retir-la do meio de ns dois, era muito perigoso. Um vampiro e um
lobo, inimigos naturais... "Nossa trgua acabou na no inicio da manh
sugador, deixe-me ensinar-lhe uma lio", nossos rosnados ainda eram
altos e raivosos. - Pare, agora - ela me disse, colocando a mo no peito
de Jacob. Aquilo me deixou ainda mais irritado, pois ao seu toque, o
lado racional dele o dominou fazendo com que instintivamente ele se
acalmasse. Eu ainda podia ouvir seu grito interior e seus dentes a
mostra. Do lado de fora Seth estava agitado, seu rosnado era um lembrete
de que Bella era nossa prioridade. "Com o barulho que vocs fazem, at
os mortos vo saber que estamos aqui" - Jacob? - ela chamou a ateno
dele fazendo com que ele a olhasse - Voc est machucado? - ela estava
preocupada com o lobo? - ... claro que no! - ele assobiou. Ela virou-se
para mim, era exatamente naqueles momentos que eu mais me amaldioava
por no poder ler seus pensamentos, no podia saber o que ela realmente
sentia por aquele dbil. Depois de alguns segundos de silncio
obviamente eu j estava nervoso, certamente ela estava editando as
palavras - Isso no foi legal. Voc devia pedir desculpas. - ela disse
finalmente. "Viu s sugador, tem que me pedir desculpa" ele provocou.
"Desculpas?" pensei permitindo que a repulsa fosse perceptvel em meu
rosto - Voc deve estar brincando, ele estava te esmagando! -
resmunguei. - Porque voc o derrubou no cho! Ele no fez aquilo de
propsito, e ele no me machucou. - ela disse num tom srio. Eu no
faria aquilo por ele, decidi que o faria por ela, pelo tanto que te fiz
no poderia negar-lhe nada. Nem mesmo aquele pedido absurdo. Levantei
meus olhos rosnando com o excesso de dio o qual estava quase impossvel
conter - Minhas desculpas, cachorro. - Nenhum dano causado - Jacob
disse, com um tom de escrnio na voz quando percebi Bella cruzar os
braos na frente do peito. No havia tempo para discutir com aquele
quileute imbecil, eu precisava aquec-la. Peguei a pele no cho e
coloquei por cima do seu casaco. - Aqui. - Isso  de Jacob - ela se ops
a aceitar. - Jacob tem um casaco de plos - eu disse entre dentes "posso
mant-la aquecida por mais algum tempo, eu sou bem quente", meu olhar o
fulminou. - Eu vou usar o saco de dormir de novo, se vocs no se
incomodam - ele fingiu me ignorar. - Eu no estava completamente pronto
pra acordar. Essa no foi  melhor noite de sono que eu j tive. -
continuou provocando. - Foi idia sua - esclareci. Jacob se curvou, os
olhos j fechados. Ele bocejou. - Eu no disse que no foi  melhor
noite que eu j passei. Eu s no consegui dormir muito. Eu pensei que
Bella no fosse calar a boca nunca. - ela pareceu ficar preocupada. - Eu
estou feliz que voc tenha gostado - murmurei. Os olhos escuros de Jacob
se abriram. - Voc no teve uma noite boa, ento? - ele perguntou,
conjeturando. - No foi  pior noite da minha vida. - Chegou  lista das
dez piores? - Jacob perguntou perverso com a diverso. - Possivelmente.
- respondi sem vontade enquanto Bella observava aquele pingue pongue de
perguntas esttica. O lobo sorriu vitorioso e fechou os olhos. - Mas, se
eu tivesse sido capaz de ficar no seu lugar na noite passada, isso no
teria chegado  lista das dez melhores noites da minha vida. - "posso
repetir se voc quiser, de repente voc sente como  atravs de mim no
pode ler mentes?" -  Vai sonhando com isso. Os olhos de Jacob se abriram
brilhando. Ele se sentou rigidamente, seus ombros tensos. - Sabe o que
mais? Est lotado demais aqui. - Eu no poderia concordar mais. -
respondi seco, Bella tentou inutilmente dar cotoveladas na minha
costela. - Acho que eu vou recuperar o meu sono depois, ento - Jacob
fez uma cara. - De qualquer forma, eu preciso falar com Sam. - "seu
fedor  horrvel sugador, sentir seu cheiro foi  pior parte da minha
noite". Mais uma vez ela fez aquela expresso, toda vez que ele
precisava partir, a sensao de perda vinha junto. Eu no sabia o que
ela pensava ou o quanto me amava, mesmo que as palavras fossem ditas,
ela poderia mudar de idia. Jacob deixou bem claro que lhe mostraria as
opes. - Jake, espere - ela o alcanou segurando-o pelo brao. Ele o
puxou antes que ela o segurasse com firmeza. - Por favor, Jake? Voc no
vai ficar? - No. - ele havia comeado seu jogo. - No se preocupe
comigo, Bells. Eu vou ficar bem, como sempre fico - ele forou uma
risada. - Alm do mais, voc acha que eu vou deixar Seth ir no meu
lugar, se divertir sozinho e ficar com toda a glria? T certo. - Ele
bufou. Eu tambm daria tudo para estar l com a minha famlia, mas foi o
pedido da mulher que eu amava que me fez ficar. - Tome cuidado... - ela
pediu. - D um tempo, Bella - ele murmurou fechando a tenda novamente.
O silncio permanecia no ar, nenhum animal selvagem, nenhum pssaro
cantando. Nada que eu pudesse me deixar despreocupado... Aqueles eram
verdadeiros sinais de que a guerra estava prxima. Bella se agarrou ao
meu ombro - Quanto tempo mais? - ela perguntou. - Alice disse a Sam que
devia ser em uma hora mais ou menos - respondi tentando no aparentar
preocupao. - Ns ficamos juntos. Acontea o que acontecer. - Acontea
o que acontecer - no podia admitir para ela, no entanto para mim aquilo
era fato. Minha famlia estava entrando na minha guerra. E aquilo me
preocupava. - Eu sei. Eu estou morrendo de medo por eles tambm. - ela
pareceu perceber o motivo do meu silencio. - Eles sabem como se cuidar -
tentei disfarar a voz, no queria preocup-la tambm - Eu s odeio
estar perdendo a diverso. - A expresso dela agora era de raiva - No
se preocupe - beijei sua testa suavemente. - Claro, claro. - Voc quer
que eu te distraia? - perguntei acariciando seu rosto. Lembrei-me do
frio l fora, do casaco que no a estava aquecendo o suficiente. Ela
tremeu com o meu toque - Talvez agora no - naquele momento invejei o
lobo. - Existem outras formas de me distrair. - O que voc gostaria? -
Voc podia me falar das suas dez melhores noites - ela sugeriu. - Eu
estou curiosa. - Tente adivinhar. - sorri. Ela sacudiu a cabea. -
Existem muitas noites das quais eu no sei. Um sculo delas. - Eu vou
facilitar pra voc. Todas as minhas melhores noites aconteceram desde
que eu encontrei voc. - eu disse - Mesmo? - Sim, mesmo, e tambm, com
uma margem bem grande. Ela fez um minuto de silencio. - Eu s consigo
pensar nas minhas. - Elas podem ser as mesmas - encorajei. - Bem, houve
a primeira noite. A noite que voc ficou. - Sim, essa  uma das minhas
tambm. ... claro, voc estava inconsciente na minha parte favorita. -
Isso mesmo - ela pareceu recordar algo - Eu estava falando naquela noite
tambm. - Sim - ela falou meu nome. Por um instante ela pareceu
preocupada. - O que eu disse na noite passada? - ela sussurrou, dei de
ombros. - Ruim assim? - Nada muito horrvel - suspirei. - Por favor, me
diga. - ela pediu. - Em maioria voc disse o meu nome, como sempre. -
Isso no  ruim - ela concordou... - Perto do final, no entanto, voc
comeou a murmurar algumas bobagens sobre 'Jacob, meu Jacob' - tentei
no demonstrar meu cime, minha dor, no sei se fui convincente. - O seu
Jacob gostou muito disso. - eu disse olhando para o teto da tenda, era
difcil para mim viver tudo aquilo, saber que a minha Bella tinha
duvidas em relao aos seus sentimentos. Se eu tivesse lgrimas, eu
teria chorado por t-la deixado. Teria chorado por saber que ela tambm
o amava. Pela minha viso perifrica eu sabia que ela estava me vendo,
ela me beijou no rosto. O toque quente dos seus lbios na minha pele
fria fazia sentir como se eu estivesse vivo. - Desculpa - ela murmurou.
- Essa  s a forma como eu diferencio. - Diferencia? - Entre o Dr.
Jekyll e o Sr. Hide. Entre o Jacob que eu gosto e o que me tira do srio
- ela explicou. - Isso faz sentido. Diga-me outra das suas noites
favoritas. - mudei de assunto rapidamente, no queria dar margem a minha
imaginao. - Voltar pra casa da Itlia. - fiz uma careta. - Essa no 
uma das suas? - ela indagou. - No, na verdade, essa  uma das minhas,
mas eu estou surpreso que esteja na sua lista. Voc no estava com a
ridcula impresso que eu estava agindo por peso na conscincia, e que
eu ia fugir assim que as portas do avio se abrissem? - Sim - ela
sorriu. - Mas, mesmo assim, voc estava l. - Voc me ama mais do que eu
mereo. - eu beijei o topo da sua cabea. Ela sorriu por algo que no me
contou. Ouvi os pensamentos do lobo do lado de fora, ele me avisava que
nossas famlias j estavam a postos. Por um instante lembrei-me da
promessa que ele havia me feito... No iria lutar justo, embora meu pai
tenha me feito prometer que no usaria as mesmas armas, eu sentia uma
imensa vontade de mostrar que ele no era to importante quanto
imaginava ser. - A prxima seria a noite depois da Itlia - eu
continuei. - Sim, essa est na lista. Voc foi to engraada. -
Engraada? - ela parecia confusa. Eu sabia que ele estava atento. - Eu
no tinha idia de que os seus sonhos eram to vvidos. Eu levei uma
eternidade pra te convencer de que voc estava acordada. - Eu ainda no
tenho certeza - ela murmurou. - Voc sempre pareceu mais com um sonho do
que com a realidade. Diga-me uma das suas agora. Eu adivinhei a sua
primeira colocada? - No, essa seria ha duas noites atrs, quando voc
finalmente aceitou casar comigo. - agora ela quem fez careta. - Essa no
est na sua lista? - Sim... Est. - ela disse depois de analisar seus
pensamentos frequentemente editados. - Com reservas. Eu no entendo
porque isso  to importante pra voc. Voc j me tem pra sempre. -
Daqui a cem anos, quando voc tiver ganhado perspectiva suficiente pra
realmente apreciar a resposta, eu vou explicar pra voc - aquela
conversa estava me lembrando de tantos momentos bons, lembrei-me que
desde que a deixei para que o lobo a levasse at ali, eu no a havia
tocado ou beijado. Eu precisava dela, precisava do seu calor. Era
egosta eu sabia... Mas com Bella, eu me sentia vivo. Por um momento eu
pensei que poderamos esquecer Jacob e viver sem sua presena. - Eu vou
te lembrar de explicar, daqui a cem anos. - Voc est aquecida o
suficiente? - perguntei. - Eu estou bem - ela assegurou. - Por qu? -
antes que eu pudesse responder o lobo gritou do lado de fora, Bella
permaneceu imvel por algum tempo. Ela podia diferenciar seu uivo mesmo
a quilmetros de distncia. No adiantava me perguntar qual era a
ligao que eles possuam afinal, ela estava ali e existia. Ele usava
dos sentimentos dela para mov-la em sua direo. Manipulando-a. Eu me
permiti jogar o seu jogo. Quando o percebi chegar falei sobre o nosso
casamento "eu te mato sugador" ele gritava "ser guerra" ele continuava.
Seu uivo era to alto e estridente que nem seu pensamento altamente
irritante conseguia superar. "A trgua est terminada".
 Ela me olhou horrorizada, antes mesmo que pudesse perguntar eu
respondi. - Porque o seu aquecedor passou dos limites - respondi. - A
trgua est acabada - acrescentei. - Jacob estava escutando - ela
murmurou. - Sim. - Voc sabia. - Sim. - ela me olhou atnita. - Eu nunca
promet que lutaria de forma justa - lembre-a. - E ele merecia saber. -
Ela colocou as mos na cabea - Voc est com raiva de mim? - eu nunca
saberia jogar com os sentimentos dela como ele sabia fazer... Diferente
dele, eu no conseguiria v-la atormentada sem sentir culpa por isso. -
No de voc. Eu estou horrorizada comigo. - ela justificou. - No se
atormente - supliquei. - Sim... Eu devia guardar as minhas energias pra
atormentar Jacob um pouco mais. Eu no ia querer deixar nenhuma parte
dele intacta. - Ele sabia o que estava fazendo. - Voc acha que isso
importa? - ela tentava conter o choro, mas eu podia ver lgrimas em seus
olhos e no pude deixar de me sentir culpado por aquilo. - Voc acha que
eu me importo se ele foi ou no foi adequadamente avisado? Eu estou
machucando ele. Toda vez que eu me viro, eu estou machucando ele de
novo. - ela quase gritava de to nervosa - Eu sou uma pessoa odiosa. -
No, voc no . - abracei-a com fora. - Eu sou! O que h de errado
comigo? - ela quis se soltar e eu a deixei ir, no poderia prend-la
ali, mesmo que no fosse da minha vontade que ela o seguisse. - Eu tenho
que ir encontr-lo. - Bella, ele j est  milha de distncia, e est
frio. - Eu no me importo. Eu no posso simplesmente sentar aqui - ela
retirou o casaco do lobo e calou as botas rapidamente - Eu tenho que...
Eu tenho que... - seu nervosismo no permitia que ela terminasse a
frase, mas eu sabia qual era o final "ir atrs dele" as palavras no
ditas cortou-me como navalhas afiadas, embora eu no sentisse dor
fsica, eu podia perceber o tamanho dos seus sentimentos por ele. Ela
caminhava na neve ignorando os ps que afundavam na neve, Seth
Clearwater estava encurvado num remendo de galhos secos embaixo da
sombra de uma rvore, com a cabea nas patas. Ele havia ouvido nossa
conversa, ele sabia que foi proposital e Jacob tambm j sabia... Eu a
segui do lado de fora da barraca, no precisei me movimentar to rpido
para alcan-la, visto que por si s, ela se batia nas rvores. Segurei
seu pulso enquanto ela lutava para se soltar - Voc no pode ir atrs
dele. Hoje no. J est quase na hora. E mais que tudo, voc se perder
no ia ajudar ningum. - ela ignorou lutando para que eu a soltasse, o
pensamento dele era to importante a ponto de faz-la ignorar sua
segurana? - Eu lamento Bella - sussurrei. - Eu lamento por ter feito
isso. - Voc no fez nada. A culpa  minha. Eu fiz isso. Eu fiz tudo
errado. Eu podia ter... Quando ele... Eu no devia ter... Eu... Eu... -
Ela estava soluando. - Bella, Bella. - eu havia feito de novo, eu a
havia machucado. Abracei-a com carinho permitindo que chorasse. - Eu
devia ter, dito a ele, eu devia, ter dito. Ele no devia ter descoberto
isso assim. - Voc quer que eu veja se eu consigo traz-lo de volta,
para voc poder falar com ele? Ainda h um pouco de tempo - no havia
nada que eu pudesse fazer, como eu no sabia mago-la, naquele round,
Jacob havia vencido. Ela sacudiu a cabea positivamente ainda colada ao
meu peito - Fique na tenda. Eu volto logo. Corri o mais rpido que pude
para buscar o dbil que tanto me atormentava, mas eu no podia deixar
Bella sofrer. No era justo, aquela guerrilha entre Jacob e eu estava se
tornando por demais dolorosa. No para mim ou para ele, e sim, para
Bella. Puni-me mentalmente tentando encontrar uma maneira de me
desculpar, no era justo cobrar dela uma deciso. No era justo porque
eu fui responsvel pela aproximao do lobo. O vento batia no meu rosto
em rajadas cortantes. Preocupei-me por ter deixado Bella sozinha, foi
quando finalmente consegui alcanar Jacob. Ele parou ao sentir meu
cheiro, estvamos a trs metros de distncia um do outro quando ele se
virou para mim na sua forma de lobo. Ele sabia que no precisava emitir
palavras para que eu o entendesse "sabe que se a transformar ser
guerra, sugador de sangue", ele rosnou alto. - Eu sei, e sei tambm que
eu poderia passar toda a vida que ela tem pela frente ao seu lado, mas
Bella  teimosa e ns dois sabemos disso. "Isso no  desculpa sugador,
apenas se recuse" - E como voc pretende que eu faa isso? Se eu no
fizer, outro o far... Eu ainda tenho esperanas que ela mude de idia.
Acredite Jacob, eu sou aquele que mais sentir falta da Bella quente e
humana. "Deixar de am-la se ela for uma vampira?" - Nunca, Bella foi
feita para mim - eu disse - eu nunca deixaria de am-la, mas no quero
que ela deixe de ter emoes. Sei que ser doloroso ver Charlie partir,
no poder contar com as pessoas que ama por toda eternidade. Por isso eu
vim atrs de voc... S voc pode tirar essa idia estpida da cabea
dela. "No far diferena, no agora... Voc conseguiu o que queria,
vocs iro se casar, no foi o que voc deixou claro para mim?" - ele
disse com uma raiva evidente. - Lobo... No me tire do srio,  muito
difcil para mim estar aqui e s o fao porque no sei jogar sujo como
voc, sem me sentir culpado por fazer com ela derrame suas lgrimas.
Embora nenhum de ns dois a merea. Eu a amo... E sei que ela me ama,
mas voc est sempre no meio... Sei que ela o ama tambm - admiti. -
Jacob, se Bella  nossa prioridade nesse momento temos que lutar juntos
pelo seu bem. "Est propondo outra trgua?" - No. Estou pedindo apenas
que volte e faa-a sentir melhor. Sua cena anterior a deixou perturbada.
"No vou fazer isso por voc, s quero deixar claro que ainda estou no
preo. Enquanto ela respirar, ainda ter opes. Eu vou lutar com as
minhas armas" - ... o seu direito se frustrar, Bella ser minha esposa.
"... o que ns vamos ver" ele disse voltando a sua forma humana. - ela
ainda pode mudar de idia sugador de sangue, eu vou voltar... Vamos.
Seth informou que ela est preocupada com ns dois. - Eu sei Jacob, eu
vi... - Aproveitando a oportunidade - ele disse passando por mim - saia
da minha cabea. Corremos de volta para onde estava nossa barraca, ao
longe podamos ouvir a preocupao de Seth, ele estava preocupado
conosco, alias, no s conosco... Havia algo mais, um cheiro estranho
que ele identificou... O garoto era um bom co de guarda e isso eu
precisava admitir. Eu podia ver atravs de seus pensamentos as
expresses de Bella, preocupada com o lobo dbil que corria ao meu lado.
Estvamos prximos agora, a clareira j era visvel. Bella estava
prxima a Seth com um olhar assustado. - Somos s ns, Seth - Jacob
disse  distncia. Sai do meio das rvores e me aproximei do jovem lobo
"senti um cheiro estranho" ele disse, "no era o cheiro de nenhum de
vocs dois, pude ouvir tambm os pensamentos dos outros, eles dizem que
a batalha vai ser adiantada... A vampira vidente errou os horrios" ele
continuou. Aquilo me preocupou de um jeito que no consegui esconder.
Bella me olhava atentamente. - Sim, isso  tudo o que precisamos - eu
murmurei de forma que s eu e Seth ouvssemos, embora tenha dito aquelas
palavras altas demais. - Eu suponho que no deveramos estar surpresos.
Mas o timing vai ser bem apertado. Por favor, faa Sam pedir a Alice pra
tentar acertar melhor os horrios. - ele assentiu. Agora seria a parte
mais difcil, deix-la a ss com Jacob para que se sentisse a vontade
para decidir, se meu corao batesse, ele pararia naquele momento. Ela
estava confusa e eu sabia, assim como sabia que ela havia decidido se
casar comigo por causa de uma chantagem. Eu a havia feito decidir sob
presso. Eu nunca me perdoaria por t-la deixado, eu nunca me perdoaria
se algo acontecesse. Ainda com aquela dor que no queria me deixar me
aproximei, os pensamentos de Jacob eram silenciosos... Eu queria poder
ter lagrimas, ter calor... Transmitir a ela de uma maneira verdadeira
como eu estava me sentindo. Eu a amava e no importaria que direo seu
corao tomasse... Continuaria amando-a da mesma maneira. - Bella - eu
disse num murmrio temeroso. No era preocupao realmente, era medo de
perd-la, medo do perigo que o lobo representava para mim... Ele era o
nico que poderia tir-la de mim e eu precisava deix-la sozinha com
ele. - H uma pequena complicao - eu no estava mentindo, mas tambm
no precisava sair dali, entretanto, seria melhor. Eu sabia que seria
mais fcil se ela tivesse a certeza de que eu no estaria ouvindo. - Eu
vou levar Seth em algumas direes pra entender isso. Eu no vou longe,
mas eu tambm no vou ouvir. Eu sei que voc no quer uma platia, no
importa que caminho voc decida seguir. - era difcil admitir que ela
pudesse escolh-lo. - Volte rpido - ela sussurrou. Dei-lhe um leve
beijo nos lbios, por mim, eu a carregaria dali e nunca mais a deixaria
ir... Mas eu precisava me separar e aquele beijo era como um simples at
logo ou um longo adeus. Rapidamente eu sa com Seth em busca do cheiro
que ele havia sentido, o lobo percebeu minha real inteno. Em seus
pensamentos estava o pesar por mim e por Jacob, ns dois lutando pelo
amor de Bella. Corremos ao redor da barraca, mesmo que eu no quisesse
ouvir, minha percepo captava cada movimento de Jacob, sua falsa
nobreza, seu altrusmo completamente egosta. Era incrvel poder ver
como ele a manipulava sem culpa. Seth percebia minha dor, me olhava com
verdadeiro pesar, ele queria estar na luta, ele queria participar da
batalha. - s restamos ns Seth - eu disse - eu tambm adoraria essa
diverso. - suspirei. Precisvamos ficar fora tempo o suficiente para
que ela pudesse decidir de que lado ficaria, o que iria fazer a partir
daquele momento. Estvamos longe o suficiente para que seus pensamentos
no pudessem ser ouvidos. Somente quando Seth deu o sinal de que ele
havia se transformado  que voltamos para a clareira rapidamente, no
podamos nos dar ao luxo de deix-la sozinha sendo que o cheiro estranho
estava no ar. No havia nada do lado de fora da barraca, mas eu podia
sentir seu cheiro, ou melhor, o fedor de cachorro que estava impregnado
naquele lugar. Entrei na barraca e a vi deitada com o rosto apertado no
saco de dormir, era uma cena lamentvel, eu sentia muito por v-la ter
que decidir de que lado estaria seu corao. Coloquei minha mo em seu
ombro fazendo-a tremer - Voc est bem? - eu quis saber. - No. Eu quero
morrer. - ela respondeu chorosa. - Isso no vai acontecer nunca. Eu no
vou permitir. - respondi. - Voc pode mudar de idia sobre isso. - Onde
est Jacob? - perguntei como se j no soubesse. - Ele foi lutar - ela
no me olhava. Ele gritava alto para que eu pudesse ouvir, forte e
provocativo. Tentei me desvencilhar daqueles pensamentos quando ouvi seu
grito de vitoria por ter conseguido finalmente arrancar aquele beijo.
Uma dor cortante se apossou de mim... Mas eu sabia, no fundo eu sabia
que ela s o havia feito porque ele garantiu que ficaria. Eu sabia que
ele no ficaria. Contudo o consentimento daquele beijo nos livraria de
uma briga. Vitorioso, Jacob tinha deixado o acampamento alegremente -
com um alegre "eu vou voltar" - correndo a galope para a clareira, j
estremecendo enquanto ele se preparava pra se transformar em seu outro
ser. Suas lembranas eram vividas, olhei para fora da barraca, os
pensamentos de Seth me diziam que agora tambm podia entender meus
sentimentos. Incrdulo ele me olhou sem entender. Naquele momento, todo
o bando j conhecia a verdadeira histria de como Jacob conseguiu um
beijo de Bella.
 Fazendo-a sofrer de forma indecente para conseguir um beijo. Era
evidente nas suas intenes que se ela no o desse, ele o roubaria e
provavelmente ela quebraria a outra mo.  Ele sabia que se o fizesse
contra a vontade dela, ns iniciaramos nossa guerra particular, ele no
iria arriscar, ele sabia que eu saberia de uma maneira ou de outra. - Oh
- eu disse entendendo finalmente o que havia acontecido. um sorriso
espontneo saiu pela minha garganta, eu no acreditava como ela podia
ser to boba. - E eu pensava que eu lutava sujo - gargalhei invejando a
atitude corajosa dele - Ele me faz parecer com o santo patrono dos
ticos. Eu no estou com raiva de voc, amor. Jacob  mais esperto do
que eu tinha acreditado que ele fosse. No entanto, eu gostaria que voc
no tivesse pedido. - alisei seu rosto embora ela estivesse relutante. -
Edward - ela sussurrou. - Eu... Eu... Eu estou... - eu sabia que havia
arrependimento e sentimento de culpa em seu corao. De fato. O lobo
sabia jogar e investia pesado em suas conquistas. - Shh - pedi que
silenciasse tocando seu rosto delicadamente. - No foi isso que eu quis
dizer. ... s que ele teria te beijado de qualquer jeito, mesmo se voc
no tivesse cado nessa, e agora eu no tenho desculpa pra quebrar a
cara dele. Eu teria gostado disso tambm. - Cado nessa? - ela perguntou
sem entender, Bella era realmente incrvel. To forte e intuitiva para
umas coisas e completamente inocente para outras. - Bella, voc
realmente acreditou que ele era nobre? Que ele sairia numa chama de
glria s pra deixar o caminho livre pra mim? - ela me olhou
desconfiada, eu podia sentir o pulsar do seu corao... - Sim, eu
acreditei nisso - ela sussurrou. - Voc  uma pssima mentirosa, que
voc acredita em qualquer um que tenha o mnimo de habilidade. - eu
sorri, ela no podia enganar ningum com suas mentiras, porm Jacob
enganaria at mesmo a mim se eu no pudesse ler seus pensamentos. - Voc
no est com raiva de mim? - ela murmurou - Porque voc no me odeia? Ou
voc ainda no ouviu a histria inteira? - Eu acho que dei uma olhada
bem compreensiva -tentei acalm-la - Jacob faz imagens mentais vvidas.
Eu quase me sinto to mal pelo bando dele quanto eu me sinto por mim
mesmo. O pobre Seth estava ficando nauseado. Mas agora Sam est fazendo
Jacob se concentrar. Voc  apenas humana - murmurei tentando acalm-la,
tocando seu cabelo com carinho. - Essa  a defesa mais miservel que eu
j ouv. - Mas voc  humana, Bella. E, por mais que eu queira que seja
de outra forma, ele tambm ... Existem buracos na sua vida que eu no
posso preencher. Eu compreendo isso. - eu era capaz de me julgar e me
punir, sabia que eu mesmo era responsvel por todos aqueles
acontecimentos. T-la conhecido, ter cedido aos seus encantos, ter
matado James, t-la deixado sob os cuidados dos lobos mesmo que no
soubesse quem eles eram, no ter previsto que Victria viria atrs dela,
essa guerra e os Volturi... Tudo era responsabilidade minha, eu era o
nico culpado. - Mas isso no  verdade. ... isso que me faz sentir
horrvel. No existem buracos. - Voc o ama - perguntei. - Eu te amo
mais - ela disse. - Sim, eu sei disso tambm. Mas... Quando eu deixei
voc, Bella, eu te deixei sangrando. Foi Jacob que te costurou de novo.
Isso tinha chance de deixar marcas, em vocs dois. Eu no tenho certeza
de que esse pontos se dissolvem sozinhos. Eu no posso te culpar por uma
coisa que eu tornei necessria. Eu posso ganhar perdo, mas isso no me
deixa escapar das consequncias. - Eu devia saber que voc ia encontrar
alguma forma de culpar a si mesmo. Por favor, pare. Eu no aguento. -
ela ainda se culpava? Como poderia se culpar se quem partiu fui eu? - O
que voc gostaria que eu dissesse? - Eu quero que voc me chame de todos
os nomes ruins em que conseguir pensar, em todas as lnguas que voc
conhecer. Eu quero que voc me diga que est com nojo de mim e que vai
embora para eu poder implorar e rastejar de joelhos para que voc fique.
- ela disse num flego. Aquilo era inadmissvel, eu jamais a culparia,
nunca tomaria qualquer atitude que a fizesse ficar pior do que j
estava. - Eu lamento - suspirei. - Eu no posso fazer isso. - Pelo menos
pare de tentar fazer com que eu me sinta melhor. Deixe-me sofrer. Eu
mereo. - No - aquilo era to desnecessrio. Ela balanou a cabea
lentamente. - Voc est certo. Continue sendo compreensivo. Isso
provavelmente  pior. - Seth se movimentou do lado de fora dirigindo seu
pensamento a mim. nossas famlias estavam a postos, preparados para a
batalha. - Est chegando perto - ela percebeu minha mudana repentina. -
Sim, mais alguns minutos agora. S tempo suficiente pra dizer mais uma
coisa... - pausei e respirei fundo para depois continuar - Eu posso ser
nobre, Bella. Eu no vou fazer voc escolher entre ns dois. S seja
feliz, e voc pode ter a parte de mim que voc quiser, ou nenhuma delas,
se isso for o melhor. No deixe que nenhum dbito que voc acha que tem
comigo influenciar na sua deciso. - ela se deitou sobre meus joelhos. -
Droga, pare com isso! - ela gritou. - No, voc no entende. Eu no
estou apenas tentando fazer voc se sentir melhor, Bella, eu estou
falando srio. - tentei acalm-la. - Eu sei que est - ela brigou - O
que aconteceu com lutar de volta? No comece com o auto-sacrifcio nobre
agora! Lute! - Como? - eu no era to baixo quanto Jacob e aquilo em
entristeceu. Por um breve momento eu desejei ser. Ela se jogou em cima
de mim jogando seus braos ao meu redor. - Eu no me importo que seja
frio aqui. Eu no me importo que eu esteja fedendo como um cachorro
agora. Faa-me esquecer o quanto eu sou horrvel. Faa-me esquecer ele.
Faa-me esquecer meu prprio nome. Lute de volta! - ela me beijou
freneticamente numa tentativa frustrada de se livrar da culpa que
certamente a possua, no era que eu no quisesse seu beijo. Mas no
podia me permitir abusar do seu momento de fragilidade. Aquele lobo
cretino havia conseguido o que queria afinal, Bella estava em pedaos.
Ela ainda acreditava que tinha sido culpada por tudo que ele havia
feito. Seus lbios me beijavam com avidez, com fervor... Mas eu no
faria nada, ao menos no enquanto ela estivesse magoada. - Cuidado, amor
- consegui dizer quando ela parou para respirar. - No - ela rosnou.
Afastei-me lentamente, eu sabia que uma atitude abrupta ou as palavras
erradas poderiam piorar a situao. - Voc no tem que provar nada pra
mim. - Eu no estou tentando provar nada. Voc disse que eu podia ter a
parte de voc que eu quisesse. Eu quero essa parte. Eu quero todas as
partes - ela tentou alcanar meus lbios mais uma vez, permiti-me aquele
momento de insanidade. Os lbios dela junto aos meus eram como o fogo
quente no gelo, quebrando a frieza... Contudo ela queria mais, eu sabia
quais eram as suas intenes... Eu a queria, eu imaginava aquele momento
todo instante. O momento em que eu poderia ver seu corpo n entregue
languido e permissivo pronto para mim. Ela no sabia quantas vezes eu
criei, assim como Jacob, momentos onde eu a possua por inteiro. Nenhuma
outra mulher havia conseguido me tirar o controle como Bella o fazia.
Mas eu no podia permitir... No naquele momento. Segurei suas mos
restringindo seus movimentos - Talvez esse no seja o melhor momento pra
isso - percebi seu olhar de reprovao. - Porque no? - ela quis saber,
seus braos soltaram meu pescoo caindo sobre seu colo. - Primeiro,
porque est frio. - peguei o saco de dormir e a cobri como se fosse um
cobertor. - Errado. Primeiro, porque voc  bizarramente moral pra um
vampiro. - ela reclamou. Sorri com vontade - Tudo bem, eu te dou essa. O
frio  a segunda. E terceiro... Bem, na verdade voc est fedendo, amor.
- torci o nariz, aquilo era verdade, a barraca inteira fedia a cachorro.
- Quarto - murmurei, baixando o rosto at que estivesse sussurrando no
seu ouvido. - Ns vamos tentar Bella. Eu vou cumprir a minha promessa.
Mas eu preferiria muito que isso no fosse uma reao a Jacob Black. Ela
enterrou o rosto no meu ombro - E quinto... - Essa  uma lista bem longa
- ela disse. Sorri . - Sim, mas voc queria ouvir a luta ou no?
Enquanto falvamos, Seth uivou estridentemente fora da fora. Eu no
podia acreditar no que estava acontecendo, eu tinha certeza de que nada
seria em vo, precisava me preparar para defend-la a qualquer custo,
sem ela a vida no tinha valor eu morreria por ela. Coloc-la em risco
foi meu primeiro erro, precisava me concentrar ao mximo para encontrar
uma soluo, como poderamos salva-la? Eles estariam em maior numero,
ns no podamos esperar por ajuda. Alm dos vira-latas ningum mais
iria ajudar. O simples fato de t-los lutando ao nosso lado me fazia
pensar no quo perto Jacob Black estaria de Bella, minha Bella. Mais eu
lutaria ate o fim, mesmo que minha vida dependesse disso, o final?
Ningum poderia prever, no sabamos quem sairia vivo dessa batalha,
mesmo assim todos queriam enfrentar esse desafio, exceto minha irm
loira e egosta. Ela acreditava que eu era um tolo por amar tanto uma
humana a ponto de colocar nossa famlia em risco. A possibilidade de
todos ns morrermos ali era imensa, mais eu no podia mais permitir que
Victria vivesse, eu sabia que ela perseguiria Bella por toda
eternidade. Se eu desviasse minha ateno um segundo ela talvez
conseguisse mat-la, no cometeria o mesmo erro novamente, ao longe ouvi
um lobo uivar, a batalha estava pra comear. Capitulo 25 - A luta.
Bella estremeceu enquanto o lobo uivava do lado de fora anunciando o
inicio da batalha entre minha famlia junto aos lobos e o exercito de
Victoria. Seu corpo ficou tenso demais enquanto suas unhas estavam
cravadas no ferimento em sua mo. Eu queria poder fazer mais do que
estava fazendo naquele momento, porm eu precisava estar com Bella, j
era complicado demais ter que estar distante e permitir que lutassem por
mim. Contudo Bella tinha razo... Separados, ramos um para o outro. Eu
nunca me sentiria seguro se precisasse deix-la com algum lobo na
reserva. Segurei sua mo delicadamente retirando seus dedos do
ferimento. Embora ela relutasse, eu podia ver seus olhos amedrontados
por mais que ela dissesse que no estava com medo. - Tudo vai ficar bem,
Bella - prometi com uma segurana que nem eu mesmo tinha - Ns temos
habilidade, treinamento, e a surpresa ao nosso lado. Estar acabado
muito em breve. Se eu no acreditasse nisso verdadeiramente, eu no
estaria aqui agora, e voc estaria aqui, acorrentada em uma dessas
rvores ou algo ao longo dessas linhas. - Alice  to pequena - ela
gemeu. No consegui conter a gargalhada que se seguiu - ento ela no
havia aprendido nada sobre Alice mesmo - Esse podia ser um problema...
Se fosse possvel algum agarr-la. "Porque tenho que ficar para trs?
Isso no  justo..." Seth chorou do lado de fora.
 - O que h de errado? - - Ele s est com raiva por estar preso aqui
conosco. Ele sabe que o bando o tirou da ao pra proteg-lo. Ele est
salivando pra se juntar a eles. - eu podia ver pela mente de Seth que
era interligada as dos outros lobos, dessa maneira, eu poderia estar
atento a tudo o que se passava. O lobinho inquieto do lado de fora nem
ao menos tinha noo do que estava para acontecer. Eu devia dar  mo a
palmatria, Jacob havia agido certo junto a Sam por deix-lo para trs.
Provavelmente estaria to afoito que um embate com os recm nascidos
seria perigoso ou at mesmo mortal. Bella fez uma careta como se
estivesse aborrecida com a atitude do lobo, eu podia perceber que
estavam chegando, os lobos tinha uma ligao fascinante, era como se eu
pudesse sentir o cheiro do exrcito de Victoria. - Os recm-nascidos
alcanaram o fim do rastro, funcionou como um feitio, Jasper  um
gnio, e eles sentiram o cheiro dos que esto na clareira, ento, agora
eles esto se separando em dois grupos, assim como Alice disse -
murmurei - Sam est nos levando pra comear a emboscada. - Eu estava me
sentindo como um deles e por um instante me senti como se estivesse no
campo de batalha pronto para cravar meus dentes naqueles recm nascidos
despreparados. Seth respirava e ofegava com a expectativa do confronto,
ele se mantinha alerta, com a mente fixa no que estava acontecendo na
clareira. Olhei para Bella que estava completamente paralisada -
Respire, Bella. Eu podia sentir nos seu olhar fixo o medo estampado. Era
como se a qualquer momento todos ns pudssemos estar mortos. Ela no
temia somente por ns, ela temia pelo seu pai, pelos quileutes da
reserva de La Push, pela minha famlia, pelos lobos e principalmente por
Jacob Black. Aquilo me feria profundamente, entretanto, no havia nada
que eu pudesse fazer. Ela tambm o amava. O olhar desnorteado me encarou
com verdadeiro pavor, ela estava sentindo mais medo do que qualquer um
que estivesse preparado para enfrentar a guerra que estava por vir. Os
olhos atentos de Seth no perdia os movimentos que estavam acontecendo
na clareira. Estvamos a postos e a espreita, de fato, Jazz era um gnio
das tticas de guerra. Eu quase podia senti-los chegando. Ele cravou as
unhas na terra como se as estivesse afiando. Seus dentes ficaram a
mostra no instante em que percebemos os primeiros vampiros adentrarem na
clareira, eles correram em nossa direo batendo de frente com os lobos,
eles saltavam sobre os recm nascidos como se estivessem esperando
aquele momento a muito tempo - O primeiro grupo est na clareira. Ns
podemos ouvir a luta. - eu disse visualizando cada passo, cada movimento
atravs do pensamento de Seth, era incrvel como a unificao da mente
dos lobos poderia ser empolgante num momento como aquele. Os dentes de
Bella bateram um no outro assustadoramente, ela tinha medo. Seu olhar
amedrontado, apavorado me dizia isso. Sorri brandamente, minha mente
agora estava conectada com a deles, o bando parecia feroz e divertido ao
mesmo tempo - Ns conseguimos ouvir Emmett, ele est se divertindo. -
ele nunca me deixaria esquecer a batalha que perdi. Eu podia sentir cada
movimento como se eu estivesse l. - O segundo grupo est se preparando,
eles no esto prestando ateno, eles ainda no nos ouviram. "Eles
sentiram o cheiro da Bella" Seth me dirigiu seu pensamento, tentei
manter a expresso calma, mas um rosnado inconsciente brotou no meu
peito. Minha viso ficou nublada, de repente eu tinha que buscar outra
sada caso eles nos encontrassem realmente. - O que foi? - - ela ofegou.
- Eles esto falando sobre voc - meus dentes se trincaram. - Eles devem
ter certeza de que voc no vai escapar... - percebemos a aproximao de
Leah - Belo movimento, Leah! Mmm, ela  bem rpida - murmurei. - Um dos
recm-nascidos sentiu o nosso cheiro, e Leah o derrubou antes mesmo que
ele pudesse se virar. Sam est ajudando ela a acabar com ele. Paul e
Jacob pegaram outro, mas agora os outros esto na defensiva. Eles no
tm idia do que fazer conosco. Os dois lados esto se defendendo... -
vi que os lobos menores tomavam a frente para voltar ao ataque - No,
deixe Sam liderar. - Embry ficou entre os recm nascidos - Fique fora do
caminho. - eu no conseguia me desvencilhar do que estava acontecendo na
clareira - Separem eles, no deixem que eles protejam as costas um do
outro. - os recm nascidos se juntaram de costas um para o outro se
protegendo dos nossos ataques. Eles sabiam que mesmo tendo um numero
maior, ns ramos mais experientes. Mas, havia uma pergunta que estava
em minha mente. Uma pergunta que no poderia ser feita, porm me
preocupava imensamente. Onde estava Victoria? O choramingo de Seth era
devido ao fato de no poder estar com os outros "eu queria estar l,
isso no  justo" ele chorava insistentemente. O bando os cercou na
direo da clareira - Isso  melhor, leve eles em direo  clareira - a
sensao era extasiante, Seth compartilhava comigo a vontade de poder
ter estado naquela clareira, de poder lutar pelas nossas vidas. Lutar
por Bella. Um cheiro conhecido cruzou o ar, o lobo ao meu lado conectou
seu pensamento ao meu "sinto cheiro de outros vampiros" eu tambm
sentia. No era um cheiro desconhecido, eu sabia a quem pertencia. De
repente, todas as minhas indagaes sobre onde ela estava se dissiparam,
ela era ardilosa e nem mesmo o odor desagradvel deixado por Jacob foi o
suficiente para distra-la e despist-la. Percebi que os olhos de Bella
cresceram, ela me olhou extremamente amedrontada, eu tinha que pensar
rpido, eu precisava de outra sada... Inconscientemente ela apertou
seus dedos em meu brao. Era hora de sair dali. Levantei-me rapidamente
trazendo-a junto ao meu corpo, junto comigo. No a deixaria um segundo
sequer. Minha fria era tanta que rasguei a barraca com apenas uma mo,
fazendo-a em pedaos soltos pelo cho. Ainda atento continuei olhando
para Seth "eu vou Edward, deixe-me tentar par-la antes que chegue at
ns", mas Victria no estava sozinha, havia mais algum com ela
"tentarei det-la enquanto voc leva Bella para longe" ele afirmou. E a
sussurrei urgentemente. - Vai, Seth! - ele correu o quanto pode seguindo
o rastro deixado pela vampira que eu mesmo faria questo de estraalhar
caso a encontrasse. Bella ainda estava paralisada, sua respirao estava
pesada. Ela no conseguia se mover. Parecia estar montando um terrvel
quebra cabeas mental. Que diabos, eu no podia ler seus pensamentos
para ajud-la naquele momento, ela parecia ser uma estatua tamanho era o
seu pavor. Carreguei-a rapidamente, no havia tempo a perder, eu no
podia esperar at que retornasse a si. Mas tambm no podia deixar de
pensar se ela estava preocupada com o lobo sarnento que conseguiu lhe
tirar um beijo. Parei no muito longe, eu podia ouvi-la, eu podia
senti-la... Parei prximo ao penhasco, eu podia ouvir cada palavra dita
atravs dos seus pensamentos"Hoje eu extermino aquela humana" Seus
pensamentos me acertaram em cheio, eu sabia que se ela chegasse perto,
Bella estaria correndo um grande risco. No podia deixar que isso
acontecesse. Se Victoria nos encontrasse ali, certamente a batalha das
nossas famlias teria sido em vo. Coloquei-me em posio de defesa, se
ela quisesse chegar at Bella, teria que passar por mim, eu acabaria com
ela antes que pudesse toc-la. Eu sabia o quo Victoria poderia ser
ardilosa, no imaginei que pudesse farejar meu cheiro ate aquela
clareira, acreditei que o frio fizesse com que nosso aroma se
dissipasse, no entanto, ela estava ali, a espreita. Pronta para atacar.
Ouvi ao longe seu sussurro "voc fica ao meu lado. Eles so ardilosos e
cheios de truques, precisamos acabar com eles Riley, ele me fez muito
mal" ela dizia como se quisesse encantar o parceiro. Na mente dele, pude
notar toda historia fantasiosa contada por Victoria. Curvei-me para
frente, estendi os braos e esperei. Ela estava prxima demais... To
prxima que a certeza de que ela queria o sangue de Bella, no estava
somente em seus pensamentos.  Coloquei-a atrs de mim, eu podia sentir
que a estava pressionando contra a parede de pedra atrs de ns. Se
Victoria queria vir, que viesse. Eu acabaria com ela mesmo assim. -
Quem? - Bella perguntou amedrontada. - Victoria - respondi entredentes -
Ela no est sozinha. Ela sentiu o meu cheiro, seguindo os
recm-nascidos pra assistir, ela nunca teve a inteno de lutar ao lado
deles. Ela fez uma deciso repentina de vir me encontrar, achando que
voc estaria onde eu estivesse. Ela estava certa. Voc estava certa.
Sempre foi Victoria. Ela ainda vinha por entre as rvores... Agora eu
podia ouvir no s seus pensamentos, como tambm seus passos...
"encontramos, agora vingarei o meu James" Bella continuava paralisada,
movimentei-me mudando a posio do meu corpo, eu agora estava em posio
de ataque, um rosnado furioso saiu da minha garganta no instante em que
os vi sair da clareira. Eles andavam lado a lado. O garoto loiro entrou
na clareira a pouco mais de um metro de distancia de Victoria, ela era
inteligente e sabia que seria minha primeira opo de ataque, ele me
olhava fixamente tentando encontrar rastros do vampiro cruel que ela lhe
mostrar. Ele no era bobo, ainda tinha duvidas sobre o que realmente os
havia levado at ali... Ela olhava para Bella com olhos mortais. Meus
dentes trincaram e tive que conter minha vontade de saltar no pescoo
dela e arrancar-lhe a cabea. "no ser to difcil destroc-los, vocs
so to indefesos... ela  to indefesa quanto estava meu James quando
sua famlia o destruiu" ela dirigiu seu pensamento a mim. "Eu posso
sentir o cheiro da humana, ela ser o lanche logo depois que acabarmos
com voc" ela mantinha-se silenciosa, a espreita... Curvou seu corpo em
posio de ataque, ela queria atacar, mas no queria dar o primeiro
passo. Seu corpo se movimentava milimetricamente de um lado para o
outro, ansioso, cheio de sede. Os olhos fixos em Bella, e os meus fixos
nela e em Riley... Bella tremeu atrs do meu corpo, ela segurava meu
brao com a fora que tinha, estava to focada no que estava se passando
que nem sei se tinha se dado conta de quanto parecia assustada "o cheiro
dela  to delicioso... ela me parece to apetitosa, ser um banquete
para ns aps acabarmos com voc" ela sibilou. "Vou mat-la lenta e
dolorosamente..." ela continuou. Eu no podia crer, no queria
visualizar aquela cena embora sua mente se mantivesse vivida. Ela tinha
uma idia clara do que queria... Queria Bella, morta. Ento no foi por
isso que havia lutado durante todo um ano? A certeza de que a
encontraria e que acabaria com todos ns era tamanha que ela nem
cogitava a idia de que acabssemos com ela antes, ou que buscaramos
ajuda... "Eu sabia que voc no ficaria longe da humana, tinha certeza
de que a levaria para longe... no  to esperto assim Edward. ... to
previsvel, seu medo de perd-la  tanto que eu sabia... Voc nunca
ficaria com ela onde sua amada pudesse estar em risco" Ela estava certa,
era previsvel que eu tiraria Bella do foco da luta, era obvio que no a
deixaria em, meio a dezenas de vampiros recm nascidos sedentos de
sangue. Mas, embora estivesse certa, eu tambm sabia que ali seria mais
fcil venc-la. No entanto, eu no podia perder a ateno, seu plano era
claro, ela sabia que eu o conheceria? Estaria escondendo outra coisa de
mim? Outro plano oculto? Riley seguia silencioso, completamente parado.
Provavelmente ele esperava a ordem de Victoria. Pude perceber que Seth
estava prximo, s precisava manter aquela situao por mais alguns
minutos ate que ele se aproximasse, mas seu cheiro tambm era
perceptvel para os outros dois vampiros parados a minha frente. O
corao de Bella parecia um tambor, batia freneticamente, desesperado...
Extremamente descompassado. Aquele som de sangue sendo bombeado fez com
que o vampiro loiro perdesse um pouco o seu foco, ele estava com sede,
ao longe ouvi Seth uivar "estou chegando Edward" ningum era capaz de
entender o que ele estava dizendo. Mas eu sim, eu sabia exatamente o que
estava por vir. Riley olhou para Victoria pelo canto do olho, ele
esperava a ordem. Ela apontou na nossa direo com o queixo,
silenciosamente ela estava dizendo que nos atacasse. Ele se aproximou,
suas garras prontas para o ataque. - Riley - eu disse seu nome e ele se
surpreendeu. " Como pode saber meu nome?", ele paralisou com os olhos
arregalados. - Ela est mentindo pra voc, Riley - eu disse a ele. - Me
oua. Ela mentiu pra voc assim como ela mentiu para os outros que agora
esto morrendo na clareira. Voc sabe que ela mentiu pra voc, que ela
fez voc mentir pra eles, que nenhum de vocs dois ia ajudar eles. Ser
que  to difcil de acreditar que ela tenha mentido pra voc tambm?
Confuso atravessou o rosto de Riley. Mudei a posio do meu corpo e ele
me seguiu. - Ela no ama voc, Riley. Ela nunca amou. Ela amou algum
chamado James, e voc no passa de uma ferramenta pra ela. Quando eu
disse o nome de James, Victoria colocou os dentes pra fora como se fosse
uma careta. Os olhos dela permaneceram travados em Bella. Riley deu uma
olhada frentica na direo dela. - Riley? - eu disse. Ele se
reconcentrou automaticamente em mim. - Ela sabe que eu vou te matar,
Riley. Ela quer que voc morra pra que ela no tenha mais que continuar
com o fingimento. Sim, voc j viu isso, no viu? Voc j leu a
relutncia nos olhos dela, suspeitou da nota falsa das promessas dela.
Voc estava certo. Ela nunca te quis. Cada beijo, cada toque era uma
mentira. Ele se lembrou das suas duvidas antes di vir para Forks, 
forma como ela se aproximava, relutante em expressar seu carinho... Sua
paixo to prometida. Ele se manteve confuso, me movimentei um pouco
mais, eu no queria mat-lo, no era justo ter que faz-lo, ele era um
garoto que tinha uma vida inteira pela frente antes de ser transformado
e enganado. Eu mataria Victoria e no deixaria nenhum pedao seu para
lembrar que ela havia cruzado o meu caminho. A tenso era presente
naquele ambiente, os olhos de Victoria se firmaram no espao entre ns.
Levaria menos de um segundo para que ela se aproximasse e conseguisse
matar Bella, era s uma questo de ateno, eu precisava me focar nela,
em seus pensamentos - ela precisava apenas da menor margem de
oportunidade. Mais lentamente dessa vez, Riley se reposicionou. - Voc
no precisa morrer - prometi. Meus olhos segurando os do garoto. -
Existem outras formas de se viver alm da que ela te mostrou. Nem tudo
so sangue e mentiras, Riley. Voc pode ir embora agora mesmo. Voc no
precisa morrer pelas mentiras dela. Deslizei o p para frente e para o
lado. Agora havia um p de distncia entre Bella e eles. Riley circulou
demais, compensando em excesso dessa vez. Victoria se inclinou para
frente no peito dos ps. - ltima chance, Riley - sussurrei. O rosto de
Riley estava desesperado enquanto ele olhava pra Victoria pra ter
respostas. Ele tinha duvidas, queria acreditar em tudo aquilo que ela
lhe havia prometido. Vbora traioeira, conseguiu capturar a essncia
daquele garoto que tinha toda uma vida pela frente. Eu a odiava mais por
isso. - Ele  um mentiroso, Riley - Victoria disse - Eu te falei sobre
os truques com mentes deles. Voc sabe que eu s amo voc. Ela disse
sedutoramente, eu podia ver a relutncia em seu pensamento, ele queria
lutar contra, queria ir contra todas aquelas mentiras incutidas em seu
mago. A mandbula de Riley endureceu, e ele enquadrou os ombros. Os
olhos dele esvaziaram - no havia mais confuso, no havia suspeita. No
havia nenhum pensamento. E ficou tenso pra atacar. O corpo de Victoria
parecia estar estremecendo, de to enrijecida que ela estava. Os dedos
dela j eram garras, esperando que eu me movesse apenas um centmetro
para longe de Bella. "Estou aqui" Seth rosnou alto e claro voando sobre
o vampiro loiro parado a minha frente. - No! - Victoria chorou, a voz
de beb dela esganiou com a descrena. Seth estava em cima de Riley,
seus dentes transpassavam a carne dura do vampiro, eu no podia perder
meu foco, Victoria estava esperando apenas um momento de distrao para
atacar, se eu no estivesse atento, o ataque poderia ser fatal. Seth
jogou uma parte ma mo de Riley na direo das rochas, ele bateu e caiu
no cho fazendo um barulho abafado de vidro quebrando. A frente de
Bella, pouco mais de um metro de distancia esperando, ela queria apenas
um segundo de desateno. Isso eu no daria. - No - ela disse de novo,
atravs de seus dentes, enquanto eu comecei a me mover em direo a ela,
bloqueando o caminho dela para Bella. Riley j estava de p de novo,
parecendo disforme e desfigurado, mas ele foi capaz de dar um chute
violento no ombro de Seth. Eu ouv o osso quebrar. Seth se afastou e
comeou a andar em crculos, mancando. Mesmo durante uma luta eu sabia
que logo estaria recuperado. Os lobos saravam rpido e saber disso me
deixou um pouco menos preocupado. Riley estava com os braos pra fora,
preparado, apesar de aparecer que ele estava sem parte de uma mo... A
apenas alguns centmetros dessa luta, eu e Victoria continuvamos nos
movendo em sincronia, ela desejava desesperadamente que eu sasse dali,
o veneno enchia sua boca ante os pensamentos do sangue de Bella cobrindo
o cho branco cheio de neve. No podia permitir que circulasse, porque
eu no estava permitir que ela se posicionasse mais perto de Bella. Ela
moveu pra trs, se movendo de um lado pro outro, tentando encontrar um
buraco na minha defesa. Segui seus passos lentamente, sempre mantendo
minha mente fixa na sua, antecipando cada passo, meus olhos presos nos
dela, visualizando o que ela queria fazer, no, ela no conseguiria.
Teria que passar por cima de mim. Seth se lanou em Riley pelo lado, e
alguma coisa se rasgou com um horrvel som de algo guinchando. Outro
pedao de algo grosso e pesado voou pra dentro da floresta e caiu
fazendo um som pesado. Riley rosnou furioso, e Seth pulou pra trs -
incrivelmente leve com os ps par a o tamanho dele - enquanto Riley
tentava soc-lo com uma mo mutilada. Agora Victoria estava voando
atravs dos troncos das rvores na beira mais distante da clareira. Ela
estava dividida, os ps dela guiando-a para a segurana enquanto os
olhos dela se ligavam aos de Bella como se fossem um im, atraindo-a. Eu
podia ver o desejo de matar lutando com o seu instinto de sobrevivncia.
- No v, Victoria - chamei. Aquilo deveria terminar ali, se ela
partisse, nunca teramos paz. Precisaramos viver fugindo, ou lutando -
Voc nunca ter outra chance como essa. Ela rosnou mostrando o s dentes.
- Voc sempre pode fugir mais tarde - murmurei, eu queria que ela
voltasse, queria acabar com aquilo tudo de uma vez... - Tem bastante
tempo pra isso. ... isso que voc faz, no ? Era por isso que James te
mantinha por perto. til, se voc gosta de jogar esses jogos mortais.
Uma parceira com um misterioso instinto pra fugas. Ele no devia ter te
deixado, ele podia ter usado as suas habilidades quando ns o pegamos em
Phoenix. Um rosnado ricocheteou entre os dentes dela. - No entanto, isso
 tudo o que voc era pra ele. Que bobagem desperdiar tanta energia pra
vingar uma pessoa que tinha menos afeio a voc do que um caador tem
por sua presa. Voc nunca foi nada alm de conveniente pra ele. Eu sei
bem. Bella se mantinha paralisada, fingi descaso, eu queria que ela
sasse das arvores, queria ver seus olhos embora pudesse ver a clera em
seus pensamentos. Com um grunhido estrangulado, Victoria saiu de dentro
das rvores novamente, indo para o lado. O pulso de Riley agarrou o
flanco de Seth, e um ganido baixo escapou da garganta de Seth. Ele se
afastou, os ombros dele se agitando como se ele estivesse tentando
sacudir a dor. Riley estava fechando a distncia entre eles de novo,
fazendo Seth ir em direo ao penhasco para o lado onde Bella estava. De
repente, Victoria estava interessada no destino do parceiro. Em seus
pensamentos podia v-la, pelo canto dos seus olhos, julgar a distncia
entre Riley e Bella. Seth se lanou contra Riley, forando-o a ir pra
trs de novo, e Victoria assobiou. Seth j no estava mais mancando, a
capacidade de cura dos lobos havia feito com que ele se curasse
rapidamente como eu j havia previsto. Riley trouxe Seth para perto de
mim, o rabo dele passou pelas minhas costas. Os olhos de Victoria se
arregalaram na esperana de que ele fosse me atacar. Ela no sabia...
"Ataque-o, ataque-o cachorro burro. Por que no o ataca?" - No, ele no
vai me machucar - eu disse, respondendo  pergunta na cabea de
Victoria. Eu disse me aproximando. - Voc nos deu um inimigo em comum.
Voc nos tornou aliados. "Como?" ela cerrou os dentes tentando se
concentrar. - Olhe mais de perto, Victoria - murmurei - Ele realmente 
to parecido com o monstro que James perseguiu na Sibria? Os olhos dela
arregalaram, e a comearam a verificar a veracidade do que eu dizia,
seus olhos se movimentavam entre Bella, Seth e eu. - No  o mesmo? -
ela rosnou com o seu soprano de menininha. - Impossvel! - Nada 
impossvel - murmurei me movimentando na direo dela- Exceto o que voc
quer. Voc nunca vai tocar ela. Ela balanou a cabea rapidamente
afastando as duvidas que eu incutia em sua mente, eram distraes
desnecessrias e ela sabia. Enquanto tentava desviar de mim, coloquei-me
no ponto certo para bloquear seu ataque. Ela estava frustrada, no sabia
mais o que fazer, nem por que lado atacar... Ela se moveu, eu me movi...
Estvamos prontos, eu podia ver seus pensamentos, cada um deles era mais
letal do que o outro. Eu tinha que conseguir, caso contrrio,
morreramos naquela clareira. Aqueles minutos pareceram horas, mas eu
sabia que cedo ou tarde aquela batalha teria que acabar, eu sabia que
no adiantava ter pressa. Era um confronto de iguais, no era mais forte
por conseguir ler sua mente, Victoria era astuciosa, capaz de enganar a
mente mais desavisada. Eu no cometeria aquele tipo de erro. Eu
precisava de um deslize, aquele que ela no parecia disposta a cometer e
nesse momento eu acabaria com ela, nunca permitiria que chegasse perto
de Bella. Seth atacou, arrancando outro pequeno pedao do vampiro. Riley
berrou e lanou um soco massivo com as costas da mo que pegou Seth em
cheio no peito. O corpo enorme de Seth voou dez metros e se bateu na
parede de rochas acima da minha cabea com uma fora que pareceu
balanar o pico inteiro. O jovem lobo havia sido acertado, no entanto,
eu no poderia parar, no naquele momento. Eu no podia socorr-lo sem
por em risco a todos ns, pelos seus pensamentos pude sentir que estava
machucado, porem ficaria bem, aquilo me deixou mais aliviado. Sempre
acreditei que o lado bom de ser um vampiro era poder se focar em
diversas coisas ao mesmo tempo, no entanto com Victoria era diferente,
se eu me perdesse naquele momento. Todos estaramos mortos. Riley seguiu
o olhar na direo de Bella, Seth estava cado e eu pude notar pelo seu
pensamento que ele pretendia mat-lo. Eu no podia continuar perdendo o
foco, Seth era somente um garoto... Uma criana. Bella estava
desesperada, seu olhar apavorado denunciava que ela pretendia colocar em
pratica aquilo que eu mais temia. Olhei para suas mos, mas no havia
tempo, ela estava to focada naquilo que pretendia fazer que no houve
tempo, de repente o cheiro do sangue invadiu todo o ar... O cheiro era
to intenso que por um instante at mesmo eu perdi meu foco, senti a
garganta seca sedenta, mas no era do sangue de Bella. Os olhos de
Victoria se focaram na frgil e tola figura que estava a frente do
penhasco, parada, o sangue escorrendo pelo seu brao. Lembrei-me daquilo
que tinha visto na mente de Jacob, qual foi o final da terceira esposa.
O corao de Bella pulsava descompassado, sua respirao estava
completamente alterada. Riley tambm virou-se ao sentir o cheiro de
sangue, ele tinha sede. Victoria voou na direo de Bella, eu a segurei
jogando-a sobre as arvores. Um barulho abafado se fez audvel, ela caiu
no cho posicionando-se para atacar novamente "voc me paga" ela pensou,
no havia tempo, tudo dependia de como eu seria gil a fim de det-la.
Nesse pequeno momento entre seu ataque e um descuido de Riley eu o
peguei pelo brao separando-o do seu corpo, automaticamente seu grito
ecoou pela floresta adentro. Seth estava a salvo, pelo menos naquele
breve segundo o que trabalhamos juntos para deter o vampiro loiro que o
estava prestes a matar. Ele levantou-se me ajudando a imobiliz-lo.
Olhei rapidamente na direo de Victoria ao perceber sua inteno. Ela
se curvou e saltou na direo de Bella, joguei a parte retirada do corpo
do seu companheiro contra seu corpo impedindo-a de alcan-la. Outro som
abafado, joguei-a contra as arvores fazendo com que uma delas se
partisse ao meio tamanho fora o impacto. Victoria caiu de p enquanto eu
j estava novamente entre ela e Bella. Olhou para o cho visualizando o
que a havia acertado, suspirou fortemente tentando conter a raiva, a
ferocidade dos seus olhos eram to intensas que a atmosfera parecia
carregada pelo dio.  Ela chutou o brao de Riley para o lado, ele caiu
de frente para Bella que levou uma mo a boca e outra apoiando sobre o
estomago. Meus olhos estavam vidrados, eu estava atento, qualquer
movimento que ela fizesse eu iria interceder. Eu estava pronto. Percebi
que Seth ainda estava circulando ao redor de Riley no intuito de achar a
melhor posio para lev-lo ao cho. Quando este levantou o brao para
se defender do ataque que veio a seguir O lobo avanou sobre seu corpo
fazendo-o cair no cho. Seth segurou-o pelo ombro com os dentes
estraalhando o outro brao arrancando-o violentamente. O lobinho havia
aprendido exatamente como fazer para acabar com os da minha espcie. Ele
jogou o brao dentro da floresta "viu s Edward? Consegui" ele deu um
grito de Victoria, mas no havia tempo para dizer o quanto ele tinha
sido importante naquele momento. Sozinho, eu no teria conseguido -
Victoria! - Riley gritou em desespero. Ela nem mesmo olhou deixando-o
ainda mais desesperado, ele tentava levantar cambaleante quando Seth o
atingiu no meio do abdmen lanando-se com ele dentro das arvores. Eu
ainda podia ouvir os gritos de horror e os pensamentos de Seth enquanto
acabava de destroar o outro vampiro. Victoria ficou assustada, ela
olhou ao redor procurando uma rota de fuga, de repente pareceu esquecer
que eu tinha a capacidade de ler sua mente. Ela queria fugir, estava
pronta para isso, deu um passo para trs se afastando de mim. Eu no a
deixaria ir. Aquela tinha sido a ultima vez que colocava a mim e aos
meus em perigo. Eu no a deixaria partir.  Seus olhos brilharam num tom
de desespero quando ela se posicionou afastando-se rapidamente, seu
intuito era correr para o meio das arvores - no - murmurei com todo
dio que me consumia. Eu no lhe daria outra oportunidade de fugir. -
Fique s um pouco mais. Ela se virou e voou para o refgio da floresta
como se fosse uma flecha lanada de um arco. Mas eu fui mais rpido,
corri me lanando contra ela pegando-a pelas costas as quais
inocentemente ela havia deixado desprotegida. Agora ramos somente ns
dois. Sem Riley, sem Seth... Apenas ns dois. -... nesse momento que
voc morre - murmurei em seu ouvido as breves palavras numa velocidade
vamprica - nunca mais atormentar a mim e aos meus. - alisei seu
pescoo acariciando sua pele que em breve seria apenas p. Pude sentir o
pavor dos seus pensamentos, mas em nenhum momento consegui sentir d ou
piedade. Talvez, numa outra circunstancia, talvez, se ela no estivesse
ameaando a segurana de pessoas inocentes. A segurana da razo da
minha existncia, certamente eu a teria deixado ir. Mas no... No
naquele momento onde Bella ainda estava esttica, amedrontada pelo que
acabara de ver. Um monstro. Um ser que eu tinha banido de mim j fazia
muito. E que havia retornado para proteg-la. No entanto, ela me olhava
horrorizada pela cena que se seguia, arranquei sua cabea com fora e
sem piedade. No me importaram os pedidos de piedade, no me importavam
os gritos que ainda vinham do meio da floresta. Depois que arranquei sua
cabea desmembrei-a violentamente. Naquele momento eu no era o ser
consciente Edward Cullen, eu era apenas um vampiro que precisava
defender seu territrio e sua famlia. Bella ainda estava em choque, eu
podia sentir seus olhos presos a mim. Eu queria confort-la, mas ns nos
refazemos rpido, era necessrio queim-la antes de voltar-me para
desculpar minha atitude feroz e animal  pequena figura aterrorizada que
me olhava numa expresso que prefiro no lembrar. Olhei para ela
tentando dizer que estava tudo bem, que nada mais iria lhe atormentar,
empilhei os restos daquele corpo despedaado a minha frente colocando
alguns galhos secos sobre ele. Entrei na floresta e fui at p local onde
Seth estava terminando de desmembrar o corpo de Riley. Pegamos os restos
dele e o juntamos aos de Victoria. Juntamos tudo numa nica pilha. Um
pequeno isqueiro iniciou a fogueira que daria fim a todo aquele
pesadelo, finalmente, havia terminado. - Pegue todos os pedaos - Eu
disse numa voz baixa pra Seth. Ns olhamos tudo ao redor para nos
certificar de que no havia restado nada "no h mais nada aqui" ele me
avisou, lancei-lhe um olhar de agradecimento e ele entendeu. Quando
finalmente acabamos pude respirar aliviado, as chamas pelo final da
nossa batalha haviam sido acesas, mas ainda me mantinha concentrado na
luta da clareira. Olhei diretamente para Seth que entendeu dando um
largo sorriso de lobo "agora est tudo bem, no h mais sugadores de
sangue aqui, s voc" ele sorriu e eu o segui naquela que seria a
libertao das nossas tenses. A batalha dos lobos contra os vampiros na
clareira tambm estava quase terminada, enfim, poderamos relaxar.
Estendi minha mo para que pudssemos nos cumprimentar, no como
inimigos naturais, mas sim como dois seres que acabaram de lutar juntos
pelo bem de uma nica pessoa, pelo bem de Bella. Ele encostou seu nariz
na minha mo. Belo trabalho em equipe murmurei. "Com certeza" Seth
tossiu uma risada. Agora s nos restava esperar que acabasse tudo, ai
sim, estaramos todos em segurana.
